quarta-feira, 6 de abril de 2011

A democracia que temos é uma farsa?

Sapo: Dívida: Governo diz que juros subiram porque oposição chumbou o PEC.

É o nosso brilhante ministro das Finanças ( o pior da Europa, sem dúvida e quem o disse foram estrangeiros há uns tempos) quem o diz.

Este professor Teixeira dos Santos anda a aprender rudimenos de política. Então apanhe lá esta, a ver se embatuca:

“A comunicação do ministro das Finanças da passada sexta-feira ficará certamente para a história como a mais desastrada e desastrosa que alguma vez foi feita em Portugal, se não mesmo no hemisfério Norte, de todos os pontos de vistas”, afirmou o socialista. O socialista justificou “que é uma declaração que criou a ideia generalizada de um conjunto de facto que temos vindo a perceber que não são reais”. “Por exemplo, só domingo à noite, é que percebi que o famoso congelamento das pensões sociais não constava do conjunto das medidas anunciadas”, disse António Costa.


Outra coisa: os banqueiros mandam no país. Tal parece ser uma verdade incontornável citada nos jornais de hoje e não apenas pelos comunistas que fundamentalmente isso defendem em modo estatutário.


Para se apreciar a democracia que temos em contraponto à ditadura que tivemos talvez não seja preciso ir muito mais longe, tirando a questão da repressão política e das prisões políticas.


Portanto, no regime de Marcelo Caetano, estes Salgados, Ulrichs e Ferreiras tinham mais pudor e não se atreviam a mandar recados de patrões.

Há quem diga ( os comunistas e socialistas) que os banqueiros de então não precisavam disto porque estavam lá, no poder. Mas pura e simplesmente não é verdade, como sabe qualquer pessoa que leia o livrito "Salazar e os milionários."


E nem é preciso ler tal livro: basta atentar que na ditadura, o poder político mandava efectivamente. E agora, em democracia, quem manda?


O poder financeiro e bancário. Voilà! Sem serem eleitos, fazem-se respeitar e mandam como carreteiros.

15 comentários:

Domingos disse...

"...tirando a questão da repressão política e das prisões políticas..." diz o estimado José.

Não concordo.
A repressão política faz-se hoje de acordo com a época em que vivemos, utilizando as técnicas mais evoluídas existentes no mundo. Alguns dos métodos serão inevitavelmente diferentes dos utilizados há anos atrás.

O que faz a central de comunicação e propaganda do governo, não configura um caso repressão política?

Para que serve a produção subcontratada de uma infinidade semanal de leis que se afirmam, contradizem e negam, não se enquadra numa lógica de repressão política, económica e social?

A prisão do Mário Machado não é um caso de prisão política?

A perseguição ao prof. António Caldeira, autor do blog "Do Portugal Profundo", não é um flagrante exemplo de repressão política?

Tivesse eu melhor memória e acrescentava mais uns casos.

Caso único na Europa ocidental, temos um bando de criminosos agrupados como governo de um país, reconhecidos e considerados como iguais por outros governos (!!).

Para concluir este quadro fantástico temos um PR embalsamado.

Carlos disse...

A democracia que temos é uma farsa?

É.

E vou citar uma figura capaz de pôr os cabelos em pé à grande maioria dos "passeantes" por cá (e não só).

Fidel Castro: "Quando nos vossos países, quem decide a escolha de um governo, não passa normalmente dos 25% dos eleitores, isso é democracia?"

Por isso defendo há muito que o voto devia ser obrigatório.

Carlos disse...

Domingos:

"A prisão de Mário Machado não é um caso de prisão política?"

Também pode ser, mas não é o que consta na acusação, provada.

Já o caso do prof ABC, prof Charrua, médico de Vieira do Minho, caso TVI, caso Mário Crespo e mais recentemente do dirigente de Coimbra, é.

zazie disse...

ehehe
O voto obrigatório. Essa tem piada vinda de "esquerda".

Já agora, ó inteligência, e que acontecia a quem não votasse, ia para a tropa?

zazie disse...

É que ser obrigatório votar e facultativo o serviço militar não faz muito sentido, nem para o teu ilustre personagem.

zazie disse...

É a chamada "democracia obrigatória". O que não é proibido é obrigatório.

Carlos disse...

"...o que acontecia se não votasse?"

Teria que passar um fim-de-semana contigo de castigo!

JC disse...

"Já o caso do prof ABC, prof Charrua, médico de Vieira do Minho, caso TVI, caso Mário Crespo e mais recentemente do dirigente de Coimbra, é."

E também o caso dos Magistrados do Freeport, com proposta de punição disciplinar, me parece ser um caso de perseguição política.

Ainda mais por causa disto:

O Conselho Superior do Ministério Público deliberou hoje "não existir qualquer impedimento" que obste a que o advogado Castro Caldas continue relator do processo disciplinar dos magistrados do caso Freeport para que foi nomeado por "sorteio", anunciou a PGR.

http://www.ionline.pt/conteudo/111522-freeport-castro-caldas-nomeado-relator-processo-disciplinar-magistrados-

Convém ter presente que Castro Caldas além de ser membro designado pelo Governo, foi também ministro da Defesa do executivo socialista de António Guterres, do qual também fazia parte José Sócrates como ministro do Ambiente.

E pertence, SE NÂO ERRO, ao escritório de advogados que patrocinou a defesa de Lopes da Mota...

Querem mais perseguição política que esta?

Carlos disse...

Oh, rapariga,

já aqui referi os teus resquícios de esquedelha. Agora associas o voto ao serviço militar.
Ou seja, aquele velho slogan: " o voto é a arma do povo!"

Xanax para cima, já! ( o já é mesmo para irritar)

zazie disse...

Aparvalhado, este Carlitos.

joserui disse...

Diria mesmo mais: voto obrigatório no inenarrável ou em quem o partido designasse! -- JRF

Carlos disse...

Perdoai-lhes Senhor. Não sabem o que dizem.

andrecruzzzz disse...

carlos , qual dirigente de coimbra?

Carlos disse...

andrecruzzzz:

Não me lembro agora do nome. Mas julgo que era vice-presidente da Direcção Regional do Ensino/centro.

Karocha disse...

Mário Crespo?

Ele continua,que foi apeado foi o Medina Carreira!!!

Dura lex, sed latex