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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Censura e Lei de Imprensa de 1971

Em 1971 foi publicada uma Lei de Imprensa em Portugal. Em Junho de 1972 entrou em vigor e antes disso, todas as publicações eram obrigadas a submeter o que pretendiam lançar a uma Comissão de Censura.
A partir daquela altura a Censura acabou oficialmente em Portugal e foi substituída pelo Exame Prévio, para os periódicos.
A mudança, não sendo apenas cosmética, manteve o controlo de publicações seguindo um regime excepcional, relacionado com o "estado de subversão" que visava impedir, de facto, toda a propaganda política de pendor comunista.
Tal estado de coisas implicava, para a Oposição então existente e que se manifestou em congresso, em Aveiro de 1973, a manutenção real do satus quo censório, em Portugal.
Assim, hoje em dia ainda se afirma indistintamente que no regime anterior a 25 de Abril de 1974 existia Censura, o que não é inteiramente verdade e tem explicações mais subtis que  deveriam tornar claro para todos o que então existia, no tempo de Marcello Caetano.

A revista Observador de 20 de Julho de 1973 explicava isso muito bem e sem limitações que aparentemente seriam de esperar se existisse mesmo censura.

A mudança tinha sido também explicada anos antes, em 1971, na revista Vida Mundial, de 6 de Agosto de 1971, com capa sobre tal assunto.






Em 29 de Outubro de 1971 a mesma revista explicava ainda melhor a Lei de Imprensa de 1971.








Foi então que apareceu a primeira escola de jornalismo de "curso superior", que era escola privada, como explicava o Diário Popular de 7 12 1971:





66 comentários:

Portuga disse...

O ataque foi forte em todos os sentidos. E continua...

Portuga disse...

O mesmo foi em relação à ex-DGS. Disseram cobras e lagartos sem conhecerem exatamente as funções e as valências da instituição. Ninguém era preso por falar mal do governo como ainda hoje se diz. Só era preso e julgado pelos TRIBUNAIS quem desenvolvia atividades subversivas violentas com vista ao derrube do governo e à instauração de um regime comunista. No congresso de Aveiro alguém foi preso? Tortura? Se houve, e tudo indica que sim, é condenável. Mas também seria necessário contextualizar em que tempo isso aconteceu e os crimes que essas pessoas praticaram. Sempre foi crime a colocação de bombas para destruir equipamentos do Estado, seja em que regime for. A destruição da rede de energia elétrica, à bomba, levada a cabo em 8/9/72 que afetou as grandes cidades do nosso país incluindo hospitais, não foi crime? E o controle eficiente que havia nas nossas fronteiras muitas vezes intercetando criminosos e ladrões de toda a estirpe. Hoje roubam-se bancos e mata-se como se bebe um copo de água. Não digo que voltássemos ao mesmo porque tudo tem a sua evolução mas ao menos que impusessem algum respeito neste país. Quantos jovens já foram destruídos pela droga. Quantas famílias foram destruídas por roubos e assassinatos. Eu não defendo a minha liberdade submetendo o meu semelhante ao sacrifício. A morte do general H. Delgado foi a grande nódoa atribuída à DGS mas sobre isso seria preciso averiguar qual era o papel de Casimiro Monteiro nesse episódio. Quanto às eleições, do G.H.D hoje diz-se que foi uma fraude mas parece que não foi bem assim.

Portuga disse...

O que a imprensa disse sobre o ataque à bomba de 9/8/72
Diário de Notícias
(...) crime mesquinho e sem projecção, a conjuntura ontem posta em prática não pode ter qualquer justificação, nem mesmo do ponto de vista cínico ou brutal da hipotéticas vantagens para qualquer perversa ideologia.
(...) há forças de cupidez imperialista e desmedida insensatez a fomentar entre os homens aquele estado de espírito de violência e ódio, que jamais poderão trazer a qualquer país o mínimo de condições de vida a que devemos aspirar.
O Século
A discordância das ideias não pode remediar-se nem com o ódio nem com o terror. A Ordem,a disciplina social são bens que todos os cidadãos têm o direito de usufruir - não desejando vê-los perturbados pela paixão de minorias que, com o simples tacto de intentarem a desordem, se colocam à margem da comunidade.

Portuga disse...

O Primeiro de Janeiro
(...)claro que nenhuma consciência bem formada poderá apoiar estes actos de violência. Tem de os condenar, já que a violência aumenta a tensão entre os homens e determina medidas de prevenção e de repressão que nada propiciam aquele clima de tranquilidade a que todos justamente aspiram. Ora mais do que nunca, as atenções dos governantes estão dirigidas para o seu desenvolvimento sócio-económico do Povo português. Perturbá-las com actos de violência constitui actividade criminosa com a qual não poderão pactuar as pessoas responsáveis e conscientes deste país.

Zephyrus disse...

Os jornalistas não prestam.

Parece que por vezes têm menos que a quarta classe antiga.

Um dia a Sábado trouxe um artigo sobre floresta portuguesa tão mau e com tantos erros que nunca mais a comprei, já lá vão 7 ou 8 anos. Excepcionalmente ainda trouxe para casa uma ou outra vez por causa dos artigos sobre o Sócrates.

A Visão com os seus artigos a tentar vender restaurantes já enjoa. Nota-se claramente que os artigos são encomendados para fazer favores e publicidade. De vez em quando lançam um artigo a dizer que o imobiliário está a recuperar, para fazer o favor às imobiliárias e enganar ingénuos. A Visão é outra que esqueci.

Do Expresso nem falo. Aqueles sacos que vinham cheios de publicidade a imobiliárias, condomínios de luxo, clínicas, ginásios, artigos encomendados e para encher o ego a «empreendedores» que depois acabam quase sempre por falir e desaparecer. Outro que deixei de comprar.

O Público é um jornal de marxismo cultural. Para esquecer.

O DN faz os fretes e o conteúdo e muito pobrezinho.

O JN é bem melhor e vai escapando. O CM também vai escapando embora fique bem atrás de jornais ingleses do género.

O Esquerdista El País está a léguas de distância de um Público.

Compro a Economist e por influência deste blogue começo a olhar para as revistas franceses. E compro de vez em quando o El Pais e o El Mundo.

Não há nem nunca houve nem haverá nada com a qualidade de uma Economist e isto diz muito da nossa miséria intelectual.

Andam com a parvoíce da língua portuguesa na boca mas nem sabem como as coisas se fazem. Portugal como pátria da língua deveria ter uma imprensa de referência escrita em bom português e com qualidade. Artigos feitos por portugueses sobre o nosso mundo que não andem a copiar ideias e formatos dos outros, ainda por cima cópias mal feitas formatadas com a pala ideológica do marximo cultural e para não ofender a cultura mediática de Esquerda com pendor extremista que tomou o país.

Uma Economist vende para o mundo inteiro. Tal como um El Mundo ou El País.

Os nossos jornais são lidos no Brasil ou em Angola? E as nossas revistas?

Temos alguma National Geographic em língua portuguesa feita em Portugal por portugueses que venda para todo o mundo?

Temos alguma Economist que seja uma referência em língua portuguesa com artigos imparciais e bem escritos sobre economia e política e que venda para todo o mundo?

Não temos nada disto e os burros que estão nos jornais não vêem esta realidade, ou fingem que não vêem. E a solução que arranjam para o facto de não venderem? O Estado subsidiar a actividade.

Não vendem porque como jornalistas não prestam e os artigos que escrevem não valem nada e como pessoas do ponto de vista intelectual estão bons para serem caixas de supermercado.

josé disse...

Actualmente julgo que há um boom de revistas de História, na França, Itália e até na Inglaterra e na Espanha.

As francesas são de grande qualidade, mas julgo que as italianas lhes chegam aos calcanhares, segundo vi no outro dia.

Aqui, nada de nada.

O jornalismo caseiro é do mais confrangedor que há e penso que apenas o JN e o CM se aguentam.

Floribundus disse...

não estive em 71
e nunca devia ter voltado

'estamos entregues aos bichos' e as bichas

estados definitivos:
socialismos
cadáver

josé disse...

Depois há um fenómeno que me parece interessante nos jornais e revistas francesas: estão sempre melhor do que eram e tal sucede de há décadas a esta parte.

As revistas francesas quando mudam o grafismo melhoram mesmo. Aqui é uma desgraça com uma excepção talvez: a revista Ler que deve vender para aí mil exemplares...

A Visão mudou de grafismo e quem fez aquilo devia mudar de profissão. A Sábado idem.

O Correio da Manhã mudou agora para copiar o do Jn. Enfim.

Zephyrus disse...

Mesmo assim o CM e o JN ficam atrás do que fazem jornais do género em Inglaterra...

Tal é a nossa miséria.

A SIC está entretanto em crise e não tem dinheiro para a programação de Domingo à noite.

Está a chegar às TVs generalistas.

Zephyrus disse...

Estes tansos nem se dão ao trabalho de fazer estudos de mercado sério para perceberem o que o público quer.

E desprezam as novas tecnologias.

Mais depressa pedem ao Governo para bloquear o Youtube porque faz concorrência...

Zephyrus disse...

Os generalistas na TV resumem-se a isto.

Telenovelas portuguesas que copiam os enredos das novelas da Argentina, México ou Colômbia, e depois apresentam aquilo como se fosse um original, com maus actores e a pobreza que fica a léguas de um Roque Santeiro, Cambalacho, Tieta ou Bem Amado.

Programas que duram horas com artistas pimba, um «especialista» em tom paternalista a dar conselhos de alimentação e um sexólogo qualquer. E convidados do mais pobre que há. Fazem rondas pelas festas de enchidos que custam uma fortuna.

Telejornais espectáculo com tudólogos que chegam a durar duas horas. É um caso de estudo na Europa. Ninguém civilizado tem telejornais tão longos e tão maus.

As peças jornalísticas são formatadas para descontextualizar opiniões adversas à Esquerda e para omitir o que não interessa revelar.

Os generalistas vão cair juntamente com os Públicos da vida.

josé disse...

Eu sei o que quero: um jornal como o La Repubblica já me bastava. E é de esquerda, ou seja não é de direita, o que é um pouco diferente.

josé disse...

E uma revista como a Marianne, francesa. Para não pedir muito. Igualmente de esquerda, ou seja, não é de direita.

O Le Point também servia, mas gosto mais de ler a Marianne. A desta semana está um mimo.

josé disse...

O jornalismo televisivo é mesmo muito mau. Nem ligo. E parecem todos afinados com os temas que são sempre os mesmos, até no alinhamento.

Aprenderam todos pela mesma escola, está bom de ver e os professores são os inenarráveis Josés albertos carvalhos e quejandos.

josé disse...

Não já um único jornalista por quem tenha admiração. Nem um, mesmo o José Rodrigues dos Santos que é o menos mau.

Zephyrus disse...

Eu gostei da Manuela no Jornal Nacional.

O Jornal Nacional era acima da média e tinha jornalismo de investigação. Foi uma pena ter acabado. Era líder de audiências. Todos sabemos porque terminou.

Zephyrus disse...

Nem é só o jornalismo que é mau.

É a programação toda que é péssima. E as audiências estão a cair.

Falta um bom livro ou artigo que explique toda a ilusão que é a TV portuguesa, um caso singular em toda a Europa.

35.º país na Europa com menos canais na TDT... para obrigar o povo a adquirir MEO ou NOS...

Depois passam os direitos televisivos do futebol para o cabo...

Agora que perderam o futebol os generalistas terão ainda maior tombo nas receitas. Não falta muito para pedirem apoios ao Estado como o Público...

Este Regime está cada vez mais putrefacto.

Zephyrus disse...

Os Rosas da vida andam a berrar por aí por causa dos «ricos fássistas» do passado.

A PT e a NOS estão inflacionadíssimas graças a decisões do PS socrático. O mercado da TV está todo distorcido e totalmente numa direcção contrária à seguida no resto da Europa.

Estes ricos criados pelo Regime os Rosas não vêem.

http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/22349

Esta palhaçada vai toda acabar como acabou para os bancos.

Floribundus disse...

o padreca edgar encarrega-se da Extrema-Unção e do funeral

Anjo disse...

Zephyrus,

Mas note que nem mesmo a The Economist é o que era há 15 anos. Tenho números dessa altura e cheguei a assinar a revista 4 ou 5 anos a fio.

A diferença na qualidade começou a notar-se desde então. É certo que continua a publicar-se sob o interessante lema que tem (que achei épico quando o li pela primeira vez), mas a profundidade das análises e dos dossiers que incluía dedicados a um tema já não é a mesma. O volume da revista também se reduziu muitíssimo e começaram a aparecer gralhas. Lembro que a publicação ufanava-se de ter uma das melhores equipas e políticas de revisão (e têm livro de estilo que até vendem).

Claro que continua a meter a um canto as congéneres, mas já foi bem melhor.

Hoje em dia já não assino, mas continuo a espreitar na Net alguns artigos e compro um ou outro número avulso que me interesse.

Zephyrus disse...

Há 15 anos era um adolescente, ainda não lia a Economist...

Tenho números antigos da National Geographic e acho que essa perdeu qualidade. A minha mãe assinou uns anos na década de 90.

Anjo disse...

Nunca li muito a National Geographic, mas amigos meus que a lêem queixam-se do mesmo. Parece ser uma tendência generalizada.

Sobre as revistas francesas nada sei dizer, porque nunca comprei nenhuma com suficiente assiduidade.

Rui disse...

a falta de qualidade da imprensa portuguesa penso que também está muito relacionada com a dimensão do publico alvo. Temos de nos comparar com a Bélgica, a Grécia, a Suécia. Obviamente que fazer jornalismo de qualidade e de investigação sai muito mais caro do que ter estagiários a fazer copy paste de comunicados de imprensa. Se o publico alvo em POrtugal forem 10 mil? 100 mil pessoas o preço por exemplar fica caríssimo.

Em relação às Televisões temos de dar mérito ao facto de hoje em dia existir muita produção nacional (goste-se ou não do conteúdo). Nos anos 80 as novelas eram todas brasileiras.

OFF TOPIC: como neste blog é muitas vezes abordada a temática da corrupção tenho curiosidade de saber a opinião do José em relação ao candidato Paulo Morais que foca muito a campanha neste tema. A verdade é que ele tem ideias concretas de medidas a tomar pelo presidente neste campo e tem desenvolveu trabalho criou visibilidade sobre este tema. Por outro lado a tradição portuguesa mais recente o presidente costuma ter um papel menos interventivo de forma a preservar a estabilidade parlamentar e do governo. de qualquer forma gostava de saber o que o José pensa sobre este candidato.

BELIAL disse...

E DIZIA O "Padrinho" do de agora:

" (...) Há por aí frequentes queixumes de que não temos por cá informação completa. Nada, porém, do que de verdadeiro se passa e que ao público interesse deixa de ser trazido ao conhecimento dele.

Mas não é informar bem o público deitar mão a todos os mexericos, a todas as intrigas, a todas as fantasias, ouvidas nas mesas dos cafés ou a algum intrujão imaginativo, para as lançar cá para fora como grandes e sensacionais revelações.

Inventam-se tremendas oposições entre pessoas que mutuamente se respeitam e de comum acordo atuam; divisões internas onde só reina harmonia de vistas; conluios suspeitos em casos em que estão perfeitamente definidas as posições e assumidas as responsabilidades...

Não fica informado o público que escuta mentiras. O facto de o boato ser propalado por jornais ou por emissoras não lhe tira o caráter de boato. Na guerra de 1914-18, quando Portugal começou a mandar tropas para a França e para a África, as paredes encheram-se de cartazes em que o Governo aconselhava, entre outras coisas: despreza os boateiros...

Está claro que em tempo de guerra ou quando há soldados a arriscar as suas vidas não se pode estar a revelar fatos ou planos que permitam ao inimigo trabalhar pelo seguro e matar a nossa gente.

Devo dizer que nisto não somos suficientemente cautelosos. Fala-se demais. E ao condicionar-se a informação não pode deixar de se ter em conta que, de um deslize ou de uma imprudência, pode depender a segurança e a vida de quem está na área da ação do s terroristas ou na zona dos combates contra eles.

É inegável que entre a mera curiosidade de alguns senhoritos, que gostam de saber novidades, enquanto tomam o seu café, e a vida dos nossos colonos e dos nossos soldados, não há que hesitar. Gemam embora alguns por não saberem tudo quanto quereriam da marcha das campanhas — não é só a salvação pública que está em causa, é a segurança dos nossos, tantos deles filhos ou parentes de muitos de nós.

Todavia, os comunicados periódicos dos comandos das Forças Armadas não ocultam nada do que pode e convém ser conhecido.(...)"-

josé disse...

O que eu penso de Paulo Morais já o escrevi em tempos: não me interessa muito o que diz e o tema da corrupção, sendo interessante e sempre actual, merece outra abordagem, sob pena de se perder o efeito útil.

Parece-me ser o caso de Paulo Morais. No entanto, prefiro que continue a abordar o tema do que esteja calado sobre isso.

JReis disse...

O El País ao Domingo traz uma revista "El País Semanal" que no espaço de um ano além de ter reduzido o formato para mais pequeno baixou imenso de qualidade. Aqui ao lado em Espanha o declínio dos jornais também se verifica.

josé disse...

Os jornais espanhóis também nos podem dar lições. Porém, a qualidade dos jornais não é suficiente para o sucesso. Por mim, bastava essa qualidade para merecer atenção. Porém, em Portugal não há disso e ainda assim a crise sobrepõe as razões que os jornalistas acham serem suficientes e por mim não são.

Zephyrus disse...

«a falta de qualidade da imprensa portuguesa penso que também está muito relacionada com a dimensão do publico alvo. Temos de nos comparar com a Bélgica, a Grécia, a Suécia. Obviamente que fazer jornalismo de qualidade e de investigação sai muito mais caro do que ter estagiários a fazer copy paste de comunicados de imprensa. Se o publico alvo em POrtugal forem 10 mil? 100 mil pessoas o preço por exemplar fica caríssimo.»

Parte do nosso problema na comunicação social está no facto de nunca termos produzido para um mercado potencial de mais de 300 milhões de almas.

As revistas inglesas são lidas em todo o mundo anglo-saxónico. Tal como as francesas o são no francófono.

Por que motivo as nossas revistas e jornais nunca entraram no Brasil? E digo mais, na América Latina em geral? E em África?

Repare nisto. A Daniela Mercury é uma das artistas que mais vendeu em Portugal. Nos anos 90 vendeu mais de 250 mil discos no nosso país. Isso equivale a muitos discos de ouro e de platina. O Caetano Veloso, a Rita Lee, a Gal Costa e tantos outros artistas brasileiros não tiveram qualquer dificuldade em entrar no nosso mercado. Temos agora um Anselmo Ralph e mais uma miríada de artistas angolanos que são moda e vendem milhares de discos e singles no nosso país.

E os artistas portugueses? Nunca conseguiram entrar nesses mercados. Acho que o Pedro Abrunhosa tentou sem sucesso. Nunca nenhum artista português coleccionou platinas no Brasil. Mas os artistas ingleses vendem aos milhões nos EUA.

De quem é a culpa? Das editoras e dos donos dos jornais que só olham para o mercado interno e não perdem uma oportunidade para mendigar apoios. Fala-se vagamente da «língua» mas é tudo vazio. Nós não tiramos nenhum proveito dessa «língua» como tiram os ingleses, franceses ou espanhóis. E essa é também uma das causas da nossa miséria material.

Portugal tinha obrigação de ter meia dúzia de títulos que fosse referência global e vendidos com elevada tiragem para todo o mundo. É isso que a imbecil do Público não vê porque a inteligência não dá para mais e serve apenas para mendigar dinheiro ao Estado.

Zephyrus disse...

É nestas coisas que se vê que não valemos o que nos ensinaram e que não somo nenhum povo escolhido feito para Quinto Império. Os outros são melhores que nós em tudo e assumir isso é o primeiro passo para melhorarmos e ultrapassarmos os nosso problemas internos. Como povo valemos menos que outros da Europa e devemos reconhecer os erros e esquecer mitos e lendas de superioridade e glórias de um passado distante.

Floribundus disse...

os alemães e italianos vivem quase exclusivamente do mercado interno.

e têm óptimas revistas

um Amigo angolano disse precisar de interprete para entender os brasileiros

tal como eu em relação a madereirenses e açoreanos

o nativo do rectângulo, segundo um importador de revistas dos últimos 50 anos, entra no campo do 3º mundo com tendência para o outro

não há mercado para assuntos de interesse que escrevi

Zephyrus disse...

«os alemães e italianos vivem quase exclusivamente do mercado interno.»

Mas a população é outra...

Em Portugal são dez milhões com jovens a emigrar e com pouco poder de compra...

Temos de olhar para fora, penso...

josé disse...

Que me lembre, desde que sou leitor de jornais e revistas, nunca houve um título português que me despertasse a atenção por ser genuinamente nacional e de qualidade semelhante à do estrangeiro. Com uma excepção que refiro a seguir.

Era sempre tudo uma cópia de algo que já tinha sido publicado lá fora, com qualidade muito superior.

Flama, Século Ilustrado ? Life, Look, Paris Match.

Vida Mundial, Observador? Time, Newsweek, L´Express.

Mundo Moderno? Playboy, Lui.

Para não mencionar a Esquire, New Yorker ou mesmo as brasileiras Manchete, Cruzeiro e até a versão das Seleções do Reader´s Digest que aliás adorava ler na minha juventude mais perto dos 15 do que dos 20.

Pode dizer-se que o mercado português com 10 milhões de almas é um nicho ao pé de outros e é verdade, mas em 1973 foi capaz de produzir uma revista melhor que a de muitos outros lados, mesmo americanos: a Cinéfilo que durou até 1974. Quinzenal e com uma qualidade extraordinária, durou cerca de um ano.
Que me lembre foi a única que sempre me mereceu recordação dessa qualidade que prova ser possível tal coisa em Portugal.


josé disse...

E havia no início dos anos setenta uma revista de artes cujo título me esqueci e que gostaria de ver outra vez. Cheguei a comprar um ou outro número e perdi-os o que é raro.
Nem sequer me lembra o título mas lembro-me de um número que trazia Walter Gropius na capa.Ando sempre nos alfarrabistas à procura de um exemplar. Esse tinha uma tonalidade escura na capa. E amarelo, acho.

josé disse...

Nas brasileiras acrescento outra: a Realidade que comprava no início dos anos setenta e era uma espécie de revista ilustrada do género Look, sempre com temas interessantes. Tenho meia dúzia delas de 1971, 72 e 73, altura em que mudou de formato e de papel. Mais pequena e melhor desenhada.

Na música, em Portugal havia o jornal Disco, música & moda, dirigido por Ruben de Carvalho do PCP. Um magnífico jornal que durou pouco.
E depois havia a Mundo da Canção, aparecida no Porto, em 1969 e que tenho quase todos os números, até meados dos setenta. Em 1974, com a abolição do Exame Prévio declarou-se um bastião do comunismo mais esquerdista.

Pelo caminho ficaram a R&T dedicada a espectáculos e a rádio e televisão. A Nova Antena, idem aspas. Costumava trazer reportagens sobre os cançonetistas da moda de então, Marco Paulo, Gabriel Cardoso e quejandos, mas também Leonard Bernstein.

josé disse...

Em 1977 apareceu a Música & Som que congregava quase todos os que escreviam sobre música popular em Portugal. Fracota, copiava coisas de outras paragens, como o New Musical Express, o Melody Maker e a Rolling Stone, além da Rock & Folk, que eu comprava para me informar verdadeiramente sobre essa mesma música popular que ouvia e que me ficou sempre como referência inultrapassável ao longo destas décadas.

Em Espanha havia na mesma altura a Vibraciones que era bem melhor que aquela.

josé disse...

Para me informar devidamente sobre esses assuntos culturais e musicais lá de fora, tive sempre que ler as revistas estrangeiras e isso é para mim um prazer continuado que dura há décadas. Geralmente guardo-as e tenho montes e montes de papel armazenado, feito um Pacheco Pereira dos pobrezinhos.
A par das revistas de informação geral - Time, Newsweek, L´Express que cheguei a assinar em meados dos anos oitenta durante dois anos ou mais e que ainda estão atadas em maços com um cordel, desde há quase trinta anos; italianas Panorama e Espresso ou L´europeu, mais jornais avulsos; Nouvel Observateur, Le Point, Marianne desde o primeiro número e que não guardei todos porque ocupam espaço.
Wired aos montes desde quase o primeiro número com mais de cem páginas nos anos noventa. Revistas de computadores de meados dos noventa, hoje desaparecidas como a PC Magazine, a Byte ou outras.
De cinema, a francesa Première, dezenas de números, bem como a americana com o mesmo título e graficamente um primor. Até a Kino alemã que nem sei ler.
De interesse específico como a George de duração efémera, do filho do Kennedy que morreu em desastre de aviação. E também a Esquire aos montes, nos anos oitenta e noventa e de vez em quando até a GQ americana por causa dos anúncios da Boss desse tempo.

A Rolling Stone americana, a minha revista fetiche, ininterruptamente desde meados dos anos setenta até ao final dos oitenta, em montes e montes.
A Face inglesas dos anos oitenta cujos artigos não lia mas via as fotos e o grafismo inovador.
A L´écho des savannes dos anos oitenta.
A Actuel segunda fase, também desses anos.

Revistas de história espanholas como a Historia e a Clic ou outras. Francesas também, muitas.

E outras mais que agora nem recordo mas vou fazer um pequeno inventário, um dia destes.

Enfim, para dizer que para ficar informado tive que ler esse material estrangeiro, porque senão seria difícil.



josé disse...

Isto pode cheirar a possidoneira intelectual mas é nada, porque o objectivo que tinha e continuo a ter é de me cultivar aleatoriamente, com um prazer associado ao grafismo dessas revistas.

Em tempos cheguei a organizar um lote de revistas que me impressionaram ao longo dos anos, de diversas proveniências e títulos. São dezenas, com destaque para as americanas que me parecem fantásticas.
A Esquire comemorativa dos 60 anos é um portento, por exemplo. A Look sobre os anos sessenta ou sobre a Lua, em 1969, outro. A Life na edição comemorativa, após acabar em 1972 idem. E por aí fora, como a Wired, com um artigo sobre os génios da informática.
E já me esquecia: dezenas de revistas de música americanas específicas sobre guitarras acústicas e música popular, como a Guitar Player, a Musician, a Frets magazine. E inglesas como a Mojo, desde os primeiros números, a Uncut desde o primeiro número e dezenas e dezenas de NME e Melody Maker.

josé disse...

Agora reparo que poderia fazer um artigo quase completo sobre essas revistas porque não me escapava uma sequer. Até tenho números da Psychology Today ou da Scientific American, para além de dezenas de números da Sciences et Avenir, francesa.

Cheguei a comprar revistas apenas pela capa, como um número da Stern de 1973 com fotos do que se passou no Chile quando Allende morreu. Ou a Der Spiegel, em número especial sobre descobertas.

josé disse...

Há revistas americanas de cultura alternativa como a Utne, graficamente fantásticas, entre as melhores que já vi. Tenho vários números por isso. E quando Steve Jobs saiu da Apple para fundar a NeXt, publicou uma revista sobre tal computador que dava gosto folhear por causa do grafismo e publicidade. Várias vezes estive para comprar um número por causa disso e só arranjei um mais tarde por intermédio de um amigo.

zazie disse...

Impressionante tudo. A começar e terminar pela memória.

Como é que o José consegue lembrar-se assim de tantos nomes, de tanta coisa?

Eu fico parva
ehehehe

josé disse...

E neste momento não tenho nenhuma dessas revistas à mão. Estava a ver se me lembrava de outras que me tenham impressionado.

Há uma da Tina Brown que se chamava...e cujo primeiro número comprei em 1999, em Paris, numa HVM que tinha tudo, até o New York Times de Domingo e o Village Voice que comprei e ainda tenho.
Talk! É isso!

josé disse...

HMV, queria dizer.

E a Wired que compro desde os anos noventa cujo primeiro número saiu em 1993 e não é de memória que sei porque fui ver à net e também um nome que não me ocorria, o de Nicholas Negroponte, por causa de uma capa em que o mesmo aparece e que tenho como modelo da revista.

Essa é que tenho aos magotes ainda atados e com vários anos e é pesada porque nessa altura tinha mais de cem páginas de um papel lustroso e pesado.

josé disse...

A Wired que ainda compro exclusivamente na edição americana, a original, tem um papel rugoso e umas publicidades de luxo que gosto de folhear de manhãzinha, ao pequeno almoço. É assim mesmo que aprecio a revista. Uns minutos de leitura que se podem alargar se o artigo me interessar.

Hoje comprei a L´Obs que tem na capa David Bowie e no interior um artigo que o Público nunca saberia fazer. E hesitei em comprar uma revista francesa nova, chamada Society, que é um primor e tem um artigo sobre o nosso Novo Banco e os lesados que ficaram sem o seu dinheiro derretido em obrigações. O artigo que li por alto, no quiosque é exemplar e não vi ainda nenhum escrito por cá, do mesmo modo.

Já aqui há uns meses trazia um artigo sobre Victor Orban da Hungria, muito bem feito e que dá uma perspectiva correcta, a meu ver, do que é o indivíduo. Outro artigo era sobre a Volkswagen e também era muito bem feito.

É assim que descubro estas novidades que são fantásticas. O jornal Le Un por exemplo que nunca vi em quiosques de Lisboa é coisa única e custa 2,90. Os números têm páginas desdobráveis em dois, quatro e oito e com um único tema. O desta semana é sobre o que quer a Arábia Saudita. Impecável.

Zephyrus disse...

Eu acho que tenho no sótão da casa dos meus pais uma revista que era a Grande Reportagem, dos anos 90, penso que foi razoável e agora não há nada assim.

A Visão enjoa com os suplementos e os artigos de gastronomia para fazer publicidade a «amigos». Isso e os novos empreendedores, os jovens cientistas e as imobiliárias.

Zephyrus disse...

Ainda me recordo de Visão em tempos passados. Estou agora a recordar-me dos tempos da invasão no Iraque. Andava no liceu, comprei um número que trazia artigos e imagens copiados de revistas estrangeiras, e vimos aquilo numa aula qualquer, achámos mais interessante ver os tanques e os aviões, e a estratégia de guerra do Bush. Percebo agora que a Visão já era má, mas ainda piorou mais.

josé disse...

A Grande Reportagem? Tenho desde o primeiro número até, sei lá, mais 20 ou por aí.

josé disse...

A Visão? Desde o primeiro número que a lia. Deixei de comprar há uns anos. De vez em quando tem interesse.

Zephyrus disse...

Lembro-me de ver isso lá por casa quando tinha uns 9 ou 10 anos. Recordo-me vagamente de um número sobre os Descobrimentos e de desfolhar. Acho que devem estar no sótão. Daquele género não há nada agora. Se bem me recordo as fotos eram boas. Os textos não sei, era uma criança.

josé disse...

Desde essa altura que todas as revistas que sairam com algum interesse, comprei o primeiro número: Exame, Factos, Política.Etc Etc.

Zephyrus disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Zephyrus disse...

Eu assino a Exame. Assinava o Courier e fizeram-me um desconto grande na Exame. A minha mãe recebe e lê pois nem sempre tenho tempo. A Exame traz por vezes artigos interessantes. Há uns meses trouxe um muito bom sobre a produção de azeite em Portugal. Se algum dia tiver tempo para um blogue vou passar esse no scanner pois tem lá informação que merece discussão e divulgação. Infelizmente nota-se que muitos artigos são «encomendados» e isso tira toda a credibilidade à informação.

Zephyrus disse...

E o Jornal de Negócios às vezes tem umas entrevistas interessantes.

Anjo disse...

Li muita coisa em francês, mas sempre sem comprar, porque frequentei o Franco-Portugais. A biblioteca era boa e tinha uma salinha só de publicações periódicas, de actualidade internacional, arte, história, ciência, etc.

Ainda estudante, cheguei a comprar um ou outro número que me interessasse muito do L'Express e do Nouvel Obs. Da Science et Vie e do Scientific American só comprava números especiais sobre temas que me interessassem. Eram todas muito caras...

Numa fase em que me interessou o design, cheguei a gastar em revistas italianas com excelente papel e fotografia. Num impulso que lembra o que o José conta sobre o papel, a qualidade e até a língua, que não entendia.

Depois apareceu o Le Monde Diplo e também comprei uma ou outra vez, quando não o podia consultar no Franco-P.

Recebi algum tempo a revista Lire e a Magazine Littéraire, enviadas por amigos que assinavam e mas passavam uma vez lidas.

E, antes de saber alemão, também guardei números do Der Spiegel por achar que tratavam temas importantes que um dia havia de ler quando soubesse a língua. Tinha capas muito bem "esgalhadas", mas a The Economist tinha mais frequentemente capas ainda melhores e, no interior, cartoons fabulosos.

A Newsweek e a Time sempre me pareceram coisas pela rama, embora as aproveitasse se me viessem parar à mão, mais para treinar o inglês.

O El Pais tinha um suplemento que era bastante bom: Babelia. Não sei se ainda existe, porque deixei de comprar a versão em papel e nunca procurei saber se existe online.





Maria disse...

Bem, lá terei de tentar adquirir a Marianne, já que o José a tem mencionado com frequência e sempre de modo extremamente elogioso.

Consegui comprar aqui há uns tempos dois números da magnífica La Nouvelle Revue d'Historique ao ilustre H. Nuno de Oiveira (pena não actualizar o seu espaço, pecha que vem acontecendo desde há tempo demasiado:), autor do mui por mim apreciado Reverência Lusa - revista que não conseguia encontrar nem por nada nos locais onde costumava comprar livros e revistas. Li pràticamente todos os artigos nelas contidos. Gostei bastante do aspecto geral da revista, da sábia escolha e elaboração dos artigos seleccionados (pelo interesse que sempre despertam, ainda que a maioria tenha tido lugar no século passado e no precedente), do impecável francês e do excelente papel e respectiva impressão. Uma pequena maravilha.

Ainda falando de revistas deste mesmo género, tenho por acaso e com muita pena minha, um único exemplar que nem sei como veio cá parar, talvez trazido por um dos meus filhos. Trata-se de uma revista espanhola, La Aventura De La Historia, datada de 2004, que aborda temas histórico-políticos de muito razoável qualidade, ainda que com uma nítida tendência esquerdizante não muito do meu agrado, o que não lhe retira qualidade como revista da especialidade que é e que òbviamente possui. Excelente impressão, temas de capa a despertarem curiosidade para a respectiva leitura, óptimo grafismo e qualidade de papel (só o da capa, o interior ainda que um pouco inferior não desmerece) iguais à de La Revue e artigos interessantes redigidos num belo castelhano. Alguém conhece esta revista? Se for o caso, gostaria de saber o que pensa/m sobre a mesma. O número que tenho é o 66, de 2004.

JReis disse...

Relativamente ao Mundo da Canção, algumas semanas atrás ouvi alguém ligado a esse projecto a falar na rádio Antena 1 para desancar no antigo presidente da câmara do Porto Rui Rio porque ele não quis pagar o festival de música Celta pelo que agora estava mais esperançado com Rui Moreira, isto para dizer que essa revista como de resto o José afirmou estava influenciada por pensamento comunista. Assim é impossível resistir.
A Visão deixei de comprar pois não estou disposto a financiar um projecto que mais parece uma verdadeira madrassa da esquerda. E estou prestes a deixar de comprar a Sábado pois estou saturado com o acolhimento que o grupo Cofina tem efectuado ao baralhado mental armado em intelectualoide do pingarelho que é Pacheco Pereira cujo passado não oferece dúvidas a ninguém.
P.S.: Maria, é a mesma do Insurgente ?? Olhe que o peixe grelhado está a espera aqui por Matosinhos...

Zephyrus disse...

Tenho alguns números de duas revistas francesas sobre Maçonaria...

Só li um artigo sobre o Pitágoras...

Comprava no Corte Inglês e nunca tive tempo de ler. Deixaram depois de vir antes do Verão...

Aposto que os nossos políticos do GOL não perdem tempo com estas leituras...

Zephyrus disse...

O importante nestas revistas é que aborda a componente mística/esotérica sem qualquer complexo.

Em Portugal normalmente essa componente é negada, omitida ou escondida. Em Espanha sucede o mesmo. Só compreendendo isso é que se compreende a coisa... e até alguns escândalos a ela ligados, como um que houve por cá há uns anos...

Zephyrus disse...

A nossa comunicação social tem estes tabus. É o medo do ridículo que a torna no fim de conta ridícula.

Tem igual medo no tratamento do Estado Novo, Islão, Israel e Palestina, sionismo, mulher em Portugal, mulher no Estado Novo, Igreja Católica em Portugal... não há ninguém com coragem que pegue nestes temas e faça artigos equilibrados...

Zephyrus disse...

O Público há uns anos ainda teve coragem de fazer um artigo sobre a austeridade sueca do final dos anos 80, início dos 90. Acho que guardei a revista que tinha o artigo.

Os suecos despediram funcionários públicos, aumentaram a idade da Reforma e mexeram nas regras do seu Estado Social, tomando medidas que por cá a Constituição não permite e que seriam apelidadas de radicalismo neo-liberal.

Unknown disse...

A Kapa teve alguns números bem razoáveis, um deles muito elogioso do Marcello Caetano.
Mas era um pouco desequilibrada, alguns artigos óptimos seguidos de coisas muito fraquitas.
De qualquer forma, hoje em dia estaria bem à frente da palha que nos tentam impingir...

Miguel D

José disse...

Tenho a maior parte dos números da Kapa, desde o primeiro. O número sobre Marcello Caetano tem um artigo de Vasco Pulido Valente, bem feito, mas muito discutível quanto ao conteúdo.
Já o publiquei aqui no blog, julgo.

E esquecia-me realmente da Lire e da Le Magazine Littéraire dos quais tenho muitos exemplares. A Lire, desde os anos oitenta e que é uma magnífica revista que começou com a direcção de Bernard Pivot, o do Apostrophes, em França.

Maria disse...

Não JReis, não sou a Maria do Insurgente:) Mas olhe que se morasse aí para o Norte - moro muito cá para baixo, no País - não perdia essa oferta e a oportunidade de saborear um bom peixe grelhado, alimento que eu tanto aprecio, já que sou preferencialmente adepta de consumir peixe em detrimento de carne. Isto, claro está, se o convite se estendesse a esta outra Maria...

Zephyrus disse...

http://www.cmjornal.xl.pt/tv_media/detalhe/cmtv_lider_no_horario_nobre.html

SIC e TVI já manifestaram a sua «indignação».

JReis disse...

Maria, apresento-lhe desculpas pelo engano. O convite é válido na mesma, se aparecer por Matosinhos anuncie por aqui, será recebida com prazer. E olhe que a sardinha qualquer dia é promovida ao preço do caviar...

Bic Laranja disse...

Desculpem o à-parte. Este tempo é tão mau, tão mau, que -- imagine-se -- no melhor, temos Marcello Caetano citado assim: «quando há soldados a arriscar as suas vidas não se pode estar a revelar fatos»
Já outro trouxe aqui há tempos citações textuais de discursos de Salazar em acordês.
Fatos!

António Rosa disse...

Agradeça ao humanista de Boliqueime...como se já não bastasse um 1º ministro a propor como saída para o seu Povo a emigração ,temos um PR
a expatriar-nos , do alto da sua erudição , da nossa Pátria !!!
Lá dizia o outro , " a minha Pátria é a língua Portuguesa "