segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Nepotismo ou pouca-vergonha?

Esta notícia no Correio da Manhã do passado Sábado ( clicar para ler) , denota várias coisas sobre o poder. Em primeiro lugar, anuncia que uma irmã da ex-mulher do primeiro-ministro que está, arranjou um emprego como assessora ( da administração) na EPAL. Era trabalhadora precária e passou ao "quadro". O salário é superior ao da maioria dos professores em último escalão.
Em segundo lugar, o jornal noticia ainda outra aquisição para os quadros da empresa pública das águas livres: a mulher de um vice-presidente do PSD, Jorge Moreira da Silva, também arranjou lugar efectivo na empresa. Em terceiro lugar, noticia que a mulher do presidente da empresa, João Fidalgo, dado como muito próximo do primeiro-ministro, também conseguiu lugar como administradora da Valorsul, uma empresa das Águas de Portugal, de que a EPAL também faz parte.

Estes factos pouco ou nada significam para os visados que se mostram porventura até indignados com a curiosidade jornalística e apresentam a lisura de procedimentos administrativos como garantia de regularização ética das contratações.

E têm razão. O nepotismo enquanto modo de administração da coisa pública, só pode ser assunto tabu entre amigalhaços, porque a qualificação dos seus estará sempre acima dos demais. Daí o procedimento administrativo e concursal que tal garante e permite ver à transparência a razão das nomeações.

Assim, se um filho de um juiz presidente de tribunal da mais alta instância, integra um organismo público cobiçado por centenas de outros candidatos, isso verifica-se porque naturalmente o rebento será o melhor classificado para tal.
Se a cunhada de um primeiro-ministro, a mulher de um líder político de partido da oposição e a mulher do presidente da empresa pública integram as assessorias e administrações de tais empresas isso acontece porque concorreram em igualdade de circunstâncias e destacaram-se entre os demais.

Haverá alguém capaz de afirmar o contrário? Não. Até porque em casos que tais, há sempre um tribunal de natureza cível capaz de dar razão aos ofendidos...

10 comentários:

Mani Pulite disse...

ESTÁ NOS GENES.A GENIALIDADE DO GÉNIO DA POLÍTICA TRANSMITE-SE POR VIA UTERINA OU OUTRA AOS FAMILIARES DESSE GÉNIO.NATURALMENTE, ISSO REFLETE-SE EM TODOS OS CONCURSOS E DESEMPENHOS PROFISSIONAIS...

Mani Pulite disse...

QUE GRANDES INVEJOSOS VOCÊS ME SAÍRAM!OLHEM,VÃO TODOS À FAVA...

Pedro Luna disse...

Mais importante do quer ser irmã de quem é, é ser filha de um filho da viúva ilustre, que, se vivesse na zona da sede do GOL, seria o líder máximo - um autêntico arquitecto entre pedreiros, livre como um passarinho.

lusitânea disse...

O Aleixo se fosse vivo diria que tudo o que escreveu se aplicava em especial a este regime de corruptos.Mas sempre tudo legal.E se não for vem uma lei que legaliza.A pedido...

Mani Pulite disse...

A PROPÓSITO JOSÉ,O VICE AINDA ESTÁ NO VICE?

josé disse...

O vice ainda viceja. E o incrível professor Germano Marques da Silva assegurou que os actos que praticou enquanto em situação ilegal, são válidos porque não são actos processuais mas apenas administrativos.

Por exemplo, os relativos ao movimento de magistrados...

josé disse...

Há quem garanta que este Vice é imprescindível e que é uma mais-valia para o MP.

Isso apesar de o CSMP o ter chumbado logo aquando da primeira proposta de nomeação apresentada pelo PGR.

Mani Pulite disse...

QUE ACTOS ADMINISTRATIVOS PRATICA O VICE?COLA SELOS,CARREGA SACOS DE BATATAS OU LIMPA AS SANITAS?TUDO FUNÇÕES NOBRES E DA MÁXIMA UTILIDADE.BY THE WAY,QUANTO CUSTA, FORA DO SNS, UMA OPERAÇÃO PARA SEPARAR IRMÃOS SIAMESES LIGADOS PELO TOUTIÇO E PELO AVENTAL?

lica disse...

Mani Pulite disse...
QUE ACTOS ADMINISTRATIVOS PRATICA O VICE?COLA SELOS,CARREGA SACOS DE BATATAS OU LIMPA AS SANITAS?TUDO FUNÇÕES NOBRES E DA MÁXIMA UTILIDADE.BY THE WAY,QUANTO CUSTA, FORA DO SNS, UMA OPERAÇÃO PARA SEPARAR IRMÃOS SIAMESES LIGADOS PELO TOUTIÇO E PELO AVENTAL?

-------------------

hi hi hi hi hi

Karocha disse...

Nós Rimo-nos,mas isto está uma bandalheira!

Salazar: os valores desaparecidos