quinta-feira, 26 de setembro de 2019

O papagaio-mor do reino e os cucos

jornal i:


A interceção de escutas telefónicas ao major Vasco Brazão, incluídas nos autos do processo de averiguação ao roubo de armas em Tancos indiciam que este oficial, que na altura era responsável da Polícia Judiciária Militar (PJM), estava mesmo a referir-se ao chefe de Estado, apesar de o seu advogado, Ricardo Sá Fernandes, ter vindo garantir o contrário.
Vasco Brazão disse, segundo o SOL, à sua irmã ao telefone, a 5 de abril deste ano: “Vais ver que o papagaio-mor não vai falar sobre Tancos tão cedo. O papagaio (…) do Reino não vai falar sobre Tancos tão cedo. Pois, porque eles sabem, aliás o Sá Fernandes já fez chegar à Presidência que eu tenho um e-mail que os compromete. Portanto, eles não vão falar sobre Tancos tão cedo”.

(...)
Vasco Brazão tentou ser vago e alargar o âmbito das pessoas visadas, sem querer confirmar de quem de facto se tratava: “Papagaio-mor do Reino são vários: desde o [advogado e comentador televisivo José Miguel] Júdice, ao Presidente da República, ao [também advogado e comentador de TV] Miguel Sousa Tavares, que andam sempre aqui à volta, à volta de Tancos, e outros”.


Afinal quem é o "papagaio-mor" do reino?  Não me parece que seja algum daqueles suspeitos de um costume que não podiam ter, o de saber antecipadamente qual seria o teor do "e-mail que os compromete". Além disso tais suspeitos não são papagaios mas apenas cagarras...fedorentas,  se é que existem com tal característica.
Cucos, esses existem: costumam pôr os ovos em ninho alheio para serem chocados por outras aves de arribação.

Obviamente...e por isso continuam as mentiras. Talvez o julgamento seja em Abril...

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