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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

O caso da capela do Rato relatado no diário das sessões da Assembleia Nacional de 31 de Janeiro de 1973

O chamado caso da Capela do Rato, tantas vezes citado como um exemplo do que foi o regime de que Marcello Caetano era presidente do Conselho, foi discutido publicamente, na Assembleia Nacional durante o mês de Janeiro de 1973. Tal debate foi transcrito, do Diário das Sessões dessa época, num livro editado pela Assembleia da República, em 2005, intitulado Livros Proibidos no Estado Novo.
Aqui fica a discussão entre deputados do regime que não aceitavam discutir o problema do Ultramar, ou seja a guerra e os da oposição, da Ala Liberal e não só que então aí se encontravam.
Torna-se curioso comparar os termos da disputa parlamentar de então, entre a "situação" e a oposição, relativamente a um assunto grave e que viria a suscitar a queda do regime e a "descolonização exemplar". Tudo já estava definido quando à oposição: entregar os territórios ultramarinos, sem mais. 













































































































9 comentários:

lusitânea disse...

Nesse tempo o Louçã só queria entregar tudo o que tinha preto e não era nosso.A vontade de refazer o império cá dentro só veio mais tarde...e com "direitos"!
Não sei é quando começou a gostar de ensinar a juventude a brincar com os dildos em especial os anais...a marca do seu bloco...

zazie disse...

Grande discurso do deste Agostinho Cardoso.

Quem era?

josé disse...

Era este

zazie disse...

Obrigada, José.

Ele foi certeiro no que disse.

Floribundus disse...


o sujeito conhecido pela alcunha de 'Rato' era um fascista
tal como os ratos que reunem atualmente no local

Vivendi disse...

Antigamente os deputados tinham profissão e devoção à nação. Agora a maioria são advogados não ao serviço da nação mas ao serviço de meia dúzia de escritórios de advogacia.

A Mim Me Parece disse...

Uma personagem que participou nas primeiras reuniões na Capela do Rato foi o Capelão da Marinha, o Padre João Prestrelo, dos Perestrelo donos das propriedades de que foi feitor o pai Salazar. Alertado, o jovem pároco achou por bem ir pregar para o Brasil de onde voltou após a poeira ter caídO para pregar em Loures. E não demorou muito que pendurasse a batina e casasse com a paroquiana que o presenteou com um Marco.

josé disse...

Outro Perestrelo, filho de padre. Tal como o padrinho das bancarrotas.

José Lima disse...

E, no caso, o filho é mesmo a cara chapada do pai :-)

http://padrecorreiadacunha.blogspot.pt/2010/11/pe-correia-da-cunha-e-o-seu-amigo-do.html