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quinta-feira, 29 de junho de 2017

Um Governo aos peidos mas sempre aplaudido

O Público de hoje esgaravata um pouco mais na floresta de enganos que está a arder. Também o Público, neste incêndio mediático tem falta de meios.

A jornalista Liliana Valente lá desencantou uns factos como muito interesse e que ficam a meio da investigação. Colocou em notícia os nomes dos responsáveis pela Protecção Civil para descobrir que o de Leiria tinha sido nomeado há pouco tempo, é advogado ( ligado ao PS, de Alcobaça)  e não percebe muito dessa poda. Aparentemente, nas horas mais críticas de Sábado, 17 de Junho, andou aos papéis, literalmente. Diz que foi ele quem pediu os primeiros meios para o incêndio. Disseram-lhe como estava o tempo no local, as condições "excepcionais" que agora falam ou teve sequer a noção do que dizia o IPMA? Não se sabe, o Público não conseguiu saber. Aliás, o advogado do PS terá logo largado a pasta que passou para o 2º comandante nacional que parece ter um currículo imbatível ( dois ou mais cursilhos de incêndios e "mecanismos comunitários de protecção civil"). Os bombeiros locais não conheciam o indivíduo e este não conhecia a zona. O comandante nacional do CONAC ( o operacional) esteve sempre em Carnaxide a comandar à distância. O Público quis saber quem mandava e a que horas "mas até ao fecho da edição não obteve resposta". Pudera!




Num apontamento sobre cronologia das mortes ocorridas lá avançou um pouco mais alvitrando dados que apontam para que as mortes na EN236-1 tenham ocorrido por volta das 21:30. Duvido muito, porque houve mortes ocorridas nas aldeias ( 20:26 em Nodeirinho, por exemplo) e algumas pessoas que morreram na EN236-1 fugiam dessas aldeias. Logo poderá ter sido antes dessa hora que tudo ocorreu.
Por outro lado, se a IC8 foi cortada muito tempo antes e algumas pessoas foram "desviadas" para a EN236-1, num sentido ou noutro ( Figueiró dos Vinhos ou Castanheira de Pera) os momentos fatais para elas ocorreram pouco depois das 19:00 ou pouco antes das 20:00. Torna-se mister ouvir pessoas que já prestaram declarações aos media e contaram o que viram na EN236-1, com os carros já queimados ou em vias de o serem. Foi esse o período mais crítico e em que terão ocorrido as mortes. Portanto, o caso do SIRESP e das comunicações interrompidas ainda carece de outra explicação que não vi ainda ser apresentada pela investigação jornalística: se o SIRESP falhou comunicações que alternativas de comunicação concreta e no momento tinham os que mandavam, mormente o residente em Carnaxide? E que fizeram?  


Depois no espaço de opinião, o Público traz uma explicação prosaica para alguns dos acontecimentos, recorrendo a uma velhíssima história que nos remete para o velhissimo jacobinismo que manieta responsáveis acéfalos: as leis que impedem o senso comum de funcionar porque foram gizadas fora da órbita do bom senso.



De quem depende a ANPC? Do Governo. De quem depende a estrura dos bombeiros? Do Governo. De quem dependa a eficácia e operacionalidade do SIRESP? Do Governo. De quem depende a GNR? Do Governo.
O que é que o Governo tem a ver com a tragédia e os 64 mortos? Aparentemente pouco ou nada...

 Mas a tragédia não teve repercussão na popularidade do governo. Segundo o i soube, os resultados dos primeiros “focus group” realizados revelam os portugueses estão a compreender a posição do primeiro-ministro e não o culpam pela falhas do Estado que redundaram em 64 mortos.

Até se dão ao luxo de encomendar e pagar um estudo relâmpago sobre a popularidade em tempo de cólera. Somos uma cambada de quê, enquanto portugueses?

Abúlicos? Não totalmente porque no concerto  em que Salvador se largou, na Terça-Feira, as pessoas colaboraram (até eu marquei o 760200200).

 No entanto parece que o Governo, mesmo que se largue em peidos ( e tem dado muitos e muitos) parece que tem sempre aplausos...e o fenómeno será o mesmo que aconteceu ao Salvador: o estado de graça que dura tempo demais porque as pessoas não querem saber de desgraças para além das naturais.

38 comentários:

Floribundus disse...

Mistérios da política do BCE...

1. Curioso das políticas do BCE e suas razões, já aqui escrevi (em Janeiro último) sobre a intrigante combinação de uma política de compras maciças de dívida pública (chamada QE), que têm induzido forte redução dos respectivos custos (yields), e da insistência do BCE na necessidade de os governos da zona Euro promoverem reformas estruturais…

2. …quando parece evidente, ao facilitar o endividamento dos Estados, que o BCE reduz, fortemente, o incentivo para a realização de reformas estruturais (cujos custos políticos são conhecidos).

3. Outra política que me tem suscitado grandes dúvidas é a do proclamado apoio á economia - à actividade económica - através de uma política de juros muito baixos, supostamente facilitando o acesso dos agentes económicos ao crédito bancário.

4. Pois bem, as estatísticas do BdeP mostram que, desde o final de 2012 até Abril do corrente ano, o saldo do crédito bancário às empresas não-financeiras (a chamada economia real) tem vindo sempre a cair, de € 105.361 milhões para € 74.715 milhões, ou seja “apenas” 29%...

5. No mesmo período, o saldo do crédito bancário à compra de habitação por particulares, caiu sempre,de € 109.673 milhões para € 94.014 milhões, ou seja 14,3%.

6. Ainda no mesmo período, apenas o crédito bancário ao consumo de particulares subiu, ligeiramente, de € 13.371 milhões para € 13.813 milhões, ou seja 3,3%.

7. Será que esta evolução do crédito à economia serve para demonstrar a eficácia da política de incentivo do BCE à actividade económica? Se não serve, então que indicadores poderão servir?

8. Bem sei que empresas como a EDP, REN e BRISA, com acesso directo ao mercado de capitais, têm beneficiado bastante da política do BCE, conseguindo colocar dívida no mercado a taxas (cupões) bastante baixas e a prazos confortáveis.

9. Todavia, a esmagadora maioria das empresas – e obviamente os particulares – não têm acesso ao mercado de capitais e, para essas, os “benefícios” da política do BCE são ilustrados pelos dados supra, pontos 4 a 6.

10. Mas quem sou eu para colocar em dúvida a bondade das políticas do BCE…que atrevimento!
Publicada por Tavares Moreira à(s) 21:49:00

o raio ainda não apresentou 'rolatório'

a 'arve' da ignição também não

Carlos disse...

Sobre a desgraça que se abateu em Portugal, estou farto de paleio que supostamente esclarece o acontecido. Uns, para sacudir a água do capote, outros para colherem uns "votitos" mesmo que resultantes de papel "queimado".

Quanto a mim, importa dar resposta sem rodeios: como foi possível morrerem 64 pessoas num incêndio florestal, numa infraestutura da responsabilidade do estado e que para lá circularem os utentes pagam até IUC?

Até lá, Srª ministra da AI, Sr. ministro da Agricultura, Sr. ministro/secretário do Equipamento, ou se calhar de empreitada Sr. PM, mudem de vida porque são incompetentes!

lusitânea disse...

A protecção civil sempre foi feita com enquadramento dos reservistas do Exército.Na famosa dependência da Legião Portuguesa nas traseira da capela do Rato lá estavam os instrumentos mínimos necessários, como em muitos outros organismos quando a 26 foram rebentadas as portas à procura do "fassista".
Muitos funcionários eram obrigados a este duplo chapéu.O planeamento da coisa e o enquadramento era assegurado como disse normalmente por coronéis.Como na censura.Acumulando com a reserva tinham um bónus de 30%.Nessa altura os bombeiros executavam pura e simplesmente.Nesse tempo já na democracia os carrinhos de função mais elevados quase caíam de podres.
Às tantas os políticos cheios de vontade de ocupar lugares "derrubaram" esse sistema e os boys e girls foram promovidos por todo o país.Agora com carros topo de gama e bons vencimentos.
O problema é que não sabem, mesmo que bombeiros com muitos cursos aquilo que leva uma vida a aprender.Como combater um inimigo.
Enfim vê-se que actualmente nesta república de advogados eles já chegaram ao comando de combates de incêndios.Como se vê com bons resultados...

muja disse...

Pois é.

Mas e alguém ouve o que seja vindo da Instituição Militar?

Os fuzileiros estiveram lá - depois do incêndio. Dir-se-ia que não têm préstimo para mais nada senão procurar mortos...

Nem da FAP, nem da Armada, nem do Exército. Nada. Zero. Será que os generais também já são advogados?

lusitânea disse...

Quem é que faz as leis?Já o outro dizia que quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é burro ou não tem arte.
Hoje o Estado é uma agência de empregos, de pedidos de empréstimos e muita propaganda.Mais nada.
Hoje em boa verdade não existem Forças Armadas.Quando muito uma guarda pretoriana bem escolhida...

Unknown disse...

Este "blog" é de verdadeiro interesse, e serviço, público.
Explica, esmiúça e revela aquilo que os fdp parasitas das "instituições", ignorantes, incompetentes e laxistas, que ascendem a estes lugares graças ao "cartão" da quadrilha a que pertencem, tentam ocultar.
Com a preciosa ajuda dos merdia "comunicacionais, diga-se de passagem...

Ricciardi disse...

O governo tem sido inestimávelmente bom.
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No caso de Pedrógão o povo já percebeu, e bem, que não há culpas a apontar ao governo pela simples razão de que o governo não controla os fenómenos extremos da natureza.
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Mas é interessante observar uma coisa muito curiosa. No tempo da outra senhora os comunas era acusados, justamente, de exagerar no activismo contra o governo. Na calamidade de 67 em que morreram 700 pessoas em Lisboa, os comunas apontaram o dedo ao governo, como se o governo pudesse controlar os fenómenos da natureza extremos.
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Naqueles tempos o governo bem argumentava que até podiam haver falhas, mas que o fenômeno extremo era incontrolável.
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Pois bem, hoje às coisas estão trocadas. As direitas entretidas a imitar os velhos comunas de outrora e as esquerdas a argumentar com mais seriedade.
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Os psicólogos designam este fenômeno como o sindrome de Estocolmo, em que o raptado se apaixona pelo raptor.
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Rb

zazie disse...

inestimávelmente bom

AHAHAHAHAHAHAHA

Alguém consegue dizer isto sem se rir?

Quero eu dizer- alguém do próprio "governo inestimavelmente bom" era capaz de dizer isto ao serão sem se rebolarem a todos a rir

":O)))))))))))))))

aguerreiro disse...

Estes artistas da "proteção civil" ( se fosse militar a treta era a mesma), são bons é a fazer "briefings"no ar condicionado, que, como diz o meu vizinho devem ser a modos que uma reunião onde são servidos bifinhos de vitela (barrosã suponho) umas rodelas de paio e salpicão, bem regados com verde branco (que é mais fresquinho e alimpa o pó e a fumaça da goela. Alvarinho de preferência) servido nas roulotes e contentores com ar condicionado, para receberem as excelências que se deslocaram em manada nesse fim de semana á "província" em chamas, passando dias a debitar bojardas e galgas maiores que a serra do Marão, enxugando adegas e derrotando fumeiros com uma sanha piroglutona e tudo a correr pelo melhor. com muitas psicólogas curvilíneas e assistentes sociais bem "malhados": ao menos dá para alegrar a vista e repousá-la de tão carbonizadas e enegrecidas paisagens

zazie disse...

E eu a pensar que um governo inestimavelmente bom era aquele capaz até de por o Sol de pernas para o ar como o da Rússia bolchevique

":O)))))))))))))))))))

Os vermelhos vencem os brancos e põe o Sol de pernas para o ar

El Lissitzky

zazie disse...

Olha filho-

Vais arrotar indminzação aos familiares das vítimas que vão ganhar todos os processos que metam o Estado em tribunal e aí vais perceber a diferença entre responsabilidade e inimputabilidade.

E é que não tenhas a menor dúvida. Não vai haver safa disso. Vamos todos pagar pela candura dos inimputáveis inestimavelmente bons.

muja disse...

Daqui a uns anos vai dizer que nunca apoiou politicamente o Costa. Que até se fartou de o criticar. Aliás, foi o maior crítico da geringonça! Esses totós do Ministério Público é que não sabem acusar nada e como grande defensor dos direitos humanos só pode estar contra a prisão sem acusação que nem a PIDE fazia...

muja disse...

Vamos pagar todos mas uns mais que outros. E não acredito que ele seja dos que pagam mais...

lusitânea disse...

"aguerreiro disse...
Estes artistas da "proteção civil" ( se fosse militar a treta era a mesma"

Garantidamente não seria a mesma coisa.Estou eu a pensar no meu tempo em que nenhum oficial de dia se deixava "malhar" pelos soldados descontentes nem havia a roubalheira de armas e granadas como actualmente nesta república de advogados em que é obrigatório ir ao tomar no cu quer se queira quer não
Rumamos aceleradamente para África agora só cá dentro...

Expatriado disse...

Li algures que está reportagem da TVI, acerca do custo do SIREP, desapareceu do site deles

https://www.youtube.com/watch?v=_7dZYohd7TE

Vale a pena ver...

Pedro sá disse...

Entre 2011 e 2015 quando o país ardia a culpa era imputada ao governo... a natureza é uma coisa estranha

Floribundus disse...

a mai hoje não chorou

'la llorona'

' em mar de crocodilos,
jacaré nada de costas'

Adelino Ferreira disse...

O MDLP foi reconstruido pela direita trauliteira. O Verão vai ser Quente. Quem será o artista que vai interpretar o Corrécio?
Granadas já as têm, "oficina nem falar"

Adelino Ferreira disse...

É só morcões, dass
A rtp mostra uma granada defensiva e a notícia diz que é ofensiva. Não têm mundo...

joserui disse...

Argumentar com seriedade é consigo ò inestimável.

joserui disse...

As granadas são do tempo da guerra do ultramar… fora de prazo e todas babadas. Não há dinheiro para comprar novas… quando for preciso, fugimos todos para as montanhas, ou pedimos protecção a castela.

joserui disse...

Diz que são 500 casas destruídas… quem podia dar uma ajuda era o inestimável inginheiro Sócrates. Anda sossegadinho o canalhita, deve estar a fazer projectos.

Zephyrus disse...

O PS que se diz amigo dos pobrezinhos da cunha aos amigos... um partido que se diz amigo dos pobrezinhos deveria ser o primeiro a dar o exemplo... e a entregar os lugares a quem tem merito para os receber... e nao a corte fidalga do partido. Sucedeu coisa identica na CGD, e parece que um dos deles ja foi parar a TAP. Percebera alguma coisa de aviacao? As empresas publicas ha uns anos eram uma nodoa com a CP a cabeca. Como cliente notava a ma gestao, com horarios que nao satisfaziam as necessidades dos cidadaos, a ausencia de ligacoes ou de maquinas automaticas nas estacoes encerradas, os comboios vazios... ja da Rede Expresso do Barraqueiro so tenho que dizer bem. Se fosse pelos comunistas, a Rede Expresso... era do Estado.

A Direita portuguesa e burrinha e nao sabe tirar a mamadeira a Esquerda... porque tambem mama da mesma teta, mas com mais cuidadinho e delicadeza.

Nos podemos ver como se tira a mama se olharmos para a Tatcher. Um pais que estava de Esquerda foi virado a Direita e o Labour, se nao recuperar a Escocia ao SNP, nem em 2030 voltara a ser Governo, a nao ser que leve com um lider tipo Blair, ao Centro, e que o Brexit corra mal.

Quanto maior for o poder do Estado sobre as instituicoes e sobre os cidadaos mais facil sera a Esquerda perpetuar-se no poder.

A Direita para conseguir identica "perpetuacao" teria de conseguir pelo menos duas coisas: a mudanca dos simbolos e da linguagem e a criacao de eleitorado de Direita pela reducao do tamanho e do poder do Estado.

Zephyrus disse...

O Prof. Cavaco nao diz nada? Se Passos fosse PM ja Mario Soares teria escrito e dito muita coisa...

Zephyrus disse...

O consumo privado em percentagem do PIB esta a 65%, igual ao ingles, e e um dos mais alto da UE. Pior que nos, a Grecia...

Mas o PS quer aumentar mais o consumo... num pais com uma divida monstruosa.

Os hoteleiros sempre reclamaram da concorrencia do arrendamento privado. Os jornais... tem feito intensa campanha contra quem arrenda casas e quartos a turistas... o PS quer restringir este arrendamento, o que ira remover essa concorrencia dos hoteleiros. Consta que uma das deputadas que participou na dita lei esta ligada a hotelaria...

O PS e tao amigo dos pobrezinhos que se prepara para retirar o rendimento extra a velhinha que arrenda o quarto vazio do apartamento aos bifes para pagar a farmacia ou ao casal que arrenda o res-do-chao para pagar a universidade dos filhos. Tenho um amigo desempregado que vive do airbnb explorando dois apartamentos que os pais lhe deixaram... se for obrigado a ter autorizacao do condominio e nao a tiver... nao tera solucao senao emigrar. Mas o PS e amigo dos pobrezinhos e o PSD e o CDS so dao aos ricos...

Zephyrus disse...

Tenho dois amigos jornalistas.

Artigos encomendados nao faltam.

Ha empresas e instituicoes intocaveis pois gastam bem em publicidade.

A maior parte da populacao confia e acredita na comunicacao social portuguesa.

Zephyrus disse...

Um conhecido contou-me ha uns tempos que o namorado da irma fora trabalhar para algo ligado ao Observador. Que odeia aquilo pois sao na sua optica betinhos e fascistas mas submete-se porque precisa. E que como ele ha muitos que acham aquilo um antro de direitolas... mas estao la trabalhar porque "precisam"...

Zephyrus disse...

"Pois é.

Mas e alguém ouve o que seja vindo da Instituição Militar?
"

Caro Muja, a Esquerda nao gosta de militares e de policias, e voce deve saber muito bem porque...

joserui disse...

Que direita? A que temos? Que mama tanto como a esquerda? Que nunca reformou o estado? Que só quer jobs for the boys? Que faz o trabalho de casa da esquerda? Que denigre tanto ou mais o estado Novo? A liberal de vão de escada? A bronca? A anti-cultura? A anti-natureza e tudo que seja preservação do pouco que temos? A do eucalipto e das barragens? A do petróleo verde? A vira casaca? Ou a dos afectos do hiper-activo? A do BPN? Eu ouço falar da direita parlamentar da nação e agarro-me logo à carteira.

joserui disse...

Isso do trabalhar porque precisa acontece nas melhores famílias. A imprensa é toda de esquerda, começam desde pequeninos. Ao Observador é dar-lhe tempo. Como dizem os Borg: "Resistance is futile"… mais cedo ou mais tarde é tudo assimilado.

Pedro Alves disse...

A presença de um comentador avençado neste blog é sinal de que pode estar a tornar-se incómodo.
O governo inestimavelmente bom é composto pela troupe do filosofo conde de Abranhos, ministros da Justiça e Saúde para parecer um governo e um rebanho com valor de zeros, pelo menos até à 5ª casa decimal.

muja disse...

Tirar a mama tira-se moralizando o Governo, o Estado e a vida pública.

Tem muito pouco que ver com público ou privado. Hoje em dia uma empresa privada pode mamar tanto ou mais que uma pública. Veja-se o caso das PPPs ou dos fundos QREN.

Além do mais, e pelas mesmas causas, a privatização não oferece nenhumas garantias de melhoria da prestação dos serviços nem assegura preços sujeitos à concorrência.

Não tem interesse nenhum desfazer monopólios ou quase-monopólios públicos, para os fazer privados ou entregá-los inteiros aos particulares.

E há exemplos em Inglaterra. Os comboios, por exemplo. Os da área metropolitana de Londres têm bastantes problemas, mas aí ainda há as atenuantes da antiguidade das linhas e do volume de passageiros. Fala-se em entregá-los à TFL- ou seja, novamente à esfera pública.

Mas, por outro lado, é frequente pagarem-se centos de libras para uma passagem Londres-Birmingham e não se ter lugar sentado...

Esta temática público-privado é como a da esquerda-direita - serve, no geral, para distrair. Como se quem tem responsabilidades pelo estado de coisas em que nos encontramos não tivesse igual facilidade em mover-se na esfera pública como na privada e, o que é mais, de uma para a outra e vice-versa...

muja disse...

Eu não sei se a esquerda gosta ou não gosta de militares. Diria que há - houve, pelo menos - militares que gostam da esquerda.

Agora, de esquerda ou direita, parece que não existem.

Ora as Forças Armadas executam operações. Têm hierarquias. Têm de actuar em quaisquer circunstâncias. Têm, decerto, algo relevante e útil a dizer acerca dos assuntos da actualidade.

Quer dizer, dir-se-ia que o atavio, tratamento, orgânica e palavreado dos militares tem origem nos bombeiros - e não o contrário.



Floribundus disse...

assaltaram paióis militares em Tanços

não sei se o lopes da indefesa
é
azarado ou azérado

Floribundus disse...

os assaltos são uma constança

assaltaram o carro da mai quando ia para os fogos

sobre o governo do antónio das mortes
cito Ary
'não há pai para ele,
não há ...'

faz de conta ou Commedia dellÁrte?

Unknown disse...

"O governo tem sido inestimávelmente bom."

Bem haja por este momento, Rb! No meio desta tragédia desoladora, um momento de boa disposição é sempre bem vindo, até me engasguei. :-)
Obrigado e cumpts

Miguel D

zazie disse...

eheheheh

Eu hoje vim logo cá voltar a ler o "inestimavelmente bom" para começar o dia bem-disposta

":O))))))))))))))))))

Unknown disse...

:-))
'E mesmo, Zazie!

Miguel D