Dentre as publicações internacionais que se distinguiram ao longo de décadas em denunciar oportunamente os embustes do comunismo e do socialismo de marxismo exposto, avisando para a tragédia que tais sistemas significam, poucas chegaram ao nível da L´Express francesa.
Nos anos setenta do século que passou, esta revista primou sempre pela apresentação de livros, ensaios, entrevistas e crónicas, para além de notícias que mostravam inequivocamente a natureza totalitária desses regimes comunistas, contribuindo para o esclarecimento público da natureza fascista, de esquerda, desses sistemas.
Curiosamente, em Portugal, os media nunca deram o devido destaque a tais denúncias e factos que mostravam a verdadeira realidade dos países atingidos e, pelo contrário, sempre se associaram ao jogo táctico dos partidos comunistas e de esquerda marxista.
A explicação de tal fenómeno carece de estudo estatístico e reflexão analítica. Porém, tratando-se de fenómenos da natureza humana, com as suas variáveis incontáveis, as opiniões tornam-se livres e integradas nesse contexto podem ajudar à reflexão.
Para mim, tal fenómeno nacional fica muito a dever à especial classe de jornalistas que ainda temos. Oriundos de meios urbanos ou já assimilados, filhos e netos de pessoas que execravam o fascismo que identificavam com o regime de Salazar/Caetano, herdaram tal carga ideológica quase no adn e por isso desculpabilizam, contextualizam para tal e condescendem com as atrocidades totalitárias de regimes cuja ideologia se opunha à do tal fascismo de Salazar e Caetano e o combatia. Presos, muitos deles deixaram marcas nos descendentes, para toda a vida.
Esta gente não tem por isso distância psicológica, subjectiva ou mesmo senso comum para se posicionarem como pessoas isentas na análise ou imparciais no juízo. São adeptos e correligionários de quem se opunha àqueles e tendem por isso mesmo a aplicar o ditado de que os inimigos do meu inimigo meus amigos são.
Talvez seja essa a razão de em 1974-75 o comunismo ter conseguido os sucessos que por cá obteve, sempre com apoio dos media, em geral e mesmo dos que à partida se julgariam insuspeitos, como é o caso do Expresso.
E talvez esse fenómeno se ficasse a dever à proibição que até então impendia sobre toda e qualquer propaganda explícita ao comunismo. O fruto proibido...
Pelo contrário, em França, a liberdade de expressão maior e a legalização do PCF contribuía para que a discussão pública fosse mais livre e mais esclarecedora e era o L´Express quem fazia muitas vezes a honra dessa casa. E uma vez, em 1975 foi até muito criticada pelo Expresso de cá, por exagerar no retrato do país que era o Portugal de então...porque o Expresso de então ( onde já estva um Marcelo Rebelo de Sousa) não acreditava que o L´Expresse tivesse razão...
Em 1974 o Expresso de cá não deu o mesmo destaque que o L´Expresse a este acontecimento de relevo mundial e a primeira vez que se denunciava, com factos ( após as denúncias de Krutschev do estlinismo) o que se passara na URSS, pátria do socialismo que muitos queriam ver por cá a raiar.
Na mesma altura, apesar de ser uma evidência o que se passava na Europa, por cá não dávamos conta...
A foto de baixo é do livro de Joaquim Vieira Nas bocas do mundo.
Esta semana a mesma revista L´Express publica mais uma denúncia de outro embuste monumental do comunismo internacional que o PCP segue ainda hoje como bandeira e ninguém ousa denunciar com vigor e convictamente, à semelhança do que se passou em 1974-75 e eventualmente pelos mesmos motivos ( a especial idiossincrasia dos media portuguese e particularmente de quem os dirige- basta ver quem são e de onde vêm).
Desta vez é Fidel Castro o visado e a Cuba comunista e pátria da igualdade entre todos os cidadãos.
As imagens e o texto são de um antigo colaborador muito próximo de Fidel que resolveu agora escrever um livro que desmonta todas as falsidades do regime comunista de Cuba e do seu mentor principal, o monarca comunista Fidel.
No livro A vida escondida de Fidel Castro, Juan Reinaldo Sanchez que durante vários anos serviu de aio ao ditador conta algumas coisas que sabe sobre o comunista igualitário do socialismo à moda de Cuba. modelo para muitos comunistas portugueses, ainda hoje.
O pormenor mais pitoresco e revelador é o de Fidel Castro ter um privilégio raro, todos os dias de pequeno almoço: leite saido de uma vaca personalizada. Privilégio extensível à família. O leite de Fidel é da vaca nº 5. Como o perfume Chanel...
Ah! Já me esquecia: Fidel é um nababo paranóico, tirano e assassino. Não sou eu que o digo, mas está aí escrito. E mesmo assim tem muitos turiferários, mesmo por cá. E por muito esforço que façam nunca conseguirão dizer tal coisa de Salazar, por exemplo e por ser aquele que queriam ter apeado para colocarem alguém da estirpe de um Fidel. Por exemplo, um Cunhal.