segunda-feira, 8 de julho de 2019

Um processo muito suspeito...

O Sol de Sexta-Feira trazia estas quatro páginas sobre um fait-divers estranhíssimo e relacionado com um processo de extradição de um cidadão brasileiro que entretante se tornou cidadão nacional ( et pour cause...).

Lendo não se acredita, se de facto a realidade for mesmo a retratada: um juiz Conselheiro do STJ, Joaquim Manuel Braz, tido como rígido em matéria processual e de um formalismo a outrance fez entrar num processo uma folha avulsa inacreditável que teve um efeito deletério também incrível: suspender um procedimento de extradição que estava em curso e se revelava imparável. A folha do tal juiz, do Porto, foi a pedra de toque que origina intensas suspeitas, de acordo com a leitura da notícia. Remeteu uma "aclaração" à Relação ainda sem explicação cabal, num procedimento estranho e inusitado.
Ainda mais e pior: a ministra da Justiça, Van Dunem , através do seu chefe de gabinete interferiu directamente e em tempo oportuno para fazer estancar e parar o procedimento da PJ, do tempo de Almeida Rodrigues, no sentido da efectiva extradição. E ninguém se incomodou, até agora, apesar de o juiz do caso ter advertido para a gravidade da situação e da interferência em abuso de poder. Veremos o que faz o MºPº e se o curso de Direito da ministra, tirado entre 1973 e 1977, com uma sabática de dois anos pelo meio ( entre 1975 e 1976, frequentou as fileiras do MPLA) ,  será suficiente para se defender.
Estes dois actos praticados por altos detentores de poderes públicos revelam-se escandalosos se forem verdadeiros no sentido que este artigo lhes confere.

Resta dizer que o visado por tudo isto é um arguido do processo Lava Jato, refugiado em Portugal e suspeito de ter arrebanhado milhões de euros, ou reais, a multiplicar por três, nesse caso. A quem incomoda a sua extradição, para que isto se veja assim às escâncaras e sem qualquer rebuço?

Dois advogados do dito: Pedro Delille e Proença de Carvalho. Safa! O que é que Sócrates tem a ver com isto?!


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