terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Nem Marx nem Jesus?

No início dos anos setenta do século que passou, Jean-François Revel escreveu um livrinho intitulado Ni Marx ni Jesus dedicado à análise de ideias políticas, económicas e sociais, particularmente as conhecidas até então e que são as mesmas de hoje.

Na época havia ainda um bloco de países ditos socialistas que J-FR entendia serem tudo menos isso e explicava porquê.
De caminho tentava explicar a sociedade americana e o anti-americanismo em voga, mesmo por cá, em Portugal que vinha do tempo de Salazar.

O livrinho saído originalmente em 1970 suscitou-me curiosidade em Junho de 1974, numa edição de bolso da J´Ai Lu, já em reedição actualizada com notas, de 1972.



Bastava ter lido com olhos de ler estas pequenas notas e apontamentos, logo em 1974 para entender que o comunismo, o PCP e principalmemte a extrema-esquerda eram uma peste capaz de arrasar politica e socialmente o país, como o fizeram durante os últimos 40 anos, sem grande antídoto.

Este livro, Ni Marx ni Jesus, com este título foi publicado em Portugal, pela Bertrand, em 1977 quando já todos os estragos estavam feitos. O PCP e o PS dominavam o panorama da inteligentsia.

É estranho como os pachecos pereiras e os mrpp´s todos mais os mes  do costume e os que acabaram no psd não leram bem o que lá se dizia claramente: a esquerda tresandava a miséria.  E isso logo em 1972, nas livrarias leituras do Porto que os importava sem restrições e os pachecais frequentavam ou nas bertrands de lisboa, okupadas por kamarados.
O exemplar que comprei em Junho de 1974 existia desde esse tempo nas estantes  da Bertrand e custou 32$50,  menos que uma revista francesa de então ( Pilote ou Rock&Folk que então via, por exemplo) o que indiciava largo tempo de estágio na estante, sem venda.

É incrível como essa gente não ligou pevide a tais profecias claras e límpidas; a tais ideias sustentadas em factos e preferiram a utopia e a fantasia, alguns até hoje, preferindo o embalo de ideias comunistas, de Sartre, por exemplo.

Como se viu em postal anterior, J-F Revel continuou na mesma senda de denúncia de ditaduras estalinistas e ideias feitas de fantasia, logo em 1976, com a publicação da Tentação Totalitária. Debalde, igualmente. Os mesmos que perpetraram a desgraça nacional do PREC continuaram a mandar na intelligentsia nacional como se fossem donos dela. Até hoje. Os Eduardos Lourenços, os académicos vários e os media em geral seguiram esses falsos profetas, até hoje.
 Hoje temos uma Irene Flunser Pimentel, uma pindérica da intelectualidade a chamar "perpe tradores de ditaduras" assimilados aos nazis, a meia dúzia de responsáveis pela PIDE/DGS a quem acusa de serem uma espécie de Himmler´s ou Eichmann´s do tempo de Salazar. É verdade e vem no livro nojento que publicou há pouco intitulado "os cinco pilares da PIDE". Esta pindérica intelectual fez parte daqueles que queriam para Portugal o estalinismo puro do tempo da repressão dos anos trinta e tem a lata de escrever essas misérias em livro. E pior: tem quem as publique  com regularidade ( a esfera dos livros de uma tal Rita Veiga e companhia)

Inacreditável!

Em  finais de 1975 o mesmo J-F Revel escrevia sobre a Espanha e o que seguiria a Franco, o ditador que se aliou ao fascismo-nazismo como Salazar jamais o fez e nem por isso é assim designado.


Defendia, tal como um ano antes, uma intervenção activa da então CEE através de ajuda do tipo plano Marshall, para evitar a derrocada económica de Portugal. Debalde, como escreveu então.

E por motivos perversos e diversos dos que levaram Salazar a recusar ajudas externas. No caso dos próceres do PREC não foi para conservar a independência mas para submeter Portugal à dependência do Leste comunista.

Enfim, claro como isto não há. Crime tão grande como este, de traição à Pátria, não conheço nos tempos mais remotos dos séculos passados. Nem sequer aquando da perda de independência em 1580...porque nessa altura havia outra concepção de Estado e de poder e o rei de Espanha tinha os mesmos ideiais.


Sem comentários: