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Mensagens

A mostrar mensagens de Setembro, 2009

A declaração do presidente da República

Cavaco Silva, presidente da República, acabou de falar ao país. Em dez minutos tentou explicar o que se passou no caso da eventual vigilância à presidência da República.
Não apresentou qualquer prova de eventuais escutas, de vigilância exercida por terceiros nos serviços da presidência e ainda adiantou outro motivo de especulação: declarou publicamente que o sistema informático da presidência da República, tinha vulnerabilidades e descobriu-as...hoje mesmo. Nem sequer referiu algo que possa levantar a suspeita de que esse sistema informático foi violado por um qualquer hacker ao serviço de interesses inconfessáveis. Tecnicamente será possível, mas não foi hoje que isso foi descoberto.

Enfim, uma declaração lamentável, sem grande sentido a não ser continuar a confusão e a causar ainda maior perplexidade.

O capital dos media

Interessante notícia e que permite um palpite: é melhor não comprar acções da Impresa...porque a SIC vai perder quota de mercado, em modo acelerado. Para quem observa os canais televisivos, Balsemão já anda a pagar um pizzo. A uma famiglia que o vai deixar mal. O presidente e o vice-presidente da Ongoing renunciaram hoje aos cargos que exerciam na administração da Impresa, de acordo com um comunicado da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
Em comunicado enviado à CMVM, a Impresa informa que "o Vogal do Conselho de Administração, Dr Nuno Rocha dos Santos de Almeida e Vasconcellos, apresentou a renúncia ao exercício das suas funções, por carta de 28 de Setembro de 2009; o Vogal da Comissão de Vencimentos, Dr Rafael Luís Mora Funes, apresentou a renúncia ao exercício das suas funções, por carta de 28 de Setembro de 2009".
A Prisa anunciou segunda-feira a venda de até 35 por cento da Media Capital à Ongoing.
No final de Junho, os principais responsáveis da Ongoing …

Os foguetes do Bloco

O Bloco de Esquerda deita foguetes pelo número de deputados que vai ter nesta próxima legislatura em relação à anterior: mais do dobro...

Resta saber o que vai acontecer agora ao BE. Se irá mostrar o que é ,ideologicamente, retirando espaço político à esquerda que é do PCP; ou se vai trair o ideário marxista-leninista-trotskista, aggiornando para uma social-democracia que lhe retira identidade e o esvaziará em relação à esquerda. O BE lembra o PRD? Exactamente. E o fim deste também.

Continuar na aldrabice e nos genéricos, tipo Justiça na Economia, e inanidades do género, vai ser mais difícil. E um Fazenda vai ter de fazer um maior esforço na retórica.

As eleições legislativas

O PS ganhou. O PSD perdeu.
José S. ganhou outra vez a oportunidade de continuar a aldrabar. Desta vez em maioria simples.

A derrota do PSD deve ser imputada a quê, exactamente? Entre todos os palpites que por aí virão, nos media, uma coisa parece certa: Ferreira Leite e quem a acompanha, não conseguiram convencer sequer o eleitorado que neles votou há escassos meses, para as europeias, de que eram uma alternativa a este José S.

O que falhou na campanha destes últimos 15 dias, após as primeiras sondagens? Falhou o essencial: contrapor à campanha do partido que agora venceu, a dinâmica de vencer, convencendo os eleitores de que tinham melhores propostas de governo e melhores figuras para um elenco de governo.
Falharam. Saiam.

O Humanismo relativo

Fez neste Verão 40 anos que ocorreu, na California, um dos acontecimentos de terror mais mediatizado da altura: os assassínios, em série, de nove pessoas, artistas de cinema e outros, protagonizado pela "família Manson".
Um dos membros da família, Susan Atkins, condenada inicialmente à pena de morte, comutada depois em prisão perpétua, morreu esta semana. Foi-lhe negada sucessivamente, durante estes 40 anos e por 18 vezes, a liberdade condicional.

As notícias de hoje dão conta de um acontecimento com uma das vítimas dessa tragédia californiana: Roman Polanski, então casado com a actriz Sharon Tate, assassinada pela família Manson.
Diz assim, o Yahoo, citando a Reuters:
ZURICH (Reuters) – Director Roman Polanski, whose turbulent life has on occasion come close to resembling the violent, perverse world of his movies, was arrested in Zurich on a 1978 U.S. arrest warrant for sex with a 13-year-old. Polanski, 76, had been due to receive a prize for his life's work at the Zurich…

A politologia ambiente

"Encontrei o absoluto. É o marxismo-leninismo."-Pedro Baptista, natural do Porto ( Foz), antigo maoista, opositor do regime de Salazar/Caetano, actualmente socialista da social-democracia do PS e ex-deputado.
A frase, confessional, terá cerca de 40 anos e segundo a revista Pública de hoje, que retrata antigos maoistas, "pouco depois, Pedro Baptista fundou, no Porto, o jornal O Grito do Povo ( 1970), numa altura em que já um outro grupo de jovens tinha criado, em Paris, O Comunista ( 1968).A fusão dos dois, daria origem, em 1973, à União Comunista Marxista-Leninista Portuguesa, um dos principais grupos maoistas portugueses."

J.Pacheco Pereira deve saber desta História como poucos, mas não conta nada. A revista Pública de hoje, revisita alguns dos próceres dessa época e dessa utopia rovolucionária esquerdista, com inspiração na revolução chinesa: António Costa Pinto, o ubíquo palrador televisivo, apresentado como politólogo e que ostenta camisa Polo Ralph Lauren na fo…

A Itália como nós?

Roberto Saviano, autor do livro Gomorra, sobre a actuação da mafia napolitana, numa entrevista ao Expresso de hoje:

Exp.-Nas últimas eleições, em Roma, não consegui encontrar quem confessasse ter votado em Berlusconi. Isso é possível?

Roberto Saviano- Provavelmente falou com intelectuais. O país identifica-se muito com Berlusconi, e principalmente com os seus erros, com as histórias das mulheres e das anedotas. Ele está cada vez mais parecido com um monarca e é preciso ter em conta a forma como a população se espelha nele.

Exp.-Itália tem o líder que merece?

Roberto Saviano- Sim. Berlusconi é a representação da Itália.

Troque-se Itália por Portugal e Berlusconi por José S. e veremos se, Domingo, os portugueses que votam, se aproximaram dos italianos. Temo bem que sim.

O Bloco segundo Belmiro de Azevedo

Belmiro de Azevedo, há minutos na Sic-Notícias, em entrevista a Gomes Ferreira:

" O Bloco de Esquerda...é um senhor que é uma espécie de Vasco Gonçalves com traje do bispo Macedo. Promete tudo, mas não tem dinheiro para nada do que promete."

Boa definição de um embusteiro.

O CSM politizado?

O caso da suspensão da análise, pelo CSM, do relatório de inspecção do juiz Rui Teixeira, continua a dar que falar.

Domingo, o jornal Público e o Correio da Manhã imputavam a três conselheiros escolhidos pelo PS para integrar o CSM, a responsabilidade da suspensão dessa análise que tem como consequência o protelamento da atribuição de classificação de serviço, actualizada, ao magistrado.

Hoje, o Semanário Económico, informa o seguinte:

Foi Laborinho Lúcio (na foto), nomeado pelo Presidente da República para o Conselho Superior da Magistratura, que propôs que a avaliação do juiz Rui Teixeira fosse suspensa. Isto até que exista decisão final do processo que condenou o Estado a pagar uma indemnização a Paulo Pedroso, por prisão ilegal no processo da Casa Pia.

A proposta de Laborinho Lúcio, um dos dois vogais do CSM designados pelo Presidente da República, foi apresentada ao Plenário antes das férias judiciais, e foi aprovada com nove votos a favor, dois contra e uma abstenção. Tal como se …

Jornalismo de intrigas

Fernando Lima, um assessor à antiga portuguesa foi afastado de funções pelo presidente da República. O jornal Diário de Notícias na semana passada, com justificações grandiloquentes do director João Marcelino, informou que Fernando Lima era a fonte do jornal Público em relação a suspeitas da Presidência da República devido a eventuais vigilâncias e intromissões do governo naqueloutro órgão de soberania. João Marcelino violou uma regra jornalística básica de não revelação de fontes, fazendo de bufo, com justificações incríveis. Tal como já acontecera no caso Sara Pina, assessora do PGR SOuto Moura e por causa do caso Casa Pia e das cassetes roubadas a um jornalista do...Correio da Manhã, onde então estava João Marcelino. As cassetes foram roubadas e depois publicado o seu conteúdo. Não é preciso um Sherlock Holmes ou um Columbo, para começar a fazer perguntas a João Marcelino. Os procedimentos, aliás, são muito parecidos: um assessor manifesta a um jornalista "amigo" uma preocup…

"Quem se mete com o PS, leva."

Esta notícia, aqui mostrada na versão Correio da Manhã, está replicada em vários jornais de hoje.

Quem não entender bem os mecanismos da classificação de juízes ( e magistrados do MP por via do outro conselho superior, o CSMP), pode ficar com algumas ideias alteradas, mas essencialmente, a notícia pode estar inteiramente correcta. Essa essência é a de que um juiz de direito, titular de um órgão de soberania que é o seu tribunal enquanto decide e decidiu, foi prejudicado na carreira profissional por causa de um processo concreto. Prejudicado, neste caso, por um poder do Estado, ligado a um partido político com representação importante no poder legislativo e executivo.
A notícia do Correio da Manhã coloca o acento tónico da "partidarização" do Conselho Superior da Magistratura, órgão de disciplina e gestão dos juízes, para relatar o caso.
O Público, por exemplo não dá o mesmo destaque. Procura uma objectividade mais asséptica ao escrever os factos, sem grandes preocupações de in…

Belmiro de Azevedo não tem medo

Da Lusa, citada pelo D.N.

O empresário Belmiro de Azevedo recomendou hoje à equipa do diário Público, do Grupo Sonae, "que não se deixe assustar por opiniões um bocado desastradas de alguns governantes que querem mandar no Público sem pôr lá dinheiro nenhum".
"Não me importo nada que eles mandem, mas comprem o jornal", afirmou o presidente não executivo da Sonae, à margem da inauguração do parque de negócios das empresas do grupo na Maia.
Para Belmiro de Azevedo, "a liberdade de imprensa é um bem muito mais importante do que uma disputa eleitoral".
"Não tenho nenhuma influência directa no Público. Só tenho um desejo para o Público: que passe a ganhar dinheiro e o faça sempre com a mesma linha editorial, isso é, com independência", frisou.
Na opinião do empresário, os outros jornais "é que deviam fazer a mesma coisa que o Público".
"O Público, se respeitar os valores fundacionais, não pode fazer outra coisa que não seja respeitar a libe…

Jornalismo do respeitinho

O jornal Público de Quinta-Feira, num artigo assinado por Ana Cristina Pereira, dá conta que "só um terço do noticiário político parte da iniciativa das redacções dos jornais", citando um livro agora apresentado em público, da autoria de Vasco Ribeiro- Fontes Sofisticadas de Informação.

Vasco Ribeiro, coordenador do serviço de comunicação e imagem da Reitoria da Universidade do Porto, "fez uma análise aleatória interpelada:um dia por cada semana de 1990, 1995, 2000 e 2005 de notícias publicadas nas secções Política ou Nacional do Correio da Manhã, Diário de Notícias do Jornal de Notícias e do Público."
E concluiu que "só um terço do produto jornalístico [polític0] ser produzido por iniciativa das redacções. (...) Mais de sessenta por cento do noticiário é induzido por assessores de imprensa, relações públicas, consultores de comunicação, porta-vozes. " Incluem-se todos os actos de campanhas eleitorais, cerimónias oficiais, inaugurações, visitas, manifesta…

Novas de Itália, ali tão perto

"Há qualquer coisa que os italianos não sabem, mas sobretudo não devem saber, por trás da violência do assalto final de Silvio Berlusconi ao valor com que orwellianamente enche sempre a boca, a liberdade.

A liberdade de informação e de crítica do jornalismo, até a simples liberdade de escolha dos espectadores televisivos. Quer dizer, deve haver uma razão desesperada para o premier, já observado como especial pela opinião pública de meio mundo, em vez de regressar ( ele sim) às fileiras do jogo democrático, continuar a disparar de fora, contra a reserva índia dos que ainda escapam ao seu controlo.
(...)
As denúncias e ameaças contra La Repubblica e Unità ( jornal do antigo partido comunista, acabado e transformado em social-democrata) e até a imprensa estrangeira, o ataque mediático a este ou àquele jornalista, os avisos mafiosos a este ou àquele animador para que se recolha a uma autocensura ou diga adeus ao seu programa, são esses os seus métodos.
Nem se pode dizer que seja uma…

O aferidor

Lisboa, 16 Set (Lusa): O empresário José Manuel de Mello faleceu esta madrugada, vítima de doença prolongada, anunciou, em comunicado o Grupo Mello.
Descendente de uma família de industriais, José Manuel de Mello nasceu em Cascais no dia 8 de Dezembro de 1927, teve 12 filhos e começou a trabalhar cedo nos negócios da família, o Grupo CUF, fundado pelo seu avô Alfredo da Silva.
Antes de 1974, partilhava com o seu irmão Jorge a liderança do Grupo CUF. Transformou a Casa Bancária José Henriques Totta no Banco Totta & Açores, fez a fusão da Companhia Nacional de Navegação com a Sociedade Geral, foi responsável pela expansão da Soponata, fez a fusão das seguradoras Império/Sagres/Universal e fundou a Lisnave.

A verdadeira clivagem entre a direita e a esquerda, ideologicamente, pode fazer-se com este assunto e com o modo como cada um organiza mentalmente as ideias sobre o papel de José Manuel de Mello na sociedade portuguesa. Pergunte-se ao PCP e ao BE ( e demais extrema-esquerda) o que p…

O jornalismo português do respeitinho

Em Itália, o jornal La Repubblica insiste no tema Berlusconi para realçar a importância da liberdade de informação.
Ontem, entrevistava Mike Hoyt, director da Columbia Journalism Reviewque as De Sousa, da nossa tv caseira, devem conhecer. Mas não gostarão muito de ler coisas como esta, ou pelo menos não as entendem no contexto nacional, porque criticam o jornalismo de Moura Guedes e preferem o de um Carvalho qualquer:

La Repubblica- Como é visto o caso Berlusconi, nos Estados Unidos?
Mike Hoyt- À superfície, como um líder apalhaçado, escravo dos seus apetites. Mas na sua reacção contra os jornais, a história italiana torna-se quase incompreensível, segundo os critérios da democracia americana. Apesar de nós termos um presidente que se ridicularizou e deixou apanhar num esquema com uma jovem rapariga. A história de Clinton-Lewinsky foi um embaraço. Ninguém pensou por um único momento que a imprensa devesse refrear-se em colocar todas as perguntas incómodas para Clinton. A opinião públ…

Os amigos políticos de José S.

Ontem na SIC, num programa em que se pretende esmiuçar não sei bem o quê, o fedorento-principal, perguntou ao actual primeiro-ministro que concorre às próximas eleições, fazendo o papel de candidato, quais eram os políticos "mais amigos", os que lhe estavam mais próximos. Esta esmiuçadela deu nisto: o PM disse que era o espanhol Zapatero, com quem mantém amizade, até pessoal, e ainda...o francês Sarkozy. Poucos deram atenção, mas o pormenor não deve escapar aos atentos. Sarkozy pretende fazer em França uma mudança do género das que o actual PM pretendeu fazer por cá. Aliás, já o disse publicamente há uns anos atrás. O estilo egocrata de anbos é idêntico, a pose um pouco diversa ( não é por acaso que um usa tacões de salto mais alto nos sapatos e outro é o 6º mais elegante com visita ao Bijan) mas a essência no mando é idêntica, apenas tolhida pelas circunstâncias de a vida democrática francesa não ser bem a mesma coisa que a nossa. Por outro lado, José S. não hesitaria um seg…

Meo plágio

- Meos! Qual é a vossa missão?
- Plagiar, meu comandante. Plagiar como gente grande que brinca com os pequenos espectadores.
- E como ides fazer isso, meos?
- Desta vez vamos aos anos oitenta. Nada de sessentas e de clo-clos. Desta vez, é o Tron. Fatiotas fosforescentes e visão de futuro, meu comandante.
- Vamos lá a isso meos. Pr´a quem é, bacalhau basta.




O polícia que não o soube ser

SIC:

"Gonçalo Amaral está proibido pelo tribunal de falar sobre o Caso Maddie, mas aceitou o convite de uma fundação para explicar, em Inglaterra, a teoria de que Madeleine Mccann está morta. Isto apesar da decisão do tribunal que o proíbe de comentar o caso em qualquer parte do mundo. " Este indivíduo foi polícia de investigação da PJ. Já foi condenado por actos menos dignos no decurso de uma outra investigação. Tentou ser candidato partidário, em eleições. Não respeita decisões judiciais. Afirma coisas e conclusões sobre putativos crimes de outrém que outros têm pejo em admitir, por prudência e cuidado em não difamar. Publicou um livro sobre uma investigação em que participou como polícia, assumindo um estatuto que nunca teve. O livro expõe uma tese que é um relato do autor, enquanto investigador, baseada em suposições, factos, opiniões e no fundo, a mera convicção do mesmo sobre o caso Maddie: a menina morreu em circunstâncias não apuradas mas que o mesmo dá de barato, depo…

A esquerda pela direita

"Jerónimo de Sousa acusa o PS de não ser de esquerda." - título do Público de hoje. "Não pode ser de esquerda quem assumiu a ideologia neoliberal" (...) "quem retirou legítimos direitos, alguns deles conquistados antes de ele ( José S.) nascer", "quem faz uma ofensiva sem precedentes para privatizar o serviço nacional de saúde, quem cortou salários, reformas e aumentou impostos", rematou Jerónimo para assegurar a sua legitimidade eleitoral de defensor dos pobres, oprimidos, famélicos e desclassificados. É este o discurso da Esquerda, hoje? Por contraposição à Direita que associa ao neoliberalismo? O PCP é de Esquerda, sem dúvida alguma. Tal como o BE real, o genuíno que se esconde nos conceitos aveludados e aromatizados com sabor a democracia burguesa que nos servem em propaganda para iludir incautos. E então que sentido fará uma discussão como a que abaixo decorre, realizada em 1975, a propósito da social-democracia versus socialismo? Nessa discu…

Socialismo e social-democracia em 1975

Em 29 de Setembro de 1975, o Jornal Novo ( director Artur Portela Filho e com redactores como Torquato da Luz, Carlos Veiga Pereira, José Sasportes, Luís Paixão Martins ( LPM, sim, esse mesmo), Carlos Pinto Coelho ( RTP2, Acontece) e com colaboradores como Vitorino Magalhães Godinho, Eduardo Lourenço ou Marcelo Rebelo de Sousa, Miller Guerra ou Mário Sottomayor Cardia, administrado por António Vasco de Mello) publicou um extenso debate a dois, entre Marcelo Rebelo de Sousa e Mário Sottomayor Cardia, já falecido, sobre...Socialismo e Social-Democracia.
O debate ocupou quatro páginas inteiras do jornal que Vasco Gonçalves classificou por esses dias, na televisão, como "reaccionário" ( a par com o Expresso e A Luta, este do PS, depois do caso República) e portanto condenado a uma censura por encerramento e que só não se concretizou porque o PCP perdeu o poder efectivo no Executivo, dali a dois meses, em 25 de Novembro de 1975.

O debate de há mais de trinta anos, entre esses dois…

O fingidor

Fica aqui, integralmente, um pequeno interlúdio cultural, em glosa ao que tem passado na SIC, à guiza de propaganda gizada por assessores (amadores) e saído da escrita de Francisco Santos, no blog 5 dias:"José Sócrates como nunca o viu à SIC (mas já o vimos assim, sim senhor, já vimos muito deste vazio noutras ocasiões):“Gosto muito da ode do Ricardo Reis, principalmente aquela que fala da Noite, aquela parte em que ele fala dos Portugueses falando de si…….[récita e tal]…..Essa vocação universalista portuguesa tão bem descrita por esse poeta nesse trevo de quatro folhas [certamente passou-se] em que parte de nós atiram aos quatro pontos cardeais é muito próprio da alma portuguesa…ode de Ricardo Reis…fim de citação [Está a ouvir Alexandra? Vá ler poesia, que ele certamente tem lido bastante: ode de Ricardo Reis] (…)Uma folha de mim lança para o Norte,
Onde estão as cidades de Hoje que eu tanto amei;
Outra folha de mim lança para o Sul,
Onde estão os mares que os Navegadores abriram…

Novas da Itália, do jornal de Cebrián e do que nos falta

"Diz o Egoarca que está farto e replicará "taco a taco". Diz, em tom de desafio: "Vinde dizer-me que não respondo às perguntas, sejam as do Repubblica sejam as do El País". Mais do que responder, Berlusconi denota- não é novidade, é a magia que lhe assenta melhor-uma sapiência de pasmo no uso da mentira que manobra em todas as direcções. Ora esconde a verdade, ora a inventa de raiz, ora a nega contra toda a evidência, ora a deforma segundo as conveniências."

Quem assim escreve sobre José S....perdão, Berlusconi, é o La Repubblica de ontem, num artigo que começa na primeira página assinado por Giuseppe D´Avanzo.

O lapso que antecede, fortuito na escrita que fica, ficou a dever-se a um fugaz lampejo de que teríamos em Portugal um jornal como o La Repubblica ou mesmo como o El País, de Juan Luis Cebrián ( o jornal já escreveu que Berlusconi "é um líder impróprio para um país sério".) Mas não temos. O que temos é a sabujice reinante e atemorizada com…

Imoderações

Na SIC, decorre o debate entre José S. e Manuela Ferreira Leite, moderado por Clara de Sousa.

Um dos aspectos mais evidentes do debate é a tendenciosa Clara de Sousa, ao comunicar a cada um dos candidatos que o tempo de intervenção acabara.

Várias vezes disse, secamente, a Manuela Ferreira Leite, "acabou o seu tempo". Nunca o fez em relação ao candidato José S. e nas perguntas colocadas, o tom agressivo em relação a Manuela Ferreira Leite que interrompeu várias vezes, com interpelações que deveriam ter partido de José S.

Este comportamento de uma pivô de tv, para além de vergonhoso, denota uma incompetência profissional.

Fica aqui o registo da cretinice. Na SIC já tínhamos um cretino- Ricardo Costa. Agora temos dois.

Aditamento:

A SIC-Notícias organizou uma espécie de "fórum TSF" com a gravação de telefonemas de espectadores.
Os oito primeiros primeiros intervenientes acharam que José S. "ficou por cima", como disse o sexto e com excepção do sétimo que achou ass…

A Itália, a Espanha e Portugal e o ridículo do El País

Em Itália, o caso Berlusconi vai de vento em popa e a Espanha sopra nas velas do escândalo, através do jornal El País.
Juan Luis Cebrián, o hipócrita que censura a TVI portuguesa , mas apoia a campanha contra Berlusconi por factos e motivos bem mais sórdidos e particulares do que o assunto do jornal de Sexta da TVI, contra José S., aproveita o caso particular do Pm italiano como um escândalo de tomo, mas esconde na Tv que administra, um caso de interesse público em Portugal que ainda vai dar mais que falar, depois das eleições.

O jornal de Cebrián, El País, "dedica vários artigos à visita de Zapatero a Itália, destacando em particular o facto de o premier espanhol ter reunido, a convite de Berlusconi, na Villa Certosa, la villa do presidente do conselho italiano na Sardenha, teatro da party com mulheres em topless e das fotos cuja publicação, Berlusconi conseguiu impedir em Itália, mas o próprio El Pais publicou em Espanha."

O jornal de Cébrián sobre a TVI e o jornal de Sext…

A Itália e Portugal

O jornal italiano La Repubblica de ontem, titulava em largura na primeira página: " Tutte le escort di Berlusconi" . "30 donne per 18 feste. " E introduz nessa primeira página, o texto de dois artigos assinados, por Giuseppe D´Avanzo, Adriano Sofri e o texto extenso, do próprio jornal, com nove páginas seguidas, entremeadas de publicidade. Assim, o de D´Avanzzo: " Chegou o tempo de Berlusconi ir ao Parlamento enfrentar um escândalo que , uma vez mais e ainda mais limpidamente revela a desordem da sua vida privada." O texto de Adriano Sofri, começa assim, na primeira página: " Lemos Petronio Abbito e vimos Satyricon de Fellini. Lemos Balzac da Comédia humana e ficamos especados na comédia italiana". O texto da responsabilidade do jornal e que relata a notícia de um telefonema apanhado entre Berlusconi e Tarantini ( um empresário de Bari), começa assim: " Roma- "Há uma loira que não podes perder". Di-lo Gianpaolo Tarantini ao premier Silv…

Berlusconi e José S.

Há quinze anos que Berlusconi, de 73 anos, ocupa a ribalta da cena política italiana.
O jornal La Repubblica de ontem, trazia uma notícia sobre suspeitas de conluio com a Mafia, na altura da formação da Forza Italia, em 1984, pouco tempo depois da morte dos dois mais célebres juizes anti-mafia, Falcone e Borselino. Depoimentos de arrependidos dão conta de estranhas coincidências de pactos entre políticos e mafiosos nesse tempo em que nasceu a Forza Italia que ganhou eleições a seguir.

Seja como for, Berlusconi, encontra-se encostado a uma parede, empurrado por alguns...jornais, com destaque para o La Repubblica.
De há vários meses a esta parte, o jornal pertença de um dos poucos grupos de media que Berlusconi não domina ( toda a rede de tv é dele, em quase 90% e os jornais, na esmagadora maioria, pertencem a grupos que o mesmo domina), tem noticiado de modo intensivo e em reportagens obstinadas que nenhum Sol, Público ou TVI se atreveram a fazer neste país em relação a um primeiro-mini…

A Investigação criminal e a verdade III

Aos suspeitos da prática de crimes económicos, consumados, relapsos ou potenciais e que assentam nas cadeiras estofadas da Administração do Estado, interessa acima de tudo, tornar complexa, ao exterior, a teia e rede de influências e modus operandi, usando o poder político-legislativo para tal. no sentido de tornar sempre e cada vez mais opacos os procedimentos de decisão, a difusão de responsabilidade e a permeabilidade dos instrumentos decisivos. Por outro lado, os relapsos na corrupção, procuram sempre dificultar cada vez mais os meios de obtenção de provas pelas autoridades, reformando as leis no sentido de as blindar a procedimentos que reputam publicamente como abusos das liberdades, sabendo igualmente que os pretendem como garantias de impunidade para os abusos de poder. Com o beneplácito apoio e colaboração activa de académicos, envaidecidos pela importância que o poder lhes conceder às elocubrações ingénuas e de academia que emergem como a obra das suas vidas.
Em consequência…

A investigação criminal e a verdade II

A investigação criminal parte da aquisição da notícia de um crime, pelo MºPº. Toda e qualquer autoridade policial tem o dever estrito de enviar ao MºPº a comunicação de todo e qualquer crime de que tenha conhecimento e assim acontece, actualmente em Portugal, sem excepções conhecidas. E num prazo muito curto, de alguns dias apenas. Por uma razão de fundo e forma: é o MºPº que dirige a investigação criminal, mesmo quando a delega nas polícias.
No caso da criminalidade económico-financeira, particularmente a corrupção, a notícia de um crime adquire-se normalmente através de denúncias directas ou indirectas, como sejam as que são publicadas pelos media que são remetidas ao MºPº ou autuadas em Inquérito por esta entidade.
A partir daí, o MP passa a fazer investigação, directamente ou através da polícia.
Essa investigação leva em conta os indícios existentes e aqueles que é preciso recolher com vista à reconstituição do eventual crime cometido e a identificação dos seus autores.

Em casos que …

O grupo dos quatro

Imagem do Público de hoje

A notícia do Público que esta imagem ilustra, provoca alguma perplexidade. Segundo a mesma, este bando dos quatro ( honni soit qui mal y pense) pretende "promover a harmonia entre os poderes judiciais e político", apenas. Aliás, ao contrário do que escrevem certos escribas, não podem nem devem falar de certos processos que não orientam, não dirigem nem neles podem interferir.

Harmonia entre o poder judicial e os políticos? Que espécie e tipo de harmonia? Aliás, há alguma desarmonia?

Vejamos. O ministro da Justiça, presumido promotor dos encontros ( que são para continuar) corporativos, representa quem e o quê? O poder executivo, eventualmente o legislativo na medida em que tenha poder ( e tem) para propor leis ao parlamento, cuja maioria absoluta do seu partido garante a aprovação.
O bastonário da Ordem dos Advogados, para além do posicionamento político recente em favor do primeiro-ministro deste governo, o que tem feito de relevante na Ordem? Atacar …