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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Os mistérios de Pedrógão e o SIRESP como bode expiatório

A ministra improvável do MAI falou e disse. O que disse sobre as causas da morte das pessoas na EN236-1 suscita perplexidades.

A ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, admitiu esta quarta-feira, em conferência de imprensa, que houve “descoordenação” na resposta das autoridades ao incêndio de Pedrógão Grande, mas negou que a GNR tenha enviado pessoas para a EN 236-1.
“A EN 236-1 e as suas múltiplas vias de acesso foram atingidas de forma repentina e imprevisível por um fenómeno extremo que ainda está a ser estudado”, afirmou a ministra, sublinhando que “a partir das 20h a estrada foi transitada pela GNR sem qualquer perigo” e que “não houve nenhum alerta, nem por civis, nem por autoridades, nem por bombeiros”.
“Por essa razão não foi ordenado o encerramento dessa via”, explicou Constança Urbano de Sousa, sublinhando que a estrada “esteve sempre aberta ao trânsito até haver notícia dos trágicos acontecimentos”. “Não há qualquer evidência de que a GNR tenha encaminhado qualquer viatura para a estrada”, acrescentou ainda.

Pergunta imediata: se às 20:00 a GNR passou na EN236-1, porque razão tinha fechado, cerca de uma hora antes, o IC8?
Há testemunhos de pessoas que disseram ter sido desviadas do trajecto em que seguiam, no IC8 para a EN 236-1, tendo possibilidade de retomar aquela via ou seguir pela EN236-1, em dois sentidos. Espera-se que isto não seja uma habilidade de chica-esperta para contornar a evidência, mas temo que sim.

Outra pergunta: se às 20:00 a GNR conseguiu passar sem problemas na EN236-1 e poucos minutos  depois morreram lá dezenas e dezenas de pessoas, que dizer da inoperância e desconhecimento acerca da direcção do incêndio, já muito perto daquele local? E que dizer de nem sequer lhes ter ocorrido um pequeno pensamento de cortar efectivamente essa estrada, quando o poderiam ter feito e ao verem, com os próprios olhos as condições mortíferas da mesma ( copas das árvores a fazer de túnel na estrada, por exemplo) , caso o incêndio a atingisse?

Porque é que agora por tudo e por nada fecham as estradas e nessa altura não o fizeram? Aprenderam apenas agora a fazer tal coisa? E então, repito a pergunta inicial: qual a razão de terem cortado o IC8 uma hora antes?

Porque razão a pateta da ministra não responde a estas questões?

10 comentários:

zazie disse...

Porque a IC8 nunca foi cortada por perigo de incêndio.

É a única explicação. Só depois das mortes se lembraram disso.
Fecharam a IC8 para transitarem mais facilmente os carros de bombeiros vindos da estrada Nacional, para Pedrógão

josé disse...

Mas não querem admitir isso porque seria o descalabro.

josé disse...

Mas cortaram o IC8 antes de tudo o mais e às 20:00 ainda passavam na EN236-1. Para ir de onde para onde, já agora?

Terry Malloy disse...

“Não há qualquer evidência de que a GNR tenha encaminhado qualquer viatura para a estrada”.

Claro que não há.

Excepto o testemunho registado e gravado dos felizes sobreviventes a dizerem "a GNR encaminhou-nos para a estrada".


Tirando isso, não há nada.

zazie disse...

Pois é. Muito estranho. O que iam fazer para a EN236-1?

lusitânea disse...

Tudo por culpa do tal "fenómeno" atmosférico raro...

lusitânea disse...

De certeza que tinham lá a "coordenar" o combate grandes vencimentos.Mas nem sabiam por onde andava o inimigo... e o zé povinho...
Mas se fossem ciganos ui ui ui

joserui disse...

Não responde porque ninguém lhe pergunta.
Eu acho que até há estrangeiros (com todo o seu peso neste país provinciano) a dizer que a GNR os encaminhou para a EN236. Portanto, no mínimo, a ministra mente.

aguerreiro disse...

Nunca mais se impõe como ministra. é pois ministra imposta! Lá vai continuar chorona, marrequinha e mentirosa!

David Jorge disse...

Hoje o jornal de Notícias tem informação sobre o que a GNR andava a fazer por volta das 19 horas. Basicamente andava ás cegas...