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terça-feira, 23 de setembro de 2014

Jornalismo caseiro: tudo como dantes...a desinformação reina.

Na semana passada, a revista Sábado descobria uma cacha que lhe fora remetida pelos anónimos benfeitores da candidatura de Costa&Sócrates,Cª Ltd.
Tudo indica, embora isto seja pura especulação, que esta companhia muito limitada a serviços que deveriam estar reservados a outros fins elencados na lei, tem colaboradores muito professorais que ficaram desempregados da sua verdadeira vocação: conspirar a favor de um dono.
Que dizia a denúncia anónima reservada para a Sábado?  Segundo o Económico, isto:

Na sua edição desta quinta-feira, 18 de Setembro, a revista Sábado indica que o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) está a investigar uma denúncia recebida em 2014 que refere que, entre 1995 e 1999, o então deputado em exclusividade Pedro Passos Coelho recebeu mais de 150 mil euros do grupo Tecnoforma.
Este pagamento será ilegal porque viola as normas legislativas do estatuto do deputado, que proíbe que um deputado que opte pela exclusividade obtenha rendimentos de outras fontes.
O ilustre professor Parda, perdão, Marcelo, dizia anteontem na TVI que das duas uma: ou isto era verdade ou não. Isto, significando o pagamento ilegal, porque nem sequer  lhe terá ocorrido o mais óbvio e passível de indagação rápida: saber se o então deputado Passos Coelho estava ou não em "dedicação exclusiva".

Não estava e o professor lá meteu outra vez a pata na poça...

Hoje, o Público noticia assim, muito pesaroso e tergiversante, recalcitrando na desinformação informada:

Passos Coelho não exerceu funções de deputado com exclusividade, mas, no final do mandato, pediu que lhe fosse atribuído o subsídio de reintegração, reservado a deputados com exclusividade.

A notícia é avançada na edição desta terça-feira do “Público”. De acordo com o jornal, que cita documentos dos arquivos oficiais da Assembleia da República, em Outubro de 1999, três dias depois de terminar o seu mandato como deputado, Passos Coelho escreveu ao presidente da Assembleia da República (na altura, o socialista Almeida Santos) a requerer o direito ao subsídio de reintegração.

No documento, Passos Coelho garantia que, entre 1991 e 1999, além do seu ordenado como deputado, apenas tinha recebido cerca de 25 mil euros de colaborações com alguns órgãos de comunicação social, actividade que, de acordo com a Comissão de Ética, não é incompatível com o regime de exclusividade. Alguns meses mais tarde, já no ano 2000, Almeida Santos deu resposta favorável a Passos Coelho, que terá, então, recebido cerca de 60 mil euros.

Ainda de acordo com o “Público”, metade destes 60 mil euros respeitava ao primeiro mandato de Passos Coelho (1991-95), relativamente ao qual a lei então em vigor concedia a todos os deputados, em exclusividade ou não, o direito ao subsídio de reintegração. Uma alteração à lei aprovada em 1995, fez com que, a partir daí, tal subsídio de reintegração ficasse reservado aos eleitos em exclusividade.

Na segunda-feira, o gabinete do secretário-geral da Assembleia da República veio esclarecer que Pedro Passos Coelho "não teve qualquer regime de exclusividade enquanto exerceu funções de deputado entre Novembro de 1995 e de 1999".


A pergunta que se impõe é óbvia: o que fazer deste jornalismo incompetente, difamatório e recalcitrante na asneira? Exterminá-lo? Não se pode...

E que fazer daqueles serviços obscuros que deviam estar ao serviço do Estado e não de facções partidárias? Exterminá-los? Sim. Estes podem sê-lo. Basta decapitá-los.

3 comentários:

Carlos Conde disse...

Voltamos sempre à eterna interrogação sobre o que faz o Eng Belmiro suportar o pasquim?

zazie disse...

E o Público tem militado nesta treta.

Floribundus disse...

os contribuintes pagam aos sovietes do MONSTRO para estes andarem a vasculhar a vida de quem não lhes agrada

trabalhar cansa, dizia-se no Alentejo que Deus haja