quarta-feira, abril 06, 2022

O grande inducador da classe mediática

 É este...


Hoje no Público e no DN volta a ter destaque mediático por causa de uma exposição em que colaborou para denegrir o Estado Novo, desta vez por causa da Censura. 

O artigo do Público:



E no DN:




Mais um dazibao que serve essencialmente a propaganda do actual Estado novíssimo de esquerda e socialista, água-choca onde o inducador se move com trejeitos de enguia.

O que pretende esta exposição efémera, num edifício que foi refúgio jornalístico dos apaniguados dos vários regimes e conserva ainda os traços do antigo que estes inducadores vituperam? 
Mostrar o  "Portugal inconveniente" , o "país que a censura não deixava ver". Coitados os que viveram nesse tempo que ficaram privados de ver as suas maravilhas, como por exemplo as do desenhador e humorista José Vilhena no seu aprimorado trabalho gráfico, de gosto e qualidade irrepreensíveis. Segundo o inducador foi até a vítima dos despachos mais "furiosos da Censura". 

Para se ver como assim foi, nada melhor do que dar a palavra ao próprio Vilhena, aliás já esmorecida pelo tempo que passou depois de a ter dado e afinal ter morrido em 2015.  

Em Abril de 1992, há trinta anos, numa entrevista à K dizia assim sobre a sua profissão, a Censura e o que sucedeu depois, no tempo em que a Censura oficial acabou e começou outra, mais insidiosa e que desembocou nas intervenção falsificadoras destes inducadores, tipo Pacheco Pereira. 



Basta ler isto para se entender a perfídia deste inducador e a desonestidade que o anima em tudo o que diga respeito ao Estado Novo, Salazar ou mesmo Marcello Caetano. 
Vilhena diz claramente que a PIDE nunca foi o papão com que a pintavam- antes, durante e depois. Estes sacripantas esfalfam-se em falsificar a realidade enganando quem não sabe disto e manipulando a informação em seu proveito, sem contraditório algum. Quando aparece é metido no saco do fassismo e do saudosimo salazareno, para dizer o menos. 

Mais: o modo como Vilhena fala do antigo regime é exemplar da correcção intelectual que nem tem comparação com a sujeira e espírito emporcalhado destes inducadores. 


Vilhena era um indivíduo que merece respeito só por isso. E era um iconoclasta que explica ter dificuldades em caricaturar pessoas que já conhecia pessoalmente. E por isso evitava conhecê-las. Compreendo-o perfeitamente. E até digo mais: se lesse este escritos de agora, destes inducadores era bem capaz de os invectivar em desenho escrito e escatológico, para irem apanhar num certo sítio que eles lá sabem. Oh, se sabem!



 






A obra de José Vilhena já foi estudada e alvo de atenção até blogueira. E quanto à censura do antigo regime só por manifesta má-fé se não diz que os costumes dos anos sessenta não eram os mesmos das décadas seguintes, aqui e lá fora. Em França não havia menos censura de costumes do que aqui, obrigando as publicações periódicas do género das de José Vilhena a recatarem-se nos quiosques e afixarem obrigatoriamente o seu destino para "adultos". Tal como os filmes. 
Não é nada de especial e percebe-se como era. Só não percebe quem usa todos os argumentos, mesmo os falaciosos para atacar politicamente quem não lhes agrada. Ou seja, censuram igualmente. E não é de agora. 
Durante o PREC e não só as publicações de José Vilhena foram suspensas. Não por motivos de "costumes" mas políticos, tal como aqui se refere, o que aliás é sistematicamente omitido pelos inducadores:







O jornal Fala Barato que Vilhena editou e publicou nos anos oitenta e noventa continha temas, desenhos e caricaturas que duvido muito fossem publicados hoje em dia, no tempo destes inducadores do DN e quejandos Públicos, feitos dazibaos da actualidade. 








Visto isto quem precisava de um perfil à Vilhena era mesmo este inducador! Aposto que nesse caso não diria as enormidades e falsidades que proclama, aproveitando o nome do dito. 



Perante esta nova censura que se instalou em Portugal, mais perversa e insidiosa que aqueloutra, do tempo em que até o Vilhena gozava com ela, o que fazem estes inducadores?

Dizem mal da outra, esquecendo esta. Exactamente para isso: ocultar a verdade que nos rodeia. Ou seja, censuram também. O que aliás lhes está na massa do bestunto que carregam!
E até o Observador enfileira nisto porque os seus jornalistas não tiveram outra escola que não a destes inducadores. 
Porca miseria!



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