sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

As minhocas das cavadelas

Observador:

Os alertas foram feitos, mas entre 2007 e 2014, nem os diferentes governos nem a administração da Caixa Geral de Depósitos deram a devida atenção ao que dizia o órgão de fiscalização do banco. O risco de fraudes e erros foram identificados pelo Revisor Oficial de Contas (ROC) da CGD, mas não tiveram acompanhamento do supervisor, de acordo com os relatórios e contas do banco do Estado. A notícia é avançada pelo Jornal Económico.

Em 2007, o Revisor Oficial de Contas da Caixa alertou, escreve o jornal, para o risco de “fraudes ou erros” poderem ocorrer sem serem detetados devido às limitações do sistema de controlo interno do banco público nas áreas de gestão de risco, compliance e auditoria interna.


(...)

Este aviso surgiu na administração da CGD liderada por Carlos Santos Ferreira, que se recusou a prestar declarações ao jornal. Segundo conclui o Jornal Económico, nada terá sido feito.

Durante o período em causa, dois primeiros-ministros diferentes chefiaram o governo em Portugal. Até 2011, o chefe do executivo era o socialista José Sócrates, sucedido nesse ano por Pedro Passos Coelho, do PSD. Mas não foram apenas os governos a ignorar os alertas do ROC da Caixa.

Também o Banco de Portugal, então liderado por Vítor Constâncio, não deu a atenção necessária aos avisos do órgão de fiscalização do banco. Neste caso, apesar de instruções do supervisor, em 2008, para reforço do sistema de controlo interno dos bancos, no final de 2015 continuavam a persistir falhas nos procedimentos internos. Esta situação, escreve o Jornal Económico, traduziu-se num aumento grave da exposição da CGD ao risco, tal como a EY assinalou na versão preliminar da auditoria à gestão da Caixa
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Este aí acima ainda não teve oportunidade de passar por estes suores frios deste aqui em baixo, há uns anos...mas devia, porque isto é demasiado escandaloso e até criminoso. 



O assunto aparece sintetizado no CM de hoje, na crónica de Eduardo Dâmaso:


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