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terça-feira, 7 de outubro de 2014

Sai um doutoramento para José Sócrates...


Mário Soares, um improvável porta-voz de José Sócrates, vem hoje no i anunciar que o antigo primeiro-ministro não quer mais saber da política. É por isso, certamente, que todos os domingos na RTP1 e por especial deferência da então dupla Ponte-Ferreira, continua a falar de política partidária, como se realmente a fosse abandonar de vez. Por isso mesmo tudo fez para António Costa ganhar o partido e assim não deixar na orfandade mais negra os dependentes do orçamento de Estado mais crónicos e viciados. A começar pela Fundação daquele padrinho socialista que há anos drena o erário público e cujo úbere ameaçava secar com estes governantes que só nos empobrecem.

A novidade é esta: José Sócrates por agora não quer a política, mas sim um doutoramento.
Depois da saga de Paris e do "mémoire"- dissertação de mestrado em ciência política, orientado na Sciences Po por uma tal Astrid von Besekist, virá aí a prova-rainha dos estudantes que se prezam, mesmo os que lêem livros de bolso e de divulgação avulsa e arranjam sempre maneira de se desenvencilharem do estudo maçudo de matérias que encomendam a outros, em trabalho de grupo.
A dissertação travestida de "mémoire" foi elaborada a preceito, escrita em francês escorreito por um José Sócrates versado na língua de Racine como poucos, o que denota só por isso o valor intrínseco do esforço académico, entrecortado por almoços e jantares em restaurantes de luxo. 

Este doutoramento anunciado ainda não tem data nem tema, mas tem já uma série de interrogações a bailar em quem não se contenta com balelas justificativas.
Por exemplo, como é que um doutorando se forma, sem ter meios para tal? Com uma bolsa de estudo? Bem, se assim for, é caso para perguntar pelos mecenas e se nesse caso os almoços são de graça.
Por outro lado, o tema é sempre uma curiosidade. Em tempos houve para aí uns rumores de passagem a vau para o outro lado do Atlântico. Afinal, o antigo ministro Pinho, um fiel empregado do BES que rescindiu há pouco e queria uma indemnização do patrão ( será que lha deram? Era coisa pouca, de três milhões...) arranjou um emprego universitário, pago pela EDP. Será do mesmo modo?
Enfim, resumindo: quem é que o vai ajudar desta vez, pobre proletário que de seu pouco mais terá que o nome e Deus sabe o valor real do cartão de visita...?
Assim, esta nova experiência se for além-atlântico carece de condições materiais condignas para que se repita a bela experiência de Paris ( "nunca tinha tido uma vida como a de Paris", exclamou num momento de exaltação no Expresso).
A gente que se interessa por estas coisas espera que o Correio da Manhã nos vá mantendo ao corrente...

6 comentários:

Floribundus disse...

o 'pritibói' era PM quando Costa exibiu por esse mundo fora o célebre arrastão de Carcavelos.

aprendeu gringo na Califórnia onde era cliente duma loja de pronto a despir
para comprar mais

tem pano para mangas: FMI, Troica, obras públicas diárias, como comer salgadinhos sem aumenta a TA, etc

anda tudo muito calado sobre a indústria farmacêutica

quem não sabem fazer mais nada acaba os seus dias como comentador

Zephyrus disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Zephyrus disse...

O BES caiu, dizem que a EDP no longo prazo estará mal, a PT cai...

Quem pagará no futuro as contas?

S.T. disse...



O Tamiflu , rende , rende....

:)

foca disse...

O tal Pinho parece que ainda trabalha no BES.
Queria sair com um cheque mas chegou tarde à manjedoura.

Zephyrus disse...

Diz-me com quem andas...