sábado, maio 28, 2022

A democracia do establishment é esta

 Artigo de Fátima Bonifácio no Sol de hoje, em que descreve claramente o estado democrático a que chegamos, no que aos partidos diz respeito: uma perversão completa, em que o PCP é louvado como força democrática e o CHEGA é ostracizado como fassista ou pior que isso.

Esta situação perdura desde 1974, o que pode ser demonstrado através de inúmeros postais aqui colocados ao longo dos anos. É algo inacreditável, mas é assim. Resta dizer porquê e a meu ver tudo tem a ver com o partido socialista que tomou conta, desde as primeiras eleições de 1975, do discurso político dominante em Portugal. 

Ninguém, até hoje, que me lembre e tenho acompanhado tais fenómenos ao longo dos anos, foi capaz de desmontar este sofisma monstruoso que nos afecta: a democracia que se apregoa mediaticamente é um ersatz, um simulacro e a diferença mais importante que apresenta com o regime anterior a 1974, tem a ver com a força do sinal politicamente correcto. Antes era o combate ao comunismo, sem rodeios. Actualmente é o combate ao fassismo, tal como definido pelos comunistas, desde sempre. É essa uma das razões pelas quais o PCP ( e a extrema-esquerda, por arrasto democrático) continua a ser um partido respeitado como pretensamente democrático quando o não é, de todo. Serve para emoldurar uma democracia que afinal rejeita o lado direito, et pour cause, impondo mediaticamente uma autêntica  ilegitimidade a tal lado do espectro político.  A rejeição mediática do CHEGA tem essa explicação, a meu ver.  

O facto de um candidato a líder do PSD ter assumido a rejeição de qualquer aliança a uma direita representada pelo CHEGA é sinal de outra coisa: esse candidato é apoiado e tem como bandeira referencial , Francisco Balsemão, o representante simbólico desta democracia coxa que nos assiste e que é dominada mediaticamente por discípulos atentos e veneradores dessa linha politicamente correcta. 

As escolas jornalísticas, medíocres e inacreditáveis, são o que se espelha nos jornais e no jornalismo televisivo das claras de sousa e quejandos teixeirinhas, pés de microfones alheios. No caso concreto de Balsemão, porém,  nem sequer por razões ideológicas, mas apenas por dinheiro, lucro, sucesso mediático da sua empresa jornalística. Tal como outro, é o actual dono disto tudo, leia-se influencer,  nos media nacionais e tem o mesmíssimo perfil, eventualmente psicológico, que o outro que dominou o dinheiro bancário nos anos noventa e dois mil e que agora está afectado de Alzheimer, o que não deixa de ser sintomático.

Balsemão é o Soros nacional e tal como este, uma perversão da democracia. É triste viver numa época em que Portugal chegou a este estado de sítio mal frequentado por esta gente que domina tudo e todos, sem que alguém lhes faça frente, claramente e sem medo. No antigo regime apareceu um tolo, Humberto Delgado, capaz de afrontar o mesmo. Agora, nem isso. Nem um tolo aparece, sequer. 

A tragédia disto tudo? A ausência de pessoas com brio, inteligência, capacidade e vontade de mudar este estado de coisas, podre e malsão a que gostam de chamar democracia mas que cada vez mais se assemelha a uma...oligarquia. E pior que a do antigo regime, que essa ao menos tinha valores e pudor que estes nem sonham nem quereriam alguma vez ter. Por uma razão: tirava-lhes o sustento e acabava-se a vidinha que gozam, com desprezo objectivo e manifesto ao povo que os elege. 

O CHEGA é apenas uma tentativa de remediar algo que se sente podre e por isso é atacado mediaticamente, uma vez que lhes toca no ponto fraco. Não chega, o CHEGA, para remediar seja o que for, porque o estrago é tanto e tamanho que só mesmo um grupo de pessoas mais capacitadas que os insuficientes do CHEGA, alguma vez poderia mudar fosse o que fosse. 

Não chegará por isso uma geração que ultrapasse esta, desgraçada e que nos calhou em rifa: estes costas e estes videirinhos medíocres e analfabetos que nos governam. Porventura virá daqui a uns anos, pois é assim que o devir acontece. Já não será para mim e só espero que ainda seja para os meus. Mas tenho dúvidas. 


No mesmo Sol de hoje há um pequeno exemplo do que pretendo significar:



Sem comentários:

A música tem as suas épocas