sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

O Natal dos simplex

Há pessoas, supostamente responsáveis, politicamente empenhadas, que parecem tudo entender do ensino público, em modo de recomendações executivas. Vai-se a ver com maior cuidado e descobre-se que pouco entendem do essencial, enredam-se no acessório e têm do ensino público ( e privado, porque dependente dos mesmos programas), uma ideia...simplex.

Esta simples palavra, aliás, serve de mote para o exemplo das ideias simples. O simplex, tem sido um programa idealizado para simplificar estruturas aparentemente complexas, na administração, burocracia e legislação. Só o termo, em si mesmo, cunhado salvo o erro, por António Costa, um advogado que se dedicou de corpo e alma à política, diz tudo. Um estrangeirismo que nem a isso chega, porque semioticamente, remete para outras coisas, vazias de sentido a não ser o publicitário.

Vital Moreira, sempre ele, dedica umas frases curtas aos professores. Para dizer que não querem avaliações e nem sequer pretendem a divisão das carreiras em estratos, onde, diz o maestro da causa, "o acesso ao nível superior deveria ser feito por "exame de agregação", com provas públicas, como acontece no ensino superior. "A selecção pelo mérito é o único incentivo eficaz para melhorar as competências e o desempenho, sem o que é ilusório esperar melhorias significativas da escola pública."
Selecção por mérito, li bem?! Mas será que acredita nessa coisa, neste modelo de avaliação? Será mesmo?!!
Se acha ilusório esperar melhorias significativas na escola pública, então, sem isso, deveria em primeiro lugar, ser o primeiro defensor da ideia básica e essencial , portanto simplex, de que este sistema de avaliação nunca atingirá tais objectivos e contribuirá, isso sim, para a sua maior degradação.
E escuso-me de dizer porquê, uma vez que os mais entendidos, já o disseram e redisseram. Assim como escuso de apontar que a selecção para os níveis superiores, depende de outros factores bem mais importantes. Um deles, o modo como se formam os professores. Onde e como se formam. Como é que funcionam os Politécnicos e os Institutos. Aí, sim, nesse patamar é que seria precisa uma avaliação profunda e séria. Não simplex.

Por outro lado, torna-se enternecedor assistir à defesa do ensino superior universitário, como se fosse um modelo de virtudes, com avaliações asseguradas, depois das agregações e antes delas.

Avaliação no ensino superior? Em quê, por quem o como?
Para não ir mais longe e uma vez que o método simplex é o que o mentor da causa melhor percebe, bastaria fazer uma simples pergunta que ficará sem resposta:

Quem avalia as ausências prolongadas dos professores, agregados ou não, às aulas, nas universidades públicas? Quem controla e evita o laxismo no ensino, sem controlo de qualidade avaliadora?

Uma agregação e basta, como avaliação geral e permanente? Sendo Doutor, já se é mestre, sem necessidade de avaliação de espécie alguma?
É que há muitas, muitas queixas de Doutores que nunca deveriam ter passado da chinela. E ninguém para as ouvir e dar seguimento.

1 comentário:

lusitânea disse...

DITADOR PRECISA-SE.
Ao rítmo da asneira com que se governa o melhor mesmo é começar a procurar o salvador.
País falido.Multicultural.Guerrilha interna.Corrupção a todos os níveis.Desprezo pelo mérito(isso dos professores é só poeira para embaratecer os custos) pois que não foi acompanahdo por igual rigor nos programas, disciplina e avaliação dos resultados dos alunos.É só propaganda feita pelo Serviço Nacional de Informação de Esquerda.
O internacionalismo traidor impera.A traição capitalista impera.Tudo sinais de que a coisa não vai acabar bem.Quando tal acontecer que o sangue lave a honra duma nação traida e vendida.Sem garantias nenhumas.E logo no início.
Lusitânea | Homepage | 12.13.08 - 11:13 am | #

Lerpa angolana alastra a Portugal