sábado, 29 de setembro de 2018

João Abel Manta na galeria Valbom

Republico aqui este postal de 3.5.2018, sobre João Abel Manta, uma vez que leio no Sol de hoje que será inaugurada este Sábado uma exposição na galeria Valbom ( junto à Gulbenkian) sobre a sua obra em cartoons- Manta 90/40.  Se amanhã estiver aberta...talvez espreite.



João Pedro Marques, autor do livro dedicado a João Abel Manta, lançado pelo Público em 2016, na colecção de designers portugueses, escreveu este artigo no Público de hoje sobre o mesmo João Abel Manta.

JAM é um artista comunista cuja obra admiro. É um desenhador de eleição e um dos melhores de sempre, em Portugal.
Os temas são quase sempre o fassismo, Salazar, o antigo regime e o capitalismo que execra particularmente. Não importa porque os desenhos fazem esquecer a temática.

Em 2016, o autor do artigo publicou um pequeno portfolio da obra do artista:


Em 1975, com o aparecimento do primeiro número de O Jornal, em 2 de Maio desse ano, começou a publicação de desenhos e cartoons do artista nas páginas das publicações O Jornal.


Nesse ano  O Jornal publicou um album de recolha de desenhos, caricaturas e cartoons antigos, de João Abel Manta, praticamente desde 1969 até essa data .
A obra está esgotada há muito.



Para perceber até onde chega o sectarismo político-ideológico, aqui irmanado com o génio artístico fica este exemplo de um livro que não tem falta deles. Praticamente cada desenho é uma ode ao sectarismo comunista.


Em 1976 os alemães tomaram em conta a mensagem e os desenhos e publicaram na terra deles este álbum que por cá nem apareceu e que tem na capa um dos mais célebres desenhos de JAM desse tempo:


Em 1978 as mesmas publicações O Jornal lançaram a obra que aquele Pedro Marques agora refere como sendo digna de republicação.

Esta recolha de 1978 é tão sectária quanto a anterior mas igualmente genial nos desenhos.
Vinha originalmente acondicionada num invólucro  de cartão grosso de cor parda  e chama-se Caricaturas Portuguesas dos Anos de Salazar.  Pode ser visto como uma homenagem do vício à virtude...


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