terça-feira, maio 03, 2022

Vem aí um filme sobre Salazar: teme-se o pior...

 O cineasta João Botelho anuncia que vai realizar um filme sobre Salazar, com argumento dos de sempre, os que não gostam de Salazar. Por isso se espera o pior, para além da mediocridade habitual nos filmes de cá. Os subsídios vão chover, naturalmente, porque a coisa vai estrelar em 2024...

Repare-se: o gajo entra num táxi e ouve o condutor a dizer que no tempo de Salazar é que era bom. Botelho acha que não e é preciso dizê-lo, em filme com argumento de José Pedro Castanheira. Vai sair merda? Vai pela certa e nós é que pagamos. No tempo de Salazar não era assim, de facto...

Como Botelho vai consultar os "diários do ditador", agora transcritos para português legível e disponíveis online, vai ser provavelmente do mesmo género que o "intelectual" António Araújo, outra figura pardacenta do regime, escreveu e foi publicado no último número da revista Ler:



O esquema já está engendrado, até com citações cirúrgicas de Anna Arendt, para dar consistência à tese com pouca tusa: Salazar era um ditador cuja vida pessoal se confundia com a vida pública. "Tudo o que é feito na esfera pessoal é ordenado ao que ocorre na esfera do Estado", escreve o intelectual pardacento, habituado a obituários no Expresso. A prova? Simples e extractável: "no apontamento de um dado dia, tanto encontramos questões de Estado como apontamentos sobre almoços". E já está! Esperava o Araújo um diário mínimo, sobre...sobre coisas triviais como lavar os dentes ou calçar as botinhas, sem misturas de relatos do dia de encontros diplomáticos. Enfim, inteligências destas, são raras!


Para se notar como era Salazar para quem o apreciava pelo que era e fazia, vale a pena mostrar o que se escreveu na revista Resistência de 1977, no caso António José de Brito que estes intelectuais classificam automaticamente como um fascista.
O conceito de fascismo e de totalitarismo está também explicado no que se refere a Salazar. Com citações, também, até da mesma Arendt.












Ao Botelho que diz admirar e gostar de Cunhal, fazia-lhe bem ler isto para se desviar um pouco da narrativa esquerdista habitual, com a qual alinha acriticamente e perceber que se calhar Salazar não foi um fascista ditador e muito menos totalitário, como Cunhal queria ser. Essa contradição é sempre fatal para esta gente, mas não lhes interessa aceitá-la porque a partir desse momento, acabava-se-lhes a mama da dependência do Orçamento dos impostos de todos os que pagam. E os almoços no Gambrinus com as belas perdizes e codornizes e as viagens e a vidinha, enfim. 
Por isso...caspité! O Cunhal, sim, o Cunhal era corajoso, digno, enfim esse é que sim! 

Quanto ao Araújo é uma tristeza de intelectual livreiro. Apenas e tão só. 

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A outra senhora advogada