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domingo, 5 de outubro de 2014

Caso GES/BES: o grande segredo

Ontem, Sábado, o jornal i continuava a destacar a acta da reunião do Conselho Superior do GES, documento a que acedeu, à revelia de Ricardo Salgado, evidentemente. Alguém do grupo entregou ao jornal tal documento onde se espelham diversos segredos de polichinele e um ou outro de grande dimensão e ainda oculto.

O jornal dava conta nesta terceira "tranche" da traição do diferendo entre Ricardo Salgado e o primo José Maria Ricciardi que fez estalar um verniz antigo e que desconjuntou os móveis da família, ou seja, os dinheiros dispersos. Veremos até onde chega esta guerra de clãs e o que é que o país pode ganhar com tal coisa.

Precisamente ontem, o dito primo Ricciardi saiu da sua toca familiar e apresentou-se em público ao lado de...Passos Coelho, primeiro-ministro.  Espera-se agora que o primo Ricardo apareça ao lado de...Costa. O do castelo.

Do Observador:

O presidente do BESI e membro da família Espírito Santo, José Maria Ricciardi, fez este sábado a sua primeira aparição pública desde que o escândalo do BES rebentou. E logo para um jantar na mesma mesa do primeiro-ministro, Passos Coelho, com quem chegou a ser apanhado em escutas telefónicas durante as privatizações da REN e da EDP. Ocorreu em Vilamoura, no Fórum Empresarial do Algarve. O banqueiro não falou aos jornalistas, mas este domingo falará a uma plateia de empresários.
O homem que em Novembro do ano passado desafiou o primo Ricardo Salgado na liderança do Grupo Espírito Santo chegou à unidade hoteleira algarvia ladeado por Marques Mendes. Eram 20h00. As câmaras de televisão não o perderam de vista e as câmaras fotográficas levantaram-se em riste na sua direcção. Houve imagens, não houve palavras.
No haal de entrada da sala onde decorre o evento, Ricciardi foi distribuindo cumprimentos, sorrisos e entabulando conversas de circunstâncias.
Mais vinte minutos e entrou para a sala onde estava marcado o jantar, em que estava confirmada a presença do primeiro-ministro. Catroga juntou-se-lhe e com ele passou os minutos que separavam da chegada de Passos Coelho.


Isto não é nem pode ser apenas coincidência ( em política, o que parece, é) e diz muito do ambiente político em que nos encontramos. O PS renovado pelos mesmos de sempre e com a camarilha do costume, a que tem medo dos "pistoleiros", parece que destapou uma caixa de pandora e pode ser que assim se compreenda melhor o que aconteceu ao país nos últimos dez anos, pelo menos. Por mim, contentava-me com a explicação do episódio do bijan.  Estou à espera. Sentado.


2 comentários:

Floribundus disse...


quando deixar de haver conversa fiada
e aparecerem os factos

só conheceremos os que agradarem à esquerda

a comunicação enferrujada já deve ter dado ordens aos seus lacaios

Vitor disse...

Coincidências? Então o Catroga fez sala com o banqueiro enquanto não chegou PPC e depois este e o banqueiro ficam sentados a tomar a refeição na mesma mesa com a companhia de MM e é apenas coincidência? O que se andará a preparar por debaixo da mesa? Com o historial que existe cheirará mal, com certeza.