quinta-feira, 6 de setembro de 2018

O Arnaldo Matos é que sabe...

 Observador:

O ex-ministro Armando Vara já tinha tinha dito em interrogatório que a filha era “alheia” a todas as movimentações financeiras que o levaram a ser constituído arguido na Operação Marquês. E foi essa a palavra, “alheia”, que a defesa de Bárbara Vara escolheu no requerimento de abertura de instrução do caso, para mostrar que não terá tido qualquer intervenção no esquema que o Ministério Público acredita ter servido para pagar luvas ao ex-primeiro-ministro José Sócrates.

A tese da defesa, que pede a abertura de instrução para evitar que Bárbara Vara seja julgada por dois crimes de branqueamento, assenta no desconhecimento da arguida. A filha de Armando Vara garante que apenas deu o nome a contas do pai por uma questão de segurança e que desconhecia que tinha sido ele quem, afinal, comprou o apartamento que vendeu na Avenida do Brasil, em Lisboa. No requerimento a que o Observador teve acesso, os advogados Rui Patrício e João Lima Cluny concluem que o Ministério Público não conseguiu demonstrar a intervenção da arguida no caso e que se limitou a “especular”
.

Aqui há uns tempo este advogado, Rui Patrício, muito deontológico, sério e televisivo, disse assim numa entrevista:

Aprendi com o maior advogado com quem trabalhei, o José Manuel Galvão Teles, que se eu acho que o cliente me está a mentir, e posso dar-me a esse luxo, vai porta fora. Não gosto que me mintam, gosto que me digam a verdade. Depois de me dizerem a verdade eu logo vejo como é que lido com ela e logo vejo se quero lidar ou não com ela, posso querer ou não querer. E se quiser lidar, eu posso querer lidar de uma maneira, que acho que é aquela que serve melhor os interesses do cliente, que está de acordo com a lei, com a deontologia, com a minha consciência e o cliente não querer. 


Portanto devemos entender que o advogado Rui Patrício acreditou que a filha de Vara não lhe mentiu. E portanto que engoliu a história que a mesma lhe contou. Ele e outro advogado de apelido Cluny.

Como é que dizia há dias o maluco do Arnaldo Matos sobre tudo e todos? Pois, é isso mesmo...

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