sexta-feira, maio 20, 2022

A Educação de Costas para a realidade

 O Expresso de hoje tem uma entrevista com o actual ministro da Educação que foi ajudante do ministro anterior, o inenarrável que lá estava e desapareceu de súbito de um lugar que nunca deveria ter sido o seu. 


Na entrevista, o actual ministro, responsável pela política educativa tem duas ou três afirmações que merecem destaque, pela negativa e que comento através de comentários de outrem, alguém que percebe do que fala uma vez que passa a vida a ensinar ao Secundário e a preparar alunos para exames, o que faz há longos anos. 

A primeira diz respeito ao conhecimento que o ministro tem acerca dos professores do Secundário, no seu ministério. Diz que "foram formados para dar aulas só a bons alunos"

Errado, segundo ouço dizer! Os professores actuais, quando muito, foram formados para ensinar alunos que afinal não ficarão preparados para os exames actuais. A prova? A maior parte dos "bons alunos" carece de ensino e lições particulares de explicadores ao longo dos anos e durante todo o ano lectivo, para entenderem e aproveitarem a matéria dos programas. Sem isso não teriam resultados nos exames que lhes permitem aceder ao ensino superior. Segundo tal opinião isso é um facto que demonstra a falência do sistema oficial de ensino destes Costas. 

 Das duas uma: ou os exames são compatíveis com o grau de ensino ministrado pelos tais professores dos "bons alunos" ou não são e a resposta é negativa. Como entra aqui a celebrada regra da igualdade, o nivelamento acaba sempre por ser rebaixado. 

Não há compatibilidade entre a formação dos tais professores, o conteúdo dos programas e a exigência de igualdade. Além disso, verifica-se o oposto, porque quem tem dinheiro paga explicações para suprir aquelas incompatibilidades. 

Por último, o uso da palavra "outliers" na entrevista. A expressão inglesa tem naturalmente tradução mas um ministro da Educação de Portugal, formado em "Letras" nas faculdades portuguesas tinha especial obrigação em não usar estrangeirismos provindos da Gestão e do parolismo nacional- académico ambiental.   

Enfim, é o que temos na Educação deste país. Um linguista que frequenta o parolismo da gestão!

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