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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

As enfermeiras no Estado Novo podiam casar?

Acicatado por uma questão pertinente acerca do celibato obrigatório das enfermeiras durante o Estado Novo, tendo ficado com a pulga atrás da orelha perdi, sei lá, meia hora a tentar saber mais alguma coisa.

E descobri isto:

Em primeiro lugar que as mulheres portuguesas não querem saber bem o que foi o Estado Novo e por isso escrevem estas aleivosias com assinatura de catedráticas como uma das Belezas que deveria saber melhor...


No sítio de alguns Comunas escrevia-se em 2012 o seguinte:

O Decreto n.º 32:612[10], de 31 de Dezembro de 1942, estabelece, como condições para a admissão a qualquer escola de enfermagem “bom comportamento moral e o teor de vida irrepreensível” e “para os candidatos à enfermagem hospitalar, do sexo feminino, ser solteira ou viúva sem filhos” (alíneas d) e e) do art.º 4º). Segundo Tavares6, este documento marca a passagem efectiva do ensino e do exercício da enfermagem para o controlo do Estado Novo, pois até então as escolas de enfermagem estavam sob a égide dos hospitais, passando, com aquele diploma, para o controlo do Estado.

De facto, o diploma em causa dizia tal coisa assim:



 O problema é que esse diploma foi modificado cinco anos depois, em 1947, através do Decreto Lei 36 219 de 10 de Abril de 1947 e que passou a dizer assim ( é interessante ler o preâmbulo do diploma em que se diz claramente que o Estado não é detentor exclusivo desse tipo de ensino):


Isto significa claramente que aquele segmento acerca do celibato obrigatório para as enfermeiras desapareceu da lei ordinária, logo em 1947 e depois em 1952, através do Decreto Lei 38 884 de 28 de Agosto de 1952  ficou assim :


Logo,  o que se depreende dos escritos destas esquerdistas que não querem saber de História para nada a não ser para a propaganda anti-salazarista do costume,  é que o Estado Novo, de 1942 a 1947 entendeu que as mulheres que iam para enfermeiras deveriam ser celibatárias. As razões para tal se calhar viriam do tempo da I República, jacobina e maçónica. Não sei mas é possível indagar, o que aliás não é feito por aquelas sufragistas da era moderna que apenas pretendem manipular idologicamente os factos históricos. Se tal não fosse assim teriam esclarecido que desde 1947 desapareceu tal imposição legal.

Em 1947,  pouco mais de uma dúzia de anos depois da Constituição de 1933, tinha já desaparecido da lei tal entrave que serve agora de pretexto a esta gente para denegrir o Estado Novo, abarcando por isso todo o período que vai de 1933 a 1974, amalgamando todo o período do Estado Social de Marcello Caetano e falsificando a História mais uma vez para deleite e proveito de mentes avariadas. Porque só mentes avariadas falsificam dolosamente a História com estes propósitos turvos.

Aliás se quisessem contextualizar o tempo dos anos 40 até poderiam indagar se noutros países se colocava a mesma questão e de que modo era resolvida.

Nos EUA, até meados dos anos vinte do séc. XX  era assim...não muito diferente de cá.

10 comentários:

Vivendi disse...

É Curioso que é nos dias de hoje que outros problemas bem mais graves se levantam e anda tudo caladinho:

- a natalidade e consequentemente o desequilíbrio da demografia

http://www.pordata.pt/Portugal/Taxa+bruta+de+natalidade-527

- os casamentos, que em cada 10, 7 terminam em divórcio

http://www.pordata.pt/Portugal/N%C3%BAmero+de+div%C3%B3rcios+por+100+casamentos-531


O que terão os demagogos a dizer sobre isto?

Será culpa da pesada herança fassista?

zazie disse...

Obrigada, José. Era assim em todo o lado e ainda tenho algumas dúvidas acerca do género a que se destinava o celibato.

Havia enfermeiros, não havia, onde está na lei que era uma obrigatoriedade apenas para as mulheres?

é que esta malta ranhosa aldraba meio mundo e transforma logo um hábito e tradição geral em toda a parte, num machismo "fassista" com exclusividade nossa.

josé disse...

O pior é tentarem fazer passar a ideia de que foi durante todo o regime anterior ao 25 de Abril.

A patranha maior é essa e cola sempre porque a ignorância de quem ouve ainda é maior.

Floribundus disse...

a geringonça é universal e estrebucha porque se sentiu ultrapassada como poder não eleito

no sapo de hoje
O espetáculo dado pela imprensa norte--americana, liberal e muito democrática, na transição do presidente eleito só é comparável a um bando de porcos numa pocilga. Um espetáculo que foi atentamente seguido e ampliado pelos jornalistas europeus e um pouco por todo o mundo. As pocilgas, nesta matéria, mostraram uma excelente organização.

O último ato nojento aconteceu com a divulgação de um relatório falso sobre orgias de Trump na Rússia. Um documento com 34 páginas que andou de mão em mão até chegar aos serviços secretos e que foi divulgado pela CNN sem a mínima hesitação ou pudor.

Claro que os outros meios de comunicação social correram logo para a pocilga com a revelação de pormenores e, para dar um ar sério ao assunto, organizaram de imediato muitos debates sobre deontologia e convidaram analistas e comentadores para o grande festim na pocilga. Este último ato desesperado de quem nunca aceitou a estrondosa derrota de 8 de novembro vem, aliás, na sequência de outros episódios nojentos organizados durante a campanha eleitoral.

É bom recordar a divulgação de uma conversa privada entre Trump e um apresentador televisivo, gravada ilegalmente há mais de dez anos, e que foi reproduzida sem qualquer pudor nos Estados Unidos e por todo o mundo.

Floribundus disse...

com a geringonça o rectângulo
virou 'liliputano'ou filho da lili

Floribundus disse...

« O paradoxo do gato de Schrödinger é uma experiência teórica que se refere a um gato hipotético dentro de uma caixa, que está ao mesmo tempo morto e vivo até que a caixa seja aberta e se “descubra” a verdade.

Ao contrário de um computador tradicional, com bits representando 0 e 1, um computador quântico armazena informações em “qubits“, que podem estar em dois estados ao mesmo tempo, tanto 0 quanto 1, assim como o gato de Schroedinger está vivo e morto ao mesmo tempo.

Michael Biercuk e os seus colegas acreditam ter conseguido elaborar um método que permite prever o comportamento de objetos quânticos para evitar decoerência – falta de ligações quânticas entre os elementos.

Para elaborar esse método, os cientistas utilizaram algoritmos estatísticos especiais, atualmente usados para analisar grandes quantidades de dados nos sistemas de inteligência artificial.

“Estes algoritmos são necessários para prognosticar às cegas os processos acidentais que ocorrem no sistema quântico e influenciá-lo quando a coerência começa a destruir-se”, acrescenta Biercuk.

A realização bem sucedida dos testes abre o caminho para a aplicação de tais algoritmos nos projetos de criação de computadores quânticos e sistemas de comunicações.

JC disse...

"Havia enfermeiros, não havia, onde está na lei que era uma obrigatoriedade apenas para as mulheres?"

Está no art. 4º, al. e) da primeira imagem que é publicada:

"Para os candidatos à enfermagem hospitalar, do sexo feminino, ser solteira ou viúva sem filhos"

Mas como é dito, esta lei durou apenas 5 anos, e estes MENTIROSOS querem fazer crer que durou todo o período do Estado Novo.

Recordo-me de ter lido aqui no blogue há uns dois anos um artigo que falava numa revista que é distribuida nas escolas públicas, dirigida aos estudantes, marcadamente esquerdelha, que num dos seus números divulgava várias mentiras.
Uma delas era que o Estado Novo proibiu o Punk Rock, quando este género musical só surgiu em meados da década de 70.
Outra era que as mulheres não podiam exercer profissões e deviam-se dedicar às lides domésticas.
E que só havia Universidades em Lisboa, Porto e Coimbra....

Tinha interesse em saber qual era essa revista e o postal do blogue onde se falou nisso, se alguém me souber indicava ficava agradecido...

Bic Laranja disse...

Isso aflorou por Abril de 14, quando os escardalhos andaram todos entu...siasmados.

Bic Laranja disse...

Ó.

http://portadaloja.blogspot.pt/2014/04/mais-educativo-que-isto-nao-ha.html

JC disse...

Bic Laranja:

Fantástico.

Muito obrigado.