Le spectacle est une idéologie économique, en ce sens que la société contemporaine légitime l’universalité d’une vision unique de la vie, en l’imposant aux sens et à la conscience de tous, via une sphère de manifestations audio-visuelles, bureaucratiques, politiques et économiques, toutes solidaires les unes des autres. Ceci, afin de maintenir la reproduction du pouvoir et de l’aliénation : la perte du vivant de la vie.
Aussi le concept prend plusieurs significations. Le « spectacle » est à la fois l'appareil de propagande de l'emprise du capital sur les vies, aussi bien qu'un « rapport social entre des personnes médiatisé par des images ».
Em 5 de Dezembro de 1980 o então primeiro-ministro Sá Carneiro e mais Adelino Amaro da Costa, também governante e outros acompanhantes pereceram num desastre de avião em Camarate que ainda hoje suscita dúvidas acerca da eventual origem criminosa.
Dali a três dias realizar-se-iam eleições presidenciais em que aqueles líderes políticos apoiavam um candidato que se opunha ao general Ramalho Eanes, apoiado por toda a esquerda, com a excepção dos extremistas.
Com aquelas mortes desvaneciam-se a maior parte das hipóteses, aliás já reduzidas de o candidato daqueles poder ser eleito.
No Sábado, dia 6 de Dezembro, como relata O Jornal de 9 de 12.1980, "o corpo de Sá Carneiro foi passeado pelas ruas de Lisboa, sob os olhares de milhões de espectadores que seguiram o cortejo através da TV."
A televisão já era a cores mas ainda havia poucos aparelhos que assim transmitiam. Proença de Carvalho era o então presidente da RTP e primeiro responsável pela emissão do referido dia de espectáculo funéreo.
Os principais jornais da época referiram o acontecimento assim.
O Expresso quase nem deu relevo para além de escrever ( Benjamim Formigo, Maria João Avillez, Madalena Fragoso, entre outros) sobre o acontecimento e suas consequências políticas e pessoais.
O Jornal foi mais além e denunciou "os mercadores de cadáveres", no dizer do articulista Augusto Abelaira, um intelectual da elite de esquerda moderada o regime.
Se fosse hoje vivo, o que escreveria Abelaira sobre o espectáculo dos novos "mercadores de cadáveres", particularmente com o que se passa em todas as televisões que se copiam umas às outras?
Falaria Abelaira e os intelectuais de esquerda na "sociedade do espectácul" assim exposta de forma tão nua e crua?
Entretanto o primeiro-ministro de Portugal foi à Índia, terra do pai e fez estas figuras, além-mar:
O espectáculo continua...