segunda-feira, 15 de julho de 2019

Os " filhos da savana e primos dos coqueiros"...

Vem descendo a avenida
O negro do rádio de pilhas
Todo contente da vida
Porque não chove e o sol brilha

Patilha comprida e carapinha
Com um visual garrido
Dançando enquanto caminha
Rádio colado ao ouvido

Sei de quem tem hi-fis
E lê enciclopédia
Mas este negro curte mais
Mesmo só com a onda média

Filho da savana
Primo de um coqueiro
Deus deu-lhe a devoção
Mas deu-lhe o ritmo primeiro

Quando o negro vai ao baile
Fica o logo o centro
Tal como no rádio
A música vem lá de dentro

No domingo vi o negro desgostoso
O quiosque estava fechado
E o velho rádio fanhoso
Sem pilhas estava calado


Rui Veloso, maxi-single de 1987.


Público, 15 de Julho 2019.


Este indivíduo que assina este artigo "anti-racista" é investigador no ISCTE  [Não é nada, segundo me informam. Enganei-me na pessoa e peço desculpa, naturalmente, ao visado que nem conheço e que é da tal madrassa].

 Nem seria preciso buscar mais, se fosse do ISCTE,  para se poder afirmar que faz parte da "brand" do anti-racismo associado ao poder político de esquerda que usa tal esquema mental como um instrumento político e que serve apenas esse propósito. 

Tenho para mim que estas pessoas usam o tema do racismo como um meio para um fim, tal como o uso do tema do "fascismo" lhes serve igual propósito. 

Este indivíduo licenciou-se em Coimbra em engenharia informática [ não se licenciou nada, segundo suponho, nessa área, porque a especialidade do mesmo será "sociologia", sem mais referências. Mais uma desculpa...].

  Porém, em 1987 Rui Veloso publicou aquele single de sucesso, com aquela letra sui generis, numa época em que era proibido dizer a palavra preto, sem passar por racista. Negro era a palavra correcta e foi assim que ficou no estribilho. Nessa época não havia pretos, só negros e por isso a história do rádio de pilhas é uma pequena ode à negritude dançante. 
A letra, para mim é um pequeno achado de Carlos T, o letrista do cantor. Se hoje lhes mostrassem uma letra parecida de alguém, não hesitariam em proclamar racista o respectivo autor, do mesmo modo que nem hesitarão em chamar tal coisa a Fátima Bonifácio. 

E tudo por causa de um fenómeno vindo dos isctes e outros lados da sociologia caseira: a criação de uma marca, um brand específico que assimila a racismo tudo o que provenha de alguém que não pertença à seita de iluminati de tais madrassas e se atreva a pôr em causa a ideologia dominante da brand, mormente na apreciação das diferenças raciais ou étnicas. Não há diferenças e por isso quem as proclama é racista. 
Seja o preto "filho da savana e primo de um coqueiro" que deambula com tijolo colado ao ouvido a "curtir" em onda média mais que os aficionados do anel dos Nibelungos ou seja os "afrodescendentes que se auto-excluem".   

Se perguntarem ao mesmo Carlos T como é que é aquilo do "primo de um coqueiro" dirá que era a reinar, tudo bem, nada tem contra pretos e a Fátima Bonifácio é racista, sim senhor. Troglodita e estúpida, como define este especialista informático poeticamente "primo de um coqueiro" que assina o artigo no Público, porque não merece outro epíteto quem assim pensa.
A esquerda triunfante é assim, em todo o lado e aqui em particular. É uma brand. 

 Porque é que chama estúpida a Fátima Bonifácio? Simples: é de sítio parecido com o ISCTE e a brand da instituição não admite desvios ideológicos que ponham em causa a cartilha aprendida pelo informático nas redes de silício.

A Bonifácio escreve em algum lugar que os pretos são menos inteligentes que os brancos? E que são desprovidos de qualquer moral? E que vivem na imundice ( sic) espalhando doenças?  Não, mas o informático, perdão sociólogo,  diz que sim, que é isso que resulta do artigo estúpido, porque "legitima o racismo". 

A Bonifácio diz que os brancos são raça superior? Não mas o informático, ou seja sociólogo,  diz que é isso que se extrai do artigo, talvez inspirado em qualquer algoritmo desconhecido que lhe atingiu as meninges. 

Quando a Bonifácio refere a cultura de guetto de ciganos e "afrodescendentes" há apenas que colocar uma questão: é verdade ou não? Simples e sem algoritmos de iscte. E já agora, se for verdadeiro como o algoritmo admite, perceber a razão real e não apenas a aprendida de cor, na madrassa. 

Acusar do racismo quem denuncia o anti-racismo, de racismo é o mesmo que o puto que acusa o outro do que o mesmo o acusou. Infantil, portanto. 

"Claro que existem africanos racistas, sendo que o racismo, enquanto fenómeno, não é exclusivo dos brancos". "Africanos" versus "Brancos"? 

Estamos conversados, com este informático do ISCTE [ que não é nada disso, mas apenas "sociólogo", sem indicação de proveniência. Pergunto-me com é que o Público o foi desencantar. Três vezes desculpa,  pelo lapso...].

Obviamente é racista segundo a sua própria concepção. 

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