sábado, 1 de junho de 2019

O Estado e as acção sobre rodas

Neste caso das cobranças de dívidas fiscais "on the road" há novidades: a direcção-geral de Finanças foi informada do que se iria passar, porque a direcção de Finanças do Porto remeteu a tempo e horas o "plano" de operações regionais, para que a direcção geral estivesse a par do assunto.

Como se pode ler nos jornais de hoje, particularmente o Público, esta directora-geral da A.T. diz que não sabia. E quanto a dever saber também se escusa a tal: diz que não tinha que saber porque as acções sobre rodas, como esta, não são previamente validadas pela autoridade central, ou seja por essa direcção-geral.


Porém, como se explica no Sol, a "acção sobre rodas" não era de inspecção, mas de cobrança e com apreensão de bens, na hora.
Por outro lado, os "planos" como este têm que ser enviados à direcção-geral, para um efeito: avaliar e coordenar. Portanto, segundo o jornal, a directora-geral tinha que saber e não se pode escusar nesta ignorância burocrática.


Obviamente, de acordo com o panorama geral deste governo socialista, nem a directora-geral vai demitir-se ou assumir responsabilidades nem sequer o assunto vai ser explorado como devia ser.

Outro pormenor curioso: os coletes azuis dos inspectores da A.T. ( melhor dizendo, inspectoras, porque já são mais que as mães) não foram arranjados na hora. Já eram uniforme e certamente encomendados e pagos pela direcção-geral...por isso é perguntar à senhora para que serviriam e porque foram encomendados e distribuídos...

Sem comentários: