Páginas

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Fátima, 1917

Há cerca de 100 anos uma história de pequenos pastores de ovelhas da região de Vila Nova de Ourém transformou-se num dos mais extraordinários acontecimentos do nosso século XX.

Três crianças de 10, 9 e sete anos de idade, chamadas Lúcia, Francisco e Jacinta, filhos de camponeses pobres da região costumavam apascentar gado nas redondezas do local onde viviam, Aljustrel e um dia de Maio de 1917 foram até Fátima, lugar de azinheiras e pasto para ovelhas.

Aí, nesse dia terão visto  em cima de uma dessas árvores uma figura de mulher, vestida de branco, com um manto da mesma cor pela cabeça. O rosto da senhora era o mais belo que os catraios jamais tinham visto e era tão resplandecente que ficaram encantados.

Ao chegarem a casa contaram aos pais, que não acreditaram e procuraram esconder tais factos proibindo as crianças de os contar mas a certeza do que tinham visto não os demoveu e a mais velha, Lúcia, contou ao Prior da aldeia.
Depois a história assume outros contornos no tempo em que Portugal vivia ainda sob os auspícios da I República. Cerca de meia dúzia de anos antes, os responsáveis políticos pelos destinos de Portugal, com destaque para Afonso Costa, um letrado de Direito, tentaram eliminar o poder de influência da Igreja Católica, expulsando novamente jesuítas, com a retoma de leis do tempo do Marquês de Pombal, fechando escolas religiosas e limitando os usos e costumes do culto. O dito Afonso Costa acreditava que em duas gerações eliminaria por completo o Catolicismo do nosso país.

Esta história foi agora novamente contada em livro da autoria de uma jornalista, ainda jovem, Patrícia Carvalho ( escreve no Público) , cujas primeiras páginas me incitaram a continuar a leitura por se tornar muito interessante.

O relato, pelas primeiras páginas afigura-se prometedor e o estilo é agradável. 



Nestas páginas descreve-se o ambiente rural em matéria de religiosidade no início do século XX em Portugal e que o tal jacobino-mor procurou erradicar para sempre, com o sucesso bem conhecido.

Numa altura quem em Portugal a História passada se resume ao tempo do fassismo torna-se muito interessante ler que durante esses anos de I República o analfabetismo na pequena aldeia de Aljustrel era próximo dos 88%. Portanto, não terá sido obra de Salazar...

E os usos de rezar todos os dias nas casas era um hábito muito enraizado em quem acreditava em Deus, seguindo os ensinamentos pregados pelos padres das aldeias. Em Aljustrel ou no Alto-Minho.




Por conseguinte aqui está um livro que vale a pena ler, apesar de ainda não ter lido mais que duas dúzias de páginas ( tem 230 e custa o preço de uma refeição média  num restaurante médio).


9 comentários:

Floribundus disse...

ano da revolução bolchevique
dela escreve Trotsdky
Pero en los momentos decisivos, cuando el orden establecido se hace insoportable para las masas, éstas rompen las barreras que las separan de la palestra política, derriban a sus representantes tradicionales y, con su intervención, crean un punto de partida para el nuevo régimen. Dejemos a los moralistas juzgar si esto está bien o mal. A nosotros nos basta con tomar los hechos tal como nos los brinda su desarrollo objetivo. La historia de las revoluciones es para nosotros, por encima de todo, la historia de la irrupción violenta de las masas en el gobierno de sus propios destinos.

FÁTIMA
desagrada ao folclore da esquerda festiva
retorcem os factos, mas em vão

a comunicação xuxial não tem outro remédio que não seja aceitar os milhões de peregrinos

João José Horta Nobre disse...

Fátima é uma invenção maquiavélica do Cónego Formigão. Isso já foi bem demonstrado nos livros "Fátima Nunca Mais" e "Fátima S.A." do padre Mário Pais de Oliveira.

Foi uma coisa deveras criminosa o que a Igreja fez àquelas crianças que foram abusadas e exploradas até à morte no caso de Francisco e Jacinta e a outra, a Lúcia, foi muito convenientemente enfiada num convento para a manter bem controlada e caladinha, não fosse ela um dia descuidar-se e deitar o "milagre" por terra...

Já há uma petição a circular para contestar a vinda do Papa a Portugal com vista a credibilizar um milagre que nunca o foi:

http://www.dn.pt/portugal/interior/peticao-contesta-visita-do-papa-a-fatima-e-credibilizacao-do-milagre-5511837.html

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT83691

João José Horta Nobre disse...

«Cerca de meia dúzia de anos antes, os responsáveis políticos pelos destinos de Portugal, com destaque para Afonso Costa, um letrado de Direito, tentaram eliminar o poder de influência da Igreja Católica, expulsando novamente jesuítas, com a retoma de leis do tempo do Marquês de Pombal, fechando escolas religiosas e limitando os usos e costumes do culto.»

É isso mesmo que tem de se voltar a fazer, mas com mais vigor e intensidade ainda!

Não basta fechar as Igrejas e escolas religiosas, o Estado deve mesmo é dinamitá-las de forma a desinfestar a nossa Pátria dessa praga espiritual semita de uma vez por todas!

João José Horta Nobre disse...

«O dito Afonso Costa acreditava que em duas gerações eliminaria por completo o Catolicismo do nosso país.»

Num País de analfabetos como era Portugal em 1910, é óbvio que isso era totalmente impossível, pois todos sabemos que onde a ignorância grassa, a religião tem sempre terreno onde avançar...

Mas acredito que hoje é possível exterminar esse maligno culto neo-judaico a que chamam de "Cristianismo" em duas gerações. Aliás, as novas gerações já estão completamente descristianizadas. A este ritmo, dentro de cinquenta anos no máximo, não haverá mais cristãos em Portugal, sendo que apenas sobrarão meia-dúzia de alucinados e fanáticos.

muja disse...

Alucinados e fanáticos, diz um borra-botas que quer dinamitar as igrejas...

Dinamitar igrejas foi o que os comunas fizeram na União Soviética...

Já dinamitaste a da tua terra? Tua, salvo seja, que tu renegas o país e a cultura em que nasceste.

Não sei que pátria é a tua, mas Portugal não é de certeza...

Hás-de ser algum borra-botas dum estrangeirado, porque só um estrangeirado é que fala em dinamitar o património do próprio país...

muja disse...

Nem de propósito... Ahahahah!

Vai-se ao curral do quadrúpede e está lá logo.

Tanto paleio de pátrias e afinal é estrangeirado gringo. Só podia ser.

Vai dinamitar igrejas para a tua terra ó paspalho! Vai para lá que eles cantam-te o fado...

Borra-botas...

zazie disse...

ehehehe

João José Horta Nobre disse...

Bem, eu já me admirava que estas pessoas ordinárias que por aqui costumam comentar, não voltassem aos insultos habituais.

Isto é claramente demonstrativo da educação reles e baixa de muitos católicos e cristãos. O Muja e a Zazie vê-se que são gente muito baixa, muito frustrada com a vida. No fundo, acabo por ter pena de gente assim...

De qualquer forma fico feliz por saber que o Muja acompanha o meu blog. Sempre pode ser que aprenda alguma coisa de útil por lá.

P.S. - As Igrejas não são "património", mais sim, lixo semita.

João José Horta Nobre disse...

Já agora aproveito para acrescentar que é curioso como um africanista e filo-semita fanático do calibre do Muja, tem a lata de chamar "estrangeirado" aos outros. Lool, isto realmente só visto, pois contado não há quem possa acreditar...