Miguel Sousa Tavares está na capa da Visão de hoje. Foto em close-up e várias, no interior, num exercício de ego-trip, com destaque para a persona onde se espraia uma entrevista a propósito de um novo livro que " é quase um diário de viagem, é quase um romance de amor, é quase uma carta que se tornou grande de mais, é quase o resgate de uma dívida, é quase autobiográfico".
Na entrevista, há um ponto que merece destaque, onde o autor destaca o modo rocambolesco como recuperou o computador portátil que lhe fora furtado, com o tal quase- livro dentro.
" Não me pergunte como recuperei o computador, mas meteu o "bas-fond" lisboeta e dinheiro por fora, à margem dos circuitos policiais. Aconteceu por acaso: fulano falou a sicrano e depois a sicrano de que o meu computador estaria por aí algures, era preciso pagar em notas contadas, essas coisas assim."
E terá sido assim. Na altura do furto, lembro que o autor anunciou que daria o que os autores do mesmo quisessem, lá de casa, desde que lhe devolvessem o objecto.
Teve sorte em dar com ladrões de bicicletas, digo, de computadores.