Joaquim Vieira foi jornalista no Expresso e em tempos director da revista Grande Reportagem. Nesta, publicou em 2005 quatro pequenos textos dedicados às aventuras de Mário Soares.
A revista, detida pela Controlinveste ( do oliveira da figueira da publicidade no futebol) fechou portas em 2005, tendo o director sido despedido antes. Porquê? Não se sabe bem. Cabalas, certamente.
Os artiguinhos podem ser lidos aqui, na íntegra. Ou então uma vista de olhos por aqui, às rosas como flor sem tempo:
Depois disto se saber, o espanto abre alas de reposteiros altos, ao vermos nos escaparates das livrarias, actualmente, este livro bem nutrido de páginas:
Uma biografia daquele Mário Soares, assinada por...Joaquim Vieira! O mesmo ou um homónimo? A pergunta não é inteiramente retórica. Um circunspecto e atento José António Barreiros coloca-a nos seus termos mais precisos: a parte do livro que versa sobre o caso do fax de Macau é escrito à maneira das gatas que passam em telhados de zinco quente e sempre com referência a outras fontes, como o jornal Independente.
O Joaquim Vieira que assinou aqueles quatro artigos não pode ser o mesmo que assina agora esta biografia, porque a lobotomização crítica é notória.
Aconteceu alguma coisa ao indivíduo. Ou ao seu estômago...que já não distingue um polvo de um cágado.