O da esquerda ganha 3981 euros por mês, como "vencimento-base" e vai receber menos 390 euros. Os outros levam igualmente um pequeno rombo no "vencimento-base".
O que o jornal não esclarece bem ( clicar para ler) , mas resulta claro do anúncio do governo é o seguinte: todos recebem um pequeno complemento de vencimento, por causa das elevadas funções que desempenham e que se revelam cruciais para os governos que estão.
O da esquerda recebe 11 800 euros que acrescem ao tal "vencimento-base"; a do meio, leva mais 9365 euros, todos os meses, para casa e o da direita, recebe 8860 euros mensais a título de "subsídio". Isto, no ano passado...
Estes "subsídios", gordos e apetitosos, da empresa pública de tv, presumivelmente não serão objecto de desconto algum e os referidos pivôs continuarão a recebê-los enquanto se portarem bem, profissionalmente, perante o poder que está. Provavelmente verão até a respectiva actualização, porque sim e merecem.
Não fazer demasiadas ondas noticiosas, deixar os "escândalos" políticos rebentar e noticiá-los quando for manifestamente inevitável e não se aventurarem em nenhuma espécie de jornalismo de investigação que incomode verdadeiramente o poder, são as condições de acesso aos tais "subsídios" porque rapidamente seriam substituídos se tal anomalia sucedesse.
Se se atreverem a fazer figura de Moura Guedes, ainda que ao de leve, e tomem como exemplo outras figuras do jornalismo estrangeiro, tornando-se incómodos para suas excelências, podem dizer adeus ao subsídio e passam a ganhar o trivial sujeito a desconto.
Provavelmente por isso, não os vemos diariamente nesses preparos, mas sim como jornalistas responsáveis e ajuizados que presumivelmente até condenam, veementemente, tal jornalismo "travestido".
Quem perde, no entanto, somos todos nós, que pagamos a informação da tv pública. E os tais subsídios também.