sábado, 2 de abril de 2011

A opção simples

Estas duas imagens são de O Jornal de 22.4.1983, com um texto de cada um dos líderes políticos da época sobre as eleições dali a três dias e o da direita é da revista do Expresso, de 22.2.1986, logo a seguir à eleição presidencial e com um título premonitório: " A partir de agora nada ficará como dantes". E não ficou, de facto. Toda a porcaria que se gerou em Macau, saltou para a nossa ribalta nos anos vindouros. Toda a ribaldaria com malas de dinheiro a fugir em aeroportos, corrupção de figuras gradas e tudo o que depois se soube e muito do que não se sabe, começou aí, nesse mesmo dia.

E como é isto possível ao longo dos anos? Como é possível uma personagem deste calibre na política portuguesa continuar inimputável, sem que alguém lhe diga "basta!" ?
É simples e a receita é dada no artigo de O Jornal ao lado, intitulado "Uma opção simples".

Diz assim, entre outras pequenas maravilhas do léxico demagógico que ganha eleições, sempre que seja preciso:

"No próximo dia 25 de Abril, os portugueses vão ser confrontados com uma escolha clara: ou se decidem pela continuação da política ruinosa dos três últimos anos, da responsabilidade dos governos e dos partidos da "ex-AD" ou da "nova AD" ( como quiserem, é igual) ; ou optam por uma mudança de política que passará por uma deslocação do centro de gravidade da vida nacional da direita para a esquerda democrática".

Voilà! É esta a receita. E depois condimentada com frases como esta: " O PS apresenta-se ao povo português com a linguagem da verdade e do rigor, oferecendo-lhe propostas concretas". Eram as tais cem medidas...e entre elas uma avulta como prioridade das prioridades: "Contra a corrupção no Estado". Vejam só!
No escrito não esquece outra coisa fundamental: o apelo ao voto útil no PS, dos comunistas, cujo modelo "não exerce mais qualquer poder de atracção, especialmente sobre a juventude" e "está, de resto, em falência em todo o mundo".

Com esta estratégia simples- diabolizar a direita, apresentar o PS como um partido mais que responsável e de esquerda e capaz de captar o eleitorado comunista cujo modelo "faliu", o PS tem ganho eleições.
E vai continuar até que alguém consiga convencer um número substancial de eleitores que o PS é a ruína permanente e em execução constante. Não tem emenda, nunca nos conduziu a bom porto em circunstância alguma e só nos tem afundado economicamente.
Essa é a realidade que uma maioria não quer entender.

1 comentário:

Floribundus disse...

a ignorância, a ambição e a inveja permanecerão à esquerda até faltar a 'mastigação' na SOPA DOS POBRES