O palhaço rico RAP, comunista de ocasião, tem direito a uma entrevista extensa no Expresso de hoje. Já é um intelectual com o Curso de Comunicação Social da Nova, de três anos com licenciatura incluída. Depois leu muito. Há muitos que lêem e nem curso têm, mas este tem curso e leituras. E agora atreve-se a dizer coisas de professor doutor com experiência de vida.
Irrita-me solenemente este palerma porque se dá ares, dizendo que se desfaz para se proteger dos que o poderiam fazer. Não desfaz nada e apenas faz de conta que se desfaz porque é um autêntico virtuoso da desfaçatez.
Vamos lá a duas páginas da entrevista que o resto fica por conta do fastídio e nojo que me causa.
Diz que se alistou no PCP em 1998, aos 24 anos. Diz que foi por acreditar ser o PCP um partido importante na democracia portuguesa. Tão importante como uma viola num enterro...atento o carácter intrinsecamente estalinista de um partido que nunca deixou de o ser e evidenciar tal propensão em todas as publicações conhecidas ( O Militante, o Avante) embora o esconda do público em geral sempre que se apresenta a eleições.
Portanto, conclusão: oportunismo inconfessável. É a única explicação razoável. A esquerda domina o panorama intelectual nacional e por isso é de bom tom e terá sempre as boas graças dos poderes públicos e privados associados que lhe alimentam a conta bancária. Pertencer ao PCP é uma espécie de bibelot legitimador para decorar os extractos bancários e registos de propriedade.
Depois teoriza sobre o humor do alto da cátedra do curso de Comunicação Social. Seja, não virá daí mal ao mundo.
A seguir refere que não pretende dar lições de moral quando está sempre a oferece-las. É um dador inveterado de lições de moral gratuita. Sobre a liberdade, a tolerância, etc etc. Num dos últimos sketches do Gente que não sabe estar apresentou o juiz desembargador Neto de Moura como infantil, mais imbecil que uma galinha e mais tapado que um calhau com olhos. Tudo por causa da menção ao adultério na peça processual. Para quem não pretende dar lições de moral...
Diz que o colega de painel num programa de tv, Pedro Mexia, é de direita. Estamos conversados sobre a concepção do espectro político que mantém.
Finalmente entra na apresentação de temas intelectuais de alto coturno. Para alguém que se embevece com as palavras e deslumbra com a palavra "paióis" ao ponto de a repetir em mantra de êxtase de descoberta é sintomático.
Diz que a rainha Victoria tinha um bobo a quem exigia o piorio em violência verbal para se descontrair.
Não sou versado em História da Inglaterra do séc. XIX mas o que sei chega para consultar a NEt e duvidar que a rainha Victoria tivesse um "jester" desse estilo; que lhe exigisse tal procedimento e fosse possível caracterizar a monarca de tal jeito. Enfim, dou de barato que é mais uma palermice dita com o ar de arrogância conhecido mas esbatido na auto-complacência.
Logo a seguir cita a Idade Média como época de trevas em que o riso era o pior que poderia acontecer à Humanidade e por isso proibido. "Muito riso pouco siso" virá daí, segundo este erudito do curso de Comunicação Social da Nova onde se inteirou de toda a problemática do mundo moderno e das soluções para a resolver, tudo em três anos incluindo workshops de Verão.
Em que sítio descobriu este palhaço da Comunicação Social tal concepção?
Não adianta continuar mais a escalpelizar os dizeres da entrevista porque se revela que o indivíduo atingiu o estádio da auto-suficiência erudita que lhe permite citar a sabedoria infusa difundindo o conhecimento inerente.
Um caga-lérias com a essência fake, este palerma. Acreditem. E das pessoas mais insuportáveis que aparecem nos media. Um gato na pele de lebre, de facto.
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