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domingo, 6 de março de 2016

É isto um jornalista?


Hoje no DN aparece uma entrevista a um auto-denominado "jornalista" que exerce funções, agora, na TVI, a dirigir a sua informação. Sérgio Figueiredo, chama-se o indivíduo que se relata assim, depois de ter passado pela Fundação EDP, desde 2007, nomeado em estilo "camões" certamente, pelo então primeiro-ministro José Sócrates, nos anos de vacas a engordar para a bancarrota.

Este pseudo que de jornalismo aprendeu no falecido O Diário, da verdade que tínhamos direito, passou por jornais económicos marginais e falidos ( Diário Económico e Jornal de Negócios) e apresenta-se agora como mais um funcionário da causa certa na TVI dominada pelo capital espanhol das Cullels e companhia socrática em derrocada acelerada.
Veremos até onde chega este currículo repescado daqui:
  • Nome: Sérgio Figueiredo.
  • Idade: 40 anos (nasceu em 1966).
  • Sexo: masculino.
  • Habilitações académicas: Licenciado em Economia pelo ISE – Instituto Superior de Economia (actual ISEG – Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa). Pós-graduado em Gestão das Comunicações e Multimédia (ISEG).
  • Órgão de comunicação social em que trabalha: Director do Jornal de Negócios e apresentador do concurso “AUDAX – Negócios à Prova” (para empreendedores com novos planos de negócio) e do programa “Balanço e Contas” (sobre macroeconomia, Bolsa e empresas), ambos transmitidos pela RTP2.
  • Órgãos/empresas de comunicação social em que trabalhou: Jornalista – O Diário (de 1989 a 1990); Semanário Económico (1990); Expresso (de 1990 a 1995).
  • Director editorial ou outras funções – Diário Económico (grande repórter, de Abril de 1995 a Fevereiro de 1996; director-adjunto, de Fevereiro a Outubro de 1996 e director, de Outubro de 1996 a Setembro de 2001); Económica SGPS (director-geral editorial, de Fevereiro a Setembro de 2001, e administrador, de 1998 a Setembro de 2001).
  • Colunista ou comentador especializado em Economia – Público (Outubro de 2001 a Agosto de 2002); Correio da Manhã (de Setembro de 2002 a Maio de 2003); Sábado (Maio de 2004 a Janeiro 2007); TSF (em 1991 e 1992, e rubrica semanal “Opinião Económica”, em 1998 e 1999), Rádio Comercial (rubrica semanal em 1996 e 1997) e Antena 1 (s.d.); RTP2 e SIC (colaborações nos serviços noticiosos, de 1996 a 2001); TVI(de 1999 a Setembro de 2001); SIC Notícias(autor e apresentador do programa semanal “Linha de Crédito” e comentador, de Outubro de 2001 a Dezembro de 2003) e RTP1 (de Março de 2005 a Janeiro de 2007).
  • Data em que se iniciou na profissão: 1989.
  • Estatuto profissional (na data da entrevista): Director editorial do Jornal de Negócios.
  • Local: Gabinete de Sérgio Figueiredo, na redacção do Jornal de Negócios, em Lisboa.
  • Data: 03.07.06.
Ler mais:
http://www.jornalistas.online.pt/noticia.asp?id=409&idCanal=406
http://www.pje.universia.pt/cv/Sergio_Figueiredo.pdf
http://www.audax.tv/Default.aspx?tabid=130

Antes disso leia-se esta entrevista obscena do antigo estagiário do O Diário, hoje publicada no Diário de Notícias dominado pelas forças político-económicas que então predominavam na EDP do tempo da Fundação.

Quem não quiser ler tudo que é indigesto e gerador de vómito mental, pode ler só esta parte, em que se refere ao despudor com a maior das tranquilidades da impunidade em ter sido jornalista da verdade a que tínhamos direito:
 

 


Ou seja, este indivíduo era amigo do multimilionário por interposta pessoa e declarou-se como tal, quando isto já se sabia. Mais, enquanto director da tal informação da TVI apadrinhou a pseudo-entrevista realizada com o dito multimilionário por interposta pessoa, realizada para explicar a tremenda cabala que lhe foi montada pela justiça portuguesa. O dito jornalista está pronto a acreditar nessa cabala até ao momento em que deixar de lhe interessar. Parece estar perto, tal momento...pelo teor das últimas declarações.
 
Parafraseando um Primo, é isto um jornalista?

8 comentários:

foca disse...

Isto é jornalista como podia ser serralheiro ou outra coisa qualquer.

Há os que trabalham, os leais, os bufos e os engraxadores, um pouco por todo o lado.

Consta que duas das espécies costumam ter sucesso profissional quando o pessoal do avental domina a coisa.

Floribundus disse...

et pluribus unum
ou seja
de todos, um

hajapachorra disse...

Chiça! Se nasceu em 1966 como pode ter 40 anos? Ó flurubundus, e pluribus, porra, nunca et pluribus.

hajapachorra disse...

Ah, com vossa licença, esqueci-me do essencial: esse sérgio figueiredo é uma meretriz em fim de carreira.

José disse...

Tinha 40 à data da resenha...e está lá indicado.

AAA disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Juju disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Miguel Quintas disse...

O Clientelismo politico é muito poderoso