quinta-feira, novembro 24, 2016

A memória de Salazar interessa a muito poucos.

O Diário de Notícias destacou hoje na primeira página:


E no interior escreveu isto sobre o espólio de Salazar entregue ao cuidado da autarquia local que fundamenta a acção em julgamento:


Este assunto de Salazar encontra eco em Santa Comba Dão, mas quem lá vai ainda pode ver estes painéis de azulejo no muro do adro de uma igreja:

Confesso que fiquei admirado quando lá vi isto, no início deste ano.

Afinal, no "adro" da casa da Justiça agora há isto, um memorial da "guerra colonial":


Porém, há quase 40 anos, em 10 de Fevereiro de 1978 ainda se podia ver isto:


A memória de Salazar, do que escreveu ( os seus discursos em seis volumes ninguém mais os reeditou e mereciam tal atenção) e do que deixou interessa pouco a muito pouca gente porque os media e a inteligentsia preferem afinar pelo diapasão do discurso socialista e comunista que cilindrou ao longo de décadas todas as referências positivas à obra do maior vulto do século XX português.

Incrível!

No Vimieiro, terra natal de Salazar, mesmo junto à sua casa de morada enquanto jovem e adolescente, existe uma escola-modelo ( que serve de pano de fundo à foto, acima, no DN, do sobrinho-neto de Salazar, Rui Melo)  cuja história da respectiva construção merecia ser contada e relembrada.




A história da construção desta escola merecia um livro. Mas não das flunsers ou rosas, claro.

O património arquitectónico que pertenceu a Salazar e foi entregue aos cuidados da Câmara local, esse, encontrava-se assim, nessa altura...


Questuber! Mais um escândalo!