domingo, 12 de agosto de 2018

América minha, em papel

Há cerca de três anos escrevi aqui um postal e mais outro sobre os americanos e o modo como nos entraram pelas casas dentro, através dos meios de comunicação de massa.

No Portugal dos anos de Salazar, este não apreciava por aí além os americanos pois os valores que defendiam divergiam em alguns casos dos nossos, e profundamente, como era o caso do Ultramar. Simbolicamente o regime nunca permitiu que um dos seus símbolos mais notórios- a Coca-Cola- pudesse vender-se por cá, como acontecia na vizinha Espanha. Não aprecio a bebida e deverei ter bebido, ao todo, uma ou duas garrafas de Coca-Cola em todo o tempo que já leva por cá, cerca de 40 anos.
Portanto, por mim, a Coca-Cola nem teria existência...mas há outros produtos americanos que me marcaram e senti a falta dos mesmos quando tal aconteceu.
Como é que descobri tais produtos e comecei a apreciar? Segue a petite histoire.

Para além dos filmes na RTP de canal único e o cinema publicitado nos jornais, os americanos apareceram por cá com a naturalidade de uma cultura semelhante e com traços comuns, fundamentais ( a cultura judaico-cristã...). Família, Pátria, Deus e historietas de fantasia, com guerras evocadas, lutas de cóbóis, policiais, comédias avulsas e artistas tornados heróis populares.

Esta página é da Flama de 19 de Maio de 1967 e mostra o panorama televisivo da época.


Os livrinhos de cóbóis que mais gostava de ler eram de inspiração americana, dos comics. FBI, Condor, Mundo de Aventuras, traziam várias historietas de proveniência americana, por via da King Features Syndicate, uma agência de distribuição de temas de jornal, como eram os "comic strips".

No Jornal de Notícias que lia habitualmente na loja do meu avô, as últimas páginas traziam tirinhas de banda desenhada, a preto e branco, algumas de proveniência americana como era o caso do Agente Secreto X-9. Em 26 de Abril de 1974 eram estas. A historieta de Corrigan, o Agente Secreto X-9,  estava prestes a terminar e era original, de 1973, com o título Póker de morte, um dos seus melhores, aliás, na sequência do anterior, O Condor dos Andes, provavelmente ainda melhor. É importante a referência porque era esta iconografia que me fascinava na época e por isso o que veio a seguir de revelação da estética gráfica dos americanos seduziu-me:


Num dos suplementos do Diário Popular, no início dos anos 70 havia páginas de "comics", provindos da referida King Features Syndicate,  como esta de Chic Young, a Dona Rita e Zé Catita ( no original, Blondie) , onde se mostrava o american way of life em tom suave. A página é de 18.1.1972, um strip já do final da carreira de Chic Young ( morreu em 1973):


Apesar da resistência imanente entre os valores da nossa cultura popular e os dos americanos, povo essencial e maioritariamente diferente do nosso, a categoria estética e tecnológica  suplantou a da velha Europa em certos aspectos. Há qualquer coisa de fascinante em certas mitologias americanas que os europeus não têm.
O cinema de Hollywood conquistou-nos; os hábitos de consumo do compre-use-e-deite-fora impuseram-se gradualmente e outros fenómenos originários da América foram aparecendo por cá e ganharam raízes.

Para mim, a influência e também o fascínio, começaram cedo, nos anos sessenta.  Na tv as séries e filmes americanos eram os preferidos porque eram os mais bem feitos, divertidos e empolgantes, nessa altura. Bonanza, Chaparral, O Maioral, O Fugitivo, Daktari, os filmes de Edward G. Robinson e James Cagney, etc.etc.etc.

Um dos primeiros contactos com a cultura americana em modo escrito foi-o através desta revista publicada no Brasil, e importada para cá, onde se notava a grande influência dos americanos no Brasil, até na linguagem . Provavelmente este terá sido o primeiro número que comprei da revista, de Outubro de 1969 e ao longo de alguns anos terá sido o elo mais forte dessa ligação a assuntos americanos e à cultura inerente.


As Seleções, em edição brasileira publicavam-se todos os meses e traziam um apanhado eclético de algumas publicações americanas e também inglesas, em artigos "condensados", incluindo alguns livros. Era o ideal para quem não tinha acesso aos originais, designadamente por incapacidade de tradução, problema resolvido apenas alguns anos mais tarde, por causa da curiosidade que aguça o engenho.

Em Outubro de 1972 a revista brasileira Realidade publicou um número especial todo dedicado aos EUA. Este:


As 146 página da revista davam uma ideia do que era a sociedade americana desse tempo, em todos os sectores, mas a mim interessaram-me logo as imagens das publicações que nunca vira por cá:


E particularmente estes:


Quando tive oportunidade arranjei a capa do número da National Lampoon mostrado e que é este, de Agosto de 1972: Nixon e Kissinger tratados a aerógrafo.



À Village Voice só consegui pôr a vista em cima em 1999, também  um número de Agosto e comprado em Paris na VHS Smith.  Este, com ilustração de Daniel Adel, então muito em voga. O jornal, com mais de 200 páginas, quase todas a preto e branco ( menos algumas de publicidade) e com excesso de anúncios tinha o apelo do título e pouco mais.

A parte mítica tinha desaparecido e em 1974 não o via por cá. Depois comprei o livro, de 1976  que o explica, assim:



Portanto em 1999 o Village Voice era apenas a sombra de um mito e assim ficou porque nunca mais o vi à venda por cá ou noutros lados.
E o mesmo sucedeu com outras publicações americanas que foram chegando por cá, ao longo das últimas décadas. Algumas delas estão nesta imagem ( com excepção da L´Express e The Face).



E música, country, neste caso, nem se fala...


Este fascínio pelas revistas americanas aumentou em 1974, logo a seguir ao 25 de Abril e quando se tornou mais ampla a oferta importada  que aliás durou pouco tempo e sofreu as vicissitudes das bancarrotas e carência de divisas para pagar os produtos importados. Em 1976 o horror da carência e penúria instalou-se e para durar. Em 1978 estava no auge e uma das medidas drásticas era a redução de importação de produtos "de luxo", por causa da falta de divisas.  Obviamente começou então o contrabando em larga escala, a "economia paralela"...e certos produtos como aparelhagens hi-fi de proveniência americana ou nipónica, só os via então nas publicidades das revistas...americanas.


Nessa altura as revistas americanas tinham um papel lustroso, fino e sopesado e que ainda não tínhamos por cá,  exactamente. A Flama ou o Século Ilustrado tinham-no parecido mas não idêntico e a impressão gráfica daqueles era mais cuidada.  E esse aspecto era fundamental para o apelo aos sentidos, mormente o tacto e a vista, o que é muito esquecido por cá mas os americanos ( e italianos) conhecem bem e praticam. As revistas alemãs, por exemplo, há décadas que têm o mesmo tipo de papel, parecido e de qualidade certa para uma revista.
Por cá, a única revista de audio que temos ( Audio e Cinema em casa) tem um papel "couché" de gramagem pesada, horrível e se calhar os responsáveis acham que é um luxo. A Visão e a Sábado actuais têm um papel melhor mas deve ser por mero acaso. Ninguém liga a estes pormenores, em Portugal. A Vida Mundial que se publicava antes de 25 de Abril de 1974 e continuou a publicar depois, sob batuta cripto-comunista, mudou o papel e aspeco gráfico alguns meses depois do 25.4, algures no Verão desse ano. A mudança gráfica e de gramagem do papel tornou-se uma maravilha para mim que a coleccionava também por isso.

Um dia de Junho de 1974 dei com aquela National Lampoon, do genial Doug Kenney,  exposta no escaparate. Coup de foudre, depois de folhear um pouco. O papel, as imagens, a qualidade de impressão e as publicidades eram demais para o que estava habituado, mesmo com as francesinhas.

Era estupidamente cara ( 40$00 que passaram rapidamente para 45$00) mas comprei três números seguidos ( Junho, Julho e Agosto de 1974).  Por causa disto, além do mais:



Estes discos, na época era completamente desconhecidos, para mim. Mesmo o de Frank Zappa, Apostrophe, um dos seus melhores, na modalidade todos os géneros confundidos. O de Michael Murphy só vários anos depois o ouvi e comprei e tem a pérola Southwestern Pilgrimmage que me incentivou a aprender a tocar picking na guitarra acústica.


O disco de David Bowie, Young Americans não é lá muito do meu estilo, mas a ilustração de Pellaert que só mais tarde descobri ( no livro Rock Dreams) é um must e mostra uma técnica que foi moda por essa altura: a do aerógrafo que fiquei a admirar. A banda desenhada ao lado é outro, de Gahan Wilson que era também cartoonista da Playboy.
A National Lampoon tinha em cada número uma dúzia de páginas deste estilo, em papel diferente, com bandas desenhadas de curta duração e humor variável.


Ao lado do sumário da revista aparecia esta publicidade a um disco de Rick Wakeman, que então se ouvia nos programas de rádio da noite ( Em Órbita, Espaço 3M, etc). A seguir a este veio o dos Mitos e Lendas do rei Artur e dos cavaleiros da távola redonda que o programa de rádio da RR, Página Um passava com frequência, já em 1975.


Estas ligações à música e ao rádio que então começou a passar álbuns completos, sem interrupção ( programa Dois Pontos, do falecido Jaime Fernandes, por exemplo) suscitava a curiosidade pela gravação. Esta máquina era um sonho que custava na época quase 500 dólares.


Este disco de Bob Dylan foi o início do despertar para a obra do compositor de quem conhecia algumas músicas célebres como Blowin in the wind e poucas mais. Em finais de 1974 a Página Um começou a passar com frequência alguns temas, antigos mas tocados de maneira empolgante por um grupo que então o acompanhou na tournée americana e que ainda nem conhecia: os The Band. Algumas composições aí apresentadas, como Like a Rolling Stone, ficaram para sempre na memória como os standards dessas músicas do autor.  Todo o álbum é um festival de alegria musical contagiosa e que Dylan nunca mais reproduziu com a mesma qualidade ( o seguinte, ao vivo, Hard Rain, de 1976 é uma pálida imitação).
Na falta de informação, mormente sobre o disco, várias vezes voltei a esta publicidade para olhar para a capa, a preto e branco.


Em 1975, com discos em que aparecia guitarra acústica em profusão ( Nitty Gritty Dirt Band, Leo Kottke, Pink Floyd e a introdução de Wish you were here, por exemplo) esse instrumento tornou-se um motivo de desejo ardente. E de feição americana, com aquele acrescento a plástico preto por baixo da abertura. As guitarras acústicas americanas que via nas fotos eram diferentes das guitarras espanholas, mais pequenas e arredondadas e sem o tal acrescento que lhe dava a estética perfeita e servia para proteger a madeira delicada da tampa.
As marcas eram desconhecidas para mim, mas descobri que por cá, na Ruvina do Porto havia igual, da marca Yamaha, japonesa. Pedi um catálogo mas os exemplares disponíveis eram caros e não eram bem a mesma coisa. Esta imagem trouxe-me o retrato ideal, mesmo sendo da Yamaha. Mais tarde, em Outubro de 1976 comprei uma guitarra acústica ( Suzuki, japonesa)  que imitava a Martin e a Gibson que afeiçoava e conhecia já. É uma maravilha estética e também sonora. Comprei-a em Vigo, por 3500 pesetas. Por cá, nem vê-las!


Creio que não li um único artigo completo da revista, aliás demasiado idiossincráticos para o meu gosto, mas estas imagens valiam milhares de palavras porque mostram algumas das coisas que apreciava na altura.

Para além disso no número de Junho trazia esta publicidade a uma revista que até então não tinha dado conta e que só em Abril do ano seguinte comprei pela primeira vez: Rolling Stone. O lettering do título ( Rick Griffin, americano associado aos hippies) ficou-me na retina e é possivelmente o mais icónico de sempre para mim. Fascinante. Foi mudando ao longo dos anos, sempre melhor um pouco. Um exemplo de design gráfico. Há poucos títulos de publicações com a mesma força apelativa, para mim. Um deles é exactamente a National Lampoon, perfeito no grafismo.


Ainda nesse ano de 1974 apareceram nos escaparates outras revistas que até então não se viam porque eram proibidas pela censura: as revistas que mostravam "gajas nuas", não pornográficas mas aparentadas.  Havia-as de várias nacionalidades: francesas, inglesas, alemãs e americanas. Isso para além do produto trash da pornografia mais crua e primitiva, vinda supostamente dos países nórdicos e que tinha distribuição clandestina em Portugal, mesmo antes do 25 de Abril e que logo a seguir se vendia nos passeios das grandes avenidas de Lisboa ( Restauradores, Rossio, etc).
Antes dessa onda invasora e permissiva havia uma revista mais sofisticada e destinada a "fotógrafos": a Photo francesa que não era proibida e por isso desejada para apreciar a estética feminina em poses estudadas e relativamente  inócuas. Os Newton e Hamilton não eram explícitos ou abusadores da intimidade mais recatada do eterno feminino. A Ciné Revue, também francesa e dedicada inteiramente ao cinema, era livre até um certo ponto ( o dos números especiais sobre certo tipo de cinema...).

Havia lugares onde se podia folhear livremente tais revistas e um deles era a Bertrand que as expunha sem cuidado algum relativamente a menores e equiparados. Sem grandes constrangimentos, era um mercado livre, voyeurístico e de descoberta depois da censura.
Era por isso um ver se te avias, com ávidos leitores de escaparate,  para ver as revistas da especialidade que se ofereciam livremente ao passante, sem cuidado especial.  Malta nova, curiosa, divertida com o que via e era novidade. Durante vários anos houve por isso um sector especial dos escaparates dos quiosques e livrarias com capas dessas revistas, umas mais ousadas que outras.
Parafraseando Paul Simon em The Boxer ( I do declare, there were times when i was lonesome i took some comfort there...) também por aí passei e fiquei fascinado com a qualidade do produto...gráfico, de algumas.  Fabuloso e sem comparação com o que vira até então e não me refiro às "gajas". As ilustrações, publicidades e alguns artigos mereciam de facto a atenção primordial de revistas que em princípio tinham outra finalidade ( confortar corações solitários, digamos com eufemismo).

Em 1974 impressionaram-me estas imagens da Playboy de Novembro:


Esta entrevista a um indivíduo que na altura nem conhecia mas que depois se tornou um autor a seguir, particularmente na Rolling Stone mostrava um dos pontos fortes da revista: entrevistas extensas em que os visados explicavam coisas que  iam além da mera circunstância. As entrevistas tornaram-se célebres. Tanto que até a revista Opção que por cá saiu em 1976 tentou imitar pifiamente, diga-se, o estilo.



Este género de ilustração é daqueles que deixa o leitor sem fôlego quando depara com a mesma. E a interrogar-se, indagando os traços, "como é que este tipo fez isto?"


Esta é mais um exemplo do estilo aplicado a aerógrafo. A ilusão dos brilhos é mais intensa e o efeito mais interessante.


Vargas era um dos maiores ilustradores deste tipo e a estética da imagem cobre tudo o que está descoberto, tornando a imagem mais púdica.


Esta é uma publicidade a uma marca de roupa americana, feita ao modo de Norman Rockwell. A etiqueta Pendleton é um must, também.


Gahan Wilson que também assinava bandas na National Lampoon.


A primeira vez que vi isto nem sei o que pensei. Um maluco a publicitar uma revista de arte? Deve ser interessante. Os temas ainda mais...mas nunca vi a revista à venda por cá. Com pena porque seria uma das que compraria para ver.


O sumário do número seguinte que não comprei...


E estas páginas da concorrente Oui, mostrando todo o arsenal de tecnologia de som disponível nos EUA para os consumidores e por cá um mero sonho de prè-bancarrota. Era simplesmente fantástico ver isto em papel, imaginando o som e o toque real. Objectos inatingíveis, para mim, na época. Alguns deles, ainda hoje são dignos de apreço e audição, particularmente os gira-discos da Thorens, aqui com o modelo 125, fantástico. E as colunas da JBL, idem:


A par disto havia as imagens de produtos de consumo corrente, como tabaco. Este maço da Camel tornou-se um fetiche pelo design e aspecto e que não consegui encontrar na Coimbra do ano seguinte, apesar de o procurar numa tabacaria em frente à igreja de Santa Cruz, que então existia.


Também estas motas Harley Davidson, numa imagem da National Lampoon de Julho de 1975 eram um sonho que não podia ser acalentado nos anos a seguir porque não eram importadas...


E por isso ainda tentei desenhar um sucedâneo japonês...


Em Fevereiro de 1976, na revista Crawdaddy, esta publicidade a tabaco mas com uma camisola de rugby associada, deixou-me a desejar ter uma igual, com as cores e tudo e de facto encontrei um sucedâneo...que não era a "real thing". Aqui há uns anos a Gant teve uma semelhante e comprei-a, mas ainda assim não era bem a mesma coisa, mas atesta o valor de certos mitos de juventude. As roupas que se usavam e as modas que se copiavam tinham a ver com este género de coisas. É por isso que não me espanto em ler histórias sobre os russos ( particularmente no livro Os Russos, de 1977 e também no E tudo era possível de José Jorge Letria) quererem comprar calças usadas aos turistas que visitavam as cidades da então URSS. Não tinham os produtos, conheciam-nos de algum modo e criaram mitos sobre os mesmos. Tal e qual como aqui e sou dos que cometeu tal pecado


Ao longo dos anos de juventude e não só os produtos americanos traziam o rótulo de qualidade e desejo.
Porém, em Portugal a imagem dos EUA não era muito famosa.

Em Julho de 1976 a revista Opção dedicou uma edição por ocasião do bicentenário da independência americana ao assunto dos "EUA em Portugal".  Através de uma sondagem ( que abrangeu 592 pessoas de ambos os sexos com idades compreendidas entre 15 e 70 anos entre Lisboa e Porto) procurou saber a imagem que os EUA davam aos portugueses. À frente ficaram, como imagem dos EUA, o capitalismo, a Nato, o racismo e o imperialismo ( percentagem de 59/65; 40/47; 40/40 e 40/36, respectivamente entre Lisboa e Porto. No Barreiro a percentagem subia para 85, 56, 66 53 e em Cascais ficava por 67, 57 30 e 22) . Noutros itens como "do ponto de vista económico" 60/62 por cento dizia que "têm emprestado dinheiro"...

Seria curioso fazer esta mesma sondagem em 1973...



Quanto às revistas uma publicidade de 1976 mostrava algumas que me interessavam e procurava ler quando podia:




Daí alguns exemplos ao longo dos anos:

1979, o anúncio ao Sony Walkman, ( nos EUA denominado Soundabout) um portento tecnológico que por cá não se encontrava no mercado livre ( e nunca vi no contrabando da rua Escura no Porto ou na Almirante Reis em Lisboa):


Ainda em 1979, um anúncio da Rolling Stone a uma aparelhagem mini ( mas com som bem superior) da Aiwa. Não resisti até arranjar uma no ebay...


Em Fevereiro de 1983 a revista High Fidelity mostrava o supra-sumo nos gravadores de cassetes: quse tudo japonês e um suíço ( Revox).


Em 1974 o gravador de cassetes de categoria superior era assim e a imagem é da National Lampoon de Junho 1974 ( o preço em escudos está assinalado):




Anos 90: os computadores...


Revista Premiere 1995


Em 1996 a Life reproduziu um anúncio antigo conjugado com uma foto, do tempo da grande depressão...


A nossa grande depressão, em Portugal, ocorreu na década de 1975 a 85 e ainda em anos posteriores.  O contrabando era a alternativa a quem queria e tinha dinheiro para comprar os produtos que por cá não podiam ser importados legalmente, por falta de divisas.

Hoje em dia a dificuldade de importação de produtos como este, publicitados na Stereophile de Março 2018, não decorre da dificuldade de divisas, mas apenas da ausência de interesse dos consumidores...

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