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domingo, 24 de abril de 2016

O bel canto do major Aparício...

Ao mesmo tempo que se conta no Observador a história do 25 de Abril de 1974 de Marcelo Rebelo de Sousa, com referência à edição do Expresso de 22.4.1977, torna-se interessante ler uma entrevista publicada no O Jornal de 5 de Agosto desse ano de 1977 do então major Aparício, comandante da PSP de Lisboa, nomeado a seguir ao golpe de 11 de Março de 1975.

A linguagem, os conceitos, a cultura, a mentalidade eram outros.Sinceramente acho que desde então se perdeu muito de bom e o que se ganhou não compensa tal perda. Perdeu-se um senso comum que actualmente nos faz muita falta para compreender esta loucura esquerdista em que andamos e que nem nessa altura se conseguiu introduzir a mascoto. Andamos agora a toque de caixa das desgraçadas esganiçadas do BE que não deviam ter o palco que têm e muito menos a importância que lhes dão. Regredimos para lado nenhum porque nunca estivemos aqui e o que se pode ver é a perversão do que nos era comum e sentido por todos. Este lugar para onde nos querem levar não é natural e nunca foi nosso. Estranho que ninguém veja tal coisa claramente.  
Há um prec que decorre diante dos nossos olhos diariamente e parece que ninguém o vê. Mais perigoso e nocivo que o primeiro, de há quarenta anos, porque invade a mentalidade como aquele nunca o conseguiu. Os meios deste novo prec estão a ser usados pelo Público, pelas tv´s da lourenço que é apenas uma peã desta brega e são espúrios àqueles que os manipulam, como é o caso da Global media e a loca infecta jornalística do dr. Balsemão.
É exagerada a ideia? Pois sim. Quando vier o terceiro resgate, daqui a uns meses, logo se verá.

O então major Aparício é o mesmo que há umas semanas deu conhecimento ao Expresso acerca da operação clandestina junto ao S. Carlos, no Verão de 1975,  por indivíduos suspeitos de pertencerem ao PCP e que conduziram dois camiões carregados de documentos tirados da sede da PIDE/DGS, à socapa e os mandaram para um avião da Aeroflot que levantou de Figo Maduro para destino incerto, com certeza Moscovo. Uma acção de que os patriotas do PCP não se orgulham porque nem a admitem...( ver aqui, as "centenas de quilos de traição à pátria")


8 comentários:

zazie disse...

"concerteza"?

josé disse...

Curiosamente era assim que também escrevia. O politicamente correcto na escrita é que modificou o advérbio ad hoc e o transformou em alocução.

zazie disse...

Verdade?
Então e se for "com toda a certeza". Também se escrevia junto?
Acho que não faz sentido. Há mais expressões aproximadas- "com alguma certeza"; "sem a certeza" etc.

josé disse...

É uma casa portuguesa, concerteza ou com certeza?

Não sei bem...como será

zazie disse...

Tem piada. Nunca me tinha dado conta dessa mudança.

O José topa tudo ehehehe

BELIAL disse...

Mataram-me o "concerteza" há muito tempo, num dia qualquer.

Fiquei desolado.
Diz que nunca existiu nos dicionários...

josé disse...

Não existe mas que lo hay, hay...

aguerreiro disse...

Porra! Está dúvida concerteza está a pedir um "acordeon" do Supremo ou do Tribunal constitucional não acham?