sábado, agosto 05, 2017

Partido Comunista Português: o embuste permanente

O falecido Mário Soares disse um dia que o comunismo era um embuste. Do século, ou coisa parecida.

O PCP sempre foi o mesmo partido desde os tempos da clandestinidade até agora. A linguagem dos seus lideres e propagandistas nunca mudou e conseguiu transformar e impor no léxico corrente as suas designações próprias acerca do que foi o antigo regime. "Fascismo", "reaccionários", "imperialistas" ( agora neo-liberais), "burgueses", foram expressões que pegaram de estaca na sociedade mediática portuguesa que sempre protegeu estes salafrários da política  e que em todos os países do mundo, sem excepção, onde tiveram o poder criaram miséria, desgraça social e privilégios para uns tantos do partido e da classe dirigente que nem por sombras a "burguesia" alguma vez alcançou.
E como conseguem tudo isto? Apenas com a linguagem, o que é notável. A linguagem é a principal arma do comunismo porque é como as palavras que se mente e em política a retórica é a arma principal de todos os demagogos e salafrários.

Hoje no  Público,  o articulista João Miguel Tavares que foi contaminado por este ambiente deletério que herdou culturalmente,  insurge-se contra o que considera a hipocrisia comunista. Está enganado. O PCP não engana ninguém que não queira ser enganado. Só engana aqueles que preferem o engano ledo e cego que a fortuna não deixa durar muito, ou seja, a paixão pela igualdade assolapada e alimentada pela inveja. A inveja é o principal combustível do comunismo. A inveja da "burguesia", a inveja do poder da religião, a inveja do outro que se julga superior ou é mesmo, a inveja do que detém meios de produção e capital, etc etc. Tudo, mas mesmo tudo vai desembocar nesse fenómeno psicológico que alimenta o comunismo em todo o lado. O último exemplo é a Venezuela.

Será o professor Bonaventura, o aluado que se subsidia principescamente no Estado para propagandear ideias comunistas, um invejoso? É perscutar o que diz, o que faz e quem realmente é o professor Boaventura do CES de Coimbra, desde os tempos áureos da cooperativa de Barcouço.

Enfim, o artigo de JMT, no Público de hoje:


Não há dois sistemas no PCP. Há apenas um com linguagem adequada aos destinatários. Se for a burguesia a destinatária é preciso edulcorar o discurso para não assustar o poviléu. O PCP não descobriu a receita porque vem do tempo de Lenine, o grande doutrinador embalsamado em Moscovo e fossilizado para a posteridade ver in loco quem era o bicho santificado pelo comunismo.

Para perceber o discurso real do PCP basta ler o que publicam para consumo interno dos fiéis e crentes no fóssil, como seja O Militante, órgão periódico que tem dezenas e dezenas de anos, tantas como as de duração deste partido que se recusa a desaparecer, em Portugal e que apesar da fraca representação eleitoral é tido como um dos esteios da democracia que temos, influenciando através dos seus sindicatos exclusivos diversos sectores da sociedade portuguesa. mormente no funcionalismo público.

Número de Julho/Agosto de 2017:


A linguagem, os propósitos declarados, os mitos, as evocações, etc, não enganam ninguém nem o PCP tem "dois sistemas". Tem apenas um e o de sempre: tentar impor a ideologia fóssil no poder político do país, graduando os termos conforme as fases do "prec" no momento. Ensinamento de Lenine.

No mesmo número de O Militante aparece esta obscenidade, transcrita por uma jovem economista ( da economia burguesa ou a dos kolkhozes e sovkhozes?):



O modo como é apresentada a educação das crianças após os ensinamentos da Revolução de Outubro, além de ser profundamente reaccionária nos seus próprios termos é um exemplo da lavagem ao cérebre sofrida por estas vítimas de violência política que nem se apercebem de o serem. Verdadeira vítima, esta Ana Oliveira.

Sobre este assunto da educação e do feminismo transcrevem-se algumas páginas de um livro de um autor americano que na primeira metade dos anos setenta do século passado, visitou a União Soviética e procurou perceber o regime e o povo. Os Russos, de Hedrick Smith, foi um livro publicado pela Europa-América do maçónico Lyon de Castro, em 1978. Só  não leu quem não quis. Só não soube que não se interessou...




Na RTP2 anda a passar uma série sobre o que ocorreu na RDA aquando da queda do muro, particularmente o papel dúplice da STASI, a polícia política que fazia passar a PIDE por instituição benemérita de meninos de coro.

Só não vê quem não quiser e só não entende que se recusar a tal. Quem acredita que a "burguesia" é o Mal absoluto ou que os pobres merecem ser incondicionalmente ricos tem aí com que se entreter e pensar. Mas não pensam porque as religiões laicas são mesmo assim.


Enquanto em Portugal não houve coragem para designar o PCP como um partido fascista, realmente fascista, usando a sua própria linguagem e proibindo-o legalmente de acordo com a Constituição que eles mesmos aprovaram, pouco mais haverá a dizer.

Não é que defenda a sua expressa proibição, em princípio, mas de acordo com a Constituição é isso que deve ser feito e portanto, deverá alterar-se essa mesma Constituição para que não se faça. Que isto fique claro...

Questuber! Mais um escândalo!