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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Ladrões de computadores

Miguel Sousa Tavares está na capa da Visão de hoje. Foto em close-up e várias, no interior, num exercício de ego-trip, com destaque para a persona onde se espraia uma entrevista a propósito de um novo livro que " é quase um diário de viagem, é quase um romance de amor, é quase uma carta que se tornou grande de mais, é quase o resgate de uma dívida, é quase autobiográfico".
Na entrevista, há um ponto que merece destaque, onde o autor destaca o modo rocambolesco como recuperou o computador portátil que lhe fora furtado, com o tal quase- livro dentro.
" Não me pergunte como recuperei o computador, mas meteu o "bas-fond" lisboeta e dinheiro por fora, à margem dos circuitos policiais. Aconteceu por acaso: fulano falou a sicrano e depois a sicrano de que o meu computador estaria por aí algures, era preciso pagar em notas contadas, essas coisas assim."
E terá sido assim. Na altura do furto, lembro que o autor anunciou que daria o que os autores do mesmo quisessem, lá de casa, desde que lhe devolvessem o objecto.
Teve sorte em dar com ladrões de bicicletas, digo, de computadores.

7 comentários:

joserui disse...

Parece que se prepara mais um best-seller. Excelente para ele. -- JRF

Diogo disse...

Pergunto-me se se teria perdido grande coisa...

zazie disse...

De trotinetas...

eheheh

Expinho e Lino disse...

O José gasta o seu latim com cada insignificante...

JMS disse...

"(...) é quase um diário de viagem, é quase um romance de amor, é quase uma carta que se tornou grande de mais, é quase o resgate de uma dívida, é quase autobiográfico".
E o autor, será um quase-escritor ou nem isso?

JMS disse...

"(...) é quase um diário de viagem, é quase um romance de amor, é quase uma carta que se tornou grande de mais, é quase o resgate de uma dívida, é quase autobiográfico".
E o autor, será um quase-escritor ou nem isso?

Rebel disse...

Acerca do computador portátil, com todas aquelas peripécias, o Miguel, pode construir um contozinho. Mas nem nisso será original. Ele que leia uma coisa de um italiano chamado Vacca e que escreveu uma coisa com o título "Deus e o Computador", para rapidamente concluir que não conseguirá fazer melhor. Se a qualidade da literatura nos é dada pelo tempo, a falta dela é-nos dada de imediato...
A publicidade, tal como os antibióticos, pode é prolongar -lhes o estertor...