domingo, junho 18, 2017

Novas do SIRESP

Observador:

 As chamas que destruíram vários hectares de floresta na zona de Pedrógão Grande destruíram as antenas de comunicações — e o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), usado pelos bombeiros e por várias outras autoridades para comunicarem entre si, foi imediatamente abaixo. As equipas que no terreno combatiam as chamas só conseguiram assegurar a comunicação por vias alternativas e, segundo o primeiro-ministro, os meios não ficaram “comprometidos”. O problema foi superado ainda durante a noite de sábado: a MEO colocou vários carros na rua equipados com antenas móveis que asseguraram a normalização da situação.
(...)
O sistema já estava em funcionamento há vários anos quando, em 2005, o Ministério Público (MP) decidiu abrir um inquérito ao contrato de adjudicação do SIRESP, por suspeitas de tráfico de influências e participação económica em negócio. A investigação acabou arquivada, mas ficaram no ar suspeitas sobre a forma como o consórcio liderado pela ex-SLN, do grupo Banco Português de Negócios liderado por José Oliveira e Costa, conseguiu o contrato de quase 500 milhões de euros.
O contrato original foi assinado três dias depois das eleições que acabariam com o curto mandato de Pedro Santana Lopes como primeiro-ministro. Daniel Sanches, ex-procurador (e primeiro diretor do Departamento Central de Investigação e Acção Penal), ex-director-adjunto da Polícia Judiciária, ex-dirigente do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e ex-director do Serviço de Informações de Segurança saltou da esfera pública para administrador de empresas da SLN em 2000.
Três anos depois, de volta ao Estado como ministro da Administração Interna de Santana Lopes, Sanches entrega o contrato à mesma SLN de que tinha acabado de sair. Valor da adjudicação: 538,2 milhões de euros, verba cinco vezes superior àquela que precisaria de ter gasto caso tivesse optado por um modelo diferente de comunicações. Essa posição foi defendida por Almiro de Oliveira, presidente do grupo de trabalho que presidiu ao grupo que estudou este sistema de comunicações.
Apesar de o inquérito do MP — entregue ao procurador José Azevedo Maia — ter sido arquivado uma primeira vez, em março de 2008, Oliveira e Costa e a filha (administradora de uma empresa do grupo SLN) chegaram a ser constituídos arguidos. Daniel Sanches nunca foi ouvido pela Justiça e, segundo escreveu na altura o Correio da Manhã, negou à comissão de inquérito parlamentar ao caso BPN ter tido qualquer intervenção no projecto apresentado pelo consórcio liderado pela SLN.
No ano seguinte ao arquivamento, o processo é enviado ao DCIAP, para que fosse analisada uma eventual reabertura. Pouco antes, tinham sido apreendidos vários documentos ao homem forte do BPN, Oliveira e Costa, que poderiam constituir “factos novos” na investigação ao contrato milionário. Mas não houve nada de novo. O arquivamento de 2008 continuou a valer.

Outro assunto: a ministra Constança está a dizer ( 21:13) que as pessoas devem seguir o conselho das autoridades, mormente as que estão sob a sua alçada no MAI.

Esta ministra devia ouvir o que uma "popular" disse às tv´s há pouco tempo e apresentar a demissão, logo que o fogo amaine. Parece-me uma grande incompetente e perigosa.

 A "popular" disse que vinha no IC8 e a GNR mandou-a desviar e tomar a N236. Disse que logo a seguir só viu fumo e depois carros queimados e gente a gritar. Só teve tempo de sair dali com outra senhora e salvou-se in extremis porque o seu carro ardeu.

Isto significa o quê, se for assim? Que a GNR desviou as pessoas para a morte. A responsabilidade caberá a quem decidiu desviar o trânsito e não fechou a N236. E a responsabilidade política é da ministra Constança.

Demissão, já!

Acrescento: a história do desvio do IC8 pela polícia ( GNR)para a estrada da morte é confirmada por um estrangeiro, de passagem e de férias...

ADITAMENTO:

Afinal, a GNR está já a pôr o cavalinho fora da chuva.  Terá sido o "cabo" de serviço no local que mandou, por sua livre iniciativa e perante ausência de instruções, desviar o trânsito para a estrada da morte?  Segundo se lê, pelas declarações- "Ao Observador, o porta-voz da GNR afirmou que não há para já nenhuma indicação de que os militares tenham encaminhado carros para a chamada “estrada da morte”- foram as pessoas que voluntariamente se desviaram para a N236...perante a passividade do "cabo".
Isto é mesmo o cabo dos trabalhos...

CM de hoje: "arrastaram-nos para a morte"...




Questuber! Mais um escândalo!