Em 1971 foi publicada uma Lei de Imprensa em Portugal. Em Junho de 1972 entrou em vigor e antes disso, todas as publicações eram obrigadas a submeter o que pretendiam lançar a uma Comissão de Censura.
A partir daquela altura a Censura acabou oficialmente em Portugal e foi substituída pelo Exame Prévio, para os periódicos.
A mudança, não sendo apenas cosmética, manteve o controlo de publicações seguindo um regime excepcional, relacionado com o "estado de subversão" que visava impedir, de facto, toda a propaganda política de pendor comunista.
Tal estado de coisas implicava, para a Oposição então existente e que se manifestou em congresso, em Aveiro de 1973, a manutenção real do satus quo censório, em Portugal.
Assim, hoje em dia ainda se afirma indistintamente que no regime anterior a 25 de Abril de 1974 existia Censura, o que não é inteiramente verdade e tem explicações mais subtis que deveriam tornar claro para todos o que então existia, no tempo de Marcello Caetano.
A revista Observador de 20 de Julho de 1973 explicava isso muito bem e sem limitações que aparentemente seriam de esperar se existisse mesmo censura.
A mudança tinha sido também explicada anos antes, em 1971, na revista Vida Mundial, de 6 de Agosto de 1971, com capa sobre tal assunto.
Em 29 de Outubro de 1971 a mesma revista explicava ainda melhor a Lei de Imprensa de 1971.
Foi então que apareceu a primeira escola de jornalismo de "curso superior", que era escola privada, como explicava o Diário Popular de 7 12 1971: