Esta crónica de Helena Matos no Observador reporta uma série de notícias com palavras certas. Falta uma coisa: dar o nome aos que escreveram aquelas palavras para noticiar factos e acontecimentos. Pôr o nome aos boys e girls que desvirtuam a linguagem corrente, com o fito de criarem novilíngua que julgam mais moderna.
Ao longo das últimas décadas, particularmente com a proliferação de cursos de "comunicação social" e adereços curriculares tirados nos isctes, ficamos entregues a uma brigada de costumes transformado em grupo de intervenção armada de conceitos. As armas deixaram de ser cantigas e passaram às simples palavras que compõem a linguagem. O efeito é devastador e assemelha-se ao de uma bomba termonuclear com núcleo de esquerdismo militante e radicalismo detonador.
Foram lançados já vários engenhos desse tipo, de há 40 anos a esta parte e arrasados vários conceitos de senso comum que eram linguagem corrente e tradicional.
Quem não se apercebe desta guerra silenciosa e mortal para uma civilização tenderá a perecer às suas mãos, muitas delas anónimas e ingénuas.
Uma das últimas generalas deste exército das sombras linguísticas que traçam conceitos de moda é a deputada Isabel Moreira, uma das mais eficientes terroristas do "género", cujo pai nem se apercebe que corvo andou a criar.
Será isto tremendismo ( uma palavra das tais...) psicológico e paranóico?
Não sei, mas basta atentar ( outra...) nos usos e costumes e palavras que os designam nos media.
Assim, com o nome posto aos terroristas ( porque é disso que se trata, na devastação de palavras) poderemos sindicar a origem da educação e a raiz do Mal.