Do PCP, a verdade a que temos direito é quase sempre a Mentira. Em 6 de Junho de 1975, a revista italiana L´Europeo publicou uma entrevista com Álvaro Cunhal, realizada pela grande jornalista Oriana Fallaci, a qual conseguiu que Álvaro Cunhal, inebriado pelos sucessos do PREC vaticinasse que " Em Portugal jamais haverá oportunidade de haver uma democracia como a que vocês têm na Europa Ocidental". Tal já foi tratado por aqui.
Quando a jornalista italiana morreu, em 2006, o Expresso lembrou o episódio, assim:
Oriana Fallaci entrevistou Álvaro Cunhal em 1975: os ecos do trabalho
publicado pelo "Europeo", a 6 de Junho, obrigaram a Secção de Informação
e Propaganda do PCP a emitir um categórico desmentido. De acordo com o
"Europeo", Cunhal afirmou não haver possibilidade de Portugal ter uma
democracia ou um parlamento ao estilo ocidental. A nota divulgada pelo
PCP no mesmo dia referia ter havido uma "grosseira deturpação das
palavras de Cunhal". Fallaci não só reiterou a "exactidão da tradução"
da conversa com o secretário-geral do PCP como anunciou que colocaria as
cassetes com a entrevista à disposição de quem duvidasse da sua
palavra. Como afirmaria numa entrevista que concedeu a Álvaro Guerra
para "A Luta", "não é de mim que têm medo, é da verdade".
De qualquer modo, quanto à imprensa portuguesa da época, a generalidade não tomou
conhecimento do assunto. Eventualmente por não saberem italiano, não
conseguiram traduzir a entrevista e apenas o Expresso a mencionou, assim
muito ao de leve e com a frase mais polémica, associada ao desmentido
do PCP.
O jornalismo português é singular. E o de 1975 ainda mais era. O PCP, esse continua o mesmo, como dantes: um alfobre de falsidades.
Por isso é que o PCP sempre vicejou em Portugal, com votações próximas dos 10%, ao contrário dos partidos comunistas de outros países que simplesmente desapareceram. Não conseguiram enganar muita gente o tempo todo, como pelos vistos acontece em Portugal...