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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Vigarice, disse o professor do Técnico

"A passagem do risco de tráfego para o ente público em troca da disponibilidade é uma das maiores vigarices que já vi na vida". 

Quem o afirma é Nunes da Silva, professor do IST, no jornal i de hoje ( clicar na imagem para ler), sobre as PPP rodoviárias e a sua renegociação por Paulo Campos, na qualidade de tutor delegado dessa incumbência, por Mário Lino e António Mendonça. Uma vigarice é uma burla, uma malfeitoria e eventualmente um crime ou vários.
Esta verificação de mero senso comum não encontrou eco na PGR de Pinto Monteiro e no DCIAP de Cândida de Almeida. Só muito a custo e depois de várias tentativas de denúncia, algumas públicas outras não, foi organizado um inquérito com vista à averiguação de indícios da prática de crime que várias pessoas tem denunciado como plausível. Por exemplo José Gomes Ferreira,  no outro dia na SICN que falou abertamente em "conluio" nas PPP.
A obrigação estrita do MºPº em casos que tais seria a organização de um processo de inquérito porque as suspeitas são muitas tendo em atenção os montantes vultuosíssimos dos contratos e as denúncias públicas devidamente assinaladas. Um inquérito que nem deveria esperar por qualquer denúncia ou pedido de instauração de inquérito como sucedeu.
Desde logo, deveria ter sido organizado oficiosamente,  sem necessidade de alguém o sugerir ou requerer, como sucedeu. A lei até o impõe, sempre que a notícia de eventual crime seja pública.
É nesse patamar de intervenção que o MºPº e o PGR se dignificam como entidade autónoma e revelam a independência pessoal que podem e devem ter os seus dirigentes.
Não basta alardear isenção a rodos ou autonomia a pataco porque os actos falam sempre mais alto que as palavras. 

1 comentário:

Floribundus disse...

pretos e no sítio é pouco habitual num país de 'espinha' curvada até ao chão.
imagino o que lhe chamaram