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Mensagens

A mostrar mensagens de Março, 2016

Defesa de Sócrates: continua a linguagem de estrebaria

RR:

A eventual acusação contra José Sócrates terá de estar concluída até 15 de Setembro. Uma nota divulgada esta quarta-feira pela Procuradoria-Geral da República (PGR) lembra que Amadeu Guerra dera em Novembro três meses ao procurador responsável pela “Operação Marquês” para facultar elementos que lhe permitissem fixar um prazo para a conclusão do inquérito. Após o fim do inquérito, poderá haver arquivamento ou acusação. Na nota enviada para as redacções, a PGR adianta que se aguarda ainda a resposta a três cartas rogatórias, justificando também o tempo que tem levado a investigação pela “vasta prova a analisar e relacionar”
(...)

Em declarações à Lusa, João Araújo, outro advogado de Sócrates, vai mais longe e diz que "esta fixação de datas é absolutamente ilegal e ridícula”.

Para João Araújo, o facto de a defesa tomar conhecimento da data fixada pela comunicação social, e não pelo DCIAP, mostra que "o deboche continua". 


A defesa deste arguido excelentíssimo continua a p…

O código zip: como é que isto foi possível?

Um dos motivos porque escrevo neste blog, em público, é o de saber a razão profunda de terem existido tantos comunistas que lutaram contra o regime de Salazar enquanto propunham e acreditavam num regime cuja natureza era infinitamente mais perversa para a população do que jamais o de Salazar o fora. Censura no regime de Salazar e Caetano? Os regimes de Leste tinham disso em decuplicado. Repressão policial e política, da PIDE? Os regimes de Leste tinham isso em centuplicado, com assassínios necessários e gulags convenientes durante décadas. Ausência de liberdades individuais? Os regimes de Leste tinham disso em permanência e refinamento inimagináveis. Ausência de desenvolvimento económico? Os regimes de Leste caíram talvez por causa disso...

Em suma: qualquer um dos defeitos graves apontados ao regime anterior a 25 de Abril de 1974 tinha o respectivo contraponto, de uma  evidência gritante, nos regimes de Leste que os comunistas de cá pretendiam imitar, propagandeavam clandestinamente …

Sem pudor

A ofensiva mediática de Carlos Cruz continua, agora no DN, com uma entrevista de Ana Sousa Dias. Para além do problema de base e de sempre- a credibilidade do que diz- acrescenta-se agora um dado novo que complementa um antigo : uma afirmação que é pura e simplesmente uma ameaça, retirada da entrevista de duas páginas, sem contexto e  por isso autorizada a interpretações dúbias. É este o jornalismo do DN...


Esta afirmação, aliás, complementa uma outra já com alguns anos em cima sobre a circunstância de o mesmo então se sentir como o boi que se atira ao rio para as piranhas se entreterem enquanto a manada passa, em paz e sossego. Por muitas interpretações que se possam emprestar à expressão, só uma releva no contexto. Aliás, como agora.

São estas pequenas coisas que retiram credibilidade ao que diz e este circo mediático nada ajuda na medida em que apenas subsiste uma voz: a do interessado, sem contraditório, sem interrogações lógicas. Numa palavra, sem pudor.
O que eu gostaria mesmo …

A essência esquerdista loff

O comunista-historiador Manuel Loff anda a  contar uma História alternativa no Público.
Nessa versão apócrifa da realidade circundante, o vilão da História é a Direita, seja isso o que for e Loff designa segundo a óptica da luta de classes, o método mais adequado para classificação. A Esquerda é tudo o resto que se define como  "defensores dos trabalhadores". Ou seja, a velha e relha cartilha marxista, fossilizada e que permanece entre nós como museu vivo de uma das maiores tragédias do séc. XX.
Estes acólitos da revolução permanente enquanto não surja a oportunidade do golpe, escravizaram milhões de pessoas e falam de libertação dos povos. Reduziram outras tantas a uma miséria colectiva cujo último exemplo assentou arraiais na Venezuela e tentam fazer o mesmo por cá, enquanto vivem à custa de um Estado que os suporta como se fossem uma consciência colectiva de um povo condescendente.
Falam de democracia ocultando gulags, repressões sanguinárias, assassínios em massa pela fo…

Anúncio do que aí vem...

Expresso de hoje, (dirigido por Pedro dos Santos Guerreiro, não pelo outro cretino), entrevista de duas páginas a José Maria Ricciardi, sem grandes papas na língua. É ler e descodificar...






José Maria Ricciardi é presidente-executivo do banco Haitong Bank, cujo accionista principal é chinês. Diz que não lhes falta dinheiro ao contrário do nosso país em que tal falta é aflitiva : "em Portugal não há capital, não vale a pena enganarmo-nos".

Sobre o que aconteceu nos últimos doze anos em Portugal é esperar para ver melhor. A Lava-Jato vai emprestar-nos uns óculos especiais e então talvez se entenda como foi possível enganar muitos durante muito tempo, mas não o tempo todo, como diz o ditado.

O problema árabe em 1969 visto por uma revista do Patriarcado...

Em 6 de Junho de 1969 a revista Flama, então dirigida por António dos Reis, Carlos Cascais, M. Beça Múrias,  J. Silva Pinto ( estes últimos, segundo julgo,  fundadores de O Jornal, meia dúzia de anos mais tarde) publicou um pequeno texto não assinado explicando o problema dos "refugiados árabes".

Curiosamente, a perspectiva analítica é de apoio directo à causa árabe, no caso dos palestinianos. O sionismo era denunciado abertamente como o responsável pela situação de guerra no Médio-Oriente.

De quem provinha esta ideologia? Certamente que não dos franceses cujos media ( LExpress e Le Nouvel Observateur) defendiam claramente a causa judaica, porque os seus proprietários e directores a eles estavam ligados.

Então como é que um redactor anónimo da Flama se informava com tamanha desenvoltura histórica?

Há uma explicação: provavelmente era essa a posição política da esquerda, particularmente do PCP na clandestinidade...




A capa da revista tinha outro destaque: o programa Zip Zip, c…

Uma entrevista do juiz Carlos Alexandre

À volta com papéis antigos deparei-me com uma entrevista do juiz Carlos Alexandre à revista de Domingo do Correio da Manhã de fim de ano de 2009.

Aqui fica porque me parece que continua bem actual, passado mais de meia dúzia de anos.


Francisco Louçã arrasado em voo picado

No jornal O Diabo de hoje, Brandão Ferreira, (Tenente-Coronel Piloto Aviador) sobrevoa a indigência ideológica de Francisco Louçã e deixa-o arrasado com os disparos certeiros à essência marxista, internacionalista e proletária do caviar beluga.





No jornal, única manifestação pública de uma direita esquecida, há ainda um artigo do Professor Martinez sobre Nietzsche. Em poucas frases coligidas, destaca-se uma sobre a essência do socialismo:

" O socialismo é o irmão mais novo e caprichoso do despotismo agonizante, do qual pretende colher a herança. Os seus esforços são, por isso, no sentido mais profundo, reaccionários. Porque ele aspira a uma plenitude do poder do Estado que o despotismo nunca teve, e ultrapassa mesmo tudo quanto se conhece do passado. porque visa a destruição formal do indivíduo, que se lhe apresenta como um luxo injustificado da natureza...O socialismo prepara-se, silenciosamente, para o domínio pelo terror e crava nas massas semi-cultivadas, como um prego na cabe…

As ideias em conserva do PCP

Observador:

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, defendeu hoje o controlo público da banca, para se poder “decidir soberanamente sobre o nosso sector financeiro”.

“Andam para aí notícias hoje onde se discute a questão do futuro do BPI, se vai para os espanhóis, se vai para os angolanos, pois nós queremos dizer que o problema não está no capital angolano, nem no capital espanhol, ou seja de quem for, o problema é que tratando-se da banca, temos que afirmar a nossa soberania”, referiu o líder comunista.


A ideia fossilizou há 41 anos, assim:


Durante dez anos foi o desenvolvimento notório da Economia, o progresso evidente da bancarrota de 1976 e da que se seguiu, em 1984.
Por isso mesmo, nessa altura nem o PS tinha dúvidas acerca do que tinha que ser feito, a partir desse ano de 1984:




 No PCP, porém,  nada se perde, nada se cria e nada se transforma: está tudo cristalizado. 

PCP, a seita fóssil na procissão de ideias defuntas

O PCP comemora agora 95 anos de actividade destinada a subverter o regime ocidental de democracia burguesa, substituindo-o por outro entendido como revolucionário e tributário das democracias populares do Leste europeu. Segundo o ideário fossilizado e de papiro semântico estes 95 anos foram de "luta ao serviço dos trabalhadores, do povo e do país, e ter sempre presente o seu Programa e o seu projecto de superação revolucionária do capitalismo e e edificação em Portugal de uma sociedade socialista e comunista". Não enganam e nunca enganaram ninguém, naquilo que proclamam em escritos para consumo interno. Enganam nos cartazes e pancartas que publicitam a linguagem instrumental para não assustar criancinhas.
Aquelas democracias caíram todas perante uma realidade implacável, a partir de finais do século XX, mas o PCP continua vivo na imagem  cristalizada das ideias marxistas-leninistas de sempre.

A mais recente publicação do roteiro do museu apresenta o PCP como um partido de f…

Acabou a farsa?

Observador:

Supremo Tribunal Federal suspende em instância superior a posse de Lula da Silva.  O ministro Gilmar Mendes suspendeu a nomeação de Lula da Silva para o ministério da Casa Civil e devolveu ao juiz Sérgio Moro a investigação do ex-presidente na Operação Lava Jato.

Por cá a Komentadoria ainda não se decidiu sobre o fenómeno, mas há indícios de condenar sumariamente a "interferência" da Justiça na Política...como se esta, em democracia,  fosse a nobilíssima actividade que afinal,   sondagens atrás de sondagens,  dizem  precisamente o contrário.

As tintas de Lula e o Aleijadinho

RR/Sapo:

Lula em carta aberta: “A minha intimidade tem sido violentada”.
O ex-Presidente do Brasil Lula da Silva escreveu, na quinta-feira à noite, uma carta aberta aos brasileiros, na qual diz confiar no Supremo Tribunal Federal e onde se assume como vítima de actos de violência, contra si e a sua família, que considera injustificáveis.

No documento divulgado pelos órgãos de comunicação social, Lula critica a divulgação de escutas telefónicas e a divulgação de notícias na imprensa antes de a informação ser transmitida aos visados. 



Lula tem toda a razão acerca da "intimidade violentada" . Até parece incrível...como se chegou tão longe a este Aleijadinho:

Durante as buscas a casa de Lula, a polícia encontrou uma referência a uma sala-cofre no Banco do Brasil. Aí estavam joias, obras de arte e um crucifixo que teria desaparecido do Planalto.
Um cofre com 23 caixas lacradas e depositadas no Banco do Brasil desde 2011, altura em que Lula saiu da presidência do país, foi encontrad…

Os parágrafos perdidos de Ferreira Fernandes, tal & qual.

Ferreira Fernandes, sem parágrafos,  no Diário de Notícias:


De um lado, Lula, investigado e em vias de ser acusado, que foge para ministro para adiar a sua ida a tribunal. Do outro, um juiz que grava um telefonema da presidente Dilma e a lança aos jornais e telejornais. E os brasileiros, no meio. De um lado, Lula que diz : "Vou para ministro porque, se não for, sou apanhado pelo golpe armado pelo juiz." Do outro, o juiz que diz: "Faço isto porque é a única forma de desarmar as politiquices de Lula." Os fazeres de ambos são, no mínimo, indecentes. E os brasileiros são interpelados como se tivessem de aceitar, pela tramoia de um, ser cúmplices de outro. Ora, o que se exige é cada macaco no seu galho. Um político não pode abusar da garantia de independência que lhe é emprestada para ser ministro, transformando-a num truque público para o proteger da justiça. Um juiz não pode abusar de um poder que lhe é confiado para investigar, quebrando levianamente o sigilo telefóni…

A corrupção endémica no Brasil e o protagonismo judiciário

O problema de Lula e demais apaniguados explicado na revista Veja desta semana:











Quem desvalorizar esta acção do Judiciário na sociedade brasileira actual, apontando a corrupção generalizada na classe política como factor impeditivo de aplicação de uma Justiça equilibrada está a esquecer-se do que ocorreu em Itália e noutros países ocidentais em determinadas épocas.

Quando subsiste uma sensação geral, real e palpável de corrupção generalizada na sociedade política a descrença tende a sobrepor-se à esperança de regeneração social.

Logo que surja uma nesga de oportunidade real de reposição desse equilíbrio que permita uma convivência mais sã na sociedade, as pessoas em geral tendem a apoiar os protagonistas de tais iniciativas que podem surgir por um conjunto de circunstâncias variadas mas que me parecem ter um denominador comum: um copo cheio e a gota de água fatal que o faz transbordar.

O Brasil, tal como a Itália não acabará com a corrupção de um dia para o outro e por força apenas do…