segunda-feira, 18 de maio de 2009

Estudo acompanhado

Do Expresso online:

"Uma criança pequena trabalha diariamente na escola tantas horas como um adulto e ainda leva trabalho para casa, um excesso que preocupa especialistas e deixa angustiados muitos encarregados de educação, que pedem que em casa os deixem ser apenas pais. "
Quem responde por isto? O Ministério da Educação, seguramente. Mas essa avaliação não se faz, porque a estatística de algibeira, hobby da ministra, não consta do papel com números sobre horas de TPC.
As crianças portuguesas vão para a escola carregadas de livros e cadernos. Há trinta anos, nem metade do peso carregavam. Hoje é o que se vê, com os resultados conhecidos.
Quem responde por isso? O Ministério da Educação, seguramente. Mas essa avaliação nunca se fez, porque a estatística sobre os livros, peso, dimensão e relevância também nunca se fez e o hobby da ministra não é esse, de incomodar editoras com números.
Qual o peso do trabalho escolar na vida de uma criança?
Ora, essas coisas interessam para nada. O que interessa, acima de tudo, é o peso do sucesso escolar, medido em estatísticas a peso conta e medida das frequências e passagens de ano, para mostrar na Europa que somos como eles.

80 comentários:

Anónimo disse...

José,

Uma escola visitada pelo PM em grande festança que aparece na RTP, com muita gente a sorrir e a dar palmadinhas nas costas. Escola modelo. Aulas de inglês há dois anos. Findo o ano, não sabem o que é o verbo To Be. Fazem cópias de textos em português e desenhos unindo pontos numerados em folhas que lhes são dadas. Pintam. De quem é a responsabilidade? Possivelmente é minha, que ainda não comprei a pistola metrelhadora para pintar o edifício DREN como o Samora Machel fazia ao carro. Nunca conheci a escola do antigamente. Parece que aquilo era duro, mas aprendia-se. Agora é mole, joga-se joguinhos no Magalhães em vez de se ir para o recreio, espera-se que o professor chegue das inúmeras e loucas reuniões para onde vão e de onde vêm estourados pela tortura mental, e aparece-se na TV ao lado de um senhor que é Presidente do Conselho e por vezes vem de longe de avião com umas caixinhas, que a seguir leva para fazer a fotografia noutro lado qualquer, talvez porque não tem nada mais o que fazer, senão fazer de conta que faz, mal e porcamente, encostando as bochechas ao lado para fazer um sorriso que nem é dele nem tem vida para além do momento em que câmera se desliga.

cfr disse...

Tenha calma, José... logo à noite aparece um "encartado" na televisão a explicar que a culpa é dos professores...

MARIA disse...

A mim parece-me que já nem bem se sabe o que é ser criança e qual o tempo certo para viver a infância e menos ainda o que isso signifique.
*
O título que colocou a este post só podia ser seu. Deliciosamente assertivo na crítica ...

Rebel disse...

José: Temo que a forma como coloca o problema não seja a melhor porque ilude o cerne da questão da educação em Portugal.
A questão foi, é e será o que devem os nossos filhos aprender na escola, de forma a que esta os prepare para a vida?
Já aflorei, embora de modo tácito, este problema numa longa resposta que dei a VML aqui, se a memória me não falha, na entrada sobre "Nós, no Rodeo".
Este é o busílis da questão.
Quais são os problemas?
No domínio da Filosofia é o da necessidade de arranjar uma solução consensual para não deixar escolas filosóficas de fora. O desgraçado do aluno vai ter de levar com Tomás de Aquino ou Santo Agostinho para satisfazer o lobby da Católica, independentemente de isso lhe poder vir a ser útil ou não no seu futuro, por exemplo. A sociedade portuguesa de filosofia, ou alguns dos seus elementos mais empenhados, impõe mais meia dúzia de autores e assim sucessivamente, até que as escolas de Lovaina, de Oxford, ou Paris, saiam equitativamente contempladas. Ninguém está preocupado com determinar quais as necessidades com que um aluno se verá confrontado na sua vida prática.
É isto que acontece no Secundário.
No primário, a coisa aparece ainda mais negra, pois se a coisa se limitasse à simplicidade britânica dos humorísticos "three 'R'" (reading, writing and arithmetics), tínhamos como garantia que as criancinhas sairiam da escola a ler, escrever e a saberem fazer contas básicas, mas não!
Aí, não sei como se passa a coisa. Mas se nos lembrarmos que andámos a ensinar gramática generativa às nossas crianças, só porque era novidade na Sorbonne e mesmo sabendo que o autor do projecto, Chomski, Já tinha declarado o projecto falhado... está tudo dito!

Rebel disse...

Li há tempos, já não me lembro onde, um pequeno artigo sobre essa tragédia que é ser criança hoje em dia, no qual o autor enumerava algumas (e não eram poucas) das muitas obrigações que hoje os pais impõem aos seus filhos, o que não lhes deixa tempo para serem crianças. Depois, em todas essas actividades, dizia o articulista, as crianças têm de ter sucesso.
Depois, conclui que os pais deveriam voltar a ler Montaigne, para voltarem a perceber que as pessoas, nomeadamente as crianças, não foram feitas para terem sucesso, mas para serem felizes!
Eis uma leitura que sugiro todos voltemos a fazer, assim como, para "desintoxicar".

josé disse...

Rebel:

Longe de mim a pretensão de saber e dizer como deve ser o ensino.

Perto de mim, porém, andam noções básicas sobre o que não deve ser e uma delas é esta que apresentei:

Não deve ser um modo de carregar o aluno de livros cujo conteúdo tem pouco de substantivo e servem para alimentar a indústria do livro escolar.
Porque é mesmo disso que se trata: alimentar a indústria escolar do livro.

Em relação ao TPC, lembro-me de na escola primária do meu tempo também haver exercícios para casa, designadamente aritmética. Fazia assim: em meia hora, depois de sair, resolvíamos em conjunto e estava feito.

Agora, coitadas das crianças. Levam com montes de "deveres" para fazerem em casa e já nem lhes sobra o tempo necessário para o estudo porque o tempo de sala de aula, por vezes, não é bem aproveitado com a disciplina e métodos que existem.

Claro que os sabedores destas coisas desfazem estes argumentos em dois tempos. Só não desfazem
é a triste realidade que assim construiram.

zazie disse...

Rebel:

«Tomás de Aquino ou Santo Agostinho para satisfazer o lobby da Católica ».

V. sabe o que diz ou mete prá veia?

Rebel disse...

Não creio que possamos desmentir factos, deixemos isso para o PGR na sua forma mais mitigada de não daar a informação toda aos seus Conselheiros. Desculpe-me o excurso.
A questão dos deveres é somente um epifenómeno. Ele desapareceria se a escola primária fornecesse aos alunos as ferramentas que lhes permitisse chegar ao secundário sem que os desgraçados dos profs tivessem de andar a tapar os buracos trazidos detrás.
E, depois, existe essa pecha estrutural de que lhe dei conta que não permitirá nunca que haja em Portugal um ensino que prepare as pessoas para a vida, que era a única coisa que o ensino devia fazer.

zazie disse...

Mas v. sabe mesmo o que diz, ou inventa? A Filosofia até já deixou de ser disciplina obrigatória e nem conta para entrada na faculdade.

Já mandaram fora, juntamente com a Química e História da Arte e outras.

Agora v. devia explicar-me em que programas de liceu é imposto o Sto Agostinho e o Tomás de Aquino, e isto para satisfazer lobby da Católica.

É que v. mete prá veia e não é pouco.

Isto, não só absoluta mentira, como estudar filosofia medieval nunca poderia ser consequência de um lobby de uma Universidade.

Mas nem se estuda. V. inventou tudo e até me parece estranho como diz que faz parte do Ensino.

zazie disse...

E depois, parece um canalizador a falar do que é útil.

Carago, homem- utilidade também é saber pensar e ter cultura.

Se v. dá aulas de maquinetas a quem não dá para mais, ao menos tenha a noção que isso não é para ser padronizado.

zazie disse...

E sim, ler Montaigne também lhe dava proveito.

Aproveite, enquanto é tempo.

Rebel disse...

É uma questão de falar com o Prof. Dr. Cerqueira Gonçalves que muito andou nessas "andanças". Ele saberá mais pormenores do que eu que só sei a história a este nível. Não fui a essas reuniões no ME.
Quanto a meter para a veia, diga-me o quê e dir-lhe-ei se sim ou não! Mas, já agora, diga-me que interesse nutre por veias e universidade católica? Que asociação estranha!

zazie disse...

Onde é que este foi desencantar a obrigatoriedade de se aprender S.to Agostinho e Tomás de Aquino?!?

Isto é o cúmulo da aldrabice e da paranóia religiosa.

Só mesmo por imaginar Opus Dei debaixo da cama é que se podia inventar uma anormalidade deste calibre.

zazie disse...

Repita lá- diga lá onde é que é obrigatório dar Sto Agostinho e Tomas de Aquino na disciplina de Filosofia do secundário.

Estou à espera. V. fez uma afirmação- agora sustente-a.

zazie disse...

Seu idiota- acha que alguém precisa de depender de alguma coisa para pura e simplesmente dizer que v. mentiu?

V. não tem de fazer processos de intenção a ninguém. Tem é de justificar as mentiras que disse.

Porque a única pessoa que associou estudo de Filosofia a um lobby de uma Universidade foi v.

Logo- v. é que é capaz de ter problemas ou ligações estranhas com essa Universidade para até ser capaz de inventar curriculos que não existem.

Entende?

Nunca, em Portugal, desde tempos de Salazar até hoje, foi alguma vez obrigatório estudar-se Santo Agostinho ou Tomás de Aquino.

Muito menos em programas escolares de secundário.

Só na Universidade e só no curso de Filosofia.

E é claro que o estudo da Filosofia medieval não depende e muito menos foi inventado por uma universidade.

zazie disse...

A Filosofia então, que tem sido a disciplina mais usada para a doutrinação jacobina e esquerdalha...

Logo a Filosofia. Quando não a agarram para adulterarem tudo e venderem doutrina da moda, até a tiram do curriculo, para facilitar os "sucessos escolares".

Rebel disse...

Desculpe-me, mas no último programa de filosofia a que tive acesso, havia quatro grupos de filósofos, dos quais três grupos eram obrigatótiamente dados com pelo menos um dos filósofos desse grupo. No grupo da medieval, estavam Santo Agostinho, Tomás de Aquino, e mais outros dois que agora de memória não lhe sei reproduzir.
Isto foi há dois ou três anos. Se entretanto retiraram a disciplina do curriculum, fizeram muito bem, pois tal qual era ministrada, era de facto dispensável. Factores de ideologia já os alunos têm que chegue!
No dia em que quiserem criar seres com pensamento autónomo, reintroduzam-na, mas não nos moldes em que a coisa decorria.

Rebel disse...

Já percebi quem se droga aqui!
Nem lhe respondo!
Desculpe, José!

zazie disse...

V. insiste na estupidez. Essa molhada toda, às dezenas, com gente que nem nunca foi filósofo na vida, é apenas para se seleccionar um!

Entendeu? Ninguém, em parte alguma, anda a estudar Santo Agostinho ou Tomás de Aquino.

O que, aliás, não traria nenhum mal, já que é impensável pretender-se ter algum domínio do pensamento filosófico medieval, mandando esses 2 para o index dos jacbobinos.

Mas, como é óbvio, nem os programas de secundário dão autores, quanto mais impor filósofos.

Não dão nada. A bem dizer. Dão umas tretas politicamente correctas onde ainda conseguem adulterar o Platão, vendendo-o na temática da "liberdade".

zazie disse...

Quem se droga só pode ser v. que deixou para aí uma inventona.

Ora vá lá ao site do Ministério e mostre-nos que é mesmo assim.

Força- os programas estão todos online.

É fácil e escusa de descambar com processos de intenção.

V. afirmou; eu disse que era mentira.

Agora vamos a ver quem mentiu.

zazie disse...

Eu nem digo mais nada.

V. mentiu, ignora em absoluto o que seja a disciplina de Filosofia leccionada no secundário e deve ter uma estranha alergia religiosa que o leva a sacar dos alhos, sempre que se fala em religião.

Alguma vez leu Agostinho de Hipona?

Alguma vez pegou na Suma Teológica de Aquino ou isso são coisas impostas por lobby e v, tem medo de ficar contagiado?

A única coisa que se falava, era meia dúzia de linhas para exemplificar alguns conceitos éticos e a sua história.

Mas isso para si deve ser coisa a merecer fogueira jacobina. Já percebi.

Temos mais pancada de auto-exorcismo a bordo.

zazie disse...

Não responda. Já se viu que meteu água.

Quanto ao resto, deixe lá que também já se exorcizou e pode ir em paz

eheheheh

(eu mato-me a rir com estes malucos das alergias religiosas. Deve ser para equilibrar os maluquinhos que também só vêem religião em tudo e depois até temem filosofia, por poder ser coisa profana).

zazie disse...

Bem, mas isto foi a sua resposta ao post do José que falava do peso dos livros e da brutal carga horária das criancinhas.

Portanto, perante este post, a única coisa que se lembrou foi não sei quantos do lobby da Católica (imagino que para as mochilas das criancinhas da primária e ciclo) e do Chomsky.

Estamos entendidos quanto ao que tinha a dizer acerca do peso dos livros.
Há-de ser coisa de carga.

zazie disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
diconvergenciablog disse...

Os jovens têm muitas disciplinas, é natural que apenas fiquem com uma ideia geral sobre todas.
Não aprendem nada de concreto!

zazie disse...

Mas eu fiquei intrigada com essa de "deixar de fora as escolas de lovaina, Oxford e Paris".

Que raio é que v. queria dizer com isto?

Que escolas de Oxford ou de filosofia de Oxford, ou que raio de disparate é que v. tentou dizer?

diconvergenciablog disse...

A disciplina de filosofia do 12º ano é opcional.
De uma série de autores, incluindo os que referiram nos comentários, o docente pode escolher quais leccionar.
O exame nacional de filosofia do 12º ano tem questôes de variados autores, o aluno escolhe os que estudou. Em 2004 era assim...
Eu estudei S.Agostinho, Descartes, Platão (foi o escolhido pela docente).

diconvergenciablog disse...

Filosofia do 10º ano e 11º ano (nas áreas em que é obrigatória) tem um programa único.

Jack disse...

Uf! Apanhei cá um «cagaço»! Zazie, tenha calma mulher, o Rebel só expressou a sua opinião. E deixe para lá essa da veia senão o José ainda abre um inquérito aos comentadores.

zazie disse...

ehehe

Ele não expressou nenhuma opinião.

Se fosse opinião, na maior. Ele fez uma afirmação falsa e depois ainda teve o desplante de fazer insinuações de interesses meus.

Nada disto tem a ver com opiniões que se respeitam.

É precisamente o oposto a uma opinião.

zazie disse...

Vá lá buscar o programa de Filosofia para se ver se ele não mentiu.

Mentiu- inventou por paranóia pessoal com a religião.

zazie disse...

Estudou Santo Agostinho como?

Ore conte lá o que estudou de Santo Agostinho.

Eu tenho amigas professoras de Filosofia que nunca me falaram em escolher filósofos mas apenas uns pequenos textos que tinham de se enquadrar em épocas históricas.

Apenas isto. E não era um Filósofo que se dava. Eram umas tretas de textos escolhidos, como a Carta Sobre a Tolerância do John Locke.

Isto é dar Locke? e o mesmo para os restantes.

zazie disse...

Estão aqui os programas. É conferir.

diconvergenciablog disse...

Sim, textos...
Os docentes escolhem os autores e apresentam os textos.
Tinhamos essas tais noções dos autores que eram escolhidos. Claro que não estudamos a obra toda dos filósofos!
No exame nacional escolhia-mos o que estivéssemos melhor preparados. A maioria julgo que escolhia Descartes.
Quanto ao S.Agostinho lembro-me por alto de que Deus é o ser mais perfeito do que o qual nada pode ser pensado, lol.

diconvergenciablog disse...

Isso no 12º ano. Disciplina opcional.
Na altura era exigido filosofia para ingresso em certas faculdades de direito, p.e a fduc. Agora já não é!

diconvergenciablog disse...

S.Anselmo.

diconvergenciablog disse...

Era assim antes [ http://www.eurosophia.com/filosofia/programas/antigos/filosofia_12.htm ]

zazie disse...

Isso já acabou.

E nem tenho a certeza se alguma vez se deu Santo Agostinho.

O que existia era uma série de autores divididos por 4 épocas históricas, das quais se tinham de dar 3.

E dentro delas é que havia textos de autores dessas épocas.

Mas isso é muitíssimo mais antigo e nunca se deu um filósofo. Nunca! apenas uns textos. Onde se equacionavam questões filosóficas.

Que nunca são questões religiosas, a não ser na cabeça de ignorantes com pancadas de ateísmo militante.
.........

E o que v. está a dizer nem é isso. Falava-se das provas da existência de Deus para depois se dar Kant que as colocou em causa.

Os filósofos abordados eram Platão, Aristóteles, Descarte, Kant e Hegel.

E depois umas tretas muito simples de Nietzche, Marx, Sartre (um gajo que nunca foi filósofo) e mais Kierkegaard.

Mas isso foi substituído pelo tal folclore onde até apareciam uns poetas que nunca fizeram filosofia na vida mas eram muito "contemporâneos"- para dar esse ar de que o Rebel fala- a ideia que são coisas "da nossa época"- logo muito mais úteis e blá,blá, blá.

zazie disse...

Pois. Como v. diz, agora até se pode entrar na Faculdade sem ter estudado Fiolosofia.

Porque tudo isso foi substituído pelos "projectos" e "educação para a cidadania" e tecnologias. Muita tecnologia- o que quer isso seja.

zazie disse...

Exacto. Esse link que deixou tem la a molhada toda da qual se escolhiam 2 ou 3.

zazie disse...

Desses todos só conta 1 por época e apenas se davam 3 épocas. E para exame era sempre opção entre 2.

Resumuindo- faziam fichas de leitura de meia dúzia de textos de filósofos e nunca, em parte alguma, foi obrigatório estudar Santo Agostinho ou Tomás de Aquino.

E, muito menos, como o Rebel disse, por ser lobby da Opus Dei da Católica.

Dizer isto é prova de absoluta ignorância acerca do que seja Filosofia.

Para ele há-de ser uma coisa que se dá de joelhos quando toca a autor medieval.

E para chamar muita gente para a Opus Dei.

Mete prá veia.

E faltou explicar as famosas escolas de Oxford, Lovaina e Paris, que são proteladas em prol da Universidade Católica.

É de loucos, dizer-se isto.

diconvergenciablog disse...

Sim é isso!
Foi Fédon de Platão, Proslogion, de S. Anselmo, Princípios da Filosofia, de Descartes.
(A docente tinha um caderno com os textos, dava estes porque era os que tinha...). Lia-os nas aulas e nós escreviamos no caderno...
Cumps.

diconvergenciablog disse...

O docente só tinha que escolher...
Os alunos, para exame nacional, tinham grande liberdade de escolha (bastava ver os programas e escolher dois).

zazie disse...

Ok. V. deu 4 épocas históricas mas só eram necessárias 3 para exame e mesmo aí havia opção.

E isso deve ter sido há muito tempo.

Bye.

Mas deu o Santo Anselmo de joelhos?

zazie disse...

Aliás, deu 3. A sua prof optou pela Idade Média, quando podia ter escolhido um iluminista.

zazie disse...

Exacto! que nunca eram Santo Agostinho e S. Tomás de Aquino como o Rebel afirmou.

Davam umas coisas de Platão, Descartes, Kant e Hegel. E disto só precisavam de saber umas coisas de 2.

diconvergenciablog disse...

Claro que não.
Qualquer aluno no 12º ano (por pior que seja) tem noção do contexto da(s) obra(s).

Mani Pulite disse...

Bravo Zazie,a Toupeira do Largo dos Ratos já levou para o tabaco e voltou para a toca.Esperemos que de vez.Desconfio que debaixo do R. está o P.

zazie disse...

Não só do contexto. É bom que entenda que uma formulação filosófica nunca pode ser uma doutrina.

E muito menos que uma questão teológica possa ser dada como religiosa e doutrinária. Porque isso é a negação absoluta da Filosofia.

E Agostinho de Hipona; Tomas de Aquino e Anselmo de Cantuaria foram filosofos.

zazie disse...

Calma aí que eu nada tenho contra o Rebel e ele até mostra fotografia.

Foi apenas aqui, por estar a fazer afirmações erradas e depois ter querido meter indirectas lançando suspeições sobre possíveis interesses meus.

E esta segunda parte é que não gostei, pois a única pessoa que insinuou lobbys foi ele e com motivos totalmente descabelados.

De resto não me lembro de me ter cruzado com o Rebel em mais nenhum blogue.

Rebel disse...

Zazie
Amanhã ou depois, terá aqui os programas em que não era possível fugir a um ou a outro dos filósofos que mencionei, assim como não era possível fugir a Descartes ou a Platão, uma vez que a escolha era feita pelos grupos disciplinares e não individualmente...!
Evidentemente que as obras não eram abordadas na sua globalidade. Só "A Cidade de Deus" daria para o resto da vida de qualquer jovem., bem como relativamente a Tomás de Aquino; se eu colocasse algum aluno a ler a Suma Teológica, ou mesmo só as cinco demonstrações racionais da existência de deus, teria de lhes ensinar primeiro algumas regras de lógica para perceberem que todas elas são falaciosas. Ora, para isto, não bastariam dois anos lectivos quanto mais um.
Quanto à sua fúria fideísta, aconselho-a a consultar um técnico competente, vulgo psiquiatra, pois a sua escrita revela uma falta de educação que não conhecia até agora e mesmo uma fúria que deveria ser quimicamente controlada. Não sei se o técnico a porá a meter para a veia (o que parece constituir uma obcessão sua).
A constituição de uma consciência crítica não se faz doutrinando, mas conferindo liberdade e alertando para as falhas no exercício dessa mesma liberdade.
Por ora, resta-me ir procurar esse programa que dei como prof. da cadeira (profissionalmente, mas contra minha vontade). Vou colocá-lo aqui, logo que o encontre. Entretanto, desejo-lhe as melhoras!

zazie disse...

Não vale a pena perder tempo porque já houve um comentador que colocou aqui os links e verificámos que eu tinha razão.

Nunca foi obrigatório estudar Santo Agostinho ou Tomás de Aquino no secundário.

Mas v. precisava era de explicar porque é que um qualquer estudo destes filósofos era uma forma de doutrinação religiosa.

Ou será que v. nem tem a noção do que é uma questão filosófica e que essa questão nunca pode ser uma forma de doutrinar alguém já que a Filosofia coloca tudo em questão?

Explque apenas isto- onde é que v. vê lobby da Opus Dei no estudo da Filosofia.

Apenas isto. Para poder justificar que até sabe do que fala.

E conte lá essa das escolas de Oxford, Lovaina e Paris.

Palavra que com isso é que fiquei intrigada.

Porque já deu para ver que v. papagueia. E eu gostava de apanhar onde foi aprender a papaguear isso.

Não é por nada... mas era quase capaz de apostar de onde isso vem.

Por falar em "escolas" e associação de Filosofia e não sei quantos, quando v. nem tem formação em Filosofia e dá aulas de "quinquilhas e martelecas".

Rebel disse...

Mani Pulite:
Não sei se isto pode constituir uma dor para si, mas não tenho partido, embora tenha contribuído para a fundação de alguns: Partido da Terra, POUS e PDC e outro de que já não me lembro bem qual tenha sido.
Nunca pertenci a um partido. Mas acho que devo dar lugar e fomentar a livre expressão de diferentes formas de olhar a realidade.
Os únicos com que estou comprometido são os meus animais, a minha mulher, os meus filhos, os meus enteados e, sobretudo, com a minha consciência. Com esses, tenho compromissos que honrarei até ao fim dos meus dias!
Lamento que as manifestações dequem olha para o mundo com este grau de liberdade que fui adquirindo ao longo da vida, lhe possam parecer estranhas.

zazie disse...

Fúria fideísta?

ehehree

Este é mais outro que anda em tourné a fazer a onda ao professor Ludovico.

Só pode, Cheira a coisa de bode à distância.

E esses bodes é que têm a mania de doutrinar aulinhas de "beija-cu" com salpicadelas pseudo-filosóficas para parecer caro.

A ver se não é... há-de vir daí- dos bodes do reino da macacada.

zazie disse...

Vá, seja bacano e conte-me lá a cena de Lovaina e Oxford e onde é que aprendeu isso.

Quem são os gajos, conte lá, que eu gosto de morder é esses.

Foi o Ludovico? ou faz parte do bando murcho do reino da macacada?

zazie disse...

E falou em Associação, né?

Isso fala-se muito à conta do amigo do murcho- outro bode- o Aires de Almeida, né?

Rebel disse...

Zazie:
Mais uma vez a aconselho a consultar o tal especialista, cada vez estou mais convencido de que necessita, com alguma urgência, de ajuda especializada. Olhe que é um conselho de amigo!

zazie disse...

Ou v. anda por tarimba mais baixa à bode esperança?

É que deu para topar que nem imagina em que consiste a Filosofia.

Mas fala dela como falam os bodes da onda à Ludovico.

Até lhes dediquei um post no fim-de-semana. Ora vá lá espreitar a ver se quem goza com o v. fideísmo "monofisita" não sou eu.

Precisamente porque v.s militam contra as religiões e usam a filosofia de forma doutrinária para as negarem.

E depois, costumam ter pela frente maluquinhos evangélicos idênticos e é uma alegria.

zazie disse...

eehhehe

Se eu não tivesse mais que fazer até apanhava já de onde v. foi copiar isso tudo.

Inté bacano.

E cuidado com não tropece no Anselmo julgando que o Quino da Mafalda.

Rebel disse...

O argumento ontológico é de facto uma excelente obra de engenharia das ideias. Prova a existência de um Deus, mas não necessariamente, pessoal, nem sumamente providente, nem sequer sumamente bom! Prova apenas que existe alguma coisa maior do que a qual nada se pode pensar! Não tropeço nisso!
Tome um banho gelado até ter uma consulta que lhe reponha os neurónios no lugar, que este não é o local para me permitir discutir filosofia com quem nem para discutir futebol revela educação!

zazie disse...

Mas v. aprendeu isso no liceu?

Conte lá. Conte lá onde andou a aprender provas da existência de Deus, que v. afirmou que faziam parte do lobby da Católica para as impor nos programas de Filosofia.

Eu não vou agora perder tempo a debater bodegada. Já sei de cor e salteado essas cenas. Até o bode esperança é capaz de dizer isso.

O que eu queria é que v. me contasse quais são as escolas filosóficas de Lovaina, Oxford e Paris que são preteridas no ensino da Filosofia do secundário por cá.

E por força do famoso lobby da Católica.

Porque, fora isso, bastava-me contar com quem é que aprendeu a papaguear provas de Deus e de lógica.

Que não foi na escola- disso tenha absoluta certeza.

Foi noutro lado...

Noutras escolas...

Com outros doutrinadores.

Né?

É, pois.

zazie disse...

Conte lá, conte lá antes que eu tenha a triste ideia de seguir o rasto e dar com estas coisas e com as aulinhas a papagaio.

É que v. inventou programas de Filosofia apenas por andar a decorar doutrina que nada tem a ver com Filosofia.

E isso é bera. É bera mesmo apenas para quem dá aulas de quinquilhas e martelecas mas que gosta muito de falar de pedagogias e fala tu-cá-tu lá,com os pedagogos.

Né?

Nas Novas Oportunidades só se dão provas da existência dos milagres tecnológicos do Sócrates- o inginheiro.

josé disse...

Contaram-me esta hoje:

No cabeleireiro a moça que tem o 9º anos de escolaridade queria continuar e tirar o 12º

"O que eu queria mesmo era tirar o 12º ano na escola...mas não tenho capacidade, não consigo. Por isso é que vou para as Novas Oportunidades que é muito mais fácil e isso consigo..."

Foi mais ou menos assim

isto diz tudo das Novas Oportunidades: uma burla, um embuste, uma palermice que só serve para torrar dinheiro público.

Rebel disse...

José:
Ela pode querer! Tal qual eu posso querer fazer um doutoramento no domínio dos Exponenciais.
Só que nem eu nem ela o vamos conseguir! Não sei suficiente matemática para o fazer. Agora tenho ainda uma hipótese: dedicar-me de corpo e alma a estudar matemáticas para daqui a três ou quatro anos me poder abalançar a isso. Essa possibilidade ela também tem!

diconvergenciablog disse...

Que novidade caro José!
Basta lá ir, e prontos, diploma na mão!
9º ano /12º ano, faculdade, tudo muito fácil.
Os adultos ainda é como o outro (a maior parte não tiveram hipóteses no seu tempo).
Jovens de 20 anos não deviam poder frequentar esses programas.
Não aprendem nada... Melhor seria se tirassem um curso profissional para poderem ingressar no mercado de trabalho.
Um jovem que passou a vida sem fazer nada, que não conseguiu tirar o 9º ano ou 12º tendo duas opções: tirar um curso profissional, tentar tirar o 9º ano e 12º no ensino ou as novas oportunidades, escolhe as novas oportunidades está claro.
É também injusto para os jovens que tiraram o 12º ano em 12 anos. Muitos desses jovens não quiseram estudar, não conseguiram, etc. Obtêm o 12º agora oferecido. Os outros (parvos) estiveram 12 anos na escola, fizeram exames, gastaram dinheiro aos pais, outros trabalharam, fizeram sacrificios,etc.
Muitos com o 9º ano e/ ou 12º ano tirado em um mês ingressam em forças de segurança, gnr, psp...
Outros em faculdades...
Julgo que é injusto para os jovens que estudam.

diconvergenciablog disse...

Por estas e outras (facilitismo no ensino regular) estas novas gerações vão passar a vida na escola e, a maior parte, não terá futuro digno.
Vão todos imigrar decerto.

josé disse...

Mas isso de "tirar" o 12º ano tem de corresponder a uma experiência de ensino concreto e de aquisição de saberes concretos que não se tornam possíveis sem um estudo e um ritmo de avaliação exigente.

Portanto, nas Novas Oportunidades, como os cursos são de duração inferior, deveriam ainda ser mais puxados. E não são...porque qualquer pessoa os faz.

Isso é um contra-senso. E só o José S. se lembraria de dizer que reside aí uma das chaves para sair da crise.

O gajo nem sabe o que está a dizer, mas percebe-se melhor quando se sabe de que modo tirou o curso.

diconvergenciablog disse...

Isto é tudo muito bonito para o governo, para os que não quiseram estudar ou não conseguiram. A escola é pública, com mais ou menos dificuldades económicas todos a podem frequentar.
É um cenário muito negro para os jovens que estudaram 12 anos...
É o descrédito total do 12ºano. Como já não vale nada, tem que se obter o curso superior (lic), como as lic. de bolonha, também não valem nada já, tem que se tirar o mestrado, como os mestrados de bolonha tb nada valem, tem que se tirar o doutoramento, etc...
Tudo muito bonito, teoricamente, muita formação, muita cultura, etc. De resto - construção civil para os homens e lavagem de escadas para as mulheres.
Pagará o justo pelo pecador. Os que realmente tiveram algum mérito na escola e na universidade verão as suas competências desvalorizadas, mas prontos!
Os politicos é que sabem. Eles devem ter isso tudo pensado, decerto!

Rebel disse...

DIsse-o no meu blog, josé! Se este Processo de RVCC que é a isso que se estão a referir (As "Novas Oportunidades" é um programa mais vasto, que abrange outro tipo de coisas), para vingar, carece da aprovação social, cada vez que este PM se lhe cola, é para o enterrar!
O aumento das qualificações da nossa população é necessário mas, nisto como no resto, não há "messias"
Esta senhora ministra da educação quis fazer das escolas autênticos supermercados de "ofertas educativas". Uma das "ofertas" que para lá levou, foi precisamente os Centros de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências. Acontece que este método de trabalho é em tudo contrário ao que uma escola deve ser.
Um Centro de RVCC, quando um adulto aparece e não revela competências suficientes para obter um determinado grau, deve propor-lhe formação complementar para suprir as insuficiências que se venham a verificar e pode fazê-lo de duas maneiras: se a coisa puder ser dada em 50 horas, serão dadas no Centro pelos formadores que lá existem; se 50h não chegarem, então terá de ser enviados para módulos de formação na escola, onde receberá a formação que necessita. Depois voltará ao Centro de RVCC.
Agora Centros de RVCC dentro das escolas é um pouco como guardar ácido sulfúrico dentro de odres de cabedal: nem um, nem outro subsistirão e entra-se na aldrabice. Há dez anos que faço isto e, dois deles, foram feitos a despir a pele do professor. Não me esqueço disso e, por isso, compreendo bem a dificuldade que há em compreender este processo. É como que o dianegativo da escola.

Colmeal disse...

Exactamente ... uma gigantesca fraude com uma campanha publicitária como nunca se viu e paga por quem ? Por todos nós.
Também conheço um caso de uma senhora que nunca conseguiu ir além do 10º ano e não é que agora tem uma orientadora que lhe pede uns "trabalhos" e no fim vai ter o tal "diploma" que lhe permite a equivalência ao 12º ano !!!
Esqueci-me de dizer que não ficou mais inteligente de repente ... advinharam, quem está a fazer os "trabalhos" é o marido !!! tal como podia ser o irmão, o primo, o vizinho de baixo ou alguém a quem ela pagasse para lhe fazer os "trabalhos". Depois é só ter a pouca vergonha de os apresentar como se fossem seus, tal como o outro no governo a apresentar algumas medidas como se fossem da sua autoria ...

Rebel disse...

Quantos colegas tiveram que copiaram em testes?
Alguns foram apanhados, não?
Lembro-me de no Liceu fazer testes de português e de filosofia para colegas meus.
E também me lembro de ter sido ajudado a geometria descritiva
Pois aqui é fácil apanhar essas pessoas, pelo menos no RVCC.

Colmeal disse...

Rebel,

Acha que existe algum interesse em apanhar essas pessoas ???
O sistema foi montado para FACILITAR não para exigir que as pessoas demonstrem ter competências ...
Se tivessemos o azar deste tipo lá ficar novamente, o próximo passo deve ser começar a "oferecer" licenciaturas ...

diconvergenciablog disse...

Realmente.
Não há interesse em apanhar.

Karocha disse...

SHIIII

O que vai aqui!!!
zazie eu como queria ir para direito, estudei Latim e Filosofia e estou de acordo consigo :-)

Jack disse...

Creio que já chega de tanta filosofia. Deixo aqui um texto que não é da minha lavra mas dá-me um gosto imenso lê-lo.

"Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.
Óptimo! Pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo.
Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.
Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.
Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.
Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.
Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula.
Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros.
Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.
Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.
Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
Nisto a porta abriu-se repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício.
Que loucura, meu Deus!
Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que, as condições eram estas:
Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva."

Mani Pulite disse...

Num País governado por uma quadrilha dirigida por um malfeitor tudo pode acontecer.Tudo é aldrabado começando pelas estatísticas,como se viu hoje com as do desemprego.No caso do ensino não bastam as estatísticas então aldraba-se o próprio ensino a todos os níveis.As Novas Oportunidades é só uma parte da fraude.Dantes dizia-se para inglês ver.Agora é para Europeu ver que pede contas dos milhares de milhões que foram enviados para Portugal desde 1986 para melhorar a qualificação da população portuguesa.Ao fim destes anos todos a Máfia que os delapidou tem de apresentar resultados.Vai daí fabrica-os como salsichas para que o ceguinho europeu continue a mandar a massa para os boys gastarem.Esta é a verdadeira causa política de todas as manobras a que temos assistido no ensino e formação,debaixo da superior supervisão do Vieira da Silva e da D.Lurdes,do ISCTE Inc.Entretanto na OCDE está o Ferro,o equivalente do Mota do Eurojust.Em vez de pressões dedica-se ao fabrico de pseudo relatórios da OCDE.Com esta chancela todos acreditariam que o "inginheiro"é o maior e a massa europeia continua a alimentar a clientela do PS por esse País fora.

Rebel disse...

É claro que há interesse em apanhá-los ou estaríamos nas mãos deles em muito pouco tempo. Quando são apanhados o "acompanhamento" é bastante mais apertado.
Penso que nenhum Centro de RVCC quer ver o seu encerramento por coisas deste género. Não se brinca com a Inspecção do ME.

Mani Pulite disse...

Quem incentiva a fraude,a bandalheira e o facilitismo é o próprio Ministério.É a politica de facto do Sócretino e da D.Lurdes para enganar a União Europeia.Quanto à Inspecção devia começar a preocupar-se com o diploma independente do "inginheiro".

Colmeal disse...

"Penso que nenhum Centro de RVCC quer ver o seu encerramento por coisas deste género. Não se brinca com a Inspecção do ME."

Está a falar a sério ?

Que me recorde a inspecção só anda preocupada com os alunos para saber se os profs. instigam manifestações e entregas de ovos á galinácea da 5 de outubro e com os professores para analisar os rácios de reprovações .... nunca li que se preocupassem com facilidades !
Até porque se assim fosse, tinham de começar pelo inginheiro domingueiro...

Rebel disse...

http://sitio.dgidc.min-edu.pt/secundario/Paginas/Programas_ES_F.aspx
Vidé programa de 12.º ano!

O sensacional segredo de justiça