Lendo a história do IPE, sumariada neste artigo do Expresso de 8 de Julho de 1989 poderemos entender como a nossa Economia funcionou depois do PREC de há quarenta anos.
Em 22 de Dezembro de 1978 O Jornal mostrava uma publicidade a esta holding de empresas públicas. Pode perguntar-se para que serviria esta publicidade...
Se as empresas nacionalizadas e as participadas pelo Estado estavam nessa situação em que existiam para participar nas bancarrotas sucessivas e descalabros económicos permanentes, Ferraz da Costa lembrava em1.3.1986 no Semanário.
A "banca" não se incluía nesse universo de ipe´s que existiam para participar. E para recordar a petite histoire do BES, agora que o seu mentor anda por aí a justificar-se, em livro a preceito, este pequeno artigo daquele número do Expresso ajuda.
No final dos anos oitenta o panorama era este:
E a seguir apareceu o "cavaquismo" em força. Oportunamente lá iremos como já fomos há algum tempo, mas vale sempre a pena recordar porque é que somos o país mais atrasado da Europa: sempre por causa da Esquerda. Pelo PCP nunca teríamos saído do universo IPE, mas com gestores à maneira soviética. Pelo BE que então andava disseminado em partidos de extrema muito menos. Pelo PS, saímos, mas a muito custo, depois de se terem convencido que afinal lá fora não havia alternativa e porque lhes continuava a render lugares nos pequenos ipe´s que foram aparecendo, incluindo o principal lugar de formação, a madrassa ISCTE.
Quem é que ganhava com esta Economia de terceiro mundo? Estes figurões, por exemplo. Suas famílias alargadas por supuesto e mai-los descendentes políticos sempre amarrados às participações.
Muito participaram estes gajos...até o pobre Camões, o pau-mandado do Sócrates, participou através do advogado Proença, outro participante de grande vulto.
Teremos o que merecemos?