O fascismo, quoi! Curiosamente nunca se ouviu o PCP a clamar contra o fascismo da Alemanha do pós-guerra...e mesmo que a partir de 1968 tenha ressurgido a fénix vermelha os dirigentes alemães conheciam as peças e proibiam-nos de participar na função pública por serem "radicais"...
A história é pouco conhecida mas deve sê-lo melhor:
Se tivessem feito o mesmo por cá, logo a seguir ao 25 de Abril de 1974 teríamos uma sociedade mais sadia, mais próspera e mais igualitária. Assim, temos bancarrotas atrás de bancarrotas...
Aliás, na Europa que conhecemos só a nossa parolice dá alento a este PCP, com estes jovens pensadores que dão esperança aos amanhãs a cantar.
Lá, na Alemanha e em toda a Europa o comunismo é coisa do passado e com razão:
Karl Marx e Friedrich Engels eram alemães, mas nem isso parece chegar para que o Partido Comunista Alemão seja um partido com verdadeira relevância na política do país. A última vez que o partido teve alguém no Bundestag foi em 2008, quando Christel Wegner (militante do PCA, mas incluída no grupo parlamentar do Die Linke) foi expulsa da bancada onde estava inserida após ter apelado ao regresso da polícia política da Alemanha de Leste numa entrevista:
Acho que se fosse criada uma nova sociedade, iríamos precisar de uma organização [como a Stasi] de novo, porque teríamos de nos proteger das forças reaccionárias que tentassem destruir o Estado a partir de dentro”.É precisamente no Die Linke que se concentra a esquerda alemã (aliás, o nome do partido significa A Esquerda), que foi formada em 2007 numa junção de várias forças à esquerda dos socialistas do SPD — inclusive dissidentes destes últimos, que são o segundo maior partido da Alemanha. Além disso, estão lá antigos militantes do Partido do Socialismo Democrático (o sucessor do Partido Socialista Unido da Alemanha, a força política por detrás da ditadura da Alemanha de Leste).
Nas últimas eleições legislativas alemãs, em 2013, o Die Linke teve 8,2% dos votos. Conta com sete eurodeputados em Bruxelas e foi a fonte de inspiração do Bloco de Esquerda quando, em 2012, decidiu optar pela solução de dois porta-vozes, conhecida como a liderança bicéfala.
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