quarta-feira, abril 13, 2011
O grande forrobodó vai acabar?
terça-feira, abril 12, 2011
O aluno serôdio de Medina Carreira: o ministro das Finanças.
Pois ainda tem a supina lata, este palerma, este criminoso político ( que me processe porque lhe dou o mail se preciso for) este irresponsável de dizer o que acima fica escrito.
Este indivíduo é que precisava de queixa-crime na PGR e instruída por magistrados isentos e independentes, porque isto é o cúmulo dos cúmulos.
A verdadeira crise da Justiça, em continuação
O texto, publicado em setembro de 2001, versava sobre a queda da ponte de Entre-os-Rios, que vitimou 59 pessoas em março desse ano, e nele o jornalista acusava o ex-presidente da Câmara de Castelo de Paiva, Antero Gaspar, de ter mentido no Parlamento na comissão de inquérito então criada para analisar o caso.
Joaquim Letria viria a ser acusado pelo Tribunal de Castelo de Paiva do crime de difamação, com as instâncias europeias a sublinharem agora que o uso da palavra "mentiroso" não constituiu um "ataque pessoal gratuito" e as contradições do ex-autarca no Parlamento formaram "uma base factual suficiente" para que Letria pudesse utilizar a referida descrição.
A condenação ao jornalista poderia "desencorajar" os profissionais dos media de "promover o debate público" e "complicar" o trabalho dos grupos de comunicação social na sua "missão de informação", refere a sentença hoje conhecida.
A sentença recorda ainda que "os limites da crítica são mais amplos quando esta se refere a um político, já que se trata de uma personalidade pública", e assinala que Antero Gaspar deveria ter mostrado "maior tolerância para contribuir para o livre debate de interesse geral sem o qual não existe uma sociedade democrática".
Só este ano, condenações destas e por estes motivos- tribunais portugueses que interpretam a lei penal de modo mais papista que o papa- já são várias.
Esperemos que o MºPº e os tribunais aprendam depressa e arquivem os processos que têm a correr com estes fundamentos. Poupam muito dinheiro ao Estado e principalmente poupam tempo e incómodos aos cidadãos. Os únicos que perdem são os hipócritas.
Para além disso, legitima plenamente o uso da palavra Mentiroso, referido a um certo político.
Frei Melícias e a Regra Bu(r)lada

Frei Melícias, o frade que ajudou Guterres, nele confiando piamente, no governo de 1995 e por isso evoluiu na vida monástica adjunta do poder político, é um pobre franciscano que declarou há uns tempos, perante o estendal da sua pobreza franciscana:
"Com 71 anos, Vítor Melícias declarou, em 2007, ao Tribunal Constitucional um rendimento total de 111 491 euros, dos quais 104 301 euros de pensões e 7190 euros de trabalho dependente. 'Eu tenho uma pensão aceitável mas não sou rico', diz o sacerdote.
No início, os franciscanos tiveram grandes dificuldades em se fazerem compreender, porque não tinham por lá suficientes melícias para relativizarem o voto de pobreza...
O homem dos cachaços em Felgueiras
Assis, putativo dirigente com "bom senso" e capacidade de diálogo, hipotético líder de um partido de tácticas e manutenções de lugares em tacho, anda a discutir a autoria da crise política. Quem a provocou, determinando a desgraça com a intervenção do FMI?
Foi a oposição, sem dúvidas para Assis que nunca tem dúvidas nestas matérias sincronizadas em comícios tipo manifestações fascizadas.
Foi essa a teoria saída do Rato e cujos inquilinos se recusam a abandonar o barco
"Assis garantiu que o primeiro-ministro "teve a preocupação de envolver o PSD neste processo", e acusou a oposição de ser a responsável pela actual crise. "O PSD quis provocar uma crise política em Portugal", sublinhou o líder parlamentar dos socialistas."
Portanto, a crise política que nos desgraçou os ratings e conduziu a juros sem tecto, é culpa todinha da oposição. Se a oposição tivesse aprovado o PEC IV, como fez nos outros três, teríamos um V em breve e sem resmungos de maior, porque se nessa altura recusasse um V, fatal, teríamos novamente a rábula da crise política e destes políticos, tipo Assis que não levou cachaços suficientes para não fazer dos outros parvos, como anda a fazer.
O senso fictício
A revista Flash de hoje consagra uma página inteira ao evento do 18º aniversário das "Produções Fictícias". As presenças chegam para mostrar a importância relativa da empresa, que produz riso com todos, mas as ausências ainda mais. Temos por isso um aniversário da empresa que "faz rir há 18 anos". Às vezes , faz. Como os Parodiantes faziam há 40 anos. Um riso sintomático e sincrónico com os fenómenos do tempo que passa. Dantes, o mote dava-se pelos costumes pequeno-burgueses, como lhes chamaram depois. Agora, pelos costumes pequenos da esquerda bem-pensante. Portanto, a situação sempre em destaque, no humor que temos.
O único cromo que destoa no retrato conjunto é o de José António Pinto Ribeiro, um político sem acaso que acabou ministro por coincidência. Faz agora parte do conselho superior do MºPº para vigiar por dentro o poder da instituição. Dizem que fala muito nas reuniões...
O saber dos economistas
Que nos diz este Chrysostomos? Que em Portugal vivemos uma situação muito semelhante à da terra dele: um sistema público gigante, falta de eficiência, muitas instituições inúteis, pouca competitividade e um mercado de trabalho muito rígido.
E em relação ao resgate económico diz que os gregos em geral achavam que iria ser coisa boa e o economista doutorado em Columbia também. Mas agora já não acha. Porque os "cortes salariais e o aumento de impostos lançaram o país numa recessão mais profunda que o esperado. As receitas fiscais e as contribuições sociais baixaram e é preciso pagar mais em benefícios para o desemprego. Isto criou mais pressão para conseguir mais dinheiro , o que leva a um novo aumento de impostos e mais recessão. É um círculo vicioso."
Solução? A reestruturação da dívida. O tal haircut que os anglo-saxónicos falam. E segundo o Chrysostomos, "abrir os mercados, reduzir a burocracia e a corrupção." Para Portugal, a medida exacta que propõe é "reduzir o sector público". Com este argumento: " Quando o sector público é grande é preciso taxar a economia para o financiar."
Em resumo, se nos fiarmos apenas nos economistas temos pela certa uma possibilidade avançada de erros em cascata. E nunca se dão por achados. Dizem sempre que mudaram de opinião porque sim e se antes era assado agora passa a ser assim, com a maior das naturalidades estatísticas.
Em resumo: não sabem. Palpitam coisas, sentem outras e ficam admirados pelo resultado imprevisto. Nem são aprendizes de feiticeiro, mas apenas ilusionistas. Não merecem crédito mas vivem dele.
Por mim, em vez de economistas a orientar palpites, seria melhor pedir pareceres a donas de casa e empresários honestos. Ainda há disso. E senso comum, costumava haver mas parece produto raro, hoje em dia.
O senso comum dir-nos-ia que seria uma catástrofe económica se gastássemos mais do que o que tínhamos de nosso. Pedir emprestado em catadupa gera dívidas, o que qualquer pessoa sabe. E as dívidas, em princípio, são para pagar aos credores, o que também qualquer ignorante conhece.
Quem é que em Portugal teve alguma vez esta percepção do senso comum? O "pai da democracia" socialista, republicana e laica, alguma vez o teve? Como dizem os brasileiros "só contaram p´ra você". Mas então... porque votaram no indivíduo anos e anos e ainda lhe deram coisas tipo fundação para se entreter na aposentação dourada? Por falta de senso. Básico e primordial que não carece de ensinamento.
Porque continuam os portugueses a acreditar e a votar em indivíduos que notoriamente os aldrabam e prejudicam seriamente na vida que podem levar? É um mistério que a sociologia não consegue explicar porque é precisamente uma disciplina a que falta muito senso comum. Veja-se o caso particular do professor Boaventura, um carente em último grau desse tipo de componente estruturante.
Antes de 25 de Abril de 74 havia muitos analfabetos por não saberem ler nem escrever. É um dos índices que esses sociólogos apontam como sinais de atraso civilizacional. Passados trinta e mais anos, o analfabetismo de juntar letras e fazer contas, em nível primário, desapareceu em grande parte.
Mas restou e possivelmente aumentou exponencialmente o analfabetismo mais sério e mais nocivo: o que impede a compreensão de fenómenos básicos, seja na economia, seja nas ciências de toda a ordem incluindo as matemáticas básicas.
Aumentou ainda, sem qualquer dúvida, o analfabetismo que afastou o valor de exemplo prático do antigo rifoneiro que tínhamos e compendiava a sabedoria popular que se seguia nos campos e "província". A televisão das judites de sousa e outras figuras de proa do mediatismo da ignorância ilustrada em cromos, substituiu o rifoneiro. A compreensão da realidade autêntica foi subsituida pelo espectáculo encenado de uma realidade virtual e paralela.
E essa é, quanto a mim, a razão fundamental para enquanto povo que vota insistirmos no erro e persistirmos na asneira.
Volta, senso comum! Afasta do pódio esta gente que nos desgraçou.
segunda-feira, abril 11, 2011
A jornalista Judite de Sousa
O funcionalismo deixa sempre marcas.
Os mais inteligentes somos nós!
O único! A culpa disto é do PSD porque não aprovou o PEC. O argumento da crise internacional já passou de moda.
Por causa disto e porque as pessoas que votam sabem muito bem o que querem, dão 33% de intenções de voto ao PS.
Bravo, povo português! Inteligência assim não há em todo o mundo!
Justificava-se a responsabilização civil?
Do SOL:
Em causa estava a publicação de escutas do processo Face Oculta, envolvendo os casos da compra da TVI, as conversas sobre a REFER e Ana Paula Vitorino, a Associação Nacional de Farmácias (ANF) e os negócios do Taguspark e de Luís Figo.
«Este Tribunal não encontra, no comportamento dos arguidos, qualquer fundamento para uma censura de natureza penal», lê-se na sentença da juíza Joana Ferrer Antunes.
A juíza vai mais longe e deixa mesmo um elogio ao trabalho do SOL: «O trabalho de profissionais que, corajosa e empenhadamente, praticam um jornalismo sério, responsável e isento, não é passível de censura. E que nos não reste qualquer dúvida: no dia em que a voz deles se extinguir, nós pereceremos»
Na sentença, a juíza sublinha mesmo o facto de não se encontrarem nas escutas publicadas pelo semanário «quaisquer factos do foro privado».
«Foi, desde logo, notória a seriedade colocada pelos mesmos [jornalistas] nas averiguações que levaram a cabo, o seu empenho em esclarecer-se junto de quem podia facultar-lhes informação fidedigna (.) e o cuidado pelos mesmos evidenciado antes de publicarem qualquer notícia», pode ler-se na sentença."
Depois desta sentença é comparar a sentença cível que condenou o SOl e os jornalistas numa indemnização obscena ( pelo valor elevadíssimo) e que pelos vistos nada justificaria em termos jurídico-penais.E agora? Andará Deus a dormir?
Dizer "nós" é um eufemismo porque quem o fez, foi apenas o Partido Socialista da época em que foi governo, sempre com o mesmo titular, Mário S. , a sós ou em bloco central com o PSD ( e foi no tempo da A.D. que o endividamento mais aumentou...). O mesmo que agora anda a dizer que recorrer ao FMI não é nada de especial. Pois não, porque o indivíduo a tal foi obrigado , devido à excelência da sua gestão da coisa pública. Não obstante, passados menos de dois anos era eleito presidente da República, para grande gáudio da Esquerda em geral que o elegeu. Deus tinha adormecido outra vez.
Na altura, no Semanário de 23 Junho de 1984 escrevia em crónica Sarsfield Cabral:
"Veja-se o que se passou em 81, quando o segundo governo Balsemão recusou assinar a Carta de Intenções dirigida ao FMI: a Carta acabaria por ser enviada dois anos e tal depois ( em Setembro de 83), mas inevitavelmente muito mais dura para Portugal, pois entretanto tinha-se acelerado o descarrilamento financeiro." Isto foi em 1983-84...
E escreve ainda Sarsfield Cabral:
"Mas o FMI não tem culpa de que, por falta de capacidade dos Governos portugueses para concretizarem uma política económica, até meramento conjuntural, só a disciplina que ele impõe venha afinal a dar um pouco de ordem financeira à casa lusitana". Isto aconteceu em 1983-84, poucos anos depois de o FMI ter cá estado pela primeira vez, essa sim, pela mão exclusiva de Mário S. que agora se ufana do feito.
Nas eleições legislativas que se seguiram a esta "crise política", realizadas em 6.10.1985, o Diário de Notícias de então, dirigido por Mário Mesquita, editorializava o célebre "Deus não dorme", para registar a derrota estrondosa do PS dirigido por Almeida Santos que pedira a maioria absoluta (!!! ) para governar em "estabilidade". Como agora o fazem e nos três dias de comício o fizeram.
Então o PSD de Cavaco alcançou 78 mandatos na A.R. enquanto dois anos antes tivera 73. O PS dos 100 mandatos que teve em 83, contentou-se com 47 (!), uma das maiores derrotas do Sombra de que há memória e por causa da qual nunca mais ficou ao sol. Diz o DN que um em cada três votantes abandonou o Sombra e o PS. À "boca das urnas", em declarações dizia "que ganhe o melhor". Depois disso, assumiu a "derrota pessoal". Mas foi ficando. E ainda lá anda, a presidir a essa "derrota pessoal" de 85.
Para a derrota estonteante, contou o PRD que obteve 45 deputados e conquistou quase um milhão de votos.
Naquele editorial, Mário Mesquita escrevia "Deus não dorme: pôs a lei da alternância a funcionar. A manipulação propagandística e o primado do show-business não bastaram para apagar da memória dos eleitores a experiência governamental mais próxima."
Dali a um ano, nem isso, o mesmo Mário Mesquita apoiava quem, para presidente da República? Salgado Zenha. E em 2005? Mário S. Bingo! Deus adormeceu, nessa altura. E o PRD desfez-se entretanto.
Mário Mesquita foi um dos fundadores do PS. Provavelmente da Maçonaria e só escreveu o editorial porque era da "esquerda" do partido que ajudou a fundar e abandonou em 78. Só por isso.
D.N. 7.10.85 clicar para ler.
A verdadeira crise da Justiça, em continuação
Em entrevista ao DN, o juiz conselheiro Lúcio Alberto Barbosa admite que nos quadros oficiais destes tribunais estão por ocupar 36 vagas para juizes. "As entradas e as pendências registadas são elevadíssimas e, até, insuportáveis. Os tribunais estão hoje, todos eles, completamente afundados em processos", explicou, o também presidente do Supremo Tribunal Administrativo.
Anualmente, desde 2008, os TAF recebem em média cerca de 9 500 processos na área administrativa e 17 mil na área tributária, as duas áreas de competência destes tribunais.
Quem é que faz a gestão de juízes e magistrados? Os conselhos superiores. E como podem gerir se a entidade - o poder executivo do Governo- que lhes fornece legalmente os meios, materiais e humanos, os têm recusado, sob os mais variados pretextos, mas sempre com a preocupação máxima de deixar o ónus da crise para os magistrados e deixar vincada na opinião pública essa imagem negativa?
Que se pode dizer de um poder executivo e legislativo que assim funciona?
domingo, abril 10, 2011
Os cantores da mística do protesto
José Barata-Moura, por exemplo, "um cantor de protesto durante muitos anos", diz que " a actualidade de algo que foi feito no passado depende da actualização que os outros fazem desse objecto". Em nenhuma parte do artigo se esclarece que Barata Moura foi e continua a ser, segundo consta, um comunista dos quatro costados e cujas letras das "canções de protesto" espelhavam ideologia por tudo quanto era verso.
Outro citado, Luís Cília, em modo suave, diz agora que " a situação hoje não é a mesma, nem política nem culturalmente, do tempo em que as músicas foram feitas". Pois não. Hoje em dia o artigo já nem cita o título " Contra a ideia de violência, a violência da ideia" e outras pérolas do esquerdismo soixante-huitard que medraram entre nós bem antes de 25 de Abril de 74.
A luta dos cançoneteiros de protesto era contra o "fassismo" mas isso não é dito nem escrito no artigo. A luta era uma espécie de guerra civil em palavras e música, com ambiente de guerra fria. Tal não é explicado no artigo e quem o ler fica a perceber que os bravos cançonetistas do antigamente nem tinham nada contra esse antigamente, senão conjuntural e culturalmente. E tinham. Tinham tudo porque pretendiam à força de canções reverter um regime político para um sistema de ditadura comunista.
Estes termos simples e compreensíveis por todos, não são descritos hoje em dia com toda a clareza que a ausência de censura permite, esses cantores e o ambiente da época, relativizando-se toda a comunicação sobre o assunto, tornando-os ideologicamente inócuos e a ponderar num vazio de intenções políticas.
Outro cantor-autor citado, Manuel Freire, porventura o mais subtil em modo ideológico , porque cantou poemas de António Gedeão cuja mensagem não era abertamente panfletária como a dos outros, mas porventura e por isso mesmo mais eficaz, também diz algo igualmente mistificador: " há pouca produção cultural porque há muita confusão". De facto, confusão haverá e são artigos como este que para ela contribuem.
José Jorge Letria, um arrependido do comunismo, também diz coisas. E o que dizia no tempo do PREC é impublicável hoje em dia, pela Pública que nem sequer o cita nesse contexto em que ele cantava aberta e sonoramente, "quem tem medo do comunismo?" , com uma resposta diferida para umas décadas depois e no sentido da confissão de ser ele o próprio o medroso.
Outro comunista ideologicamente empedernido é Fernando Tordo. O artigo da Pública cita-o com a Tourada, uma letra de 1973 da autoria de um outro comunista, Ary dos Santos, que escrevia por sinais de fumo semióticos e com imaginário taurino para representar o sentimento futuro de amanhãs a cantar. E o autor do artigo comenta como "incrível" que a Censura de 73 tenha deixado passar as seguintes frases: " Entram empresários moralistas; entram frustrações; entram antiquários e fadistas, e contradições. E entra muito dólar, muita gente que dá lucro aos milhões". Esta letra é entendida como absolutamente censurável, na época, numa acepção falsa e mistificadora da realidade de então e ainda assim não se dá o contexto ideológico dos seus autores e mensagens. Incrível é escrever assim nos dias de hoje, enganando leitores desprevenidos. E sem censura.
Por fim, aparece citado o decano dos cantores de protesto: José Mário Branco não desiste da luta ideológica. Arrumou as botas das canções de protesto contra os botas do antigamente, mas não desarma as cantigas de outrora. " eu tenho confiança ilimitada na humanidade: se houver um movimento de fundo, as vozes vão aparecer. O problema actual não é das vozes, é do movimento. A consistência das vozes, é do movimento."
Movimento. Massas. Ideologia agregadora das massas. Vanguardas ideológicas. Movimentos...
Descodificando o que o autor do artigo dissimula ou não topa: José Mário Branco sempre foi um esquerdista da velha cepa. Um anti-capitalista que vê nesse sistema o Mal absoluto para a humanidade. Por isso mesmo embarcou festivamente em cruzadas contra esse modo de produção de coisas e serviços para a humanidade. O modelo que defende, obviamente, é o comunismo, em modo aggiornato e com modo de lá chegar. Para José Mário Branco nunca foi problema de maior, tal modo: armas se necessário for. E nem sequer em modo retórico. FP 25, lembra alguma coisa a alguém? Devia lembrar e ser citado nestes artigos para não se mistificar de modo indecente e obsceno a realidade.
Então é assim:

Nova incursão aos baús do vinyl, na busca da banda sonora perfeita para a data que hoje se comemora. Mais uma pérola / preciosidade da arqueologia sonora do PREC.
O Poder Aos Operários E Camponeses / O Povo Em Armas
Está percebido, ó Luís Francisco? Para a próxima deixe de tomar os outros por parvos e escreva qualquer coisa com mais jeito. E há outra coisa que é preciso ficar esclarecido: Bob Dylan, foi um cantor de protesto, sem dúvida. Mas nunca foi comunista. Quem foi comunista foi outro: Phil Ochs.
O herói principal

Se tivermos em conta que a ideia básica da esquerda do socialismo democrático, em funcionamento económico, releva sempre o interesse dos trabalhadores sobre o do capital, este é o seu herói máximo porque é com essa ideia simples, objectiva e básica que venceu as eleições em que participou.
Em 1976, certamente enganado pelos temíveis adversários da direita anti-democrática, enquanto governava, exauriu as receitas do país, empenhou a nação até ao limite e teve que chamar à pressa o FMI que o obrigou a vergar a espinha aos ditames do liberalismo. A culpa não foi sua, mas do PREC. Ficou desculpado.
Obrigado e coagido pelo liberalismo de direita, que na altura se chamava capitalismo, aprovou a lei dos contratos a prazo que nunca mais revogou, mesmo quando ganhou as eleições para presidente da República e foi reeleito depois. Desmantelou o embrião de reforma agrária porque era essa a ideia de esquerda que vigorava, entregando as terras outra vez aos latifundiários e fez tudo o que podia para repristinar o modelo que execrava em discurso público. Esse engano e burla políticas, no entanto, nunca lhe custaram votos significativos porque soube sempre ludibriar as evidências e enganar o eleitorado. Tal como agora faz este sucessor de meia tijela mas de discurso emproado de animal feroz que cativa correlegionários e ignorantes.
Todas as políticas que patrocinou, aprovou, defendeu e sustentou, em prol do capital e detrimento dos trabalhadores, foram sempre actos falhados de uma intenção meritória: a defesa intransigente dos trabalhadores em detrimento do vil capital que execra como poucos e por isso é o exemplo dos que dispensam todos os privilégios da direita burguesa que denuncia: viajar e passear por onde se quer, sempre a expensas alheias; comer do bom e do melhor, sempre que se entender; trabalhar o menos possível porque o trabalho está feito e dá canseiras; gozar a vida em hedonismo permanente, na companhia de artistas de variedades; palrar inconsequências, depois de ler outros pensadores e cronistas de jornal estrangeiro.
Foi por isso mesmo que em 1983, outra vez na penúria nacional por mor dos seus denodados esforços em bloco central, para salvar o país e colocá-lo na senda do progresso da esquerda democrática, tornou mais uma vez a aguentar o FMI, acto de que agora se orgulha e apresenta como sinal de banalidade democrática e de esquerda.
Em 1986, perante a segunda volta das presidenciais e o espectro de deixar o país na mão da vilipendiada direita " dos interesses e privilégios", protagonizada por um Freitas do Amaral, futuro ministro de um governo de esquerda, com mais privilégios dos que alguma vez teve como defensor dos outros, acantonou mais uma vez com denodo a ideia básica, objectiva e simples que agora o seu partido volta a mostrar como sendo a bandeira de todas as vitórias eleitorais. Esta que fica na imagem publicada ( do Tempo de 28.1.1986) e que clicando pode ler-se:
"O povo português disse não à radicalização e sim ao diálogo e a todos os que apostam na estabilidade e no desenvolvimento. Os trabalhadores, os pobres, os humildes, que temem a direita e os seus privilégios instituiram-me como seu natural vencedor. "
E foi assim que venceu, por uma unha negra, o candidato dessa "direita dos privilégios". Depois, veio Macau, terra do Oriente e onde os desprivilegiados fizeram fortunas de esquerda e se alcandoraram no partido que agora defendem em congresso.
Os gloriosos heróis do socialismo democrático

Começou pobre atrás de um balcão de banco e ascendeu em alguns anos de poder do partido que o suporta, ao meritocrático cargo de administrador. Bancário. Quando saiu, em perda por motivos obscuros mas sob os holofotes dos media, ganhou quase um milhão de euros. Deu-lhos o BCP, uma instituição de esquerda onde o notável defendeu os pergaminhos ideológicos. E no banco anterior, onde também administrara os seus naturais recursos próprios de esquerda, tinha sido promovido depois de lá sair...
Foi apanhado em escutas com o Inenarrável que nos governa e de quem foi sócio em empresa capitalista, na área sensível dos combustíveis, de esquerda certamente, a combinar crimes plausíveis para diversos magistrados e irrelevantes para quem neles superintende, mas não se descoseu e as escutas foram proibidas porque a esquerda democrática é assim mesmo: solidária.
É por isso mesmo, um dos grandes empreendedores da esquerda democrática deste PS. Senão, veja-se o magnífico currículo que o Público, pela pena de um nefando direitista ultra-liberal em tempos deu à estampa:
"Armando Vara, quando era secretário de Estado adjunto do ministro da Administração Interna, recorreu ao director-geral do GEPI (Gabinete de Estudos e Planeamento de Instalações do MAI) e a engenheiros que dele dependiam para projectar a moradia que construiu perto de Montemor-o-Novo.
Para fazer as obras serviu-se de uma empresa e de um grupo ao qual o GEPI adjudicava muitos dos seus concursos públicos.
Com 3500 contos (17.500 euros) o actual administrador da Caixa Geral de Depósitos e licenciado pela Universidade Independente tornou-se dono, em 1998, de 13.700 m2 situados junto a Fazendas de Cortiços, a três quilómetros de Montemor-o-Novo. Em Março de 1999 requereu à câmara o licenciamento da ampliação e alteração da velha casa ali existente.
Onde a história perde a banalidade é quando se vê quem projectou e construiu a moradia. O projecto de arquitectura tem o nome de Ana Morais.
O alvará da empresa que fez a casa diz que a mesma dá pelo nome de Constrope.A arquitecta Ana Morais era à época casada com António José Morais, o então director do GEPI, que fora assessor de Armando Vara entre Novembro de 1995 e Março de 1996.
Nessa altura, recorde-se, foi nomeado director do GEPI por Armando Vara - cargo em que se manteve até Junho de 2002 - e era professor de quatro das cinco disciplinas que deram a José Sócrates o título de licenciado em Engenharia pela UnI.
A Constrope era uma firma de construção civil sediada em Belmonte, que também trabalhava para o GEPI e tinha entre os seus responsáveis um empresário da Covilhã, Carlos Manuel Santos Silva, então administrador da Conegil - uma empresa do grupo HLC que veio a falir e à qual o GEPI adjudicou dezenas de obras no tempo de Morais."
Os gloriosos heróis da esquerda democrática

Nascido em Contenças, foi sempre de esquerda. Começou na UDP e acabou na Mota-Engil. Detesta a direita o que é público e notório.
Pelo meio do percurso foi ministro de esquerda, democrática está bom de ver e mandou no PS como os antigos carreteiros mandavam nos boys, com aguilhão para fustigar a marcha para o socialismo metido na gaveta.
Até passou por Macau o que atesta a genuinidade do produto esquerdista, democrático, e de boa cepa. Oriental, tal como o Sombra. De esquerda. Democrática.
Jorge Coelho, compadre, amigo de peito e quase conterrâneo de Dias Loureiro é o produto mais genuíno que este PS tem para oferecer como exemplo da esquerda democrática que quer preservar o Estado Social, a escola pública e o SNS.
Dias Loureiro, por isso mesmo, é o esquerdista mais notório que o PSD alguma vez pôde apresentar como troféu democrático. Porque sendo amigo de Jorge Coelho, com ele partilhou amizades e interesses. De esquerda, sempre.
sábado, abril 09, 2011
O discurso de esquerda, "é porreiro, pá!"
Por isso mesmo, repare-se nestes esquerdistas notórios, democráticos porque o PS é sempre da "esquerda democrática", amigos dos pobres e desvalidos:
O primeiro de todos é o Inenarrável "prime minister of Portugal". Este sinal de presença no rodeo-drive de L.A. ao lado de Putin e outros esquerdistas notórios devia ser apresentado no Congresso que decorre como prova de pertença legitima à "esquerda democrática" que temos. Para se ver em congresso como é que um "esquerdista democrático" se comporta no estrangeiro enquanto primeiro-ministro de Portugal.

É uma imagem de Rui.Pedro.Soares, no tempo em que distribuía t-shirts de Che Guevara, com as suas colegas inequivocamente de "esquerda democrática". Rui.Pedro.Soares entretanto evoluiu na escalada de "esquerda democrática" e surgiu como administrador da PT, um sinal inequívoco dessa esquerda e que por isso mesmo lhe deu oportunidade de ganhar em poucos meses, mais de um milhão de euros.
Patacos, para estes príncipes da "esquerda democrática".
A direita ultra-liberal é que não sabe fazer disto...e por isso vai acabar com o "Estado social, a escola pública e o SNS". Estes, da "esquerda democrática", querem que seja tudo como a PT... e as visitas ao rodeo-drive se estendam a todos, em solidariedade e igualdade democráticas. Por isso, nada de liberalismos.
Os comprometidos com o sistema
São estes, os comprometidos:
Adriano Moreira
Alexandre Soares dos Santos
Álvaro Siza Vieira
António Barreto
António Gomes de Pinho
António Lobo Antunes
António Lobo Xavier
António Nóvoa
António Ramalho Eanes
António Rendas
António Vitorino
Artur Santos Silva
Belmiro de Azevedo
Boaventura Sousa Santos
Daniel Proença de Carvalho
Diogo Freitas do Amaral
Eduardo Lourenço
Eduardo Souto Moura
Emílio Rui Vilar
Fernando Seabra Santos
Francisco Pinto Balsemão
Isabel Rodrigues Lopes
João Gabriel Silva
João Lobo Antunes
Joaquim Gomes Canotilho
Jorge Sampaio
José Carlos Marques dos Santos
José Carlos Vasconcelos
José Pacheco Pereira
José Pena do Amaral
José Silva Lopes
Júlio Pomar
Júlio Resende
Leonor Beleza
Luís Portel
Manoel de Oliveira
Manuel Braga da Cruz
D. Manuel Clemente
Manuel Sobrinho Simões
Maria de Sousa
Maria Fernanda Mota Pinto
Maria João Rodrigues
Mário Soares
Miguel Veiga
Rui Alarcão
Teresa de Sousa
Entendem os comprometidos que um dos compromissos é o que deverá existir "entre o presidente da República, o Governo e os principais partidos, para garantir a capacidade de execução de um plano de acção imediato".
Está-se mesmo a ver esse compromisso com o discurso beligerante e eleiçoeiro do PS em congresso, a "malhar na direita" que vai "acabar com o Estado social". E com o PSD como alvo e porta-bandeira dessa terrível direita que surge sempre em épocas pré-eleitorais para que o PS ganhe.
Andamos nisto há décadas. Nestas palhaçadas que não passam disso porque é notoriamente impossível um entendimento entre um professor Boaventura e um Marques dos Santos, da Jerónimo Martins, por exemplo. Mesmo que este tenha dito no outro dia na tv que um bom primeiro-ministro poderia ser o Vitorininho do PS. É que disse mesmo.
E uma palhaçada ainda porque a "terrível direita" não existe a não ser na retórica eleiçoeira deste PS que sabe usar essa arma, eficaz desde sempre porque somos um país pobre e com muitos pobres de espírito. O PSD é um partido social-democrata em muitas áreas à esquerda do próprio PS. Mas isso não conta nada porque o importante é passar o discurso dominante. E quem domina o discurso é o PS, neste momento. O PSD não tem ninguém que rebata estas aldrabices eleiçoeiras e desfaça a farsa que se prepara mais uma vez.
Ainda pode ser palhaçada porque o presidente da República já disse que não se mete " na negociação com a oposição do pacote de ajuda financeira a Portugal". Portanto, para compromisso não está nada mal. Aliás, o presidente parece que não se mete em nada. Ouve mentir e cala-se. Contemporiza com desmandos orçamentais e faz uns avisos esfíngicos à espera que o tempo lhe dê razão para depois vir dizer que a teve. Enfim.
Depois, o que isto significa é apenas uma coisa: estas pessoas têm interesses diversos na política e sociedade portuguesas. Vivem ligados ao Estado, quase todos, directa ou indirectamente. Mesmo, lamentavelmente, os artistas. Precisam de compromissos de Estado.
Alguns dos comprometidos são fautores directos e imediatos desta tragédia que nos atinge. Nenhum deles foi capaz de travar o percurso descendente para o abismo económico em que nos meteram estes inenarráveis que nos governam há meia dúzia de anos. Nenhum deles se incomodou minimamente com os episódios indignos que atingiram o primeiro-ministro Inenarrável que ainda temos. Nenhum deles se afirmou como voz activa de indignação nessas alturas. Alguns parece terem sido juntos à pressa para compor o ramalhete. Resta uma pergunta: quem terá sido o "agregador"? O jornal, naturalmente não diz. Deve ter sido obra o acaso. É um documento que surge do nada e para o nada se destina.
Mas querem compromissos. Compromissos!
Nós não precisamos de compromissos, mas de rupturas com esta merda em estado comatoso que nos tem governado.
A Esquerda farsante
E há uma grande diferença entre o PSD e o PS: este partido não quer acabar com aquelas conquistas da democracia. O PSD quer. O PS se tiver que governar com o FMI, fá-lo-á a contra-gosto. O PSD não porque é esse o seu programa.
Foi isto que António Costa acabou de dizer numa entrevista de Judite de Sousa ( que deixou agora mesmo de ser funcionária pública) durante o congresso do PS.
Entretanto, José S. apareceu várias vezes com aspecto compungido e "emocionado". Provavelmente é mais uma facécia deste Inenarrável da política portuguesa.
Os seus correlegionários estão todos unidos à volta desde Inenarrável porque é da vidinha deles que se trata. O país, esse, bem pode lixar-se. E lixar-se-á, sem apelo nem agravo.
Até convidaram Ferro Rodrigues, o emigrado na OCDE onde se encontrava em retiro sabático por causa do Casa Pia.
Veremos o que o futuro nos reseva. A bancarrota espreita e o PS já comemora em happening. O Sombra também lá está, com o mesmo discurso de sempre, o da Esquerda farsante.
Tomem nota...
A conclusão é simples: " Quase metade dos comentários não é reproduzível, por ultrapassar os níveis de decência. As restantes tiradas, se contassem para sondagem, atestariam que os portugueses não querem nem Sócrates nem Passos à frente do Governo: o primeiro é criticado, o segundo só recolhe indiferença."
Um interveniente, com 23 anos e desempregado ( tem uma especialização em energias renováveis mas nunca passou de empregado de mesa) , diz assim:
"O país não está nada bem, é verdade, mas há alternativa? Não."
É isto que se vende nas tv´s à hora do jantar, nos telejornais e em prós e contras avulsos. A ideia básica, chave, é a de que este governo fez o que pode e o que vem a seguir, mesmo de outro partido, não é alternativa e seria a mesma coisa ou parecido. E portanto, para melhor está bem, está bem. Para pior já basta assim.
Este discurso tem décadas. Repete-se sempre, como se demonstra pelos jornais de época. Foi este o discurso de 1976, de 85, de 95, de 2005 e agora.
É esta ideia básica que o PS está a transmitir no seu congresso que decorre: aviltar o partido da oposição, com ideias e propósitos turvos que deram sempre votos a render: "nós somos de esquerda" e o PSD se vier a governar, será a direita. Entre direita e esquerda, nós somos os mais amigos dos pobres e dos trabalhadores e por isso votem em nós que seremos mais solidários, mais democratas e mais tolerantes.
Este discurso, aliado ao jornalismo que temos ( a incrível jornalista Judite de Sousa dizia ontem numa entrevista ao SOl que já não se sentia funcionária pública...) é a razão principal para que um partido e um governo que nos atirou para a bancarrota e obrigou a chamar o FMI, tenha a esperança bem firme de vir a ganhar as eleições.
E tal é uma incógnita porque em 2009, os mesmos fizeram tudo por tudo para ganhar. E ganharam, naquilo que o Inenarrável considerou - e bem- uma "vitória extraordinária".
Durante o Verão, teve as instituições judiciárias mais subidas do país a salvar-lhe o coiro político. E salvaram.
sexta-feira, abril 08, 2011
Confiança cega
Com os burros na água
quinta-feira, abril 07, 2011
quarta-feira, abril 06, 2011
E o primeiro-ministro deixa?!
Jaime Gama sai de cena
A democracia que temos é uma farsa?
O Sombra
terça-feira, abril 05, 2011
Um mundo pequeno e singelo
Alberto Martins, o opróbrio
segunda-feira, abril 04, 2011
A deseducação da Esquerda utópica
E cita uma autora que lhe diz muito porque "a conforta na certeza de não estar só": Cynthia Fleury. Uma espécie de professor Boaventura no feminino.
"(...) é forçoso constatar que a escola se esforça sobretudo em formar não-perturbadores, pensando que tanto melhor preservará a saúde da democracia quanto mais produzir conformistas. Nada disso. Ensinando unicamente a norma e não o seu questionamento, instalamos a inevitável entropia: orquestramos o declínio da democracia. ( ...) é esta a razão pela qual o facto de reflectir sobre as novas práticas inovadoras da pedagogia é trabalhar directamente sobre a saúde democrática, no sentido em que isso significa pensar os fundamentos do projecto democrático."
Chega esta pequena passagem para dizer o seguinte: afastem esta senhora de qualquer programa ou projecto educativo de relevo! Afastem-na porque é um perigo. Foi dela a brilhante ideia das "áreas de projecto" e de "estudo acompanhado". Se não foi podia ser, porque no fim do artigo lamenta a sua extinção... e diz que isso reflecte uma ideologia de direita ( exactamente, esta senhora ainda pensa assim). Portanto temos uma senhora de Esquerda. Das tais que por aqui temos falado. A Esquerda das utopias e das ideias erradas que com boas intenções prejudicam gerações e inquinam o tecido social, como sabem dizer.
Na revista da CGD, deste trimestre, o sociólogo António Barreto, sobre este mesmo assunto diz assim:
"Nos últimos 20-30 anos os princípios pedagógicos que orientam os sistemas educativos portugueses e europeus tem vindo a privilegia a indisciplina, a espontaneidade, a criação pessoal. Eu acho que esses princípios deram mau resultado. A meu ver, os pontos de partida estão errados, como considerar que as crianças têm uma curiosidade natural por aprender, para saber mais, estudar, esforçar-se, para se organizarem. Nada disto é verdade. Essas são coisas que se aprendem e se treinam. Não se pode esperar que as pessoas tenham esse equilíbrio entre disciplina e rebeldia- não se ensina a rebeldia, porque isso não se ensina a ninguém, e ainda bem, mas é preciso ensinar a disciplina, e tem de se treinar o método de trabalho."
Entre estas duas concepções divergentes da Educação qual a que prevaleceu em Portugal? A da senhora Ana Benavente, está bom de ver. E com os resultados que temos.
Porque é que a senhora Benavente conseguiu meter esses conceitos errados nos programas e sistema de ensino? Porque admira todas as Fleurys deste mundo em que vivemos. Pensadoras da utopia e do erro. Porque a esquerda, dantes, combatia o capitalismo e a burguesia, em nome da sociedade socialista. Actualmente, com a falência do comunismo, resta combater o capitalismo e a burguesia, porque são " a direita", o demónio que os persegue nos sonhos utópicos.
E porque é que a senhora Ana Benavente teve o sucesso que teve? Porque é de Esquerda e assim se reivindica.
E António Barreto é de quê? Do Centro?!
A senhora Benavente começa por escrever que nos anos sessenta o analfabetismo era uma pesada herança. A partir dos anos setenta, np entanto " e sobretudo depois de Abril " é que foi a mudança- para melhor, está bom de ler. Os portugueses, com esta senhora Benavente e outros como ela que detestam acima de tudo " a direita" progrediram na alfabetização. As estatísticas da senhora dona Lurdes comprovam-no.
Mas há um pequeno pormenor que tal vez a senhora dona Lurdes entenda melhor que a senhora Benavente: no campo, os camponeses analfabetos sabiam mais, muito mais das tais competências com que aquelas agora enchem a boca, do que hoje em dia. Não sabiam ler nem escrever, talvez. Mas ensinavam os filhos coisas que a senhora Benavente nem sonha e a senhora dona Lurdes já esqueceu porque no Alto-Minho não se fazia só contrabando.
O analfabetismo hoje em dia, nos meios sociais da senhora Benavente, talvez seja bem maior do que nos anos sessenta nos meios rurais. Mas isso, a senhora Benavente e a senhora Fleury nunca entenderá.
E não precisa de entender. Basta que não chegue ao poder outra vez, porque o mal que nos fez é pior do que o de muitos criminosos. Matar a sociedade é um crime maior do que roubar carteiras.
Já começou o descalabro
SIC:
Estão em risco os ordenados deste mês na empresa Metro do Porto. A própria administração reconhece as dificuldades, já que a empresa tem uma dívida de 2450 milhões de euros. O ministro das Obras Públicas diz que está atento e garante que está à procura de soluções.
Gastaram aos milhões como se o saco não tivesse fundo. Agora estão à rasca.
Alguém vai pedir contas? A quem? Quem foi o autor do descalabro? O Governo? Tem costas muito largas mas há outros a nível local que merecem o nome nos jornais como autores deste escândalo.
Mas...alguém acha que o vogal-administrador Marco António vai ficar sem a sua cadeira em pele macia?
E sua Excelência o antigo administrador da TDM em Macau? Também vai ficar sem o magro salário do fim do mês, perante a excelente obra de administração que conduziu a empresa a uma falência sem remédio que não seja o costume- sermos todos a pagar a conta?
A saga de Alberto Martins, ministro da Justiça
O documento revelado hoje pelo DN diz respeito à notificação do Ministério da Justiça como réu na acção administrativa da procuradora Maria da Conceição Fernandes. Depois de recebido pelo gabinete do ministro, o processo foi reencaminhado, através de um despacho da chefe de gabinete de João Correia (a 3 de Março de 2010) para a secretaria-geral do ministério. A dúvida que está instalada é: quem é que no gabinete de Alberto Martins passou – ao que tudo indica, informalmente – o processo da procuradora para o gabinete do secretário de Estado?
Confrontado com estes dados novos, o gabinete do ministro respondeu: “O facto de ter um carimbo nada significa. Todos os processos eram distribuídos e tramitados directamente para o gabinete do ex-secretário de Estado da Justiça e pelo seu gabinete despachados de acordo com os critérios por este adoptados.”
Deverá recordar-se que João Correia tinha dito ao jornal i que o procedimento para o seu despacho de autorização de pagamento à mulher do ministro, tinha estado previamente no gabinete deste. Portanto, o ministro não podia nem devia alegar desconhecimento do facto, porque se o fizesse o mínimo a dizer era que tinha sido negligente em modo grosseiro.
O ministro, através do seu gabinete, desmentiu tal facto. Vejamos então como o jornal apurou outro facto: o carimbo que prova que o procedimento esteve efectivamente no gabinete do ministro, dando por isso razão a João Correia e desmentindo o desmentido do ministro. E leia-se o que este ainda por cima diz, sobre isto.
E não se demite, este Alberto Martins. Tem uma concepção de democracia como se pode ver.
Flash-back

No "evento" podem ver-se como presentes alguns jornalistas do Sol, incluindo o seu director. Mário Crespo, da Sic-Notícias e alguns políticos, como Miguel Relvas, Ângelo Correia e pessoas que escrevem no jornal, como Catalina Pestana.
Um evento demasiado político-partidário e que compromete a imagem de isenção de jornalistas que provavelmente nem precisam destas coisas para trabalhar bem.
Então porquê? Em primeiro lugar, porquê uma "biografia" que imita uma outra de há uns anos atrás e que se intitulava O Menino de Oiro, prefaciado por...Dias Loureiro? Estas biografias escritas à pressa para a ocasião, valem muito pouco. Provavelmente menos que um artigo de jornal bem feito e distanciado do biografado. Então, repito, porquê? Para imitar o pior que temos da política portuguesa e que estes combatem? Mas como aceitam assim uma imitação tão, tão parecida?
Em segundo lugar e mais grave ainda, que distância, objectividade, isenção, credibilidade numa palavra, passam a ter estes jornalistas depois destas e doutras coisas?
Preferem ser conotados com o PSD? Preferem ser ligados partidariamente a estas coisas?
Enfim, profundamente lamentável. Porque o PSD é o como os demais partidos. E é preciso que o "quarto poder", o mediático, seja o mais possível isso mesmo: separado do primeiro e que se assume sempre como o mais relevante. Daí o especial dever do jornalista em ser "watch-dog", como dizem os americanos. Deve ser um poder de vigilância desse poder e não de promiscuidades espúrias que retiram qualquer réstea de credibilidade nessa vigilância.
Portugal é um país pequeno, mas precisará disto? Acho que não.
A revista Flash é da Cofina que detém o Correio da Manhã. Obviamente , este jornal, há meses que anda a fazer a cama ao primeiro ministro e a este governo. Porém, fá-lo com alguma decência , relatando factos. Espero sinceramente que o continue a fazer se o próximo governo for do PSD. É assim que uma democracia deve funcionar, a meu ver.
A jornalista Manuela Moura Guedes, a páginas tantas desta revista, desanca de modo desassombrado neste Inenarrável que nos governa, com argumentos que se resumem a uma frase: "Sócrates é o problema". E é. Tenho fé, no entanto, que se Passos Coelho ou seja quem for que vier a seguir, for outro problema, haja jornalistas que o escrevam e digam. E que não sejam apenas os da barricada oposta.
Para isso temos já que cheguem e parece que se preparam ainda mais: o indescritível Rangel ainda não desistiu da parceria com o incrível Rui.Pedro.Soares...
domingo, abril 03, 2011
Assim assado no jornalismo
Este naco de prosa, tirado daqui, é da autoria do Provedor do Leitor do Público e de um artigo que o mesmo hoje publica.
Chama-se José Queirós, o Provedor e não é a primeira vez que "se mete" com a jornalista do Público Mariana Oliveira, verdadeira visada do seu requisitório aparentemente profissionalizado.
Como não conheço os pergaminhos jornalísticos do Provedor fui ver à Rede. E vi isto:
Nascido no Porto em 1951, José Queirós trabalhava actualmente na livraria Figuerinhas, no Porto. Tendo dado os primeiros passos no jornalismo n'O Primeiro de Janeiro, passou pelo Expresso antes de fundar o Público, donde saiu em 2002, para o Jornal de Notícias, que abandonou em 2009.
Portanto, fico a saber que José Queirós foi jornalista em vários jornais. Aprendeu a tarimba nos jornais e agora dá lições de ética jornalística a jovens jornalistas que no seu entender dela carecem. É um mestre, pelos vistos.
Digo já que os seus artigos não me interessam muito. São cinzentos, desinteressantes e até mesmo anódinos e irrelevantes. O Público teve outros provedores e este parece-me o mais fraquinho deles todos. Adiante.
O caso concreto que o Provedor cita para se encanitar com a jornalista tem a ver com as fontes e o uso do anonimato para justificar notícias. Fazendo um "close up", o assunto é delicado e revela pelo menos uma coisa algo idiossincrática: José Queirós, Provedor do Público acha mal que o jornal publique uma notícia, deste modo que explica assim:
No passado dia 11 de Março, o procurador-geral da República, Pinto Monteiro, foi chamado ao Parlamento para esclarecer declarações públicas que fizera sobre a existência de escutas telefónicas ilegais. Em notícia de antecipação a essa audição, publicada na mesma data, a jornalista Mariana Oliveira dava conta de que “vários elementos do Conselho Superior do Ministério Público” tinham uma opinião diferente a esse respeito e consideravam “anómalas” as declarações do procurador-geral, classificadas por um deles como uma “infantilidade”.
José Queirós, antigo jornalista do Expresso, do Público e do Primeiro de Janeiro acha que as notícias não se devem dar assim. Mas assado. E bem passado, de preferência.
A jornalista poderia ter escrito o que pensam alguns conselheiros do CSMP mas se lhes citasse o nome e a fronha. Assim, não. Assado, talvez. Deixemo-nos de ironias, então.
José Queirós encanita-se com a jornalista que não respeitou as regras jornalísticos que o mesmo certamente sempre praticou, ou com os elementos do CSMP que pensam de modo diferente do PGR?
Quanto a mim, é com estes últimos. Preferia que os nomes fossem expostos ou então não deveria ser dada a notícia. O PGR pensa a mesma coisa, certamente.
Então vejamos o argumento que usa para a crítica:
O que tornava esta notícia “anómala”, para usar o termo atribuído aos conselheiros, era o facto de uma das partes dizer o que pensava em declarações públicas, enquanto a outra comentava essas declarações, e o tema a que aludiam, sob a capa do anonimato. Não é uma forma responsável de fazer passar mensagens, e menos ainda apreciações desprimorosas, como foi o caso. Se o método não incomoda magistrados a desempenhar funções públicas relevantes, deveria incomodar os responsáveis editoriais do PÚBLICO.
Portanto, estamos aqui num processe de partes. De um lado, o PGR e quem o apoia. Viva! Do outro, os que o criticam, mesmo veladamente. Morra! Pim!
Ora então o que é criticável é o facto de haver conselheiros do CSMP que consideram as declarações do PGR " infantis". Porque tal é desprimoroso, segundo o Provedor e uma figura tão importante como um PGR não merece um tratamento tão rasteiro de conselheiros que com ele privam em reuniões.
Mas haverá outros que não pensam desse modo, certamente. Portanto, o que a jornalista deveria fazer, seguindo a lógica do Provedor era averiguar quem, dos conselheiros, achava as declarações infantis e quem achava que não. E publicar os nomes porque senão, nada feito.
Isto poderá reconduzir-nos a uma questão básica do jornalismo: o que é notícia? Os conselheiros que aplaudem o PGR ou aqueles que o contestam? Que diria José Queirós se um principiante do jornalismo lho perguntasse?
E se o jornalista souber que há conselheiros que o contestam, particularmente e no caso concreto, deverá mesmo assim colocar-lhes os nomes no jornal, mesmo que estes lhe tenham pedido o anonimato das fontes?
Que responderia José Queirós a esta pergunta de um principiante do jornalismo? Que sim, deveria?
E se for não, porque se incomoda tanto com este tema?
O jornalismo não tem o dever de contar a verdade? E a verdade neste caso qual é? A de que há conselheiros que batem palmas ao PGR? Isso já saberíamos de antemão...mas o contrário provavelmente não é tão evidente.
Perante tudo isto, o que me parece a mim, que não tenho fontes anónimas que me digam o que pensam de José Queirós, é que defende um jornalismo "suave". Ou seja, sem interesse para o jornalismo que se pretende.
Isso para não escrever outra coisa bem mais indelicada mas que justifico: José Queirós tem partido? Costuma votar em quem?
Será que não tenho o direito de saber, mesmo sem fontes anónimas?