quarta-feira, dezembro 17, 2008

os coveiros do sistema

Quem ouve falar António Costa, um candidato a líder do PS e actual presidente da Câmara de Lisboa, dá de barato que é tipo honesto, sem ambições de grandeza monetária ou vidinha fácil. Um político decente, vá lá. A contrastar com muitos e muitos que transpõem as portas do edifício do largo do Rato.
E no entanto, esta notícia do Público de hoje, com alerta por aqui, provoca perplexidade, pelo sintoma de desmando, laxismo, anomia ética, numa palavra, corrupção, sem que o nome seja imediatamente associado a crime. Uma profunda corrupção política, sem qualquer justificação plausível e razoável, na situação económica que temos e peranto o país que somos.
A notícia diz isto:
"Gastar cerca de 800 mil euros em pareceres jurídicos e advogados externos para acompanhar processos desde 2005 pode não ser muito significativo. Mas se se tiver em conta que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) tem 238 juristas nos seus quadros de pessoal, o facto já parece menos normal. E se o valor real puder ser muito superior, porque o apuramento não é exaustivo (diz a câmara) e muitos custos jurídicos podem ter passado para as empresas municipais, o quadro torna-se mais complicado. Mas a surpresa pode ser ainda maior, se se considerar que do total de 800 mil euros em quatro anos, mais de metade foram gastos só em 2008."

ADITAMENTO, às 21h e 30m:

É raro apagar um postal ou parte dele, nos blogs que animo. Faço-o neste, em relação ao assessor do IPJ e ao coveiro da CML , porque me sinto ludibriado e isso é coisa que não gosto. Peço desculpa ao blogger que citei, porque estou ciente que também ele, terá sido induzido em erro, pelo menos parcial. E agradeço a quem me avisou, precisamente nos comentários deste postal.

A história, pelos vistos tem barbas e já foi contada noutro sítio.
Quanto ao título, fica na mesma, porque a essência, essa, mantém-se.

Questuber! Mais um escândalo!