As tiragens dos jornais portugueses são sempre uma desagradável surpresa. Durante o presente ano têm descido e provavelmente os seus directores atribuem tal infortúnio a crise. Mas...que crise? Para mim, mais que a económica é a crise de orientação das suas direcções que se revela na escolha das capas, dos títulos dos assuntos e dos temas .
Vejamos os gráficos saídos daqui:
O jornal que vende mais é o Correio da Manhã e aumenta as vendas.
O antigo institucional Diário de Notícias, actualmente dirigido em modo desportivo, está nas ruas da amargura e o dono, o "amigo Joaquim", já desistiu porque as dívidas ameaçavam arruinar o pecúlio arranjado na Olivedesportos do bom tempo. As vendas descem que nem a temperatura no Inverno.
O i nem se vê. A política editorial do jornal falhou. Os artigos são fracos e os compradores passam ao lado.
O Jornal de Notícias já foi o maior jornal nacional e provavelmente será o diário mais bem feito da actualidade nacional.
Ainda assim vai bem em termos de vendas.
O Jornal de Negócios é um jornal de nicho. E portanto vende pouco. Conta com a publicidade?
O Público, esse, é a maior desgraça. Hoje comprei o jornal fiado no artigo de Pacheco Pereira em que explica como fez a biografia de Cunhal. Arrependi-me logo e nem o li. Folheei duas ou três vezes o jornal à procura de assunto e dei com uma coisa escrita em que aparecia o nome de Boaventura Sousa Santos. Amaldiçoei o euro e sessenta que esportulei e juro não o comprar tão cedo. A directora do jornal continua a sua senda de afundar o título e vai consegui-lo se o dono fizer o que prometeu: acabar com o jornal se continuar a dar prejuízos de dois milhões de euros por ano. Ainda não perceberam que a senhora só servirá para dirigir uma coluna de artigos sobre arte do bangladesh?
Quanto aos semanários, o destaque vai para o Expresso, um espelho da nossa mediocridade. Vende bem o que é um mistério porque está cada vez mais fraco.
A Visão, do mesmo grupo, é do mesmo género e também vende razoavelmente. Temos a imprensa à medida do que merecemos. A cultura em Portugal só dá para isto.
A Sábado também não se pode queixar muito. Um pouco mais ligeira que a Visão, também não faz qualquer diferença de vulto no panorama nacional.
Para perceber o que andamos a perder basta ler as revistas-semanários francesas.
E quem são os vencedores desta corrida aos leitores de imprensa?
o Dica da Semana tira quase três milhões de exemplares!
A Maria vende cerca de 200 mil por semana...
A Nova Gente quase cento e cinquenta mil...
O Record quase cem mil...tanto como a Telenovelas. Mas muito menos que a TV sete dias que quase chega aos 200 mil exemplares fresquinhos todas as semanas. A Tv Guia anda pelos cem mil e a TvMais segue na peugada.
A Bola e o Jogo? Não sabemos, mas passarão à vontadinha qualquer diário de "referência".
É este o reflexo da cultura neste Portugal de 2013.
domingo, novembro 10, 2013
O ministro Machete mijou fora do caco. Outra vez.
Machete, o improvável ministro dos Negócios Estrangeiros foi à Índia e disparatou outra vez. Disse o que não devia e fez papel de imbecil novamente. Este ministro que foi dos principais protagonistas do PPD logo a seguir ao 25 de Abril e que por isso é um dos "senadores" nacionais ( que senado!) foi também presidente da FLAD para onde aceitou designar a sucessora, a inenarrável senhora dona Lurdes.
Está tudo dito? Não. Ainda virá mais porque este indivíduo não tem emenda.
Está tudo dito? Não. Ainda virá mais porque este indivíduo não tem emenda.
A pátria de Cunhal era o mundo comunista
O Militante de Novembro/Dezembro 2013 não deixa qualquer dúvida sobre a verdadeira natureza de Álvaro Cunhal, o herói comunista que o sistema político português actual integrou como seu e por isso lhe dedica homenagens em catadupa, todas hagiográficas e desmioladas.
Cunhal, se fosse vivo, rir-se-ia desta gente, destes idiotas úteis à sua causa de sempre: o internacionalismo proletário, contra a burguesia e o capitalismo segundo a cartilha marxista-leninista. Um Revolucionário, como assegurou Domingos Abrantes outro estalinista de primeira água que nada esqueceu e nada aprendeu em 50 anos.
Na revista, António Filipe fala num país que não é o nosso e num partido que não é o dele. Fala em democracia representativa para salientar a diferença do PCP relativamente aos demais partidos ( "os partidos não são todos iguais") reafirmando ispo facto, a velhíssima tese da superioridade moral do comunismo.
Ora a democracia representativa, de tipo ocidental, foi sistema que Cunhal sempre repudiou, desde a célebre entrevista a uma insistente Oriana Falacci da revista italiana L´Europeo de 6 de Junho de 1975 e que o Expresso referiu num obituário aquando da morte da mesma, em 2006 .
Oriana Fallaci entrevistou Álvaro Cunhal em 1975: os ecos do trabalho publicado pelo "Europeo", a 6 de Junho, obrigaram a Secção de Informação e Propaganda do PCP a emitir um categórico desmentido. De acordo com o "Europeo", Cunhal afirmou não haver possibilidade de Portugal ter uma democracia ou um parlamento ao estilo ocidental. A nota divulgada pelo PCP no mesmo dia referia ter havido uma "grosseira deturpação das palavras de Cunhal". Fallaci não só reiterou a "exactidão da tradução" da conversa com o secretário-geral do PCP como anunciou que colocaria as cassetes com a entrevista à disposição de quem duvidasse da sua palavra. Como afirmaria numa entrevista que concedeu a Álvaro Guerra para "A Luta", "não é de mim que têm medo, é da verdade".
Cunhal foi obrigado a engolir a democracia representativa que agora o comunista Filipe tanto afeiçoa...em contradição com o próprio partido que usa eses termos de modo hipócrita e falso. Não é a democracia burguesa que o PCP pretende. Nunca foi. Porém, à medida dos ensinamentos de Lenine ( um passo atrás para dar dois à frente) andam há dezenas de anos a engolir o sapo da democracia burguesa enquanto não aparece a oportundiade redentora da harpa de crente de Domingos Abrantes começar a delirar novamente, sobre os "amanhãs a cantar".
O democrata António Filipe sabe bem que assim é. Só que não pode ser de outra maneira, para si, funcionário que tem de obedecer a um patrão. Neste caso ideológico.
Nos media ninguém se atreve a colocar este discurso na ordem do dia. Se o fizessem seriam apelidados imediatamente de "reaccionários", de anti-democratas e até fassistas. Por isso têm medo, apesar de tal ser a realidade pura e simples, Preferem desse modo a fantasia mais redonda dos comunstas que já são democratas como os outros porque até defendem os trabalhadores e os pobrezinhos. Daí a simpatia atávica para com estes ogres políticos que liquidariam as liberdades no momento a seguir a tomarem o poder, como o fizeram em todo o lado, sem excepção, onde tomaram o poder político e militar.
Cunhal, se fosse vivo, rir-se-ia desta gente, destes idiotas úteis à sua causa de sempre: o internacionalismo proletário, contra a burguesia e o capitalismo segundo a cartilha marxista-leninista. Um Revolucionário, como assegurou Domingos Abrantes outro estalinista de primeira água que nada esqueceu e nada aprendeu em 50 anos.
Na revista, António Filipe fala num país que não é o nosso e num partido que não é o dele. Fala em democracia representativa para salientar a diferença do PCP relativamente aos demais partidos ( "os partidos não são todos iguais") reafirmando ispo facto, a velhíssima tese da superioridade moral do comunismo.
Ora a democracia representativa, de tipo ocidental, foi sistema que Cunhal sempre repudiou, desde a célebre entrevista a uma insistente Oriana Falacci da revista italiana L´Europeo de 6 de Junho de 1975 e que o Expresso referiu num obituário aquando da morte da mesma, em 2006 .
Oriana Fallaci entrevistou Álvaro Cunhal em 1975: os ecos do trabalho publicado pelo "Europeo", a 6 de Junho, obrigaram a Secção de Informação e Propaganda do PCP a emitir um categórico desmentido. De acordo com o "Europeo", Cunhal afirmou não haver possibilidade de Portugal ter uma democracia ou um parlamento ao estilo ocidental. A nota divulgada pelo PCP no mesmo dia referia ter havido uma "grosseira deturpação das palavras de Cunhal". Fallaci não só reiterou a "exactidão da tradução" da conversa com o secretário-geral do PCP como anunciou que colocaria as cassetes com a entrevista à disposição de quem duvidasse da sua palavra. Como afirmaria numa entrevista que concedeu a Álvaro Guerra para "A Luta", "não é de mim que têm medo, é da verdade".
Cunhal foi obrigado a engolir a democracia representativa que agora o comunista Filipe tanto afeiçoa...em contradição com o próprio partido que usa eses termos de modo hipócrita e falso. Não é a democracia burguesa que o PCP pretende. Nunca foi. Porém, à medida dos ensinamentos de Lenine ( um passo atrás para dar dois à frente) andam há dezenas de anos a engolir o sapo da democracia burguesa enquanto não aparece a oportundiade redentora da harpa de crente de Domingos Abrantes começar a delirar novamente, sobre os "amanhãs a cantar".
O democrata António Filipe sabe bem que assim é. Só que não pode ser de outra maneira, para si, funcionário que tem de obedecer a um patrão. Neste caso ideológico.
Nos media ninguém se atreve a colocar este discurso na ordem do dia. Se o fizessem seriam apelidados imediatamente de "reaccionários", de anti-democratas e até fassistas. Por isso têm medo, apesar de tal ser a realidade pura e simples, Preferem desse modo a fantasia mais redonda dos comunstas que já são democratas como os outros porque até defendem os trabalhadores e os pobrezinhos. Daí a simpatia atávica para com estes ogres políticos que liquidariam as liberdades no momento a seguir a tomarem o poder, como o fizeram em todo o lado, sem excepção, onde tomaram o poder político e militar.
Álvaro Cunhal: a mistificação permanente
Perfaz hoje o centenário de Álvaro Cunhal e os jornais da situação rejubilam em parangonas a um herói que só o deveria ser para os comunistas e as suas ideias fossilizadas nos manuais sem futuro.
Álvaro Cunhal foi um português que traiu o seu país de nascimento porque o quis entregar aos cuidados da Internacional Comunista com sede em Moscovo, no tempo em que o comunismo era o sistema político que abrangia vários países num império que se queria ideológico e se pretendia estender a todo o mundo. Sob o pretexto de Portugal ser um país entregue ao imperialismo do ocidente ( americano) simbolizado e corporizado no sistema económico capitalista, Cunhal e os seus próceres ideológicos que continuam a vicejar no PCP, quiseram subverter completamente esse sistema social e económico e transformar Portugal num satélite daquela potência imperial, tornando o país parte da Internacional que lutava ideologica e militarmente contra o capitalismo.
Foi isto que Cunhal pretendeu fazer toda a sua vida e nada mais, por Portugal. E nem mesmo depois do Império comunistat ter ruído com o fragor que se ouviu em todo o mundo, Cunhal desistiu dos seus ideiais fossilizados.
Transformar este individuo em herói nacional é indecoroso e obsceno. Para comprovar e comemorar a efeméride aqui ficam entrevistas do líder comunista que sozinho provocou mais miséria ao país que somos, que todos os habitantes que nunca votaram no mesmo.
A primeira entrevista que o mesmo concedeu ao Expresso, ainda antes de 25 de Abril de 1974 e que o jornal anuncia que foi censurada, publicando-a em 27 de Abril de 1974, como se o não devesse ser no regime de Marcello Caetano que combatia a ideologia comunista do modo mais radical: prisão para os militantes que actuavam subversivamente. Prisão legalmente justificada e que os mesmos sabiam perfeitamente seria a consequência dos seus actos. Actuação idêntica à que propunham em relação aos "fascistas" que depois prenderam sem qualquer culpa formada na sequência dos acontecimentos de 28 de Setembro de 1974. Entre tais "fascistas" estavam pessoas como Artur Agostinho, por exemplo. O Expresso, censurado várias vezes antes de 25 de Abril, agora censura de outro modo: internamente e como explicava Joaquim Vieira em postal anterior.
Uma das poucas entrevistas reveladoras de Álvaro Cunhal, antes de 25 de Abril de 1974 foi publicada pelo jornal O Raio da Covilhã, em 1 de Agosto de 1975 ( aproveitando a onda do PREC e querendo colar-se e surfar a mesma...)
A entrevista é reveladora da traição de Cunhal ao seu país, à sua pátria e é uma vergonha.
Um dos poucos que entendeu Cunhal e colocou sempre no seu lugar foi Vasco Pulido Valente. Esperava que hoje no Público escrevesse sobre a efeméride. Não o faz porque não escreve. Para compensar fica um artigo no Independente de 1 de Dezembro de 1988, data da Restauração, coisa espúria para os comunistas.
Em 17 de Abril de 1981 Cunhal lá condescendeu com o Expresso e concedeu uma entrevista de fundo a Maria José Avillez que procurou perguntar coisas que sabia que Cunhal não queria responder. A entrevista, a par de mais duas ou três, uma delas no Independente, é das que revelam um Cunhal que se recusava sempre a falar de certas coisas e tinha sempre a indulgência dos entrevistadores, principalmente na televisão. Sempre entrevistas vergonhosas e reveladoras da influência comunista na sociedade portuguesa.
A verdadeira face de Cunhal, porém, é esta bem explícita na reacção à "reacção", logo a seguir ao 28 de Setembro de 1974. Quem não o conhecer que o compre...e há imensos idiotas úteis interessados em dar bom preço pela figura mítica de um vende-pátrias estalinista e que não hesitaria em implantar em Portugal um regime político de concentração e totalitário. Tudo em nome de um ideal que o PCP ainda persegue.
Álvaro Cunhal foi um português que traiu o seu país de nascimento porque o quis entregar aos cuidados da Internacional Comunista com sede em Moscovo, no tempo em que o comunismo era o sistema político que abrangia vários países num império que se queria ideológico e se pretendia estender a todo o mundo. Sob o pretexto de Portugal ser um país entregue ao imperialismo do ocidente ( americano) simbolizado e corporizado no sistema económico capitalista, Cunhal e os seus próceres ideológicos que continuam a vicejar no PCP, quiseram subverter completamente esse sistema social e económico e transformar Portugal num satélite daquela potência imperial, tornando o país parte da Internacional que lutava ideologica e militarmente contra o capitalismo.
Foi isto que Cunhal pretendeu fazer toda a sua vida e nada mais, por Portugal. E nem mesmo depois do Império comunistat ter ruído com o fragor que se ouviu em todo o mundo, Cunhal desistiu dos seus ideiais fossilizados.
Transformar este individuo em herói nacional é indecoroso e obsceno. Para comprovar e comemorar a efeméride aqui ficam entrevistas do líder comunista que sozinho provocou mais miséria ao país que somos, que todos os habitantes que nunca votaram no mesmo.
A primeira entrevista que o mesmo concedeu ao Expresso, ainda antes de 25 de Abril de 1974 e que o jornal anuncia que foi censurada, publicando-a em 27 de Abril de 1974, como se o não devesse ser no regime de Marcello Caetano que combatia a ideologia comunista do modo mais radical: prisão para os militantes que actuavam subversivamente. Prisão legalmente justificada e que os mesmos sabiam perfeitamente seria a consequência dos seus actos. Actuação idêntica à que propunham em relação aos "fascistas" que depois prenderam sem qualquer culpa formada na sequência dos acontecimentos de 28 de Setembro de 1974. Entre tais "fascistas" estavam pessoas como Artur Agostinho, por exemplo. O Expresso, censurado várias vezes antes de 25 de Abril, agora censura de outro modo: internamente e como explicava Joaquim Vieira em postal anterior.
Uma das poucas entrevistas reveladoras de Álvaro Cunhal, antes de 25 de Abril de 1974 foi publicada pelo jornal O Raio da Covilhã, em 1 de Agosto de 1975 ( aproveitando a onda do PREC e querendo colar-se e surfar a mesma...)
A entrevista é reveladora da traição de Cunhal ao seu país, à sua pátria e é uma vergonha.
Um dos poucos que entendeu Cunhal e colocou sempre no seu lugar foi Vasco Pulido Valente. Esperava que hoje no Público escrevesse sobre a efeméride. Não o faz porque não escreve. Para compensar fica um artigo no Independente de 1 de Dezembro de 1988, data da Restauração, coisa espúria para os comunistas.
Em 17 de Abril de 1981 Cunhal lá condescendeu com o Expresso e concedeu uma entrevista de fundo a Maria José Avillez que procurou perguntar coisas que sabia que Cunhal não queria responder. A entrevista, a par de mais duas ou três, uma delas no Independente, é das que revelam um Cunhal que se recusava sempre a falar de certas coisas e tinha sempre a indulgência dos entrevistadores, principalmente na televisão. Sempre entrevistas vergonhosas e reveladoras da influência comunista na sociedade portuguesa.
A verdadeira face de Cunhal, porém, é esta bem explícita na reacção à "reacção", logo a seguir ao 28 de Setembro de 1974. Quem não o conhecer que o compre...e há imensos idiotas úteis interessados em dar bom preço pela figura mítica de um vende-pátrias estalinista e que não hesitaria em implantar em Portugal um regime político de concentração e totalitário. Tudo em nome de um ideal que o PCP ainda persegue.
sábado, novembro 09, 2013
Bárbara, Carrilho, Castelo-Branco e imprensa do género: a mesma laia?
RR
Na edição de “Em Nome da Lei” deste sábado discute-se o caso mediático do divórcio de Bárbara Guimarães e de Manuel Maria Carrilho, não no sentido de apurar a verdade das acusações feitas por uma e outro, mas para avaliar o papel da imprensa em toda esta situação.
Para além dos convidados do costume, estiveram em estúdio Octávio Ribeiro, director do jornal e TV “Correio da Manhã”, Carlos Magno, presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, a psicóloga Ana Santos e a professora de Direito da Família Ana Sofia Gomes.
Neste divórcio mediático de Bárbara Guimarães e Manuel Maria Carrilho há uma acusação de um crime público de violência doméstica, e tendo ele sido alegadamente cometido por uma figura pública, o caso torna-se de inquestionável interesse público.
Na sequência dessa revelação, que surge por mais uma violação do segredo de justiça, Manuel Maria Carrilho tornou pública uma série de acusações contra a mulher, de alcoolismo e de ser viciada em comprimidos e em intervenções cirúrgicas para contrariar o envelhecimento.
Sabe-se que entretanto terá também apresentado queixa judicial contra a mulher por violência psicológica, emocional e social.
Pelo caminho, Carrilho faz uma acusação velada ao padrasto de Bárbara Guimarães de ter abusado sexualmente da enteada e outra de alcoolismo ao pai da mulher.
A assistir a tudo isto estão, além de Portugal inteiro, duas crianças de nove e três anos, os filhos do casal.
O papel da imprensa em todo este processo, bem como os efeitos que pode ter, são o tema em debate.
Pelos vistos, certos bem-pensantes dos media e arredores pretendem agora "analisar" o caso do "divórcio mediático" do casal Bárbara-Carrilho e fazem-no no mesmo universo mediátio que criou o fenómeno, como aliás tinha criado há uns anos o caso do "casamento mediático" do mesmo casal.
Ou seja, o tal divórcio só é mediático porque os media que pertencem ao sistema mediático vigente que também possui os"órgãos de referência", apartados em salas ao lado para escaparem a contaminações, lhe deram atenção. E dão atenção por que motivos? E agora querem perceber porquê? Haverá mesmo alguma coisa a perceber, para além disto que se mostra e que saiu esta mesma semana?
Querem mais? Para a semana há mais e ainda melhor que isto, possivelmente. Os analistas do "caso do divórcio mediático" querem analisar isto ou apenas entreter o pagode que lhes dispensará atenção? Não querem nada disso, apenas entreter como fazem estas revistinhas que fui buscar a um único sítio: aqui.
Esta realidade alternativa da vida portuguesa faz parte do sistema mediático-político que temos? É isto que acham como sinal de cultura e desenvolvimento por oposição ao que se passava há 40 anos em que havia apenas uma revistinha dedicada a estes fenómenos sociais?
Era talvez essa reflexão que seria necessário fazer- e não se faz. Muito menos com Carlos Magnos e outros assim. Tomem lá a Crónica Feminina de 19 de Julho de 1973 para ver e comparar.
Reparem: a capa já é a cores. O tema também é o "casamento" e a figura é igualmente uma "estampa" do género. A decoração do sítio até se aceita em cenário de telenovela e portanto a diferença residirá no tempo. Não é assim, senhor Carrilho e senhor Magno?
Afinal agora temos liberdade para publicar aquelas revistas todas que dão emprego a outros tantos jornalistas, muitos, que fazem parte das empresas de media que empregam os comentadores que agora querem analisar o fenómeno do "o caso mediático do divórcio de Bárbara Guimarães e de Manuel Maria Carrilho".
Valeu a pena temos conquistado a Liberdade, para isto, não valeu? Dantes, era um horror, o cinzentismo e o obscurantismo e o atraso e a falta de cultura de que se queixava ontem outra figura deste jet, a presidenta directora da casa sem fundação Fernando Pessoa. Ora toma!
Hoje basta ir a um qualquer supermercado ou cabeleireiro e temos expostos para consumo visual imediato, as histórias pessoais e reais das artistas de telenovela, misturadas com a trama dos próximos capítulos. Em vez de um Simplesmente Maria radiofónico temos telenovelas em catadupa em horário nobre que a cultura é para horas mortas e o povo não gosta tanto. O Vitorino Nemésio passava às 7 horas da tarde desse tempo. Hoje nem às 7 da manhã...
Portanto, culturalmente estamos muito melhor, sim senhores. Há menos analfabetos porque as estatísticas das senhoras donas Lurdes da Educação e quejandas, o comprovam. Há mais "cultura", porque se vende mais papel de jornal. Há três diários consagrados à bola, esse fenómeno de alienação que passou a ser apenas popular, com o tempo destes 40 anos. Há um mundo de fenómenos mediáticos em ebulição e borbulham com casos destes todos os dias, aproveitados pelos vossos colegas jornalistas como pão para a boca, literalmente.
Continuem por isso a discutir o caso singular do "divórcio mediático" daqueles enquanto lamentam que os filhos menores de ambos sejam expostos a tais lavagens de roupa suja pessoal e íntima que vocês mesmo promovem enquanto criticam quem o fez, não se coibindo de explicar como o fez.
Continuem a chafurdar nessas águas de um sistema que vos alimenta a vidinha e que já não podeis passar sem.
Se vos ocorrer alguma pontinha de vergonha pelo sistema que aplaudem, reflictam então sobre quem foi responsável por esta porcaria.
Ah! E deixai crescer a barba porque é moda no sistema que viceja.
Na edição de “Em Nome da Lei” deste sábado discute-se o caso mediático do divórcio de Bárbara Guimarães e de Manuel Maria Carrilho, não no sentido de apurar a verdade das acusações feitas por uma e outro, mas para avaliar o papel da imprensa em toda esta situação.
Para além dos convidados do costume, estiveram em estúdio Octávio Ribeiro, director do jornal e TV “Correio da Manhã”, Carlos Magno, presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, a psicóloga Ana Santos e a professora de Direito da Família Ana Sofia Gomes.
Neste divórcio mediático de Bárbara Guimarães e Manuel Maria Carrilho há uma acusação de um crime público de violência doméstica, e tendo ele sido alegadamente cometido por uma figura pública, o caso torna-se de inquestionável interesse público.
Na sequência dessa revelação, que surge por mais uma violação do segredo de justiça, Manuel Maria Carrilho tornou pública uma série de acusações contra a mulher, de alcoolismo e de ser viciada em comprimidos e em intervenções cirúrgicas para contrariar o envelhecimento.
Sabe-se que entretanto terá também apresentado queixa judicial contra a mulher por violência psicológica, emocional e social.
Pelo caminho, Carrilho faz uma acusação velada ao padrasto de Bárbara Guimarães de ter abusado sexualmente da enteada e outra de alcoolismo ao pai da mulher.
A assistir a tudo isto estão, além de Portugal inteiro, duas crianças de nove e três anos, os filhos do casal.
O papel da imprensa em todo este processo, bem como os efeitos que pode ter, são o tema em debate.
Pelos vistos, certos bem-pensantes dos media e arredores pretendem agora "analisar" o caso do "divórcio mediático" do casal Bárbara-Carrilho e fazem-no no mesmo universo mediátio que criou o fenómeno, como aliás tinha criado há uns anos o caso do "casamento mediático" do mesmo casal.
Ou seja, o tal divórcio só é mediático porque os media que pertencem ao sistema mediático vigente que também possui os"órgãos de referência", apartados em salas ao lado para escaparem a contaminações, lhe deram atenção. E dão atenção por que motivos? E agora querem perceber porquê? Haverá mesmo alguma coisa a perceber, para além disto que se mostra e que saiu esta mesma semana?
Querem mais? Para a semana há mais e ainda melhor que isto, possivelmente. Os analistas do "caso do divórcio mediático" querem analisar isto ou apenas entreter o pagode que lhes dispensará atenção? Não querem nada disso, apenas entreter como fazem estas revistinhas que fui buscar a um único sítio: aqui.
Esta realidade alternativa da vida portuguesa faz parte do sistema mediático-político que temos? É isto que acham como sinal de cultura e desenvolvimento por oposição ao que se passava há 40 anos em que havia apenas uma revistinha dedicada a estes fenómenos sociais?
Era talvez essa reflexão que seria necessário fazer- e não se faz. Muito menos com Carlos Magnos e outros assim. Tomem lá a Crónica Feminina de 19 de Julho de 1973 para ver e comparar.
Reparem: a capa já é a cores. O tema também é o "casamento" e a figura é igualmente uma "estampa" do género. A decoração do sítio até se aceita em cenário de telenovela e portanto a diferença residirá no tempo. Não é assim, senhor Carrilho e senhor Magno?
Afinal agora temos liberdade para publicar aquelas revistas todas que dão emprego a outros tantos jornalistas, muitos, que fazem parte das empresas de media que empregam os comentadores que agora querem analisar o fenómeno do "o caso mediático do divórcio de Bárbara Guimarães e de Manuel Maria Carrilho".
Valeu a pena temos conquistado a Liberdade, para isto, não valeu? Dantes, era um horror, o cinzentismo e o obscurantismo e o atraso e a falta de cultura de que se queixava ontem outra figura deste jet, a presidenta directora da casa sem fundação Fernando Pessoa. Ora toma!
Hoje basta ir a um qualquer supermercado ou cabeleireiro e temos expostos para consumo visual imediato, as histórias pessoais e reais das artistas de telenovela, misturadas com a trama dos próximos capítulos. Em vez de um Simplesmente Maria radiofónico temos telenovelas em catadupa em horário nobre que a cultura é para horas mortas e o povo não gosta tanto. O Vitorino Nemésio passava às 7 horas da tarde desse tempo. Hoje nem às 7 da manhã...
Portanto, culturalmente estamos muito melhor, sim senhores. Há menos analfabetos porque as estatísticas das senhoras donas Lurdes da Educação e quejandas, o comprovam. Há mais "cultura", porque se vende mais papel de jornal. Há três diários consagrados à bola, esse fenómeno de alienação que passou a ser apenas popular, com o tempo destes 40 anos. Há um mundo de fenómenos mediáticos em ebulição e borbulham com casos destes todos os dias, aproveitados pelos vossos colegas jornalistas como pão para a boca, literalmente.
Continuem por isso a discutir o caso singular do "divórcio mediático" daqueles enquanto lamentam que os filhos menores de ambos sejam expostos a tais lavagens de roupa suja pessoal e íntima que vocês mesmo promovem enquanto criticam quem o fez, não se coibindo de explicar como o fez.
Continuem a chafurdar nessas águas de um sistema que vos alimenta a vidinha e que já não podeis passar sem.
Se vos ocorrer alguma pontinha de vergonha pelo sistema que aplaudem, reflictam então sobre quem foi responsável por esta porcaria.
Ah! E deixai crescer a barba porque é moda no sistema que viceja.
Bes.sem: a guerra dos primos
O banco BES e a família Espírito Santo foram notícia no Jornal de Negócios de fim de semana. O título da "investigação" é: "Ricciardi falha destituição de Salgado".
Portanto, a notícia é que na Quinta-Feira à tarde, na sede do grupo,na Avenida da Liberdade, houve uma reunião entre os nove membros provenientes dos cinco ramos da "família" alargada, incluindo um estranho, Mosqueira.
Cinco dos "familiares" votam e nesse dia à tarde votaram por unanimidade em manter Ricardo Espírito Santo como líder do grupo. O primo Ricciardi, filho do comandante António Ricciardi, queria tomar o lugar do califa e foi derrotado, até com o voto do pai que segundo o jornal o terá vituperado.
Sobre as razões de tal atitude, a "investigação" do jornal não chega lá. Nem sequer especula que estas coisas são muito perigosas, por causa do dinheiro do grupo que muita falta faz à publicidade ( na página 15 do jornal há contributo de página inteira do Bestbank...). Portanto, jornalismo sim, mas para quem é, bacalhau basta.
E por isso ficamos sem saber qual o motivo da rebelião e da guerra dos primos.
Ficamos a saber, no entanto, o que já se sabia, sem mais. Por exemplo os problemas judiciais do grupo que são vários e de monta, como o Monte Branco, por exemplo. E também o da famigerada EDP que terá eólicas por aí, a aproveitar o vento da maré para passar outra vez entre os pingos da chuva.
Sobre estes problemas paira uma entidade que agora está em vias de alienação: a Escom. O BES ficará sem. Também não sabemos exactamente porquê, agora, a Escom que coloca o Bes.sem. Isso para além das centenas de milhões de euros para o encaixe. Mas ainda assim, é pouco, como razão. O Jornal de Negócios também não explica, o que é outra pena jornalística.
Então especule-se, lendo a operação complicada que lembra as do BPN.
O famigerado caso dos submarinos em que o MºPº já pediu condenações em pena suspensa e que os arguidos, através dos advogados do costume ( Godinho de Matos) consideram fantasia de justiça, ainda vai dar que falar, provavelmente. A Escom é o epicentro do assunto...até que se saiba para onde foi o dinheiro, uns milhõezitos mixurucas que fariam muito jeito em campanhas para eleições. Jacinto que dificilmente se irá saber...
Porém, o cântaro vai tantas vezes à fonte...que um dia deixa lá a asa. E isto nunca mais acaba...
Portanto, a notícia é que na Quinta-Feira à tarde, na sede do grupo,na Avenida da Liberdade, houve uma reunião entre os nove membros provenientes dos cinco ramos da "família" alargada, incluindo um estranho, Mosqueira.
Cinco dos "familiares" votam e nesse dia à tarde votaram por unanimidade em manter Ricardo Espírito Santo como líder do grupo. O primo Ricciardi, filho do comandante António Ricciardi, queria tomar o lugar do califa e foi derrotado, até com o voto do pai que segundo o jornal o terá vituperado.
Sobre as razões de tal atitude, a "investigação" do jornal não chega lá. Nem sequer especula que estas coisas são muito perigosas, por causa do dinheiro do grupo que muita falta faz à publicidade ( na página 15 do jornal há contributo de página inteira do Bestbank...). Portanto, jornalismo sim, mas para quem é, bacalhau basta.
E por isso ficamos sem saber qual o motivo da rebelião e da guerra dos primos.
Ficamos a saber, no entanto, o que já se sabia, sem mais. Por exemplo os problemas judiciais do grupo que são vários e de monta, como o Monte Branco, por exemplo. E também o da famigerada EDP que terá eólicas por aí, a aproveitar o vento da maré para passar outra vez entre os pingos da chuva.
Sobre estes problemas paira uma entidade que agora está em vias de alienação: a Escom. O BES ficará sem. Também não sabemos exactamente porquê, agora, a Escom que coloca o Bes.sem. Isso para além das centenas de milhões de euros para o encaixe. Mas ainda assim, é pouco, como razão. O Jornal de Negócios também não explica, o que é outra pena jornalística.
Então especule-se, lendo a operação complicada que lembra as do BPN.
O famigerado caso dos submarinos em que o MºPº já pediu condenações em pena suspensa e que os arguidos, através dos advogados do costume ( Godinho de Matos) consideram fantasia de justiça, ainda vai dar que falar, provavelmente. A Escom é o epicentro do assunto...até que se saiba para onde foi o dinheiro, uns milhõezitos mixurucas que fariam muito jeito em campanhas para eleições. Jacinto que dificilmente se irá saber...
Porém, o cântaro vai tantas vezes à fonte...que um dia deixa lá a asa. E isto nunca mais acaba...
sexta-feira, novembro 08, 2013
O PCP e Domingos Abrantes, o antifassista
Domingos Abrantes, o "antifassista" por excelência, o crente que transporta a harpa dos amanhãs a cantar, desde que desembarcou na Portela ao lado do ídolo Álvaro Cunhal, em 28 de Abril de 1974, vindo de Paris, acaba de dizer na TVI24 que a Humanidade e Portugal em particular, será socialista, um dia.
Será caso para dizer: quando a vaca tussir...
Para já ficam duas imagens da chegada de Domingos Abrantes e respectiva mulher e ainda Cunhal ao aeroporto de Lisboa, em 74. As fotos, do Século Ilustrado, foram entretanto retocadas, na sede do PCP, conforme conta Joaquim Vieira na entrevista abaixo mostrada. Soares que se encontrava no cimo de uma chaimite, ficou de fora da fotografia. E segundo conta o próprio Soares, naquele momento, alguém lhe pediu para sair do local, para não retirar carga simbólica ao misticismo da imagem dos soldados e marinheiros que rodeavam o "querido líder"...
A história do PCP é uma história de episódios como este, do tempo das cerejas.
Será caso para dizer: quando a vaca tussir...
Para já ficam duas imagens da chegada de Domingos Abrantes e respectiva mulher e ainda Cunhal ao aeroporto de Lisboa, em 74. As fotos, do Século Ilustrado, foram entretanto retocadas, na sede do PCP, conforme conta Joaquim Vieira na entrevista abaixo mostrada. Soares que se encontrava no cimo de uma chaimite, ficou de fora da fotografia. E segundo conta o próprio Soares, naquele momento, alguém lhe pediu para sair do local, para não retirar carga simbólica ao misticismo da imagem dos soldados e marinheiros que rodeavam o "querido líder"...
A história do PCP é uma história de episódios como este, do tempo das cerejas.
Em Portugal a esquerda e a direita parece que é isto...
O Expresso e a SIC, do mesmo dono, mandaram fazer uma sondagem acerca das preferências dos sondados sobre candidaturas presidenciais.
O resultado é este que mostra a pobreza que temos. Não somos apenas pobres em dinheiro que nem temos para mandar cantar um cego, mas principalmente nisto, nesta miséria intelectual que o Expressso tão bem simboliza.
São estes os indivíduos que foram apontados pelos sondados como preferidos para a presidência da República. Ó Portugal, Portugal! Onde tu chegaste!
O jornal Sol de hoje tem uma crónica de Inês Pedrosa que talvez explique melhor este fenómeno...e a crónica é o melhor exemplo do que pretende apontar. Bastaria perguntar-lhe o que entende por "cultura", no caso português. Por exemplo, entregar a casa dos Bicos a um certo culto de um certo Saramago é exemplo de cultura? E o caso particular da obra de Fernando Pessoa, actualmente, tem o relevo que os meios ao dispor possibilitam? Ou é apenas mais um emprego na "cultura"?
Entre os supostos candidatos preferidos verifique-se o grau cultural de cada um. Não o grau cultural para passar num concurso tipo Quem quer ser milionário, mas aquele substracto que permite dizer de alguém que é um mestre e a quem se reconhece imediatamente uma valia intelectual com alguma solidez. Entre todos, vejo um ou dois ( não sei o que Sampaio da Nóvoa vale intelectualmente). O resto, estou como o outro ( que aparece no retratro): "é fazer as contas...".
O resultado é este que mostra a pobreza que temos. Não somos apenas pobres em dinheiro que nem temos para mandar cantar um cego, mas principalmente nisto, nesta miséria intelectual que o Expressso tão bem simboliza.
São estes os indivíduos que foram apontados pelos sondados como preferidos para a presidência da República. Ó Portugal, Portugal! Onde tu chegaste!
O jornal Sol de hoje tem uma crónica de Inês Pedrosa que talvez explique melhor este fenómeno...e a crónica é o melhor exemplo do que pretende apontar. Bastaria perguntar-lhe o que entende por "cultura", no caso português. Por exemplo, entregar a casa dos Bicos a um certo culto de um certo Saramago é exemplo de cultura? E o caso particular da obra de Fernando Pessoa, actualmente, tem o relevo que os meios ao dispor possibilitam? Ou é apenas mais um emprego na "cultura"?
Entre os supostos candidatos preferidos verifique-se o grau cultural de cada um. Não o grau cultural para passar num concurso tipo Quem quer ser milionário, mas aquele substracto que permite dizer de alguém que é um mestre e a quem se reconhece imediatamente uma valia intelectual com alguma solidez. Entre todos, vejo um ou dois ( não sei o que Sampaio da Nóvoa vale intelectualmente). O resto, estou como o outro ( que aparece no retratro): "é fazer as contas...".
Apresenta-se um jornalista: Joaquim Vieira
Joaquim Vieira é jornalista e escreve actualmente biografias de personagens. Políticas, essencialmente. A última que escreveu e publicou, pelos vistos com muitas fotos, é de Álvaro Cunhal, o herói comunista que faria este ano cem anos e o partido se esforça por promover na sua lógica habitual de hagiografar os líderes.
A revista Tabu do Sol entrevistou Joaquim Vieira e o que conta nestas quatro páginas merece ser lido porque não há muitos jornalistas assim, em Portugal. A meu ver nem há nenhum.
Joaquim Vieira começou no jornalismo, no Expresso de 1981, ( Marcelo Rebelo de Sousa era director, a par de Augusto Carvalho), mas para lá chegar o percurso é de indivíduo de extrema-esquerda que até esteve preso ( condenado em tribunal plenário por actividade subversiva), antes de 25 de Abril de 1974 e dois meses antes fugiu para Paris.
O modo como passou do Expresso para a Visão e depois para a RTP ( a convite de outro esquerdista, Joaquim Furtado) e ainda depois para a Círculo de Leitores e Grande Reportagem é a crónica do nosso jornalismo dos últimos trinta anos.
Este jornalismo merecia ser contado por quem sabe as histórias, como Joaquim Vieira sabe. E por quem não tem medo de as contar, correndo mesmo o risco de o chamarem de "jornalista que morde a mão que lhe dá de comer"...que aliás é o título da entrevista. Joaquim Vieira é dos poucos jornalistas que poderia fundar em Portugal um sítio na internet como o Mediapart, em França.
A revista Tabu do Sol entrevistou Joaquim Vieira e o que conta nestas quatro páginas merece ser lido porque não há muitos jornalistas assim, em Portugal. A meu ver nem há nenhum.
Joaquim Vieira começou no jornalismo, no Expresso de 1981, ( Marcelo Rebelo de Sousa era director, a par de Augusto Carvalho), mas para lá chegar o percurso é de indivíduo de extrema-esquerda que até esteve preso ( condenado em tribunal plenário por actividade subversiva), antes de 25 de Abril de 1974 e dois meses antes fugiu para Paris.
O modo como passou do Expresso para a Visão e depois para a RTP ( a convite de outro esquerdista, Joaquim Furtado) e ainda depois para a Círculo de Leitores e Grande Reportagem é a crónica do nosso jornalismo dos últimos trinta anos.
Este jornalismo merecia ser contado por quem sabe as histórias, como Joaquim Vieira sabe. E por quem não tem medo de as contar, correndo mesmo o risco de o chamarem de "jornalista que morde a mão que lhe dá de comer"...que aliás é o título da entrevista. Joaquim Vieira é dos poucos jornalistas que poderia fundar em Portugal um sítio na internet como o Mediapart, em França.
quinta-feira, novembro 07, 2013
Rui Teixeira outra vez na mira do CSM- dizem os jornais.
D.N., ontem:
O Conselho Superior de Magistratura decidiu esta quarta feira abrir um processo disciplinar ao juiz Rui Teixeira por ter atrasado um processo ao obrigar os serviços prisionais a reescrever um relatório social que estava escrito ao abrigo do Novo Acordo Ortográfico.
O processo é justificado pelas consequências processuais decorrentes do despacho do magistrado, que atrasou uma decisão judicial com arguidos detidos, e não pela sua recusa em aplicar o novo Acordo Ortográfico, confirmou o DN.
Esta é a notícia do DN, com o jornalismo a que nos habituaram. E o CSM explica o assunto deste modo:
Tendo sido veiculadas por alguns órgãos de comunicação social notícias que referem ter sido deliberado pelo Conselho Superior da Magistratura na passada terça-feira a instauração de um processo disciplinar ao Exmo. Senhor Juiz de Direito, Dr. Rui Teixeira, o Conselho Superior da Magistratura informa que a todos os Senhores Jornalistas que contactaram este órgão apenas foi prestada a informação de que havia sido tomada uma deliberação cujo teor somente seria tornado público após ser dado conhecimento da mesma aos interessados, lamentando o conteúdo de notícias que extrapolam o teor da informação prestada.
Mais informa que tal comunicação foi hoje enviada, podendo o seu teor ser tornado público na próxima segunda-feira, dia 11-11-2013.
Considerando o interesse revelado pela comunicação social na obtenção de tal informação, nesse dia será emitido pelo CSM novo comunicado informando do teor da deliberação tomada pelo Plenário. Lisboa, 07 de Novembro de 2013. A Chefe de Gabinete de Apoio do Vice-Presidente do CSM, Albertina Pedroso.
Vejamos. Demos por assente que a notícia do DN tem algum fundamento e portanto, haverá uma deliberação do CSM no sentido de...dar andamento ao assunto e não o arquivar liminarmente, como aparentemente podia e se calhar, devia.
Hummm...quanto tempo demora a reescrever um relatório de serviços prisionais, com algumas ( poucas) páginas e que é processado informaticamente? Digamos...alguns minutos. Pode tal ser executado assim? Depende. Se houver vontade e diligência para tal, pode.
Um atraso ( de quanto tempo? Horas? Dias?) derivado de uma decisão jurisdicional com este teor, poderá ser sindicada pelo CSM? Pode, enfim, mas , talvez. seja, mas terá que levar em consideração os motivos pelos quais os serviços prisionais não resolveram o assunto em tempo útil.
Por outro lado, haverá sempre o perigo que o CSM mais uma vez aceita correr, em deslegitimar mais uma vez um poder judicial que lhe está subtraído, porque o CSM é apenas um órgão administrativo de gestão e disciplina dos juizes, mas apenas nos limites estritos da lei, do estatuto dos mesmos. Não é o órgão que tem de fiscalizar os juizes, como se estes fossem da tropa e estivessem submetidos a um rdm. As pessoas deviam saber disto porque é preciso que o saibam para perceberem que pode "haver juizes em Berlim". As intervenções disciplinares do CSM, neste aspecto, deveriam ser muito contadas e ponderadas por causa desse aspecto que me parece dos mais relevantes da função judicial.
Ainda por outro lado, este juiz não é um juiz qualquer porque teve o infausto destino de lhe calhar o processo Casa Pia, que envolveu pessoas do PS, essencialmente. O PS esteve em riscos de se desagregar por causa desse processo e as pessoas do PS não lhe perdoam, porque este juiz soube mesmo ser juiz, ou seja, independente e isento.
Ora o CSM tem lá pessoas desse PS. E isso tem que ser dito e suscitar por isso mesmo reservas sempre que qualquer deliberação o afecte. Já houve uma, em tempos, acicatada por esse mesmo PS e acolitada por outros membros de um CSM que não esteve nessa altura nos seus melhores dias. Refiro-me ao caso da suspensão da notação de serviço ao mesmo magistrado enquanto não fosse analisada uma acção de responsabilidade civil.
Estas questões não podem ser esquecidas neste caso e estou certo que o CSM o irá fazer.
O Conselho Superior de Magistratura decidiu esta quarta feira abrir um processo disciplinar ao juiz Rui Teixeira por ter atrasado um processo ao obrigar os serviços prisionais a reescrever um relatório social que estava escrito ao abrigo do Novo Acordo Ortográfico.
O processo é justificado pelas consequências processuais decorrentes do despacho do magistrado, que atrasou uma decisão judicial com arguidos detidos, e não pela sua recusa em aplicar o novo Acordo Ortográfico, confirmou o DN.
Esta é a notícia do DN, com o jornalismo a que nos habituaram. E o CSM explica o assunto deste modo:
Tendo sido veiculadas por alguns órgãos de comunicação social notícias que referem ter sido deliberado pelo Conselho Superior da Magistratura na passada terça-feira a instauração de um processo disciplinar ao Exmo. Senhor Juiz de Direito, Dr. Rui Teixeira, o Conselho Superior da Magistratura informa que a todos os Senhores Jornalistas que contactaram este órgão apenas foi prestada a informação de que havia sido tomada uma deliberação cujo teor somente seria tornado público após ser dado conhecimento da mesma aos interessados, lamentando o conteúdo de notícias que extrapolam o teor da informação prestada.
Mais informa que tal comunicação foi hoje enviada, podendo o seu teor ser tornado público na próxima segunda-feira, dia 11-11-2013.
Considerando o interesse revelado pela comunicação social na obtenção de tal informação, nesse dia será emitido pelo CSM novo comunicado informando do teor da deliberação tomada pelo Plenário. Lisboa, 07 de Novembro de 2013. A Chefe de Gabinete de Apoio do Vice-Presidente do CSM, Albertina Pedroso.
Vejamos. Demos por assente que a notícia do DN tem algum fundamento e portanto, haverá uma deliberação do CSM no sentido de...dar andamento ao assunto e não o arquivar liminarmente, como aparentemente podia e se calhar, devia.
Hummm...quanto tempo demora a reescrever um relatório de serviços prisionais, com algumas ( poucas) páginas e que é processado informaticamente? Digamos...alguns minutos. Pode tal ser executado assim? Depende. Se houver vontade e diligência para tal, pode.
Um atraso ( de quanto tempo? Horas? Dias?) derivado de uma decisão jurisdicional com este teor, poderá ser sindicada pelo CSM? Pode, enfim, mas , talvez. seja, mas terá que levar em consideração os motivos pelos quais os serviços prisionais não resolveram o assunto em tempo útil.
Por outro lado, haverá sempre o perigo que o CSM mais uma vez aceita correr, em deslegitimar mais uma vez um poder judicial que lhe está subtraído, porque o CSM é apenas um órgão administrativo de gestão e disciplina dos juizes, mas apenas nos limites estritos da lei, do estatuto dos mesmos. Não é o órgão que tem de fiscalizar os juizes, como se estes fossem da tropa e estivessem submetidos a um rdm. As pessoas deviam saber disto porque é preciso que o saibam para perceberem que pode "haver juizes em Berlim". As intervenções disciplinares do CSM, neste aspecto, deveriam ser muito contadas e ponderadas por causa desse aspecto que me parece dos mais relevantes da função judicial.
Ainda por outro lado, este juiz não é um juiz qualquer porque teve o infausto destino de lhe calhar o processo Casa Pia, que envolveu pessoas do PS, essencialmente. O PS esteve em riscos de se desagregar por causa desse processo e as pessoas do PS não lhe perdoam, porque este juiz soube mesmo ser juiz, ou seja, independente e isento.
Ora o CSM tem lá pessoas desse PS. E isso tem que ser dito e suscitar por isso mesmo reservas sempre que qualquer deliberação o afecte. Já houve uma, em tempos, acicatada por esse mesmo PS e acolitada por outros membros de um CSM que não esteve nessa altura nos seus melhores dias. Refiro-me ao caso da suspensão da notação de serviço ao mesmo magistrado enquanto não fosse analisada uma acção de responsabilidade civil.
Estas questões não podem ser esquecidas neste caso e estou certo que o CSM o irá fazer.
Um hit dos anos setenta.
O departamento financeiro do BES está a ser alvo
de buscas por parte do Ministério Público, noticia o jornal “Público”.
Em causa está a compra de acções da EDP, 2008, por parte do BES Vida.
O jornal diz que a sede do Banco Espírito Santo (BES), em Lisboa, está a ser alvo de buscas por parte do Ministério Público.
O "Público" adianta que o alvo é o departamento financeiro do BES. Em causa estará a venda de acções da EDP ao BES Vida e envolvendo o BESI, uma venda que ocorreu em 2008.
O “Público” adianta que este processo de venda das acções da EDP já levou a que, este ano, fossem constituídos vários arguidos, nomeadamente o presidente do BESI, José Maria Ricciardi, e o administrador financeiro do grupo, Amílcar Morais Pires, devido a suspeitas de abuso de informação privilegiada.
O BESI foi o banco responsável pela operação de venda das acções da EDP.
Em primeiro lugar, as buscas a entidades bancárias devem ser autorizadas e eventualmente presididas por um juiz de instrução. Em segundo lugar, a eventual violação de segredo de justiça, nestas coisas, é inevitável: são muitos os intervenientes e o secretismo da operação fatalmente se perde nessas circunstâncias.
Por último, apresento a banda sonora para acompanhar esta notícia. Uma magnífica canção dos Steely Dan, de 1974, ano da Revolução...
http://www.youtube.com/v/UfZWp-hGCdA?autohide=1&version=3&autoplay=1&showinfo=1&attribution_tag=6fWfg58cd5-XGmOGifyfhA&autohide=1&feature=share
O "Público" adianta que o alvo é o departamento financeiro do BES. Em causa estará a venda de acções da EDP ao BES Vida e envolvendo o BESI, uma venda que ocorreu em 2008.
O “Público” adianta que este processo de venda das acções da EDP já levou a que, este ano, fossem constituídos vários arguidos, nomeadamente o presidente do BESI, José Maria Ricciardi, e o administrador financeiro do grupo, Amílcar Morais Pires, devido a suspeitas de abuso de informação privilegiada.
O BESI foi o banco responsável pela operação de venda das acções da EDP.
Em primeiro lugar, as buscas a entidades bancárias devem ser autorizadas e eventualmente presididas por um juiz de instrução. Em segundo lugar, a eventual violação de segredo de justiça, nestas coisas, é inevitável: são muitos os intervenientes e o secretismo da operação fatalmente se perde nessas circunstâncias.
Por último, apresento a banda sonora para acompanhar esta notícia. Uma magnífica canção dos Steely Dan, de 1974, ano da Revolução...
http://www.youtube.com/v/UfZWp-hGCdA?autohide=1&version=3&autoplay=1&showinfo=1&attribution_tag=6fWfg58cd5-XGmOGifyfhA&autohide=1&feature=share
quarta-feira, novembro 06, 2013
O jornalismo judiciário do Expresso continua na mesma
O procurador Rosário Teixeira propôs a suspensão provisória do processo que investigava a venda de ações do Banco BIG por parte de Manuel Vicente à empresa Edimo, do enteado do vice-presidente de Angola.
Edmilson Martins, que vive em Angola, terá aceitado, segundo um comunicado da PGR, pagar uma determinada quantia ao Estado para conseguir o arquivamento do processo.
As ações - 4,6% do banco BIG - foram vendidas por um valor estimado de 11 milhões de euros e esta quantia não terá sido declarada ao fisco. Em causa estavam crimes de fraude fiscal e branqueamento.
Manuel Vicente continua a ser investigado pelo DCIAP num processo que envolve Hélder Vieira Dias "kopelipa", chefe da casa militar do Presidente José Eduardo dos Santos e Leopoldino Nascimento, assessor do Governo.
Nota para a Comunicação Social
Vice-Presidente de Angola - Manuel Vicente
A propósito de notícia publicada na imprensa de hoje,
referenciando o arquivamento pelo Ministério Público de uma
investigação tendo como visados o Vice-Presidente de Angola e os seus
enteados,
A Procuradoria-Geral da República, ao abrigo do
artigo 86º, n.º 13 alínea b) do Código do Processo Penal, vem esclarecer
o seguinte:
1. Corre termos e encontra-se pendente no DCIAP um
inquérito com a finalidade de investigar eventuais crimes de fraude
fiscal, falsificação e branqueamento de capitais, relativo a diversas
operações, em que é visada a empresa EDIMO.
Efectuadas as diligências adequadas, o Ministério Público entendeu
emitir despacho de proposta de suspensão provisória de inquérito por
determinado prazo, mediante o cumprimento pela sociedade arguida de
obrigações, injunções, entre as quais o pagamento de determinada
quantia ao Estado, o que foi aceite pela referida arguida.
Aguarda-se, nesta fase, decisão do Juiz de instrução relativa ao
respectivo acordo, necessário nos termos do artigo 281º do Código de
Processo Penal.
A obter-se o referido acordo, o processo de inquérito prosseguirá,
aguardando o cumprimento pela sociedade arguida das obrigações
impostas. Decorrido o prazo de suspensão se estas tiverem sido
cumpridas o MP arquivará o processo. Em caso contrário o Ministério
Público procederá à emissão de despacho de acusação.
2. Manuel Vicente não consta como arguido, nem foi suspeito, no inquérito em apreciação.
Suspensão provisória do processo
| 1 - Se o crime for punível com pena de prisão não superior a 5 anos ou com sanção diferente da prisão, o Ministério Público, oficiosamente ou a requerimento do arguido ou do assistente, determina, com a concordância do juiz de instrução, a suspensão do processo, mediante a imposição ao arguido de injunções e regras de conduta, sempre que se verificarem os seguintes pressupostos: |
Branqueamento
Quem financia os sindicatos portugueses?
SOL:
Os sindicatos vão ter de pagar a segurança social dos seus dirigentes, a partir do próximo ano, se a proposta de lei do Orçamento do Estado para 2014 fora aprovada. Até agora, são as empresas que empregam os trabalhadores requisitados para funções sindicais a quem compete fazer os descontos para a segurança social. A alteração representa um encargo financeiro novo para os sindicatos e apanhou de surpresa os líderes das duas centrais sindicais.
A questão a colocar, agora, é saber quem financia os nossos sindicatos. São apenas os sócios? Lá fora há discussões acerca disto. Por cá é tabu.
Os sindicatos vão ter de pagar a segurança social dos seus dirigentes, a partir do próximo ano, se a proposta de lei do Orçamento do Estado para 2014 fora aprovada. Até agora, são as empresas que empregam os trabalhadores requisitados para funções sindicais a quem compete fazer os descontos para a segurança social. A alteração representa um encargo financeiro novo para os sindicatos e apanhou de surpresa os líderes das duas centrais sindicais.
A questão a colocar, agora, é saber quem financia os nossos sindicatos. São apenas os sócios? Lá fora há discussões acerca disto. Por cá é tabu.
As moscas em voo picado
RR:
"O Governo prejudica mais os utentes do que a greve na CP e REFER"
Os trabalhadores da REFER têm sido constantemente confrontados com cortes nos seus salários, um roubo dos direitos. Nós, trabalhadores, fomos confrontados recentemente pelo Governo não só com as medidas do Orçamento do Estado, mas também pelo decreto-lei 133/2013 [documento que prevê cortes no valor pago nas empresas públicas em subsídio de refeição, ajudas de custo, trabalho suplementar e trabalho nocturno]. É por isso que estamos nesta luta.
Este é o "lead" da entrevista a um sindicalista -presidente do sindicado dos trabalhadores da REFER, a que se seguirão mais três, igualmente de sindicalistas do sector dos transportes públicos.
Este sector é dos que maiores prejuízos acumula nas contas das empresas do Estado e por isso o que maior atenção suscita nos "cortes" a que as despesas do mesmo Estado têm que suportar para cumprir metas acordadas com os nossos credores externos.
A RR não arranjou título melhor para a entrevista do que este, o que mostra bem o tipo de jornalismo que temos em Portugal: de facção, enviesado, sem eira nem beira, a não ser a do protesto solidário com o sindicalismo vigente, acorrentado a partidos esquerdistas ou que não querem perder o combóio do populismo esquerdista "contra a troika" e sem alternativa do que o sentimento difuso do "quanto pior melhor". Para eles, claro.
Na Segunda-Feira, no programa da TVI24 Olhos nos olhos, Medina Carreira teve como parceiro de conversa Silva Lopes, o governador do Banco de Portugal da primeira bancarrota do país algures em 1976-1977 ( esteve lá de 1975 a 1980). Medina Carreira foi igualmente o ministro dessa bancarrota num governo de Mário Soares. Foi ministro das Finanças no I governo constitucional e geriu os desmandos que se seguiram ao PREC, com toda a economia importante nacionalizada, incluindo toda a banca e seguros. Medina Carreira, segundo o seu perfil na Wiki, abandonou o PS logo em 1978 por discordâncias quanto à política económica seguida. Imagina-se porquê, uma vez que é a mesma de agora. Sempre que aparece nas tv´s e aparece muitas vezes( particularmente na SICN) aquele proto-ministro das Finanças de um futuro governo PS fico a imaginar uma espécie de país irreal como o que existia naquela época em que o senso comum foi capturado pelo vento político das ideias erráticas da fantasia de esquerda.
Ambos aprenderam com o tempo e provavelmente já tinham aprendido tudo na época porque o discurso de ambos, segundo registos de jornal ( que por aqui tenho colocado) não difere muito do actual, de aviso, de ponderação nas despesas e de inevitabilidade de crise financeira quando se gasta mais do que aquilo que se tem.
O que ambos disseram no último programa Olhos nos Olhos, sobre a sustentabilidade financeira da Segurança Social foi muito simples e até repetiram várias vezes, embora a entrevistadora ( Judite de Sousa, especializada na vida pessoal de Cunhal) desse mostras de não ter percebido ao longo do programa: não temos dinheiro e quem no-lo empresta fá-lo-á com juros incomportáveis. Daí a necessidade estrita de cortar despesas em salários e pensões que são a fatia mais importante de todo o bolo das despesas.
Deste saber comum que qualquer dona de casa tem, aqueles sindicalistas não querem saber para nada. Interessa-lhes sobretudo criar confusão social, prejudicar outros trabalhadores ( os que usam os transportes) e criar efeito político para derrubar o governo. Objectivos simples, também.
E nisso há toda a esquerda parlamentar a apostar em peso. Por isso o título da notícia. Quando chegarem ao poder, vai ser pior. Mas isso, para os outros. Quem lá estiver toma conta do pote e coloca os amigos chegados. E isso lhes basta pporque foi sempre esse o objectivo imediato ( e meditato) dos partidos "do arco da governação".
Os outros que lutam denodadamente contra a "troika" contentam-se igualmente com a parte que lhes convém: quanto pior ficar o país, melhor ficarão eles, partidos esquerdistas que tal como as moscas só vicejam na porcaria social. A pobreza e a miséria são o húmus da esquerda.
"O Governo prejudica mais os utentes do que a greve na CP e REFER"
Os trabalhadores da REFER têm sido constantemente confrontados com cortes nos seus salários, um roubo dos direitos. Nós, trabalhadores, fomos confrontados recentemente pelo Governo não só com as medidas do Orçamento do Estado, mas também pelo decreto-lei 133/2013 [documento que prevê cortes no valor pago nas empresas públicas em subsídio de refeição, ajudas de custo, trabalho suplementar e trabalho nocturno]. É por isso que estamos nesta luta.
Este é o "lead" da entrevista a um sindicalista -presidente do sindicado dos trabalhadores da REFER, a que se seguirão mais três, igualmente de sindicalistas do sector dos transportes públicos.
Este sector é dos que maiores prejuízos acumula nas contas das empresas do Estado e por isso o que maior atenção suscita nos "cortes" a que as despesas do mesmo Estado têm que suportar para cumprir metas acordadas com os nossos credores externos.
A RR não arranjou título melhor para a entrevista do que este, o que mostra bem o tipo de jornalismo que temos em Portugal: de facção, enviesado, sem eira nem beira, a não ser a do protesto solidário com o sindicalismo vigente, acorrentado a partidos esquerdistas ou que não querem perder o combóio do populismo esquerdista "contra a troika" e sem alternativa do que o sentimento difuso do "quanto pior melhor". Para eles, claro.
Na Segunda-Feira, no programa da TVI24 Olhos nos olhos, Medina Carreira teve como parceiro de conversa Silva Lopes, o governador do Banco de Portugal da primeira bancarrota do país algures em 1976-1977 ( esteve lá de 1975 a 1980). Medina Carreira foi igualmente o ministro dessa bancarrota num governo de Mário Soares. Foi ministro das Finanças no I governo constitucional e geriu os desmandos que se seguiram ao PREC, com toda a economia importante nacionalizada, incluindo toda a banca e seguros. Medina Carreira, segundo o seu perfil na Wiki, abandonou o PS logo em 1978 por discordâncias quanto à política económica seguida. Imagina-se porquê, uma vez que é a mesma de agora. Sempre que aparece nas tv´s e aparece muitas vezes( particularmente na SICN) aquele proto-ministro das Finanças de um futuro governo PS fico a imaginar uma espécie de país irreal como o que existia naquela época em que o senso comum foi capturado pelo vento político das ideias erráticas da fantasia de esquerda.
Ambos aprenderam com o tempo e provavelmente já tinham aprendido tudo na época porque o discurso de ambos, segundo registos de jornal ( que por aqui tenho colocado) não difere muito do actual, de aviso, de ponderação nas despesas e de inevitabilidade de crise financeira quando se gasta mais do que aquilo que se tem.
O que ambos disseram no último programa Olhos nos Olhos, sobre a sustentabilidade financeira da Segurança Social foi muito simples e até repetiram várias vezes, embora a entrevistadora ( Judite de Sousa, especializada na vida pessoal de Cunhal) desse mostras de não ter percebido ao longo do programa: não temos dinheiro e quem no-lo empresta fá-lo-á com juros incomportáveis. Daí a necessidade estrita de cortar despesas em salários e pensões que são a fatia mais importante de todo o bolo das despesas.
Deste saber comum que qualquer dona de casa tem, aqueles sindicalistas não querem saber para nada. Interessa-lhes sobretudo criar confusão social, prejudicar outros trabalhadores ( os que usam os transportes) e criar efeito político para derrubar o governo. Objectivos simples, também.
E nisso há toda a esquerda parlamentar a apostar em peso. Por isso o título da notícia. Quando chegarem ao poder, vai ser pior. Mas isso, para os outros. Quem lá estiver toma conta do pote e coloca os amigos chegados. E isso lhes basta pporque foi sempre esse o objectivo imediato ( e meditato) dos partidos "do arco da governação".
Os outros que lutam denodadamente contra a "troika" contentam-se igualmente com a parte que lhes convém: quanto pior ficar o país, melhor ficarão eles, partidos esquerdistas que tal como as moscas só vicejam na porcaria social. A pobreza e a miséria são o húmus da esquerda.
segunda-feira, novembro 04, 2013
O homem q´afunda volta a fundar
Artur Portela ( Filho), jornalista e escritor dirigiu em 1976 a revista Opção, de uma esquerda que ainda não conhecia bem Lou Reed, como agora parece conhecer.
Escrevia então no rescaldo do PREC ( fora o primeiro director do Jornal Novo) crónicas de escárnio e mal-dizer na revista que saía semanalmente com capas graficamente sofríveis, e por vezes com entrevistas a figuras públicas, "tipo Playboy", extensas e supostamente "cândidas", francas mas não muito, totalmente inventadas para afundar.
Artur Portela ( Filho) voltou às crónicas antigas e anteriores à Opção que deram em livro que intitulou A Funda, em estilo verborreico tongue in cheek que entusiasmava os leitores da época. Era de oposição...de esquerda e por isso a garantia de exposição pública favorável.
Hoje publica uma crónica no i, na senda daqueloutras, de escárnio e mal-dizer "suave", entre o inócuo e o inoque, do célebre conto de Virgílio Ferreira aqui contado em tempos.
É para arrasar o proto-candidato Marcelo, "o professor"? Nem por isso. Em 19 de Agosto de 1976, arrasava, isso sim. Assim:
Escrevia então no rescaldo do PREC ( fora o primeiro director do Jornal Novo) crónicas de escárnio e mal-dizer na revista que saía semanalmente com capas graficamente sofríveis, e por vezes com entrevistas a figuras públicas, "tipo Playboy", extensas e supostamente "cândidas", francas mas não muito, totalmente inventadas para afundar.
Artur Portela ( Filho) voltou às crónicas antigas e anteriores à Opção que deram em livro que intitulou A Funda, em estilo verborreico tongue in cheek que entusiasmava os leitores da época. Era de oposição...de esquerda e por isso a garantia de exposição pública favorável.
Hoje publica uma crónica no i, na senda daqueloutras, de escárnio e mal-dizer "suave", entre o inócuo e o inoque, do célebre conto de Virgílio Ferreira aqui contado em tempos.
É para arrasar o proto-candidato Marcelo, "o professor"? Nem por isso. Em 19 de Agosto de 1976, arrasava, isso sim. Assim:
A ética do parecer
Do jornal i de hoje:
O jornal i de hoje dá conta de mais um escândalo relacionado com "a festa" pública com dinheiro nosso. Enquanto a uns, uma larguíssima maioria de cidadãos lhe morrem as vacas, a outra imensa minoria de privilegiados privados especializados no parecer jurídico, parem-se-lhe os bois. Tudo por conta do erário público que, se não é, parece o seguinte: andamos a alimentar meia dúzia de firmas de advogados na sobrevivência do mercado da parecerística jurídica. E, salvo o erro, sem necessidade alguma. Ou seja, torna-se necessário investigar criminalmente se tem havido gestão danosa de dinheiros públicos nestas actividades recorrentes do "arranja-me um parecer". É que nestas actividades o que parece é e o parecer tem de se situar no nível ético do ser. A legalidade de actuação, respaldada em estatutos esconsos, deve ser analisada caso a caso para se verificar se quem manda pedir parecer o faz com toda a justificação que a crise que atravessamos pode fundamentar. Está em causa, portanto, a boa gestão de dinheiros públicos que normalmente está confiada a pessoas que ganham balúrdios para tal efeito.
Portanto, vejamos em concreto o mais escandaloso de todos eles. O Banco de Portugal, cuja actividade é de regulador bancário, tem sentido uma necessidade premente de pareceres que são contratados quase sempre aos mesmos, no período de dois anos. Portanto já com este governo e já com a troika à porta e os "cortes" conhecidos.
Ao ler a reportagem, parece que o Banco de Portugal não é instituição pública e nem sequer deste país, mas um oasis de abundância monetária num lugar de penúria.
Parece que o Banco de Portugal gastou 650 mil euros a multiplicar por cinco, noutros tantos contratos de parecerística com firmas de advogados, entre as quais a Vasco Vieira de Almeida que só à sua conta, levou duas fatias do bolo. Motivo? As acções litigiosas com o BPP. E que acções litigiosas? O BdP não diz. Segundo a base de dados do governo, os 650 mil euros de 2011, estenderiam os serviços jurídicos durante três anos, a partir de 6 de Julho de 2011...e em 9 de Janeiro de 2013, nova tranche de 650 mil euros, durante mais...três anos. Será que aqueles primeiros já passaram?
E o assunto de tais contratos de prestação de serviços jurídicos qual é, exactamente?
Será por causa disto? Não deve ser, porque a CMVM e o MºPº fizeram a papinha toda. E se foi, deviam era indemnizar o Estado pela demora...
Será por causa disto? Não deve ser porque já foi em 2010.
Será por causa de alguma destas acções cíveis, em que a Fazenda Pública, aliás, é a principal interessada e o Estado neste caso nem precisa de advogados?
É um mistério que o departamento jurídico do BdP tem que esclarecer. Sim, porque o BdP, entre muitos e variados departamentos, tem um departamento jurídico que deve ser muito secreto porque só está lá o nome do responsável, o dr. Queiró, cujo apelido lembra alguém.
Coisas de um certo tipo de Estado que o BdP parece apreciar. E principalmente explicar porque é que o BDP lhe passou, ao dr. Queiró, um atestado de incompetência jurídica.
O BdP deve ainda explicar publicamente porque o dinheiro que torrou é de nós todos que passamos por "cortes" sucessivos e não temos a sorte de pertencer ao clube das firmas ricas e privilegiadas, ao abrigo das crises, o seguinte que está aprovado nos seus estatutos:
O Banco de Portugal desempenha funções de manifesto interesse público, na qualidade de autoridade monetária do Eurosistema e de supervisor das instituições de crédito.
A importância e a natureza das atividades desenvolvidas exigem aos colaboradores do Banco de Portugal a adoção de padrões elevados de ética profissional.
Os Códigos de Conduta do Banco de Portugal estabelecem linhas de orientação em matéria de ética profissional para todos os trabalhadores ao serviço do Banco e para os membros do Conselho de Administração e do Conselho de Auditoria. Constituem também uma referência para os cidadãos e para as instituições no que respeita ao padrão de conduta exigível aos colaboradores do Banco.
Estas linhas escritas no sítio do BdP são o parecer. Resta agora sabermos o que é o ser. Porque a pouca-vergonha, se foi o caso, no estado em que se encontra o país, não pode vicejar em lugares públicos e pagos por todos. É uma simples questão de justiça que nem carece de parecer.
O jornal i de hoje dá conta de mais um escândalo relacionado com "a festa" pública com dinheiro nosso. Enquanto a uns, uma larguíssima maioria de cidadãos lhe morrem as vacas, a outra imensa minoria de privilegiados privados especializados no parecer jurídico, parem-se-lhe os bois. Tudo por conta do erário público que, se não é, parece o seguinte: andamos a alimentar meia dúzia de firmas de advogados na sobrevivência do mercado da parecerística jurídica. E, salvo o erro, sem necessidade alguma. Ou seja, torna-se necessário investigar criminalmente se tem havido gestão danosa de dinheiros públicos nestas actividades recorrentes do "arranja-me um parecer". É que nestas actividades o que parece é e o parecer tem de se situar no nível ético do ser. A legalidade de actuação, respaldada em estatutos esconsos, deve ser analisada caso a caso para se verificar se quem manda pedir parecer o faz com toda a justificação que a crise que atravessamos pode fundamentar. Está em causa, portanto, a boa gestão de dinheiros públicos que normalmente está confiada a pessoas que ganham balúrdios para tal efeito.
Portanto, vejamos em concreto o mais escandaloso de todos eles. O Banco de Portugal, cuja actividade é de regulador bancário, tem sentido uma necessidade premente de pareceres que são contratados quase sempre aos mesmos, no período de dois anos. Portanto já com este governo e já com a troika à porta e os "cortes" conhecidos.
Ao ler a reportagem, parece que o Banco de Portugal não é instituição pública e nem sequer deste país, mas um oasis de abundância monetária num lugar de penúria.
Parece que o Banco de Portugal gastou 650 mil euros a multiplicar por cinco, noutros tantos contratos de parecerística com firmas de advogados, entre as quais a Vasco Vieira de Almeida que só à sua conta, levou duas fatias do bolo. Motivo? As acções litigiosas com o BPP. E que acções litigiosas? O BdP não diz. Segundo a base de dados do governo, os 650 mil euros de 2011, estenderiam os serviços jurídicos durante três anos, a partir de 6 de Julho de 2011...e em 9 de Janeiro de 2013, nova tranche de 650 mil euros, durante mais...três anos. Será que aqueles primeiros já passaram?
E o assunto de tais contratos de prestação de serviços jurídicos qual é, exactamente?
Será por causa disto? Não deve ser, porque a CMVM e o MºPº fizeram a papinha toda. E se foi, deviam era indemnizar o Estado pela demora...
Será por causa disto? Não deve ser porque já foi em 2010.
Será por causa de alguma destas acções cíveis, em que a Fazenda Pública, aliás, é a principal interessada e o Estado neste caso nem precisa de advogados?
É um mistério que o departamento jurídico do BdP tem que esclarecer. Sim, porque o BdP, entre muitos e variados departamentos, tem um departamento jurídico que deve ser muito secreto porque só está lá o nome do responsável, o dr. Queiró, cujo apelido lembra alguém.
Coisas de um certo tipo de Estado que o BdP parece apreciar. E principalmente explicar porque é que o BDP lhe passou, ao dr. Queiró, um atestado de incompetência jurídica.
O BdP deve ainda explicar publicamente porque o dinheiro que torrou é de nós todos que passamos por "cortes" sucessivos e não temos a sorte de pertencer ao clube das firmas ricas e privilegiadas, ao abrigo das crises, o seguinte que está aprovado nos seus estatutos:
O Banco de Portugal desempenha funções de manifesto interesse público, na qualidade de autoridade monetária do Eurosistema e de supervisor das instituições de crédito.
A importância e a natureza das atividades desenvolvidas exigem aos colaboradores do Banco de Portugal a adoção de padrões elevados de ética profissional.
Os Códigos de Conduta do Banco de Portugal estabelecem linhas de orientação em matéria de ética profissional para todos os trabalhadores ao serviço do Banco e para os membros do Conselho de Administração e do Conselho de Auditoria. Constituem também uma referência para os cidadãos e para as instituições no que respeita ao padrão de conduta exigível aos colaboradores do Banco.
Estas linhas escritas no sítio do BdP são o parecer. Resta agora sabermos o que é o ser. Porque a pouca-vergonha, se foi o caso, no estado em que se encontra o país, não pode vicejar em lugares públicos e pagos por todos. É uma simples questão de justiça que nem carece de parecer.
domingo, novembro 03, 2013
A honra perdida dos portugueses
Aqui, no Diário de Notícias de hoje, Bagão Félix põe o dedo na ferida mais exposta que temos hoje em dia na sociedade portuguesa: a alteração de costumes acompanhada da mudança de linguagem, um verdadeiro processo revolucionário em curso na sociedade portuguesa, conduzido pela Esquerda intelectual.
Seria interessante perguntar-lhe se aquilo que perdemos com a democracia tem a ver com a ideologia reinante de Esquerda e com o sempre presente jacobinismo actuante. Seria interessante se os dois entrevistadores ( Paulo Baldaia e João Marcelino) soubessem. Assim, para quê as perguntas, afinal?
Seria interessante perguntar-lhe se aquilo que perdemos com a democracia tem a ver com a ideologia reinante de Esquerda e com o sempre presente jacobinismo actuante. Seria interessante se os dois entrevistadores ( Paulo Baldaia e João Marcelino) soubessem. Assim, para quê as perguntas, afinal?
Falhou a agit-prop...eleva-se a fasquia.
Sapo-Notícias:
O edifício da embaixada de Angola em Portugal foi vandalizado esta manhã por “elementos desconhecidos”, que provocaram alguns danos materiais, confirmou à agência Lusa o assessor de imprensa.
A Rádio Nacional de Angola (RNA) noticiou hoje que o edifício da representação diplomática, localizado em Lisboa, tinha sido vandalizado esta madrugada, citando o embaixador de Angola em Portugal, Marcos Barrica.
Isto é evidente, ou não é? Que anda a fazer o SIS?
O edifício da embaixada de Angola em Portugal foi vandalizado esta manhã por “elementos desconhecidos”, que provocaram alguns danos materiais, confirmou à agência Lusa o assessor de imprensa.
A Rádio Nacional de Angola (RNA) noticiou hoje que o edifício da representação diplomática, localizado em Lisboa, tinha sido vandalizado esta madrugada, citando o embaixador de Angola em Portugal, Marcos Barrica.
Isto é evidente, ou não é? Que anda a fazer o SIS?
A PGR também é um cargo político
O Diário de Notícias de hoje ( Carlos Rodrigues Lima, Lília Bernardes e Rui Pedro Antunes) publica uma página sobre um assunto singelo: uma notificação de um processo administrativo que terá demorado tempo demais na PGR , ( melhor, no DCIAP)...apesar de nem ser legalmente obrigatória.
Os jornalistas do diário esmeram-se em mostrar que praticam o jornalismo que agora é moda melhorada ( e ainda bem) : ouvir sobre determinado assunto que não dominam inteiramente especialistas que moram nos conventos assediados pelos filisteus.
O caso singular é o da PGR que se tornou publica e mediaticamente responsável pela ausência de notificação a um indivíduo estrangeiro, por acaso PGR de Angola, visado numa investigação administrativa sobre branqueamento de capitais.
Os jornalistas ouviram, a propósito da estranha décalage temporal de três meses, entre o arquivamento do tal processo e a notificação ao visado que nem tinha que legalmente ser notificado, nada menos que três magistrados, entre os quais, um procurador-geral adjunto e um antigo PGR ( aposto que foi o ante-ante-penúltimo se considerarmos a actual como a última ) que se pronunciaram sob anonimato ( o anonimato dos magistrados é um must...) e consideraram estranho que tenha demorado três meses a colher o parecer jurídico na PGR sobre a conveniência ou admissibilidade de tal notificação.
Ora na minha opinião livre ( por enquanto) e sem compromisso, o facto pode explicar-se do seguinte modo:
A actual PGR é uma magistrada típica e da velha escola. Os magistrados não costumam inventar muito quando as regras processuais aprendidas se lhes impõem como inultrapassáveis. Para tal seria preciso que o magistrado que dirige a PGR fosse um Cunha Rodrigues ( o ante-ante-penúltimo) o qual violou consciente e profissionalmente uma regra processual que na altura deu brado mas não entre os jornalistas que nem se importaram com isso.
O caso sucedeu em 1995, na altura da campanha eleitoral para a presidência da República em que Cavaco Silva era interessado e já aqui foi relatado:
O Independente de 22 de Dezembro desse ano, fez manchete com a notícia sobre um administrador da TAP, Santos Martins, insinuando que dinheiros desviados da TAP teriam revertido a favor da candidatura do ex-primeiro ministro Cavaco Silva. Os elementos da candidatura , onde se incluiam os nomes de Dias Loureiro;Proença de Carvalho;Rui Machete;José António Barreiros;Marcelo Rebelo de Sousa e outros, exigiram da PJ e do PGR um desmentido formal. Segundo o Público de 23 de Dezembro de 1995, Cavaco telefonou a Guterres, foi a Belém falar com Mário Soares; falou ao país e ameaçou renunciar.
O PGR Cunha Rodrigues, para desmentir e fazer a vontade ao candidato chantageador, tinha que violar o segredo de justiça, pois nessa altura não se admitia a explicação pública que hoje consta do artº 86 nº9 do Código de Processo Penal. E fê-lo! Cedeu à pressão política e assinou comunicado que foi tornado público onde se dizia que no processo de inquérito à compra de quatro Airbus pela TAP, em que era suspeito Santos Martins, não se estava a investigar o finaciamento do PSD e da candidatura presidencial de Cavaco Silva.
Joana Marques Vidal não é Cunha Rodrigues e provavelmente nem tomou conhecimento do arquivamento do processo administrativo senão tarde demais. Aliás, também não tinha obrigação de tomar conhecimento desse tipo de actos processuais administrativos, a não ser que o solicitasse previamente.
Provavavelmente quando tomou conhecimento já era tarde e Machete falara publicamente do modo que se conhece e lamentável a todos os títulos. Foi então procurar remediar o mal já espalhado e em vez de no próprio dia em que o infausto Machete falou, esclarecer o assunto em modo informal e rápido, esvaziando-o e evitando as ondas de choque se produziram, preferiu pedir o parecer aos serviços juridicos. Erro fatal!
Agora, na próxima terça-feira, o CSMP vai querer saber o que se passou. Posso estar enganado, mas foi isto.
E por um motivo: um PGR tem que saber ser político, também. Não basta ser magistrado. Foi o que Cunha Rodrigues fez em 1995 e Pinto Monteiro, outro infausto, se fartou de fazer. A torto e a direito e até Freitas do Amaral o acusou publicamente disso.
Os jornalistas do diário esmeram-se em mostrar que praticam o jornalismo que agora é moda melhorada ( e ainda bem) : ouvir sobre determinado assunto que não dominam inteiramente especialistas que moram nos conventos assediados pelos filisteus.
O caso singular é o da PGR que se tornou publica e mediaticamente responsável pela ausência de notificação a um indivíduo estrangeiro, por acaso PGR de Angola, visado numa investigação administrativa sobre branqueamento de capitais.
Os jornalistas ouviram, a propósito da estranha décalage temporal de três meses, entre o arquivamento do tal processo e a notificação ao visado que nem tinha que legalmente ser notificado, nada menos que três magistrados, entre os quais, um procurador-geral adjunto e um antigo PGR ( aposto que foi o ante-ante-penúltimo se considerarmos a actual como a última ) que se pronunciaram sob anonimato ( o anonimato dos magistrados é um must...) e consideraram estranho que tenha demorado três meses a colher o parecer jurídico na PGR sobre a conveniência ou admissibilidade de tal notificação.
Ora na minha opinião livre ( por enquanto) e sem compromisso, o facto pode explicar-se do seguinte modo:
A actual PGR é uma magistrada típica e da velha escola. Os magistrados não costumam inventar muito quando as regras processuais aprendidas se lhes impõem como inultrapassáveis. Para tal seria preciso que o magistrado que dirige a PGR fosse um Cunha Rodrigues ( o ante-ante-penúltimo) o qual violou consciente e profissionalmente uma regra processual que na altura deu brado mas não entre os jornalistas que nem se importaram com isso.
O caso sucedeu em 1995, na altura da campanha eleitoral para a presidência da República em que Cavaco Silva era interessado e já aqui foi relatado:
O Independente de 22 de Dezembro desse ano, fez manchete com a notícia sobre um administrador da TAP, Santos Martins, insinuando que dinheiros desviados da TAP teriam revertido a favor da candidatura do ex-primeiro ministro Cavaco Silva. Os elementos da candidatura , onde se incluiam os nomes de Dias Loureiro;Proença de Carvalho;Rui Machete;José António Barreiros;Marcelo Rebelo de Sousa e outros, exigiram da PJ e do PGR um desmentido formal. Segundo o Público de 23 de Dezembro de 1995, Cavaco telefonou a Guterres, foi a Belém falar com Mário Soares; falou ao país e ameaçou renunciar.
O PGR Cunha Rodrigues, para desmentir e fazer a vontade ao candidato chantageador, tinha que violar o segredo de justiça, pois nessa altura não se admitia a explicação pública que hoje consta do artº 86 nº9 do Código de Processo Penal. E fê-lo! Cedeu à pressão política e assinou comunicado que foi tornado público onde se dizia que no processo de inquérito à compra de quatro Airbus pela TAP, em que era suspeito Santos Martins, não se estava a investigar o finaciamento do PSD e da candidatura presidencial de Cavaco Silva.
Joana Marques Vidal não é Cunha Rodrigues e provavelmente nem tomou conhecimento do arquivamento do processo administrativo senão tarde demais. Aliás, também não tinha obrigação de tomar conhecimento desse tipo de actos processuais administrativos, a não ser que o solicitasse previamente.
Provavavelmente quando tomou conhecimento já era tarde e Machete falara publicamente do modo que se conhece e lamentável a todos os títulos. Foi então procurar remediar o mal já espalhado e em vez de no próprio dia em que o infausto Machete falou, esclarecer o assunto em modo informal e rápido, esvaziando-o e evitando as ondas de choque se produziram, preferiu pedir o parecer aos serviços juridicos. Erro fatal!
Agora, na próxima terça-feira, o CSMP vai querer saber o que se passou. Posso estar enganado, mas foi isto.
E por um motivo: um PGR tem que saber ser político, também. Não basta ser magistrado. Foi o que Cunha Rodrigues fez em 1995 e Pinto Monteiro, outro infausto, se fartou de fazer. A torto e a direito e até Freitas do Amaral o acusou publicamente disso.
sábado, novembro 02, 2013
A moralidade vigente nas reformas
Parece que vem na Bola, mas a notícia é daqui...
Mais um pensionista prematuro. Aos 38 anos de idade e com 16 anos de empregado do F.C. Porto , Vítor Baía acaba de requerer a Pensão a que tem direito, no valor mensal vitalício de 12.905 euros. Contudo, um trabalhador normal tem de trabalhar até aos 65 anos e ter uma carreira contributiva completa durante 40 anos. Para obter uma reforma de 80% da remuneração média da sua carreira contributiva!!!...
Não está em causa a justeza de uma pensão, incomoda-me a imoralidade da situação.
Era bom saber quanto contribuiu para a segurança social e durante quanto tempo. E também saber se está inválido para trabalhar...
Será esta reforma paga pela Segurança Social? Mas então as reformas são mesmo em função daquilo que se descontou? É que tenho ouvido insistentemente dizer que não; que as reformas de agora não são fruto daquilo que se descontou ao longo da carreira contributiva e que pois assim e tá bem assado.
Então como é esta moralidade? Comem todos?
Uma coisa é certa: no tempo do regime anterior, o futebol tão vilipendiado pela Esquerda de então, por causa do famigerado trio atacante Fátima, Fado e Futebol, não tinha destes privilégios. Aliás nem tinha três diários desportivos, directores de outros diários, também desportivos e televisões todos os dias ao serviço desportivo.
Isto é que vai uma "alienação", não?! Mais uma estupidez da Esquerda.
Mais um pensionista prematuro. Aos 38 anos de idade e com 16 anos de empregado do F.C. Porto , Vítor Baía acaba de requerer a Pensão a que tem direito, no valor mensal vitalício de 12.905 euros. Contudo, um trabalhador normal tem de trabalhar até aos 65 anos e ter uma carreira contributiva completa durante 40 anos. Para obter uma reforma de 80% da remuneração média da sua carreira contributiva!!!...
Não está em causa a justeza de uma pensão, incomoda-me a imoralidade da situação.
Era bom saber quanto contribuiu para a segurança social e durante quanto tempo. E também saber se está inválido para trabalhar...
Será esta reforma paga pela Segurança Social? Mas então as reformas são mesmo em função daquilo que se descontou? É que tenho ouvido insistentemente dizer que não; que as reformas de agora não são fruto daquilo que se descontou ao longo da carreira contributiva e que pois assim e tá bem assado.
Então como é esta moralidade? Comem todos?
Uma coisa é certa: no tempo do regime anterior, o futebol tão vilipendiado pela Esquerda de então, por causa do famigerado trio atacante Fátima, Fado e Futebol, não tinha destes privilégios. Aliás nem tinha três diários desportivos, directores de outros diários, também desportivos e televisões todos os dias ao serviço desportivo.
Isto é que vai uma "alienação", não?! Mais uma estupidez da Esquerda.
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